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25 de setembro de 2026

Agro Mato Grosso

Agrishow: de ‘trator que fala’, veja máquinas com IA que operam sozinhas

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Fazer uma pergunta para um trator e receber a resposta na hora ou ver uma máquina trabalhando sozinha na lavoura, sem ninguém na cabine. O que parece cena de filme futurista já é realidade foram destaques da Agrishow 2026, em Ribeirão Preto (SP), impulsionados pela inteligência artificial.

Com a proposta de ajudar o produtor a tomar decisões mais rápidas, aumentar a produtividade e reduzir custos, empresas apostam em tecnologias inovadoras que devem se tornar cada vez mais comuns no campo.

Trator que ‘fala’ a língua do produtor

Um dos destaques é o “Talking Tractor”, da Valtra. O modelo usa inteligência artificial para interagir diretamente com o operador, por voz ou texto, e ajudar na tomada de decisão. (assista no vídeo acima)

“A nossa maior intenção com esse projeto é fazer com que o uso da tecnologia, que hoje é infinita, para que o homem e máquina se conectem para a melhor tomada de decisão em tempo real. Ele ajuda o produtor a tomar as melhores decisões, já que a máquina fala a língua do produtor”, comenta Claudio Esteves, diretor de vendas da Valtra.

 

Na prática, o produtor pode perguntar desde informações simples, como consumo de combustível, até orientações técnicas detalhadas.

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Trator 'falante' é uma das novidades da Agrishow 2026 em Ribeirão Preto (SP). — Foto: Érico Andrade/g1

Trator ‘falante’ é uma das novidades da Agrishow 2026 em Ribeirão Preto (SP). — Foto: Érico Andrade/g1

A tecnologia ainda está em fase de testes, mas chama atenção do público. Segundo a empresa, o sistema aprende com o uso e armazena dados históricos da operação, permitindo consultas sobre atividades realizadas até meses antes.

“A gente tem todo o dado de telemetria, tem todo o manual técnico dele ali dentro, então não só ajudar na tomada de decisão, mas em qualquer ajuste que ele precisar, técnico, ele vai poder fazer a pergunta. E claro, ele vai gravar também toda a operação. (…) Por exemplo: um ano atrás eu plantei e quero saber quanto eu gastei de combustível, tudo isso ela consegue ajudar.”

Painel do trator 'falante', que promete facilitar a vida do produtor rural, na Agrishow, em Ribeirão Preto (SP). — Foto: Érico Andrade/g1

 Painel do trator ‘falante’, que promete facilitar a vida do produtor rural, na Agrishow, em Ribeirão Preto (SP). — Foto: Érico Andrade/g1

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VÍDEO: pescador encontra onça-pintada durante pescaria em MT

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Augustinho Pereira Leite, de 54 anos, encontrou uma onça-pintada às margens do Rio Teles Pires, em Sinop, a 503 km de Cuiabá, enquanto pesca à noite. O encontro aconteceu na noite de segunda-feira (21), Augustinho afirmou que o animal estava a cerca de dois metros dele (assista abaixo).

O pescador também trabalha como caseiro e, segundo ele, a pescaria é um hábito antigo e costuma sair sozinho para pescar na região. Na noite do encontro, ele estava às margens do rio, colocando os anzóis, quando percebeu a onça próxima a uma trilha. Foi quando decidiu encerrar a pescaria e buscar as tarrafas para deixar o local, que ficou cara a cara com o animal. Ele afirmou que em determinado momento, a onça avançou na direção dele.

“Daí ela avançou pro meu lado. Eu fui de frente com ela também, batendo o pé, dando uns gritos. Daí ela freou”, disse.

Apesar da proximidade com o animal, Augustinho disse que conseguiu manter a calma durante o encontro. O pescador contou que sentiu medo, mas afirmou que a experiência no ambiente de mata ajudou a controlar a reação naquele momento.

“Eu fiquei [com medo] nessa hora fiquei um pouquinho, mas, normal”, contou.

De acordo com Augustinho, a onça chegou a rosnar e avançar novamente. Ele continuou fazendo barulho, enquanto se afastava, até que o animal recuou e entrou na mata. O pescador conseguiu deixar o local e voltar para casa sem ferimentos.

🐆📹Vídeo chamou a atenção da família

O vídeo chegou a Jefferson Paulo, sobrinho de Augustinho, em um grupo da família na terça-feira (22), um dia após o encontro com a onça. Segundo ele, inicialmente, os parentes não sabiam que o animal registrado nas imagens era uma onça-pintada.

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Ao descobrir que era o tio quem havia feito o registro, Jefferson ligou para Augustinho para entender o que havia acontecido. Segundo ele, o pescador contou o episódio com tranquilidade, apesar da proximidade com o animal.

“Ele é bem na dele, bem tranquilo mesmo, mas assim, sair vivo numa situação dessa, não é qualquer um, entendeu? Então, graças a Deus que deu certo”, concluiu.

 

👀🐆Pescador já tinha visto onças na região

 

Pescador encontra onça-pintada durante pescaria em MT — Foto: Reprodução

Augustinho contou que já havia visto onças-pintadas outras vezes durante o período em que trabalha e circula por áreas de mata na região de Sinop. Os encontros anteriores, no entanto, aconteceram sempre a uma distância maior, principalmente quando os animais atravessavam estradas ou caminhavam pela região antes de entrarem novamente na mata.

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“Eu já vi sempre assim, longe, né? Atravessando a estrada, muitas vezes caminhando, logo entrava no mato, mas pertinho assim nunca”, afirmou.

O caseiro disse que está acostumado a trabalhar em áreas de mata e que já passou períodos sozinho nesses locais. Na noite do encontro, ele estava sozinho às margens do Rio Teles Pires quando percebeu a onça a poucos metros de distância.

👨‍⚕️🐾Especialista explica comportamento da onça

O médico-veterinário Diego Viana analisou o vídeo e afirmou ao g1, que as imagens não indicam que a onça tenha tido intenção de atacar diretamente Augustinho, e explicou que também não é possível saber exatamente o que motivou o comportamento da onça naquele momento.

Apesar da situação de proximidade, o especialista avaliou que Augustinho demonstrou calma e sinalizou sua presença com a voz e o barulho, sem correr ou dar as costas para o animal.

“Um aspecto importante do vídeo é a calma demonstrada pelo pescador. Ele não corre e sinaliza sua presença por meio da voz e do barulho, enquanto a onça acaba se afastando”, disse.

A principal ressalva feita pelo veterinário ocorre depois que a onça começa a se afastar. No vídeo, o caseiro segue na direção do animal, e orientou que a decisão correta é deixar a onça continuar seu caminho e aumentar a distância.

“O mais seguro seria permitir que a onça continuasse se afastando e também aumentar a distância, recuando lentamente, sem correr e mantendo o animal no campo de visão”, detalhou.

 

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⚠🐆Como agir diante de uma onça-pintada

De acordo com as orientações de Diego, alguns cuidados podem reduzir o risco durante um encontro próximo:

  • Mantenha a calma: evite movimentos bruscos e não corra.
  • Não dê as costas: mantenha a onça no campo de visão.
  • Aumente a distância: recue lentamente, de preferência sem se aproximar do animal.
  • Deixe uma rota de fuga: não bloqueie o caminho da onça e não a persiga quando ela estiver se afastando.
  • Demonstre sua presença: se o animal continuar se aproximando, use a voz de maneira firme e procure parecer maior.
  • Redobre a atenção: filhotes, carcaças e animais se alimentando podem aumentar o risco de uma reação defensiva.

*Sob supervisão de Jardes Johnson.

VEJA VIDEO:

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Alunos desenvolvem trilha ecológica para unir escola, áreas de cultivo e mata em MT

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Alunos da Escola Estadual Florestan Fernandes, no Projeto de Desenvolvimento Sustentável (PDS) Doze de Outubro, em Cláudia (MT), participam de um projeto para criar uma trilha ecológica que deve conectar a escola, sistemas agroflorestais, uma área de produção de castanha e um fragmento de mata com nascente. A iniciativa também prevê recuperação da vegetação, educação ambiental e capacitação dos alunos para identificar espécies da fauna e da flora.

O projeto Natureza por Toda Parte – Trilhas Ecológicas começou como uma iniciativa escolar em 2025 e segue em andamento. Atualmente, a proposta tem duração prevista de 12 meses e pretende beneficiar diretamente 200 pessoas de 50 famílias e outras mil de forma indireta. O PDS Doze de Outubro tem 6.180 hectares e, segundo o documento do projeto, reúne cerca de 140 famílias.

A proposta prevê o plantio de 100 mudas nativas nos trechos de capim que serão revegetados, além da instalação de placas educativas e pontos de parada ao longo do percurso. Os estudantes também devem participar de oficinas para aprender a identificar espécies e utilizar ferramentas de mapeamento e registro da vegetação.

Segundo Maria Sofia, de 17 anos, aluna do 2º ano do ensino médio e uma das estudantes que participam da iniciativa, o projeto começou a partir de uma atividade escolar chamada Restaura Natureza. Com o interesse dos alunos, a proposta continuou sob o nome Natureza por Toda Parte – Trilhas Ecológicas.

A iniciativa voltada ao desenvolvimento de trilhas ecológicas também prevê recuperação da vegetação, educação ambiental e capacitação dos alunos. — Foto: Natureza por Toda Parte - Trilhas Ecológicas

A iniciativa voltada ao desenvolvimento de trilhas ecológicas também prevê recuperação da vegetação, educação ambiental e capacitação dos alunos. — Foto: Natureza por Toda Parte – Trilhas Ecológicas

“Eu faço um pouco de tudo, principalmente as apresentações e a metodologia do projeto. Foi uma experiência que me ensinou muito mais do que apenas a teoria em sala de aula”, contou.

Maria disse que o grupo começou com cinco estudantes, mas dois acabaram deixando a iniciativa. Atualmente, três alunos permanecem no projeto. Ela participou das atividades de plantio próximas à nascente e afirmou que essa foi uma das experiências mais marcantes da iniciativa.

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“Me marcou participar diretamente da recuperação da área, no caso, plantar as mudas perto da área da nascente. Ver de perto as mudanças e perceber que nosso trabalho está ajudando a natureza tornou a experiência muito especial”, afirmou.

 

A professora e coordenadora do projeto, Cleonice de Paula, explicou que o percurso pensado para a trilha tem aproximadamente 3 km e passa por diferentes áreas do assentamento até chegar à nascente. No projeto apresentado ao Fundo Casa, porém, a previsão é de implantação de pelo menos 700 metros de trilha, conectando a escola, a área de produção de castanha, sistemas agroflorestais e o fragmento de mata com nascente.

A proposta é que o percurso também seja utilizado em atividades de educação ambiental e, futuramente, para receber visitantes interessados na observação da fauna.

O projeto prevê a capacitação de 10 alunos para identificação de espécies e uso de ferramentas de monitoramento e mapeamento. Também está prevista uma visita-piloto para observação da fauna, além da elaboração de um manual de boas práticas para turistas.

Conexão com a fauna

O trabalho também tem relação com iniciativas de conservação de primatas na região. Segundo Christine Steiner, bióloga e diretora-executiva do Instituto Ecótono, a proposta de implantação de um corredor florestal no PDS Doze de Outubro pode beneficiar a fauna local, especialmente primatas.

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O Instituto Ecótono auxilia tecnicamente a iniciativa e, de acordo com Christine, o projeto foi inspirado em um trabalho de restauração realizado no assentamento rural, Gleba Mercedes (Projeto de Assentamento Weslei Manoel dos Santos), em Sinop, a 503 km de Cuiabá, onde um corredor florestal foi plantado para conectar fragmentos de mata.

Na Gleba Mercedes, o corredor implantado em 2024 já apresenta mudanças na vegetação. Segundo Christine, algumas árvores alcançaram entre 3 e 4 metros de altura, e espécies como cajueiro e mamoninha-do-mato começaram a produzir frutos em 2026. A área continua sendo monitorada.

Os zogue-zogues-de-mato-grosso que vivem em um fragmento próximo ainda não utilizam o corredor. O primata está classificada na categoria Criticamente em Perigo de extinção, conforme classificação da União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN). Segundo a bióloga, atualmente seis animais são monitorados em uma área de aproximadamente quatro hectares.

Christine explicou que a espécie depende de árvores mais altas e de copas interligadas para utilizar esse tipo de conexão. Segundo ela, a expectativa é que os macacos passem a utilizar o corredor entre sete e oito anos após o plantio, quando a vegetação atingir as condições necessárias.

Enquanto os zogue-zogues ainda não utilizam a área, insetos e aves já passaram a ocupar o corredor, segundo Christine. De acordo com a bióloga, flores e frutos produzidos pelas plantas servem de alimento para esses animais e indicam que o corredor já é utilizado por parte da fauna.

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A experiência da Gleba Mercedes também é apontada pelo Instituto Ecótono como um modelo que pode ser reproduzido em outras áreas. A instituição afirma que pretende mapear novos locais para implantação de corredores e busca recursos para ampliar o trabalho, com a meta de chegar a dez propriedades até 2030.

No PDS Doze de Outubro, o projeto pretende envolver estudantes, agricultores e moradores no acompanhamento da vegetação, na identificação da fauna e na recuperação de trechos degradados. A iniciativa também prevê preparar a comunidade para receber visitantes e gerar renda complementar a partir da observação da fauna e de produtos da floresta.

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Paraguaio é identificado entre os 3 mortos em queda de avião em MT

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Foi identificado como Luis Alberto Martinezz, de 44 anos, uma das três vítimas que morreram na queda de um avião na zona rural de Água Boa, a 730 km de Cuiabá, no dia 10 de setembro, conforme a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec). O dono da aeronave, Vanderlei Sattler, de 65 anos, foi identificado na última quinta-feira (17).

Luis era natural de Assunção, capital do Paraguai. Ainda não se sabe o que ele fazia dentro do veículo. Já Vanderlei era natural de Montenegro (RS) e sócio-administrador de uma empresa de assessoria aeronáutica. A identidade da terceira vítima ainda não foi divulgada, no entanto, segundo a perícia, ela também era de nacionalidade paraguaia.

Segundo a Polícia Civil, as investigações apontam que a aeronave tinha como destino a Venezuela e pode ter sido usada no tráfico internacional de drogas.

A Polícia Civil também investiga a origem e o destino do voo, além das circunstâncias da queda e de um possível envolvimento da aeronave com o transporte de drogas.

Segundo a Polícia Civil, o avião é um Cessna, prefixo N401NA e não tem registro na Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Um dos pontos investigados é justamente a compra da aeronave. Levantamentos apontam que o avião teria sido adquirido por um valor elevado por uma pessoa cuja situação financeira, conforme a investigação, não seria compatível com a negociação.

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O pagamento teria ocorrido parte em dinheiro e parte por meio de um veículo de alto valor. A polícia identificou que esse veículo já esteve registrado em nome de uma pessoa investigada por tráfico internacional de drogas.

Além disso, um dos ocupantes do avião tinha pendências judiciais no país de origem e restrição para deixar o território nacional, conforme a investigação. Os nomes investigados não foram divulgados pela Polícia Civil para não prejudicar a apuração.

A investigação aponta ainda que a aeronave decolou de Goiânia sem documentação válida, autorização ou plano de voo aprovado. Essas circunstâncias são consideradas pela polícia como indícios que reforçam a hipótese de que se tratava de uma operação clandestina.

A análise do itinerário indica que o avião poderia seguir para um país vizinho, com possível destino à Venezuela. Segundo a Polícia Civil, familiares dos passageiros também relataram aos investigadores que um dos ocupantes havia informado que viajaria para o país.

Sem plano de voo, avião saiu de Goiânia (GO) e caiu em Água Boa (MT) — Foto: Reprodução

Queda e incêndio

O avião pegou fogo após cair em uma região isolada de Água Boa e foi destruído pelas chamas. Os três ocupantes foram identificados preliminarmente como um brasileiro e dois paraguaios.

A partir da reconstrução do itinerário e da análise de imagens de câmeras de segurança que registraram o embarque, os investigadores chegaram aos familiares dos ocupantes, que auxiliaram no reconhecimento das vítimas.

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Bombeiros tentam combater incêndio após queda de avião em MT — Foto: Reprodução

Bombeiros tentam combater incêndio após queda de avião em MT — Foto: Reprodução

A Polícia Civil ressalta, porém, que a identificação definitiva depende dos exames periciais da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec). Por questões de logística, os corpos foram encaminhados à Diretoria Metropolitana de Medicina Legal, em Cuiabá.

As investigações estão em fase final e aguardam a conclusão dos laudos periciais, especialmente os relacionados à identificação técnica das vítimas. A polícia também continua analisando a compra da aeronave, a forma de pagamento, o itinerário e as circunstâncias do voo para esclarecer se o avião estava relacionado ao tráfico internacional de drogas.

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