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Pivetta diz que senador negociaria envio de emendas em troca de benefício próprio

Governador afirmou ter informações de prefeituras no interno do Estado que aceitariam “negociata”
O governador Otaviano Pivetta vou a dizer que algum senador de Mato Grosso destinaria emendas parlamentares a prefeituras com acordo de receber benefício próprio de volta.
Na abertura da agropecuária Norte Show 2026 nessa terça-feira (21), em Sinop (505 km de Cuiabá), Pivetta disse que existe prefeitura no interior do Estado que aceitaria a suposta negociata, mas o governo não participaria desses acordos.
“Senador nenhum usa o nome do governo do Estado e propõe negociata. Nós sabemos que em prefeitura no interior tem isso. Nós sabemos que em muitas tem isso: tem negociata. No estado do Mato Grosso não tem desvio de recurso, não fazemos negócio”, disse.
No começo deste mês, Pivetta já tinha dito que “os senadores”, também de maneira genérica, estariam mais preocupados com a distribuição de emendas parlamentares e a negociação delas para ter retorno para si. Questionado sobre o fundamento da denúncia, Pivetta disse que tem responsabilidade com suas declarações.
Mato Grosso tem três senadores, todos devem concorrer nas eleições 2026. Carlos Fávaro (PSD) deve tentar renovar o mandato, Jayme Campos (União Brasil) e Wellington Fagundes (PL) devem tentar concorrer ao governo, mesmo cargo a ser disputado por Pivetta.
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Café se consolida como “ouro negro” da agricultura familiar em Mato Grosso

Com investimento de R$ 3,1 milhões do Governo, produção avança no Norte e abre perspectivas para a região do Araguaia
O café é considerado a segunda bebida mais consumida no mundo, atrás apenas da água, e, em Mato Grosso, a produção tem se consolidado como uma importante alternativa de renda para agricultores familiares. Com variedades já validadas para os solos das regiões Norte e Noroeste, onde se concentram os maiores produtores, o cenário é promissor. O avanço é resultado de investimentos do Governo do Estado com R$ 3,1 milhões em equipamento, máquinas, veículos e insumos, também investe em pesquisa por meio da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer).
O fortalecimento da cadeia produtiva também abre perspectivas para a expansão da cafeicultura em outras regiões do estado, como o Araguaia, que apresenta potencial para o desenvolvimento da atividade.
Para a secretária Andreia Fujioka, o avanço da cafeicultura no estado reflete uma estratégia de desenvolvimento rural baseada na valorização da produção familiar e na incorporação de conhecimento técnico ao campo. Segundo ele, quando o produtor tem acesso a estrutura, pesquisa, assistência e tecnologia, o resultado vai além do aumento de produção, alcançando estabilidade econômica e permanência das famílias no meio rural.
“O fortalecimento da cafeicultura em Mato Grosso mostra que, é possível gerar renda, oportunidades e garantir dignidade para as famílias no campo”, destacou.
No município de Castanheira, o pequeno produtor Osvaldo Roberto Gomes e sua esposa, Zeni Pereira Gomes, são exemplo de superação e transformação no campo. Há cinco anos, o casal decidiu migrar de outra cadeia de produção alimentar para investir no cultivo de café, motivado pela orientação técnica da Empaer.
A mudança exigiu adaptação. No início, as dificuldades com o novo sistema de plantio foram um desafio. Com o tempo, porém, o aprendizado e o acompanhamento técnico deram resultado. Hoje, a propriedade conta com mais de oito mil pés de café, conduzidos com manejo adequado e foco na qualidade.
“Comercializamos nossa produção na feira de Juína. Optar pelo café foi uma boa alternativa de renda. Aqui, podemos contar com a assistência técnica da Empaer e com a Seaf. No começo, tivemos um pouco de dificuldade, porque o sistema de plantio é diferente, mas depois pegamos o jeito. Aqui sou eu e minha esposa, com mais de oito mil pés de café”, contou Osvaldo.
A produção, inicialmente modesta, começou de forma artesanal. Zeni relembra que, na primeira colheita, o casal optou por torrar o próprio café e vender diretamente ao consumidor.
“Na primeira colheita, não vendemos para terceiros; nós mesmos torramos. Comecei a ir à feira vendendo para uma ou outra pessoa em Juína; todo mundo conhece a gente lá. Se não fosse o café, a gente não estaria mais aqui, porque atravessamos uma época difícil”, contou.
O trabalho de pesquisa e assistência técnica foi fundamental para consolidar o sucesso da produção. A engenheira agrônoma e pesquisadora da Empaer, dra. Danielle Muller, destacou que o caso da família representa a essência da agricultura familiar.
“Nós vimos que o seu Osvaldo e a esposa representam a agricultura familiar raiz: plantam, colhem, beneficiam e levam o café para vender na feira. Durante cinco anos, nos dedicamos a pesquisar as variedades de clones de robusta amazônico para identificar quais são ideais para o solo mato-grossense. Hoje, temos materiais validados para as nossas condições, o que fortalece ainda mais a atividade no estado”, explica.
Segundo a pesquisadora, a lavoura do produtor é um exemplo de boa condução técnica, com sistema de irrigação implantado, espaçamento adequado e uso de clones produtivos e com qualidade de bebida.
“O café do seu Osvaldo está bem conduzido. Ele já utiliza clones como o 25 e o 03, que apresentam boa produtividade e qualidade. Esse é o caminho para consolidar a cafeicultura no estado”, completa.
Equipe de pesquisadores da Empaer-MT.
Para o extensionista rural da Empaer, Thiago Evandro Marim, que acompanha a propriedade há anos, o café representa mais do que uma alternativa econômica. “O café, para mim, representa muito mais do que esperança: representa realidade. Esse casal é um exemplo claro disso. Eles migraram de outra cadeia e hoje têm 100% da renda proveniente do café. É uma cultura viável para a agricultura familiar, com alta produtividade, que exige pouca área e tem grande potencial de crescimento. Além disso, contribui para manter as famílias no campo, evitando a evasão para a cidade”, afirma.
Entre desafios e conquistas, Osvaldo e Zeni encontraram no café não apenas uma fonte de renda, mas um novo projeto de vida. Mais do que esperança, a cafeicultura se tornou realidade e abriu novas perspectivas para o futuro da família, um retrato fiel do potencial que cresce no campo mato-grossense.
Com Assessoria
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“Cara Limpa”: 1,5 mil atletas ocupam as ruas de Cuiabá em retorno triunfal de corrida da PJC

Após três anos de pausa, evento celebrou os 184 anos da Polícia Civil com provas de 5 e 10 km no Centro Político
A Polícia Civil realizou a 11ª Corrida de Cara Limpa contra as Drogas, neste domingo (26.4), em Cuiabá. O evento reuniu 1,5 mil atletas profissionais e amadores pelas ruas do Centro Político Administrativo (CPA), em Cuiabá.
A investigadora Caroline Rezende, da Delegacia de Roubos e Furtos de Rondonópolis, que conquistou o primeiro lugar dos 5km, da categoria policial civil. “Foi uma sensação muito boa, conquistar essa premiação. Estava treinando para baixar meu recorde pessoal e consegui alcançar esse objetivo e ainda levar o pódio”, disse a policial civil.
“Apesar de todo trabalho, é uma satisfação enorme ver o resultado da corrida. Este ano conseguimos uma oferecer uma estrutura bastante inovadora com atrações musicais, hidratação, frutas e demais cortesias a todos os participantes. Quero parabenizar a todos os atletas que prestigiaram nosso evento e aos demais colaboradores e patrocinadores”, destacou o delegado Mario Dermeval, responsável pela organização da corrida.
Confira o resultado da prova por meio do link https://morro-mt.com.br/resultados/11a-corrida-de-cara-limpa-contra-as-drogas-618.
A Corrida de Cara Limpa contra as Drogas surgiu da iniciativa de despertar a consciência da população sobre os danos à saúde física e mental que as drogas provocam ao ser humano, buscando como objetivo maior promover a qualidade de vida da população, por meio da prática desportiva.
A ação é desenvolvida pela Coordenadoria de Polícia Comunitária, desde 2009. O evento chegou a ficar paralisada por três anos, sendo retomado, este ano, em sua 11ª edição, reunindo 1,5 mil participantes.
Com Assessoria
Agro Mato Grosso
Valtra apresenta o “Talking Tractor”, máquina que interage com o produtor na Agrishow 2026

Baseado em Inteligência Artificial, o conceito inédito permite que o produtor interaja com o maquinário, transformando dados complexos em diálogos simples e visuais.
O uso de Inteligência Artificial para aumentar a eficiência no agronegócio ganha um novo patamar. Durante a Agrishow 2026, a Valtra apresenta pela primeira vez no Brasil o Talking Tractor. A inovação, que teve sua estreia global na Agritechnica 2025, na Alemanha, transforma as máquinas agrícolas em assistentes interativos.
Por meio de comandos de voz e texto, entre várias interações possíveis, o produtor rural pode perguntar à máquina sobre métricas de desempenho, economia de combustível ou emissões de carbono, recebendo insights imediatos para melhorar a gestão financeira e operacional da fazenda. Essa revolução digital encontra um terreno fértil no país. Segundo a McKinsey & Company, 54% dos produtores brasileiros acreditam que inovações tecnológicas aumentam seus ganhos.
Além disso, dados da Universidade de Brasília (UnB) mostram que mais de 95% dos produtores rurais já utilizam tecnologia digital, sendo que 70% utilizam softwares para gestão de propriedades.
Integrado ao aplicativo Valtra Coach, o conceito funciona a partir de um dispositivo móvel e responde a comandos nos idiomas: inglês, alemão, francês, finlandês e também espanhol e português. Para o seu desenvolvimento, o assistente virtual foi treinado utilizando todo o acervo de manuais de operação da Valtra, guias de agricultura inteligente, dados de telemetria e registros de sessões de trabalho.
A inovação já conquistou reconhecimento internacional, sendo finalista do prestigiado prêmio DLG-Agrifuture Concept Winner 2025, na Alemanha, que celebra visões e tecnologias pioneiras para o futuro do campo. “O trator é mais do que uma voz, ele conta com inteligência para a análise de dados em respostas visuais e práticas. É a tecnologia aplica no campo, trazendo o futuro para hoje”, ressalta Fabio Dotto, Diretor de Marketing de Produto Valtra.
Ele explica que o grande diferencial do Talking Tractor é a capacidade de traduzir informações técnicas, otimizadas para tablets e celulares compatíveis. O sistema pode fornecer ilustrações de manuais, checklists e até infográficos baseados na telemetria real da máquina.

O assistente foi desenvolvido para se integrar de forma contínua à solução de telemetria Valtra Connect, podendo ser utilizado em qualquer modelo Valtra equipado com o sistema, seja novo ou adaptado. Pensando na segurança e na praticidade operacional, o Talking Tractor permite que o operador interaja enquanto dirige, utilizando o áudio via Bluetooth do próprio trator ou fones de ouvido, mantendo a atenção focada na lavoura.
Apresentado como o destaque tecnológico da marca na Agrishow 2026, o Talking Tractor é uma prova de conceito que demonstra a visão de futuro da Valtra para a agricultura digital. A tecnologia ainda não tem previsão de lançamento para o mercado brasileiro. “Mais do que uma nova ferramenta, o Talking Tractor é um exemplo de como a inteligência artificial pode humanizar a alta tecnologia e tornar ela acessível e prática para quem realmente importa, que é o agricultor. Estamos trazendo para a Agrishow, junto ao trator Q5, não apenas uma máquina que fala, mas um conceito que redefine a produtividade através de uma colaboração entre homem e inteligência de dados”, conclui Fabio Dotto.
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