Agro Mato Grosso
Fungos endofíticos mostram ação contra percevejo-marrom na soja

Estudo avaliou Trichoderma asperelloides SF001 e Beauveria bassiana SF002 em soja e em adultos de Euschistus heros
Pesquisadores brasileiros avaliaram o potencial de dois isolados fúngicos endofíticos nativos no manejo do percevejo-marrom (Euschistus heros) em soja. O estudo testou Trichoderma asperelloides SF001 e Beauveria bassiana SF002 em condições controladas. Os dois microrganismos elevaram a mortalidade de adultos do inseto e também alteraram enzimas ligadas à defesa da planta (DOI 10.1016/j.cropro.2026.107762)
A pesquisa indica controle de 58 por cento para Trichoderma asperelloides SF001 e de 46 por cento para Beauveria bassiana SF002 contra adultos de Euschistus heros. A mortalidade no controle sem tratamento chegou a 48 por cento. O tratamento com SF001 alcançou 78 por cento de mortalidade. O tratamento com SF002 alcançou 72 por cento. O ensaio durou sete dias após a aplicação.
Forma da pesquisa
Os pesquisadores usaram caldos fermentados dos dois fungos. As aplicações contra adultos de Euschistus heros ocorreram em recipientes com dez insetos e vagens comerciais de soja como alimento. O volume de calda correspondeu a 100 litros por hectare. Os tratamentos com os fungos usaram 0,350 litro por hectare de caldo fermentado. O ensaio teve cinco repetições por tratamento.
Atividade quitinolítica
A análise de atividade quitinolítica mostrou diferença entre os isolados. Beauveria bassiana SF002 apresentou atividade de quitinase quase duas vezes maior em comparação a Trichoderma asperelloides SF001. O resultado acompanhou o ensaio de degradação da cutícula do percevejo. O caldo fermentado de SF002 também promoveu maior degradação in vitro da cutícula.
Apesar da menor atividade de quitinase, SF001 também degradou a cutícula e elevou a mortalidade dos insetos. Segundo os pesquisadores, outros mecanismos podem contribuir para essa ação. A análise metabolômica por UHPLC-Q-TOF mostrou perfis químicos distintos entre os fungos.
O caldo fermentado de Trichoderma asperelloides SF001 apresentou 15 compostos identificados. Entre eles, surgiram peptaibóis, principalmente derivados de asperelinas e tricotoxinas. Também apareceram compostos indólicos e metabólitos de outras classes. O caldo de Beauveria bassiana SF002 apresentou dez compostos identificados, com peptídeos cíclicos e ciclodepsipeptídeos, além de compostos indólicos e outros metabólitos.
Aplicação foliar
Na soja, os pesquisadores avaliaram a aplicação foliar dos caldos fermentados em plantas no estádio V5–V6. O experimento usou a cultivar Brasmax Lótus IPRO em vasos de quatro litros. Os tratamentos incluíram água, SF001, SF002 e a mistura dos dois caldos na proporção de um para um.
As análises mediram atividades de peroxidase, polifenol oxidase e fenilalanina amônia-liase aos sete e 15 dias após a aplicação. Essas enzimas participam de rotas associadas à defesa vegetal, metabolismo de fenóis e reforço de parede celular.
A combinação SF001 mais SF002 aumentou respostas enzimáticas em relação às aplicações individuais, com efeitos até 15 dias após o tratamento. Para peroxidase, a interação entre os fungos apareceu aos sete dias e permaneceu aos 15 dias. Para fenilalanina amônia-liase, os dois fungos apresentaram efeitos individuais aos sete dias, enquanto a interação entre eles ganhou significância aos 15 dias. Para polifenol oxidase, a interação também ficou evidente aos 15 dias.
Respostas fisiológicas
Os pesquisadores interpretam esses resultados como indicação de respostas fisiológicas da soja não previstas pela ação isolada de cada fungo. O estudo não atribui os efeitos a metabólitos específicos, pois os ensaios usaram caldos fermentados integrais, e não compostos purificados.
Os dados sustentam o potencial de um consórcio com Trichoderma asperelloides SF001 e Beauveria bassiana SF002 como componente de estratégias integradas contra Euschistus heros. O trabalho aponta necessidade de estudos em campo, avaliações de compatibilidade com programas de manejo integrado de pragas e desenvolvimento de formulações estáveis antes de uso prático no sistema produtivo da soja.
O trabalho foi desenvolvido por João Arthur dos Santos Oliveira, Natieli Jenifer Mateus Corniani, Erika Fritegotto Leite, Livian Yumi Iwaoka, Giovana Gomes Ferreira Matos, Gabriela Bissoli Silva, Luana Thais Varize Marcusso, Carlos Augusto Corniani da Silva e Willian Martire Marcusso.
Agro Mato Grosso
VÍDEO: pescador se distrai e leva mordida de dourado em MT

Edimar Santos relatou que o peixe causou ferimento em um dos dedos e precisou de um alicate para ajudar a abrir a boca do animal.
O pescador Edimar Santos foi surpreendido pela mordida de um dourado enquanto pescava no Rio Sepotuba, em Tangará da Serra, a 242 km de Cuiabá. As imagens foram registradas por colegas que estavam no barco e o vídeo viralizou nas redes sociais durante a semana (assista abaixo).
Edimar contou que o ocorrido se deu após uma situação de risco em que, ao tentar desviar de uma galhada na correnteza, o grupo conseguiu capturar o peixe com um anzol. Ele também detalhou o momento de descuido que permitiu o ataque enquanto o barco descia o rio.
“Eu estava preocupado com o anzol, para ele não enganchar na minha perna. Quando virei o rosto para jogar o anzol na água, descuidei e acabei colocando a mão no rumo da boca dele”, relatou.
Devido à força da mordida, Edimar contou que foi necessário utilizar um alicate para ajudar a abrir a boca do animal.
“A mordida dele é muito forte. Tivemos que pegar o alicate, colocar na boca dele e abrir para ajudar. Ele fez um buraco no meu dedo bem fundo e chegou a sair bastante sangue”, descreveu.
Rei do Rio
Considerado por muitos como “rei do rio” pelo comportamento agressivo e grande porte, o dourado (Salminus brasiliensis) é encontrado nos rios da Bacia do Prata, como os rios Paraguai e Paraná. O peixe demonstra um comportamento territorial que exige cuidado redobrado no manuseio fora da água.
Lei do Transporte Zero
Vale lembrar que o dourado é uma das 12 espécies de peixes com transporte, armazenamento e comercialização proibidos até 2029, de acordo com a Lei do Transporte Zero. O projeto pretende dobrar o turismo de pesca esportiva com previsão de atrair turistas e gerar empregos, segundo o governo.
- Cachara
- Caparari
- Dourado
- Jaú
- Matrinchã
- Pintado/Surubin
- Piraíba
- Piraputanga
- Pirara
- Pirarucu
- Trairão
- Tucunaré
🎣 Quem pode pescar?
- Povos indígenas, originários e quilombolas que tenham a pesca como atividade de subsistência, para comercialização e o transporte de iscas vivas, que deverão ser regulamentados por resolução do Conselho Estadual de Pesca do Estado de Mato Grosso (Cepesca);
- Profissionais artesanais e a modalidade pesque e solte, desde que atendidas as condições previstas na lei, com exceção do período de defeso da piracema.
*Sob supervisão de Jardes Johnson.
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Agro Mato Grosso
Dra. Mara fortalece ações de cidadania e leva serviços gratuitos na área de saúde na Capital I MT

Caminhares da Fecomércio: Cuidando da saúde e o bem estar social da família.
A população da Região Oeste de Cuiabá terá, a partir do dia 22, acesso a uma importante ação da Fecomércio, no Centro de Eventos do Pantanal, com serviços gratuitos nas áreas de saúde, visão, beleza e atendimento voltado às mulheres.
A iniciativa chega à região por meio da articulação da vereadora Dra. Mara, que tem buscado parcerias e alternativas para aproximar serviços essenciais das comunidades e ampliar o acesso da população.
Para Dra. Mara, cuidar das pessoas também significa facilitar o acesso à saúde, à prevenção, à autoestima e à cidadania.
É trabalho que se transforma em benefício para a população: com diálogo, articulação e compromisso, Dra. Mara segue levando oportunidades para quem mais precisa.
Agro Mato Grosso
Safra recorde de soja em MT pode encher 1 milhão de caminhões e formar fila que daria 7 voltas no Brasil

Segundo estimativa calculada pelo professor Maicon Marinho Vieira Araújo, da UFMT, a projeção para a safra 2025/26 de soja em Mato Grosso geraria uma fila de caminhões com cerca de 31 mil km.
A safra de soja 2025/26 em Mato Grosso, a maior produção de soja da história, seria de capaz encher 1 milhão de cargas de caminhão e dar cerca de sete voltas no país, conforme cálculo feito pelo professor de Engenharia Agrícola Maicon Marinho Vieira Araújo, da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). (entenda os números abaixo).
O estado produziu cerca de 51,6 milhões de toneladas e manteve a liderança nacional de produção da oleaginosa, conforme dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA).
Maicon apresentou como os números da produção de soja em Mato Grosso podem ser convertidos em uma dimensão logística de forma hipotética.
“Se considerarmos as 51,6 milhões de toneladas de soja produzidas em Mato Grosso distribuídas em caminhões com cargas de até 50 toneladas, seriam necessárias pouco mais de 1 milhão de viagens para o transporte desse volume”, calculou.
Segundo ele, a conversão pode ser representada em uma divisão simples.
- 51,6 toneladas ÷ 50 toneladas = 1.032.000 km
🚚 A volta ao Brasil
O professor destacou que caminhões com carga de até 30 metros de comprimento, se enfileirados, gerariam uma fila única com cerca de 31 mil quilômetros de extensão. Ele também considerou para a esquematização a distância de norte a sul do Brasil, de 4.394 km.
Na prática, usamos a fórmula para representar a extensão de uma fila única de cargas de caminhão capaz de gerar uma distância suficiente para atravessar o país de norte a sul em sete vezes”, detalhou.
- 1.032.000 × 30 m = 30.960.000 m
- 30.960 ÷ 4.394 = 7, 05 voltas

Produção da safra de soja em MT foi estimada em mais de 51,6 milhões de toneladas
🌾 Destaque de produção
A safra 2025/26 de 51,56 milhões de toneladas representou papel de destaque para Mato Grosso na produção brasileira de soja. Segundo a coordenadora de Desenvolvimento Regional do Imea, Maria Muniz, esse número é responsável por 28,57% da produção nacional.
“O volume reforça a importância de Mato Grosso para o cenário brasileiro, que atualmente, é o maior produtor mundial de soja”, ressaltou.
Ela ressaltou que, no mercado externo, a relevância do estado é ainda maior. Mato Grosso é responsável por 34% das exportações brasileiras de soja, com cerca de 28 milhões de toneladas embarcadas e reafirma a posição do país como um gigante exportador.
Entre janeiro e julho de 2026, o estado respondeu por 34% das exportações do Brasil. A China foi o principal destino, com 17 milhões de toneladas. Ou seja, além de liderar a produção nacional, Mato Grosso também exerceu papel estratégico no abastecimento do mercado de soja global.
🌀 Super El Niño apresenta riscos à safra
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) confirmou, em junho, a previsão de permanência do fenômeno El Niño até o início de 2027. Com possibilidade de chuvas irregulares, temperaturas elevadas e menor umidade do solo, os custos maiores e as condições climáticas adversas podem comprometer o desenvolvimento das lavouras.
De acordo com dados do Imea para a projeção da safra de soja 2026/27, a produção de soja do estado deve recuar 5,43% em relação à safra anterior, reforçando a necessidade de planejamento financeiro e gestão de riscos por parte dos produtores.
Veja a tabela de projeção da produção de soja em Mato Grosso para as safras 2025/26 e 2026/27.
Tabela de comparação da safra de soja em MT
| Safra | Estimativa de Produção | Estado/Âmbito |
| Safra 25/26 | 51,6 mi de toneladas | Mato Grosso (IMEA) |
| Safra 26/27 | 48,8 mi de toneladas | Mato Grosso (IMEA) |
*Sob supervisão de Kessillen Lopes
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