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15 de outubro de 2026

Agro Mato Grosso

VÍDEO: elefante Sandro toma ‘banho de terra’ minutos após chegada em santuário de MT

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Poucos minutos depois de chegar ao novo lar, o elefante Sandro, de 54 anos, já protagonizou uma das primeiras cenas da adaptação: jogou terra sobre o próprio corpo, em uma espécie de “banho de terra”, no Santuário de Elefantes Brasil (SEB), em Chapada dos Guimarães (MT), nesta sexta-feira (18).

O comportamento foi registrado após Sandro concluir uma viagem de cerca de 1,6 mil quilômetros desde o Parque Zoológico Municipal Quinzinho de Barros, em Sorocaba (SP), onde viveu por décadas.

Sandro chegou ao santuário por volta das 13h. A saída da caixa ocorreu de forma espontânea, sem que o animal fosse forçado pelas equipes responsáveis pelo acompanhamento, assim que o recinto foi aberto, às 13h31, o elefante saiu em menos de um minuto, surpreendendo a todos.

Um vídeo registrado mostra os primeiros passos de Sandro no seu novo lar (assista abaixo).

Já no recinto, Sandro começou a reconhecer o ambiente e foi flagrado cobrindo o corpo com terra. O “banho” é um comportamento comum entre elefantes e ajuda, entre outras funções, a proteger a pele.

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A chegada encerrou uma jornada iniciada na quarta-feira (16), com paradas para alimentação, descanso e monitoramento das condições de saúde do elefante. Na última delas, em Campo Verde (MT), a caixa de transporte precisou ser transferida para um caminhão menor para que o veículo conseguisse percorrer o trecho final de estrada até o santuário.

Adaptação de Sandro

Entre os comportamentos já mapeados pela equipe responsável pelo manejo de Sandro está a aversão ao barulho de eletrônicos: o paquiderme se assusta com a aproximação de drones, o que exige cuidados adicionais no monitoramento aéreo.

A chegada de Sandro inaugura uma nova fase na rotina da propriedade. Embora vá dividir a área do santuário com as fêmeas residentes, o macho não dividirá o mesmo recinto físico com elas. O manejo prevê uma separação segura que permite o contato visual, a percepção de odores e a comunicação por meio de vocalizações.

Elefante Sandro recebe água e alimentação na última parada rumo ao santuário em MT

Primeiro macho do santuário

Conheça o elefante Sandro, primeiro morador macho do Santuário dos elefantes em Chapada dos Guimarães (MT) — Foto: PRF

Conheça o elefante Sandro, primeiro morador macho do Santuário dos elefantes em Chapada dos Guimarães (MT) — Foto: PRF

Sandro deixou o Parque Zoológico Municipal Quinzinho de Barros, em Sorocaba, depois de passar mais de quatro décadas no local. Com a chegada a Chapada dos Guimarães, ele se tornará o primeiro elefante macho a viver no Santuário dos Elefantes Brasil, que atualmente abriga seis fêmeas.

Apesar de dividir a propriedade com elas, Sandro ficará em um espaço separado. A estrutura permite que os animais se vejam, sintam o cheiro uns dos outros e se comuniquem por meio de vocalizações, mas sem contato direto.

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Segundo o Santuário, a separação leva em consideração o comportamento natural da espécie e também a política de não reprodução adotada pela instituição.

A chegada de Sandro ao santuário está prevista ainda para esta sexta-feira.

Vida em zoológico

 

O tratador Sergio Domingues e o elefante Sandro no zoo de Sorocaba (SP) — Foto: Eric Mantuan / g1

O tratador Sergio Domingues e o elefante Sandro no zoo de Sorocaba (SP) — Foto: Eric Mantuan / g1

Antes de ter a transferência aprovada para Mato Grosso, Sandro passou boa parte da vida em cativeiro. Ele viveu em um circo e, posteriormente, foi levado para o Zoológico de Sorocaba (SP). No zoológico, dividiu o recinto durante anos com a elefanta Haisa. Com a morte da companheira, há cerca de seis anos, Sandro passou a viver completamente sozinho.

Segundo Raphael, embora já tenha convivido com outros animais da mesma espécie no passado, esta será a primeira vez que ele estará em um ambiente com tantas fêmeas por perto. Segundo ele, a expectativa da equipe do santuário é que Sandro desenvolva gradualmente maior autonomia no novo espaço, que conta com vegetação variada, terra, árvores e lago.

VIDEO:

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Agro Mato Grosso

Dia Internacional da Mulher Rural: Mulheres do campo transformam legado para novas gerações

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Aprosoja MT destaca trajetória de mulheres que ajudaram a abrir espaço para novas gerações na agricultura

Mulheres vão e vêm todos os dias nas lavouras do Brasil, pilotando maquinários, analisando o plantio e a colheita, fazendo pagamentos e todos os trabalhos administrativos de uma propriedade. Muitas delas se inspiraram nas mães ou até tiveram que ser as primeiras mulheres da família a comandar toda a empresa, mas tudo foi possível por causa das mulheres corajosas que iniciaram os trabalhos. Neste dia 15 de outubro, se comemora o Dia Internacional da Mulher Rural, e a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) reforça o compromisso com todas as que já foram, que estão trabalhando e as que ainda se tornarão profissionais do campo.

Para ter hoje muitas mulheres inseridas na agricultura, foi preciso que muitas outras tivessem a coragem de iniciar, como contou a delegada do núcleo de Campo Novo do Parecis, Andreia Cervo Stefanello. Ela explicou que, no início, ficou preocupada em cursar Engenharia Agronômica por ser, na época, uma área predominantemente masculina.

“Quando eu decidi fazer a agronomia, eu sempre tive a vontade de ajudar o pai na lavoura. E sempre tive muito medo de como seria uma mulher em um meio tão masculino como a agricultura. E daí eu descobri que a agricultura, ela não tem preferência por masculino ou feminino, ela tem preferência por apaixonados. E quando eu me vi apaixonada pela lavoura, eu consegui entender que a gente, quando gosta de algo, a gente consegue fazer cem por cento”, afirmou.

A história escrita por ela na agricultura não começou há 30 anos, quando se formou, começou antes mesmo de ela nascer. Andreia contou que a família saiu da Itália nos anos de 1800 e, ao chegar ao Brasil, continuaram as atividades na lavoura, assim como já faziam. Foram longos anos vivendo da terra e aprimorando as técnicas, para chegar aos tempos de hoje.

Apaixonada pelo processo do plantio e dos cuidados com a lavoura, Stefanello afirma que fica muito feliz ao ver os resultados de cada decisão que ela toma no escritório se refletindo no campo. Esse esforço também mostra como o papel da mulher está nos mínimos detalhes e no resultado da safra.

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“Você olha um plantio agora, você entende que aquela semente é uma sementinha que você está plantando para colher um fruto que vai representar todo o teu esforço dentro de um período. E quando eu penso nisso, eu penso também em tantas outras mulheres, mulheres que têm suas próprias histórias, próprias famílias, seus próprios desafios. Mulheres que todos os dias elas estão ali, fazendo parte das decisões, dos planejamentos, cuidando, produzindo, ajudando o campo a seguir em frente. Hoje eu olho para tudo isso e eu sei que existe um pouco de muitas mulheres nessa história. E é por causa de cada uma dessas mulheres, aquelas que já vieram e aquelas que ainda virão, que vale a pena continuar”, disse.

O Dia Internacional da Mulher Rural é uma data para relembrar as pioneiras de cada família que foram corajosas em continuar as atividades no campo, para homenagear as que estão atualmente trabalhando no campo e para incentivar que outras meninas e mulheres sigam seus sonhos. Nenhum presente se constrói sem a presença das mulheres do passado.

“Hoje eu olho para tudo isso e eu sei que existe um pouco de muitas mulheres nessa história. E é por causa de cada uma dessas mulheres, aquelas que já vieram e aquelas que ainda virão, que vale a pena continuar”, finalizou Andreia.

Entre gerações, a coragem de ocupar espaços e seguir trabalhando no campo mantém viva uma história construída por muitas mulheres. São trajetórias que ajudam a transformar a agricultura e mostram que, no campo, o futuro também é construído pelas mãos femininas.

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Agro Mato Grosso

Mercado de defensivos para algodão em MT cresce 14% safra 25/26

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Levantamento da Kynetec aponta movimentação recorde de R$ 8,217 bilhões

A movimentação de defensivos agrícolas para algodão registrou recorde na safra 2025/26, atingindo R$ 8,217 bilhões, ante R$ 7,190 bilhões da temporada anterior (+14%). Na moeda americana, em virtude do câmbio, houve alta de 10% no período, de US$ 1,341 bilhão para US$ 1,478 bilhão. Os dados foram divulgados hoje (14/10) no estudo FarmTrak Algodão, da Kynetec.

De acordo com o especialista em pesquisas da empresa, Felipe Lopes Abelha, dois fatores principais tracionaram os agroquímicos no algodão: o número de tratamentos e o custo dos tratamentos. O primeiro passou da média de 95, em 2024/25, para 107, com variação positiva de 13%. Já o preço médio dos tratamentos subiu 21%, de R$ 3.472 para R$ 4.209.

Conforme Abelha, o indicador PAT ou área potencial tratada, correspondente à soma de todos os tratamentos realizados pelos produtores na safra, alcançou a marca de 209,07 milhões de hectares em 2025/26, contra 196,31 milhões de hectares do ciclo passado, uma elevação de 6%.

Inseticidas seguem na liderança

Importância no mercado – segmentos agrupados; Mercado total | algodão 25/26
Importância no mercado – segmentos agrupados; Mercado total | algodão 25/26

Entre as categorias de produtos, destaca o executivo, os inseticidas seguiram na dianteira do mercado. Ocuparam 50% do total ou R$ 4,119 bilhões, salto de 14% na comparação a 2024/25 (R$ 3,606 bilhões). Ganharam ainda 2% em representatividade em área tratada, para 87.657 milhões de hectares.

Segundo Abelha, os inseticidas aplicados visaram, sobretudo, o controle do bicudo do algodoeiro e de lagartas. O bicudo demandou a média de 18 tratamentos por propriedade, ao custo da ordem de R$ 2 bilhões. As lagartas equivaleram a R$ 928 milhões, 15% acima da safra 2024/25 (R$ 795 milhões). “O segmento de lagartas, conhecidas por ‘pragas de sistema’, que provocam impactos desfavoráveis crescentes à produção, está em franca expansão”, salienta Abelha.

Segunda categoria no ranking de agroquímicos do algodão, a dos fungicidas registrou o maior crescimento proporcional, de 19%, para R$ 1,98 bilhão ou 24% do total do mercado, face a R$ 1,617 bilhão de 2024/25. Esse segmento, acrescenta Abelha, recebeu impulso representativo dos chamados produtos ‘premium’.

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Herbicidas, na terceira posição, apresentaram elevação de 6,3%, perfazendo R$ 1,143 bilhão ou 14% do montante total do mercado, ante R$ 1,075 bilhão de 2024/25.

Somados, nematicidas, produtos para tratamento de sementes e outros obtiveram 12% de participação ou R$ 986 milhões.

Estudo representa 97% da área culutivada no país

Segundo a Kynetec, o levantamento FarmTrak Algodão 2025/26 percorreu quase 270 propriedades e teve origem em entrevistas presenciais com produtores em toda a fronteira agrícola da cultura. A cobertura da pesquisa representa 97% da área cultivada no país, de 1,952 milhão de hectares. Das regiões abrangidas, Felipe Abelha destaca a constatação de uma queda de 8% no plantio de algodão no estado de Mato Grosso, de 1,502 milhão de hectares para 1,376 milhão de hectares.

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Agro Mato Grosso

Etanol de milho: MT projeta crescimento de 18,67% na produção

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Projeção indica crescimento de 18,67% na produção estadual; em Lucas do Rio Verde, representantes da indústria e do setor agropecuário conheceram as operações da FS

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