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21 de agosto de 2026

Sustentabilidade

Retenção de oferta sustenta arroz, mas capacidade de repasse da indústria começa a ser testada – MAIS SOJA

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O arroz em casca do Rio Grande do Sul, principal referencial nacional, está praticamente consolidado em R$ 80 por saca de 50 quilos. O produto encontra sustentação na postura dos orizicultores, que demonstram pouca flexibilidade para negociar diante de um cenário simultaneamente marcado por excesso de chuvas, atraso nos preparos e escassez de crédito. A afirmação é do analista e consultor de Safras & Mercado, Evandro Oliveira.

Portanto, diz Oliveira, a firmeza atual não deve ser interpretada exclusivamente como resultado de uma demanda mais aquecida: a variável decisiva é a redução da oferta efetivamente negociável. “O produtor passa a atribuir maior valor ao estoque disponível justamente porque a próxima safra começa sob maior incerteza operacional”, explica.

Na Fronteira Oeste gaúcha, 15–20 dias de chuvas praticamente inviabilizaram o preparo de solo em determinadas áreas, elevando o risco de atraso na janela agrícola. “Esse quadro fortalece a retenção, mas também exige cautela: ainda não há elementos suficientes para transformar o problema operacional em projeção de perda produtiva”, pondera.

Na outra ponta, a indústria começa a encontrar dificuldade para acompanhar a valorização da matéria-prima. “O fardo no Sul, entre R$ 104 e R$ 110, já enfrenta resistência de atacado e varejo aos novos reajustes”, exemplifica o analista.

Forma-se, assim, um descompasso: a origem sustenta o casca, enquanto a ponta comercial começa a estabelecer um limite para o preço do beneficiado. “A indústria tende a operar com maior seletividade, priorizando reposição de passagem e evitando formação excessiva de estoques em níveis considerados elevados”, prevê o consultor.

“O principal risco para a sustentação dos R$ 80 por saca seria uma combinação de maior resistência do consumo, redução do ritmo industrial e eventual surgimento de lotes de oportunidade”, enumera Oliveira.

O Indicador Safras do arroz em casca no Rio Grande do Sul (58/62% de grãos inteiros, pagamento à vista) encerrou a quinta-feira cotado a R$ 77,81, alta de 3,61% em relação à semana anterior. Na comparação com o mesmo período do mês passado, o avanço era de 21,60%. Em relação a 2025, a valorização atingia 12,12%.

Rodrigo Ramos/ Agência Safras

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Sustentabilidade

Etapas do controle do azevém – MAIS SOJA

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Controlar o azevém (Lolium multiflorum) de forma eficaz é um dos principais desafios encontrados no cultivo de culturas de inverno de folha estreita (Poaceas). As similaridades dessa planta daninha com culturas comerciais pertencentes a família Poaceae, limita o controle pós-emergentes, havendo poucas ferramentas seletivas disponíveis para esse uso. Atrelado a isso, é consenso que algumas populações de azevém apresentam resistência a herbicidas, o que dificulta ainda mais o posicionamento de herbicidas para um controle químico eficiente dessa espécie daninha.

Sendo assim, Mário Bianchi, Pesquisador da Rede Técnica Cooperativa – RTC, chama atenção para três etapas essenciais para um bom manejo do azevém:

  • Dessecação
  • Controle pré-emergente
  • Controle pós-emergente

Independentemente da etapa de manejo, Bianchi ressalta que o estádio de desenvolvimento do azevém é um fator determinante para o sucesso do controle. De modo geral, plantas mais jovens e de menor porte apresentam maior suscetibilidade aos herbicidas, enquanto indivíduos mais desenvolvidos tendem a apresentar maior dificuldade de controle. Dessa forma, o manejo precoce do azevém constitui uma importante estratégia para aumentar a eficiência das aplicações e reduzir a possibilidade de escapes.

Contudo para evitar efeitos indesejados sobre culturas como o trigo, a dessecação pré-semeadura deve ser planejada com atenção, especialmente quanto à escolha e ao posicionamento dos herbicidas em áreas com populações de azevém resistentes. A disponibilidade de herbicidas registrados para essa finalidade é limitada, com opções como diquate, glifosato e glufosinato de amônio, o que torna ainda mais importante conhecer o histórico de resistência da população presente na área. No caso do glufosinato de amônio, a eficiência do controle está diretamente relacionada ao estádio de desenvolvimento das plantas, sendo maior quando aplicado sobre azevém com duas a três folhas, nas doses de 400 a 600 g de ingrediente ativo por hectare. Já o desempenho do diquate sobre gramíneas pode depender de sua associação com herbicidas graminicidas (Rizzardi, s. d.).

Nesse contexto, o uso de herbicidas pré-emergentes também desempenha papel importante no manejo do azevém, pois contribui para reduzir os fluxos de emergência e, consequentemente, a pressão de competição sobre a cultura. Além disso, essa estratégia é particularmente relevante em áreas com populações resistentes a herbicidas pós-emergentes, uma vez que amplia os mecanismos de ação utilizados no programa de manejo. Entretanto, a disponibilidade de produtos registrados para o controle do azevém em pré-emergência do trigo ainda é limitada, destacando-se opções como a Pendimetalina, a Piroxasulfona (Rizzardi, s. d.) e o Bixlozone.

Na pós-emergência do trigo, as opções se limitam principalmente a Clodinafope, Iodosulfurom-metílico, Piroxsulam, Imazamoxi e mais recentemente o Pinoxaden, contudo, vale destacar que o Imazamoxi é indicado somente para uso em cultivares de trigo tolerantes CL (ClearField®).

Figura 1. Azevém em meio a cultura do trigo.

Considerando a limita oferta de produtos seletivos para o controle do azevém em pós-emergência, além de definir o herbicida para apropriado para o controle da população de azevém, o momento de aplicação é determinante para o sucesso do manejo. De acordo com Bianchi, maiores resultados de controle são obtidos em pulverizações com azevém em estádio de 2 a 4 folhas. Vale destacar que a adoção das três etapas de controle (dessecação, pré-emergência e pós-emergência) são indispensáveis para um controle eficiente e eficaz do azevém em trigo, principalmente se tratando de populações com histórico de resistência a herbicidas.

Assim, o manejo eficiente do azevém no trigo deve integrar estratégias de pré e pós-emergência, priorizando o controle de plantas jovens, a diversificação dos mecanismos de ação e o uso de herbicidas pré-emergentes sempre que disponíveis e registrados para a cultura.

Confira abaixo as dicas do Pesquisador Mário Bianchi.


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Referências:

UP. HERB. COMO CONTROLAR O AZEVÉM NO TRIGO? Up. Herb: Academia das Plantas Daninhas, s.d. Disponível em: < https://www.upherb.com.br/int/como-controlar-o-azevem-no-trigo>, acesso em: 21/08/2026.

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Sustentabilidade

Ceema: Milho salta para US$ 4,78 em Chicago puxado por preocupações com a safra dos EUA – MAIS SOJA

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As cotações do milho, em Chicago, também subiram nesta semana. O fechamento desta quinta-feira (20) chegou a US$ 4,78/bushel, contra US$ 4,48 uma semana antes. O clima continua sendo o elemento de maior atenção do mercado, sendo que o excesso de chuvas nas regiões produtoras estadunidenses está, no momento, pressionando as cotações. Em tal contexto, o destaque está no fato de que, no dia 16/08, as lavouras estadunidenses em condições entre boas a excelentes recuaram para 60% do total, contra 71% no mesmo período do ano anterior. Mas, o desenvolvimento das lavouras está mais avançado, com o enchimento de grãos atingindo a 76% do total, contra 70% na média histórica. Dito isso, a Pro Farmer Crop Tour vem indicando preocupações com a safra de milho em algumas regiões dos EUA, especialmente Indiana e Nebraska. A ponto de a previsão para a produção de milho em Indiana estar em 183,5 bushels por acre, contra 193,8 bushels por acre do ano passado. Já em Nebraska a mesma é de 163,6 bushels por acre, contra 179,5 bushels do ano passado.

Ajuda, igualmente, a manter as altas das cotações do milho a continuidade da guerra entre Rússia e Ucrânia, e seus efeitos na região do Mar Negro, forte produtora de cereais, assim como a elevação nos preços do trigo.

Enquanto isso, a Argentina teria exportado um recorde de 5,14 milhões de toneladas de milho em julho, segundo a Bolsa de Grãos de Rosário. Nesta semana, a Bolsa elevou sua estimativa para a safra de milho da Argentina, de 2025/26, para 70,5 milhões de toneladas, classificando-a como uma safra histórica. Este volume está bem acima do que os relatórios do USDA vêm informando. A colheita do cereal no vizinho país atingia a 89%, contra a média de 97% na média para esta época do ano.

Em paralelo, as vendas de soja, por parte dos produtores argentinos, estava muito abaixo do esperado. Até o dia 5 de agosto, as mesmas atingiam a 24,3 milhões de toneladas da safra atual, quase 5 milhões abaixo da média de 10 anos. Isso representa 47,2% da produção esperada, a menor parcela para esta época do ano em 25 anos.

E no Brasil, os preços do milho têm oscilado pouco. No Rio Grande do Sul as principais praças continuam praticando R$ 58,00/saco, enquanto no restante do país os valores oscilam entre R$ 52,00 e R$ 64,00/saco. Dito isso, o viés é de alta diante de preços internacionais, que elevam a paridade de exportação; o atraso da colheita no Brasil, e as preocupações com o clima no final do ano, devido aos possíveis impactos do El Niño.

Por sua vez, a colheita da atual safrinha atingia a 85% da área cultivada no Centro-Sul brasileiro no dia 13/08, contra 94% uma ano atrás. Especificamente para o Mato Grosso do Sul, tal cenário se soma a uma oferta estadual menor. Neste estado, a safrinha deverá alcançar 11,1 milhões de toneladas, ou seja, 20,1% abaixo da safra anterior, diante de uma produtividade média estimada em 84,2 sacos/hectare, com recuo de 22,4% sobre o ano anterior.

Já a nova safra de verão brasileira começou a ser semeada através do Rio Grande do Sul. No dia 13/08 a mesma atingia a 0,3% da área estimada para o Centro-Sul nacional, contra 1,6% um ano atrás. Enfim, nos 10 primeiros dias úteis de agosto o Brasil exportou 2,2 milhões de toneladas de milho, porém, a média diária ainda é menor do que a do ano anterior, ficando 32% abaixo da média de todo o mês de agosto/25. O preço médio obtido por tonelada exportada ficou em US$ 216,80, ganhando 9,5% sobre o ano anterior. Para o total do atual mês de agosto, as exportações de milho atingem a 5,63 milhões de toneladas (cf. Anec).

Fonte: Informativo CEEMA UNIJUÍ, do prof. Dr. Argemiro Luís Brum¹

1 – Professor Titular do PPGDR da UNIJUÍ, doutor em Economia Internacional pela EHESS de Paris-França, coordenador, pesquisador e analista de mercado da CEEMA (FIDENE/UNIJUÍ).


FONTE

Autor:Dr. Argemiro Luís Brum/CEEMA-UNIJUÍ

Site: Ceema/Unijuí

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Ceema: Trigo atinge maior valor em 19 dias em Chicago, mas mercado interno segue em ritmo lento – MAIS SOJA

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As cotações do trigo também subiram nesta semana, com o primeiro mês cotado batendo em US$ 6,82/bushel no fechamento do dia 20/08 (quinta-feira), o mais alto valor em 19 dias úteis, contra US$ 6,52/bushel uma semana antes.

Nos EUA a colheita do trigo de inverno avançou para 96% da área no dia 16/08, contra 94% na média. Por sua vez, a colheita do trigo de primavera, naquele país, chegou a 41% da área total, contra 34% na média. E no Brasil, os preços permaneceram estáveis em R$ 70,00/saco no Rio Grande do Sul e R$ 75,00 no Paraná.

Segundo a Conab, o plantio está encerrado no país, com 20,3% da área em emergência, 53,9% em desenvolvimento vegetativo, 12% em floração, 20,3% em enchimento de grãos e 9% em maturação. Até o dia 11/08 a colheita do trigo também já havia alcançado 4,7% do total da área cultivada, com Goiás já tendo atingido a 70% da área, Minas Gerais 35%, Mato Grosso do Sul 10% e São Paulo 5%.

Enquanto no Rio Grande do Sul a colheita ainda está distante, no Paraná a mesma se inicia em setembro. Neste momento, segundo a Conab, quase todas as áreas daquele estado são classificadas como boas, já que o clima está favorecendo o desenvolvimento.

Apesar disso, algumas regiões apresentam plantas amareladas devido ao excesso de umidade do solo. Ventos fortes também foram relatados e causaram acamamento pontual. De foram geral, o último relatório da Conab aponta para uma colheita total de trigo, no país, em 5,8 milhões de toneladas, confirmando a tendência por nós indicada semanas atrás.

Quanto ao comportamento do mercado, o sul do país segue com baixa liquidez. “No Rio Grande do Sul, a pouca disponibilidade limita os negócios. Vendedores pedem R$ 1.350,00 por tonelada FOB, enquanto compradores aceitam até R$ 1.320,00, sem avanço nas tratativas. A cobertura dos moinhos avançou até cerca de 20 de setembro, em um ambiente de moagem baixa e margens pressionadas pelo descompasso entre trigo e farinha. O farelo aparece como o produto com melhor sustentação de preços. Para a safra nova, o mercado segue praticamente parado, com cerca de 60 mil toneladas negociadas até agora.

Em Santa Catarina, a ausência de ofertas de trigo local mantém os moinhos abastecidos, principalmente com produto de estados vizinhos. Para trigo pão, as referências ficam entre R$ 1.350,00 e R$ 1.400,00 por tonelada. E no Paraná, cresce a preocupação com o abastecimento da próxima safra diante da redução da área plantada e do risco de chuvas excessivas em fases críticas da cultura. Os preços para a safra nova variam de R$ 1.450,00 em setembro a R$ 1.400,00/tonelada em novembro. Os negócios seguem travados (cf. TF Agronômica).

Fonte: Informativo CEEMA UNIJUÍ, do prof. Dr. Argemiro Luís Brum¹

1 – Professor Titular do PPGDR da UNIJUÍ, doutor em Economia Internacional pela EHESS de Paris-França, coordenador, pesquisador e analista de mercado da CEEMA (FIDENE/UNIJUÍ).


FONTE

Autor:Dr. Argemiro Luís Brum/CEEMA-UNIJUÍ

Site: Ceema/Unijuí

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