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31 de outubro de 2026

Agro Mato Grosso

Sensor biodegradável mede pesticidas em três minutos

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Dispositivo da USP usa acetato de celulose e análise eletroquímica para detectar diquat, carbendazim e difenilamina

Cientistas da Universidade de São Paulo desenvolveram sensores vestíveis biodegradáveis para detectar pesticidas em plantas e alimentos de forma rápida, não destrutiva e in loco. O dispositivo usa tinta de carbono impressa por serigrafia sobre filmes flexíveis de acetato de celulose. A plataforma identifica diquat, carbendazim e difenilamina em três minutos e vinte e oito segundos.

O sensor pode aderir a superfícies vegetais irregulares, onduladas e curvas. A aplicação ocorre diretamente sobre folhas, caules, cascas, maçãs e pimentões. O formato vestível permite análise descentralizada, sem retirada de amostras para laboratório. O sistema entrega resultado em tempo real por meio de um potenciostato portátil sem fio conectado por Bluetooth a celular, computador ou tablet.

doi.org/10.1016/j.biosx.2026.100758

doi.org/10.1016/j.biosx.2026.100758

Duas unidades

Cada dispositivo reúne duas unidades sensoriais. Uma delas usa voltametria de onda quadrada para medir diquat. A outra usa voltametria de pulso diferencial para detectar carbendazim e difenilamina. O estudo relata uso de uma única gota de amostra e operação sequencial no mesmo chip. A leitura de diquat ocorre nos primeiros cinquenta e dois segundos. A medição simultânea de carbendazim e difenilamina leva mais cento e noventa e sete segundos.

O dispositivo custa menos de 0,077 dólar por unidade. O baixo custo importa porque os sensores têm uso único. Segundo Paulo Augusto Raymundo-Pereira, professor do Instituto de Física de São Carlos da USP, a proposta combina rapidez, baixo impacto ambiental e análise em campo.

Base do sensor

A base do sensor usa acetato de celulose. Esse material tem origem vegetal e pode vir de resíduos agrícolas. O trabalho também avaliou plastificantes. Os melhores resultados ocorreram com acetato de celulose plastificado com 5,4 milimoles de glicerol. Essa formulação apresentou melhor faixa dinâmica, linearidade e sensibilidade em comparação com filmes plastificados com citrato de trietila.

Nos ensaios, os sensores detectaram diquat em faixa de 0,1 a 1,0 micromolar. Para carbendazim, a faixa ficou entre 0,2 e 2,0 micromolar. Para difenilamina, a faixa ficou entre 2,5 e 25 micromolar. Os limites de detecção chegaram a 3,2 nanomolar para diquat, 180 nanomolar para carbendazim e 1,34 micromolar para difenilamina.

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Uso em campo

A equipe simulou uma condição de uso em campo. Soluções dos pesticidas foram pulverizadas na casca de maçãs e pimentões, na concentração de 1.000 micromolar. Os produtos secaram por cinco horas. Depois, o sensor foi fixado na superfície. A leitura usou uma gota de 500 microlitros de solução tampão fosfato para permitir a condução elétrica e a resposta química do eletrodo.

O estudo também testou saliva humana e água de torneira com adição de pesticidas. Nessas amostras, o sistema detectou os três alvos na mesma gota de 150 microlitros. Os resultados indicaram potencial de uso em alimentos, água e amostras biológicas, além do monitoramento agrícola.

A plataforma apresentou seletividade diante de possíveis interferentes. Os testes incluíram nitrato, sulfato, glicose, ureia, fenitrotiona, tiabendazol, dopamina, linuron, parationa metílica, ácido ascórbico e prolina. O sensor também suportou ciclos de flexão vertical, horizontal e diagonal, com pouca alteração nas respostas voltamétricas.

Biodegradação dos dispositivos

O trabalho avaliou a biodegradação dos dispositivos por 240 dias. Sensores feitos com acetato de celulose plastificado com glicerol degradaram completamente nesse período. Dispositivos fabricados apenas com acetato de celulose permaneceram intactos. A imagem da página onze do artigo mostra a comparação visual entre as duas formulações ao longo do período de degradação.

A equipe também calculou métricas de química analítica verde. O método obteve escore 0,77 na abordagem AGREE e 81 na escala Analytical Eco-Scale. O índice Blue Applicability Grade Index alcançou 77,5, valor citado pelos pesquisadores como indicativo de aplicabilidade analítica.

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O estudo foi realizado por Samiris Côcco Teixeira, Nathalia O. Gomes, Sergio A.S. Machado, Taíla Veloso de Oliveira, Nilda F.F. Soares e Paulo A. Raymundo-Pereira.

Outras informações em doi: 10.1016/j.biosx.2026.100758

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Fazenda de 101 hectares vai a leilão em MT com lance inicial de R$ 10,5 milhões

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Uma fazenda de 101 hectares, será leiloada por valores a partir de R$ 3 milhões localizada em Primavera do Leste, a 239 km de Cuiabá. A propriedade, chamada Fazenda Belo Horizonte, terá a primeira etapa do leilão nesta sexta-feira (30), com lance mínimo de R$ 10,5 milhões. Caso não seja vendida, uma nova tentativa será realizada no dia 6 de novembro, com valor inicial de R$ 3 milhões.

O leilão extrajudicial será realizado pela Mega Leilões, sob condução do leiloeiro oficial Fernando José Cerello G. Pereira. Na primeira etapa, marcada para as 15h, o lance mínimo será de R$ 10.576.242,48. Já na segunda fase, também às 15h, o valor será reduzido para R$ 3.078.792,00, correspondente à dívida garantida, acrescida das despesas e dos encargos previstos no edital.

A propriedade tem 101,4818 hectares e está registrada sob a matrícula nº 22.664 no Cartório de Registro de Imóveis de Primavera do Leste. Segundo o edital, a área é georreferenciada e certificada pelo Sistema de Gestão Fundiária (SIGEF), do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).

Atualmente, o imóvel está ocupado pelo devedor, que desenvolve atividades agrícolas no local. Conforme as regras do leilão, a responsabilidade pela desocupação será do comprador, assim como outras obrigações relacionadas à regularização documental e às condições físicas da propriedade.

Os interessados poderão participar presencialmente ou pela internet. Para disputar os lances online, é necessário realizar cadastro e habilitação prévia no site da plataforma Mega Leilões.

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Cuiabá tem previsão de chuva e máxima de 34°C em fim de semana com alerta amarelo em MT

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Cuiabá deve ter um fim de semana de calor e pancadas de chuva, enquanto Mato Grosso está sob alerta amarelo para chuvas intensas, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). O aviso de perigo potencial vale para este sábado (31), até as 23h59, e prevê chuva de até 50 milímetros por dia e ventos de até 60 km/h.

Na capital, a previsão para sábado é de muitas nuvens, com pancadas de chuva e trovoadas isoladas durante a manhã e a tarde. À noite, também pode chover. Os termômetros devem variar entre 23°C e 33°C.

No domingo (1º), o cenário deve ser semelhante, com muitas nuvens, pancadas de chuva e trovoadas isoladas. A temperatura mínima prevista é de 25°C e a máxima, de 34°C.

Alerta amarelo

O aviso do Inmet engloba 141 municípios de Mato Grosso e prevê chuva entre 20 e 30 milímetros por hora ou até 50 mm por dia, além de ventos intensos, com velocidades entre 40 e 60 km/h.

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Segundo o instituto, há baixo risco de corte de energia elétrica, queda de galhos de árvores, alagamentos e descargas elétricas.

O que fazer em caso de tempestades

Durante o período de alerta, o Inmet recomenda:

  • Não se abrigar debaixo de árvores durante rajadas de vento, devido ao risco de queda e de descargas elétricas.
  • Não estacionar veículos próximos a torres de transmissão e placas de propaganda.
  • Evitar usar aparelhos eletrônicos ligados à tomada.
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Agro Mato Grosso

Venda de alimentos cresce até 400% após fim das bets I MT

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Mato Grosso registraram crescimento de até 400% em alguns estabelecimentos após a proibição das apostas on-line, conhecidas como bets, constata a Associação de Supermercados de Mato Grosso (Asmat). O aumento varia conforme o estabelecimento e o produto, com registros de incrementos a partir de 2,5%, pontua o presidente da Asmat, Alessandro Morbeck. O dirigente ressalta que os percentuais mais elevados também podem estar associados a lojas novas que ainda não possuem um volume de vendas estabilizado.

“Realmente aumentou o consumo de alimentos mais básicos porque o pessoal está com mais dinheiro disponível e acaba sempre priorizando, felizmente, a alimentação para a família”, afirma Morbeck.

A percepção do setor em Mato Grosso acompanha o desempenho nacional do varejo alimentar. Levantamento da Associação Brasileira de Supermercados (Abras) aponta alta de 6,5% nas vendas entre 5 e 11 de outubro de 2026, em comparação com o mesmo período do ano anterior.

Na semana seguinte, de 12 a 18 de outubro, o crescimento foi de 6,3% na mesma base de comparação. As duas semanas analisadas são posteriores à publicação da Medida Provisória (MP) nº 1.394/2026, em 25 de setembro, que proibiu as bets no país e determinou a devolução dos saldos aos apostadores.

Para a Abras, a mudança contribui para ampliar o consumo das famílias, especialmente de produtos essenciais. Segundo a entidade, houve crescimento nas compras de itens como arroz, óleo, macarrão e café. O avanço foi observado em diferentes formatos do varejo alimentar, incluindo supermercados, atacarejos e mercearias. Na 1ª semana analisada, o Centro-Oeste registrou alta de 3,6% nas vendas, abaixo da média nacional de 6,5%.

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O maior crescimento foi observado nas regiões Sul e Sudeste, ambas com 10,6%, com destaque para estados como Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro e São Paulo (5,6%). No Nordeste o avanço foi de 6,5%. Na semana de 12 a 18 de outubro, o Centro-Oeste apresentou crescimento de 3,5%, abaixo do resultado nacional (6,3%). A região Sul liderou (9%). A Abras também relaciona o comportamento do consumo a dados do Banco Central (BC) que indicam redução nas transações realizadas por PIX após a proibição das apostas.

De acordo com a Abras, a queda chegou a 10% e, posteriormente, passou a 7%.

 

DEBATE

Supremo Tribunal Federal (STF) realizará audiência pública na próxima terça-feira, 3 de novembro, para discutir a MP que proibiu as bets no Brasil. Convocado pelo ministro Luiz Fux, o encontro reunirá 28 entidades, incluindo clubes de futebol, órgãos públicos e representantes do setor. A discussão integra ação que questiona a constitucionalidade da medida.

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