Agro Mato Grosso
Valtra: Ganha protagonismo e marcam nova geração de máquinas agrícolas no biocombustíveis

Uma tendência que havia sido antecipada na coletiva de lançamento da Agrishow 2026 ganhou materialidade nos estandes da feira e deu pistas sobre uma mudança em curso no desenvolvimento de máquinas agrícolas no Brasil: a aposta nos biocombustíveis como alternativa viável e cada vez mais central para o funcionamento de motores no campo. São tecnologias que buscam conciliar eficiência operacional, redução de custos e menor impacto ambiental.
Segundo a organização da Agrishow, o desenvolvimento desses equipamentos ficou mais acelerado por causa das tensões geopolíticas no Oriente Médio, que provocam oscilações nos preços dos combustíveis fósseis – o Brasil importa cerca de 30% de seu consumo de diesel, tradicionalmente usado nas máquinas agrícolas. Para João Carlos Marchesan, presidente da feira, o País tem condições de reduzir essa dependência apostando em sua sólida cadeia produtiva de etanol e biodiesel.
Etanol
Um dos destaques foi a apresentação do primeiro motor para tratores movido a etanol da AGCO Power, grupo do qual fazem parte empresas como a Massey Ferguson, a Valtra e a Fendt. O projeto, desenvolvido integralmente no Brasil, está sendo preparado para chegar ao mercado em 2028.
A tecnologia foi concebida ao longo de três anos e passou por mais de 10 mil horas de testes, incluindo aplicações em culturas como cana-de-açúcar e grãos. De acordo com Fernando Silva, coordenador comercial da AGCO, o motor atende a uma faixa de potência entre 200 e 300 cavalos e mantém desempenho equivalente ao do diesel, sem perda de torque ou capacidade de tração.
Além da performance, o apelo ambiental está na ordem do dia. Segundo a fabricante, o uso do etanol, que poderá ser proveniente de qualquer tipo de matéria-prima – como cana, trigo, milho, entre outros – pode reduzir em até 90% as emissões de gases de efeito estufa.
Outro fator relevante é o impacto econômico. Com as oscilações nos preços do diesel, o etanol surge como opção competitiva, especialmente para produtores com capacidade para fabricá-lo no próprio sítio ou fazenda, o que reduz custos e aumenta a previsibilidade operacional.
A John Deere também desenvolve uma tecnologia a etanol. Trata-se de um conceito de motor que foi revelado, inicialmente, em 2023, durante a Agritechnica, na Alemanha, e depois passou a ser adaptado às condições brasileiras no Centro de Pesquisa e Desenvolvimento de Indaiatuba (SP), voltado à agricultura tropical.
Apresentado pela primeira vez no Brasil durante a Agrishow de 2024, o projeto vem avançando. Na edição de 2025 da feira, já aparecia integrado a um trator da linha 8R. Agora em 2026, a companhia deu mais um passo ao exibir o trator equipado com o protótipo do motor acoplado a uma plantadeira, simulando operações reais no campo e reforçando a aplicação prática da solução em diferentes atividades agrícolas.
Dois protótipos operam em áreas de testes no Brasil há cerca de três anos, principalmente nos segmentos de cana-de-açúcar e grãos, setores em que o etanol possui ampla disponibilidade e infraestrutura consolidada. Segundo a empresa, a proposta busca unir sustentabilidade e desempenho, mantendo rendimento semelhante ao diesel por meio de ajustes específicos de software no motor.
Biometano
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Trator ‘falante’ é uma das novidades da Agrishow 2026 em Ribeirão Preto (SP). — Foto: Érico Andrade/g1
A Valtra apresentou um trator equipado com motor movido a biometano, combustível renovável obtido a partir do biogás, que, por sua vez, é gerado na decomposição de matéria orgânica. Esse processo ocorre quando resíduos como esterco, restos de culturas agrícolas, lixo ou subprodutos da indústria se decompõem por digestão anaeróbica, ou seja, sem a presença de oxigênio.
É o primeiro trator a biometano da empresa voltado ao mercado agrícola. A proposta, segundo o diretor de Vendas, Cláudio Esteves, é gerar um ciclo de reaproveitamento. As usinas sucroenergéticas de cana-de-açúcar poderão utilizar a própria biomassa de cana-de-açúcar e de milho para fornecer energia aos veículos que operam em suas lavouras. A previsão é de que, na Agrishow de 2027, a máquina já esteja disponível para comercialização.

A Valtra apresenta a Série M5: a evolução de um dos tratores mais confiáveis do Brasil, agora com mais tecnologia, eficiência operacional e conforto para o campo.
Diesel verde
A adoção de combustíveis renováveis compatíveis com motores convencionais, como o HVO100, conhecido como diesel verde, também esteve em evidência na Agrishow. A Fendt apresentou um motor preparado para operar com esse tipo de combustível, sem necessidade de modificações estruturais relevantes.
Rodrigo Bezerra, engenheiro de conformidade de emissões da AGCO, explica que essa compatibilidade permite que produtores reduzam emissões de carbono de forma imediata, utilizando combustíveis alternativos em equipamentos já disponíveis no mercado. Ao mesmo tempo, contribui para ampliar o leque de opções energéticas no campo, especialmente em regiões onde o acesso ao etanol ou biometano pode ser mais limitado.
Ainda segundo Guerra, o motor, cujo desenvolvimento começou em 2012, poderá ser adaptado para operar com qualquer tipo de combustível, como etanol, biometano e hidrogênio verde. Por causa dessa e outras funcionalidades, como 25% menos componentes, o que ajuda a reduzir a vibração e o deixa mais estreito, permitindo maior raio de giro, foi eleito o trator de 2026 pela revista britânica Powertrain International, especializada em engenharia de sistemas de propulsão.
Contexto
O avanço dos biocombustíveis nas máquinas agrícolas não ocorre por acaso. É impulsionado por uma combinação de fatores econômicos e ambientais. Se, de um lado, o aumento do custo do diesel pressiona as margens do produtor rural e estimula a busca por alternativas mais baratas e previsíveis, de outro cresce a demanda por práticas mais sustentáveis, tanto por exigências de mercado quanto por compromissos climáticos assumidos pelo setor.
Nesse contexto, tecnologias que conciliam produtividade e redução de emissões tendem a ganhar espaço. Matheus Pintor, da Bosch, afirma que a possibilidade de gerar créditos de carbono, por exemplo, passa a ser um incentivo adicional para a adoção de soluções baseadas em biocombustíveis.
Por isso, o Brasil, com sua tradição na produção de biocombustíveis, aparece, na visão dos organizadores da feira, em posição estratégica para liderar esse movimento.
Agro Mato Grosso
Batida entre caminhões deixa 2 mortos e provoca incêndio na BR-364 em MT; vídeo

Rodovia ficou totalmente interditada. Segundo a concessionária, veículos transportavam mudas de plantas e uma carga que aparenta ser milho.
Duas motoristas, que ainda não tiveram as identidades divulgadas, morreram em uma batida entre dois veículos de carga que pegaram fogo no km 540 da BR-364, em Rosário Oeste, a 133 km de Cuiabá, nesta quarta-feira (14). A pista foi totalmente interditada para o atendimento da ocorrência. (video abaixo)
Segundo a Nova Rota do Oeste, concessionária responsável pela rodovia, um dos veículos transportava mudas de plantas. O outro estava carregado com o que aparenta ser milho, e parte da carga ficou espalhada pela pista. Os dois caminhões pegaram fogo com o impacto.
Inicialmente, a concessionária informou que um dos veículos envolvidos era um caminhão-tanque. Em uma atualização, a empresa corrigiu a informação e confirmou que não houve envolvimento de veículo desse tipo.
A concessionária foi acionada às 13h18 e enviou equipes ao local, onde também atuam o Corpo de Bombeiros e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).
Às 16h08, as chamas já haviam sido controladas, segundo a concessionária. Uma equipe responsável pela conservação da rodovia aguardava para iniciar a limpeza da pista.
Ainda não há informações sobre a existência de outros feridos ou as circunstâncias da batida. Até a última atualização desta reportagem, a pista permanecia interditada.
VIDEO:
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Agro Mato Grosso
Milho lidera e Mato Grosso garante 6º lugar entre os maiores exportadores do país

A força do agronegócio de Mato Grosso continua injetando bilhões de dólares na economia local e movimentando a renda em todo o Estado. Apenas no mês de setembro, as exportações mato-grossenses movimentaram US$ 2,1 bilhões, garantindo a Mato Grosso o posto de 6º maior exportador do Brasil, responsável por 6% de tudo o que o país vendeu para o exterior.
Com importações somando US$ 233 milhões, concentradas principalmente em insumos como fertilizantes, o saldo da balança comercial do Estado fechou no azul em cerca de US$ 1,9 bilhão.
Milho puxa os embarques e China lidera as compras
A produção mato-grossense alcançou 115 países em setembro, impulsionada pelos grãos e pela pecuária, o milho sozinho respondeu por US$ 641,1 milhões (30,3% de tudo o que foi vendido pelo Estado). Soja em grão (US$ 354 milhões), carne bovina congelada (US$ 257,5 milhões), farelo de soja (US$ 249,3 milhões) e algodão (US$ 163,3 milhões).
A China liderou o ranking de destinos, adquirindo US$ 342,3 milhões em produtos (16,2% do total), seguida por Países Baixos, Egito, Irã e Espanha.
Crescimento no ano e o foco na agroindustrialização
No acumulado de janeiro a setembro de 2026, Mato Grosso já faturou US$ 26,5 bilhões em vendas externas, uma alta expressiva de 16,9% em relação ao mesmo período do ano passado, injetando US$ 3,8 bilhões a mais na economia estadual.
*Sob supervisão de Gene Lannes
Fonte: SEDEC
Agro Mato Grosso
Mato Grosso tem dois alertas de tempestade com ventos fortes e risco de granizo; entenda

Defesa Civil alerta para chuvas intensas até a madrugada de quarta-feira (14). Inmet também prevê tempestades, ventos fortes e possibilidade de granizo na quinta (15).
Cuiabá está sob alerta de chuvas intensas e ventos de até 60 km/h a partir desta terça-feira (13). Segundo a Defesa Civil, a previsão é de chuva de até 30 milímetros por hora, com risco de queda de galhos de árvores, alagamentos e descargas elétricas. O aviso é válido até as 0h55 desta quarta-feira (14).
Além disso, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) também emitiu um alerta de tempestade para quinta-feira (15), válido das 0h às 23h59. O aviso é classificado como perigo potencial, com previsão de chuva entre 20 e 30 milímetros por hora, podendo chegar a 50 milímetros ao longo do dia.
Para quinta-feira, também há previsão de ventos entre 40 e 60 km/h e possibilidade de queda de granizo. Segundo o Inmet, há baixo risco de interrupção no fornecimento de energia elétrica, danos em plantações, queda de galhos de árvores e alagamentos.
⚠️☔Orientações de segurança
Em caso de rajadas de vento, a orientação é evitar abrigo debaixo de árvores, devido ao risco de queda de galhos e descargas elétricas. Também é recomendado não estacionar veículos próximos a torres de transmissão, placas de propaganda e outras estruturas que possam cair.
Durante as tempestades, a população deve evitar o uso de aparelhos eletrônicos ligados à tomada. Em caso de falta de energia, a recomendação é utilizar lanternas em vez de velas, para reduzir o risco de incêndios.
Se houver queda de fios elétricos, a orientação é manter distância e não tentar tocar ou remover os cabos.
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