Sustentabilidade
Trigo no RS: Lavouras entram em enchimento de grãos e colheita inicia no noroeste do estado – MAIS SOJA

As lavouras de trigo estão predominantemente nas fases reprodutivas: 9% em desenvolvimento vegetativo, 23% em floração, 54% em enchimento de grãos e 13% em maturação. A colheita está restrita às áreas mais adiantadas no Noroeste e alcança 1%.
As lavouras afetadas pelas geadas de 07 e 08/09, no Planalto Médio, apresentaram danos de intensidade moderada, principalmente em áreas que se encontravam em florescimento no período de ocorrência do evento.
Em relação ao quadro fitossanitário, nas áreas em florescimento e em enchimento de grãos, a elevada umidade aumentou a pressão de doenças, principalmente giberela e doenças foliares, demandando a realização de aplicações de fungicidas. Até 20/09, as condições meteorológicas foram, de modo geral, favoráveis ao desenvolvimento das lavouras, com disponibilidade adequada de radiação solar e temperaturas mais baixas no início do período e com elevação gradual ao longo da semana.
As precipitações, acompanhadas de ventos, ocorridas na madrugada de 21/09 provocaram danos pontuais, como acamamento de lavouras e processos erosivos, cuja extensão ainda está em avaliação. A área projetada pela Emater/RS-Ascar para a Safra 2026 é de 814.220 hectares, e a produtividade média de 2.701 kg/ha.
Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, na Fronteira Oeste, em São Borja, Maçambará e Manoel Viana, as lavouras foram beneficiadas pelas chuvas de 19/09 e pela manutenção de temperaturas amenas. Parte das áreas se encontra em final de enchimento de grãos e início de maturação, com bom potencial produtivo. Em Santa Margarida do Sul, as chuvas intensas e os ventos provocaram acamamento pontual em plantas na fase de enchimento de grãos e problemas localizados de erosão. Na Campanha, as chuvas ocorridas após um período superior a três semanas sem acumulados expressivos melhoraram as condições hídricas. A cultura apresentou evolução satisfatória devido à maior disponibilidade de radiação solar e às temperaturas adequadas.
Na de Caxias do Sul, nos Campos de Cima da Serra, as lavouras iniciaram a fase reprodutiva, com expectativa de bom desempenho de safra. Contudo, os elevados volumes
de chuva e a alta umidade ambiental proporcionaram condições favoráveis ao desenvolvimento de doenças, mantendo os produtores sob atenção constante de monitoramento.
Na de Erechim, cerca de 30% das lavouras estão em desenvolvimento vegetativo e 70% em granação. Foram realizados, de forma intensiva, os tratamentos fitossanitários. Na de Frederico Westphalen, aproximadamente 10% das lavouras estão em florescimento, 64% em enchimento de grãos, 24% em maturaçãoe 2% colhidos. Foi observada incidência expressiva de giberela.
Na de Ijuí, as condições meteorológicas favoreceram as lavouras em florescimento e permitiram a continuidade dos manejos fitossanitários. A incidência de doenças apresenta variabilidade entre glebas, relacionada às condições de manejo, ao nível tecnológico e à rotação de culturas. Cerca de 10% das lavouras se encontram em maturação. Avaliações das geadas de 07 e 08/09 indicam danos nas áreas que estavam em florescimento, sobretudo em posições mais baixas do relevo.
Na de Passo Fundo, 20% das lavouras estão em floração e 80% em enchimento de grãos. Na de Pelotas, 34% das lavouras estão em desenvolvimento vegetativo, 54% em florescimento e 12% em enchimento de grãos. A sequência de dias nublados, de chuvas frequentes e de baixa radiação solar, observada durante agosto e setembro, provocou atraso no desenvolvimento da cultura.
Na de Santa Rosa, 2% da área está em desenvolvimento vegetativo, 12% em floração, 67% em enchimento de grãos, 17% maduros e aproximadamente 2% colhidos. As lavouras
implantadas mais cedo avançam para a maturação, e as mais tardias ingressam na fase de
enchimento de grãos. Foram observados problemas fitossanitários associados à combinação de elevada umidade, à dificuldade operacional para realização de aplicações no momento adequado e à menor eficiência de alguns tratamentos.
Na de Soledade, as temperaturas e radiação solar foram adequadas para o desempenho vegetativo e reprodutivo. Os tratamentos fitossanitários se encontram em fase final. O cenário regional apresenta lavouras com bom potencial produtivo, embora coexistam áreas de padrão tecnológico mais limitado. Cerca de 30% das lavouras estão em espigamento/florescimento e 70% em enchimento de grãos.
Comercialização (saca de 60 quilos)
O valor médio, de acordo com o levantamento semanal de preços da Emater/RS-Ascar no Estado, aumentou 0,71%, passando de R$ 71,39 para R$ 71,94 com PH padrão 78. Na Bolsa de Cereais de Cruz Alta, é de R$ 82,00 para produto disponível.
Fonte: Emater/RS
Sustentabilidade
Rural Clima prevê avanço das chuvas e condições para plantio no Centro-Oeste em outubro – MAIS SOJA

As chuvas devem ganhar amplitude sobre o Centro-Oeste na virada de setembro para outubro, criando condições para o avanço do plantio, embora ainda com distribuição irregular. A avaliação é da agrometeorologista Ludmila Camparotto, da Rural Clima, que também alerta para possibilidade de temporais no Sul entre o fim de semana e o início da próxima semana.
Segundo Ludmila, áreas do oeste da Bahia, Tocantins, Piauí, Maranhão, Pará e norte de Mato Grosso já podem registrar pancadas nesta sexta-feira (25), ainda de forma irregular. No fim de semana, um sistema que avança pela Argentina em direção ao Uruguai e ao Rio Grande do Sul pode provocar chuvas mais intensas e temporais.
O alerta abrange áreas do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Paraguai e sul de Mato Grosso do Sul. “Temos uma atmosfera bastante instável e com potencial para provocar alguns temporais”, afirmou. Há possibilidade de ventos fortes e, pontualmente, outros eventos associados a tempo severo.
Entre os dias 30 de setembro e 1º de outubro, o sistema deve avançar sobre áreas de Rondônia, Mato Grosso, São Paulo, sul de Minas Gerais, Triângulo Mineiro e sul de Goiás, levando instabilidades para grande parte da região central.
Para a produção agrícola, Ludmila avalia que, apesar da irregularidade, as chuvas podem ser suficientes para permitir o início e o avanço do plantio em algumas áreas. “Acredito que dando condições ao avanço dos plantios, desenvolvimento, uma condição boa de desenvolvimento inicial das lavouras”, explicou.
Goiás aparece entre as áreas que podem iniciar os trabalhos de campo no começo de outubro. No entanto, a agrometeorologista ressalta que não são esperadas chuvas generalizadas e volumosas em todas as regiões. A irregularidade deve continuar ao longo do mês, com períodos de menor precipitação entre a segunda e a terceira semana de outubro.
No Sul, a tendência é de chuvas mais abrangentes e com maiores volumes. No Sudeste, as precipitações podem beneficiar culturas como café e citros, mas também dificultar a colheita de cana-de-açúcar e afetar hortaliças.
No Nordeste, algumas áreas do Matopiba e a faixa litorânea também podem receber chuvas, inicialmente de forma irregular e com volumes menores. A partir da segunda quinzena de outubro, a expectativa é de aumento gradual da abrangência das precipitações em áreas do norte de Minas Gerais e Bahia.
Fonte: Agência Safras
Autor:Pedro Carneiro (pedro.carneiro@safras.com.br) / Safras News
Site: Agência Safras
Sustentabilidade
Ceema: Reação nas cotações e ajuste na oferta marcam o mercado do milho – MAIS SOJA

As cotações do milho ensaiaram uma reação neste último mês, saindo de US$ 5,10/bushel no dia 27/08 para US$ 5,43 no dia 21/09. Posteriormente, o mercado cedeu um pouco, com o bushel fechando a quinta-feira (24) em US$ 5,26, contra US$ 5,30 uma semana antes. Por sua vez, a média de agosto fechou em US$ 4,69/bushel, sendo ela 5,6% superior à média de julho.
O mercado externo do milho acusa pouca alteração diante de uma comprovada redução na safra dos EUA, cuja colheita já iniciou. O relatório do USDA, do dia 11/09, apontou uma produção final estadunidense em 401,3 milhões de toneladas, ficando ela 5,4 milhões de toneladas abaixo da projeção de agosto e 31 milhões abaixo da produção registrada no ano anterior. Já os estoques finais estadunidenses, para o ano 2026/27, ficariam em 39,8 milhões de toneladas, perdendo dois milhões em relação ao indicado em agosto.
A produção mundial ficaria em 1,290 bilhão de toneladas, sendo oito milhões de toneladas a menos do que o indicado em agosto. E os estoques finais mundiais atingem 272,1 milhões de toneladas, perdendo 2,5 milhões em relação a agosto.
Dito isso, a colheita do milho, nos EUA, atingia a 13% da área no dia 20/09, contra 11% na média histórica. Já os embarques semanais de milho, por parte dos EUA, na semana encerrada em 17/09, atingiram a 1,9 milhão de toneladas, superando o esperado pelo mercado. Este volume semanal foi o maior para esta semana nos últimos 44 anos. Japão e México responderam, juntos, por 58% do milho embarcado na semana indicada Em tal contexto, e mesmo diante das turbulências externas, é a pressão da colheita estadunidense que vem impedindo de as cotações do milho subirem mais.
O mercado, agora, acompanha se o clima nas regiões produtoras não venha atrapalhar a colheita estadunidense. Isso porque, segundo o USDA, o consumo mundial do cereal poderá superar a produção em quase 30 milhões de toneladas em 2026/27.
E no Brasil, os preços internos também melhoraram, com as principais praças gaúchas trabalhando com R$ 61,00/saco, enquanto as demais regiões do país praticaram valores entre R$ 51,00 e R$ 66,00/saco.
Por enquanto, a exportação brasileira ainda enfrenta problemas no ritmo de negócios, pois os preços nacionais são menos competitivos do que os dos correntes. Espera-se que para meados de outubro a situação melhore. Isso porque, assim como no cenário mundial, o quadro nacional é de uma demanda firme, diante de uma oferta em recuo. Mas, a reação, se houver, não será linear, pois o mercado mundial precisa absorver a entrada da safra dos Estados Unidos, enquanto o mercado brasileiro acompanha o ritmo das exportações, o câmbio, a demanda interna e, principalmente, a disposição de venda dos produtores. Mesmo assim, se espera uma melhoria nos preços internos do cereal neste restante do segundo semestre. Tanto é verdade que, na B3, os contratos para o primeiro semestre de 2027 estão rondando os R$ 80,00/saco. Pelo sim ou pelo não, outubro será decisivo para dar uma direção ao mercado mundial e nacional do milho.
Fonte: Informativo CEEMA UNIJUÍ, do prof. Dr. Argemiro Luís Brum¹
1 – Professor Titular do PPGDR da UNIJUÍ, doutor em Economia Internacional pela EHESS de Paris-França, coordenador, pesquisador e analista de mercado da CEEMA (FIDENE/UNIJUÍ).
Autor:Dr. Argemiro Luís Brum/CEEMA-UNIJUÍ
Site: Ceema/Unijuí
Sustentabilidade
Epagri divulga novo levantamento de safras e apresenta boas condições em Santa Catarina – MAIS SOJA

O Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa) publicou, nesta semana, a edição de setembro do Boletim Agropecuário de Santa Catarina. A publicação reúne dados, análises e informações sobre o desempenho das principais atividades agropecuárias do Estado, abordando aspectos como preços, produção, clima e comportamento dos mercados.
Preço do arroz reage após período de baixa
O mercado de arroz iniciou o segundo semestre de 2026 com recuperação dos preços ao produtor, após os baixos patamares registrados na colheita. Em agosto, a saca de 50 kg subiu 16,03% em Santa Catarina, para R$ 65,07, e 15,65% no Rio Grande do Sul, para R$ 74,24. Nos primeiros dez dias de setembro, os preços médios chegaram a R$ 70,18 em SC e R$ 79,07 no RS. A alta está associada à menor oferta na entressafra, à recomposição dos estoques das indústrias e à resistência dos produtores em comercializar a preços considerados insuficientes para cobrir os custos. Para a safra 2026/27, a estimativa inicial da Epagri/Cepa aponta produção de 1,22 milhão de toneladas em Santa Catarina, queda de cerca de 6% em relação à safra anterior. A produtividade média estimada em 8.501 kg/ha.
Feijão tem comportamentos distintos de preços em agosto
Os preços do feijão apresentaram comportamentos distintos em Santa Catarina. O feijão-carioca recuou 6,3% no mês, para R$ 254,21 por saca, enquanto o feijão-preto teve alta de 0,5%, chegando a R$ 192,89/sc. Na comparação anual, porém, ambos mantiveram forte valorização, 77% para o carioca e 68% para o preto. Para a safra 2026/27, a primeira safra deve registrar redução de quase 18% na área cultivada, estimada em 22 mil hectares. A produtividade, estimada é 2.078 kg/ha, a produção deve recuar 13%, para 45 mil toneladas.
Preço do trigo sobe, enquanto área recua
No mercado brasileiro, os preços do trigo recebidos pelos produtores seguem firmes. Em Santa Catarina, a saca de 60 kg subiu 2,7% em agosto, alcançando R$ 70,98, embora ainda registre queda de 4,2% na comparação anual. Até a última semana do mês, 100% da área destinada ao cultivo já havia sido semeada. Das lavouras avaliadas, 97% apresentavam boas condições e 3% estavam em condição regular. Em 63% da área plantada, as lavouras encontravam-se em desenvolvimento vegetativo, enquanto 37% estavam em fase de floração. Para a safra 2026/27, a expectativa é de redução de 35% na área plantada, que deve chegar a 68 mil hectares. A produtividade média estimada também deve recuar 2,5%, para 3.572 kg/ha. Com isso, a produção estadual está projetada em aproximadamente 243 mil toneladas, volume 37% inferior ao registrado na safra anterior.
Milho tem alta de preço e área maior em 2026/27
O preço médio mensal do milho pago ao produtor catarinense segue em recuperação. Em agosto, a saca subiu 2,7% em relação a julho, alcançando R$ 60,56. A expectativa é de mercado firme em setembro, sustentado pela demanda das indústrias de ração e etanol, pela retenção de oferta pelos produtores e pelas incertezas climáticas globais. No mercado externo, a concorrência argentina e a cautela dos compradores no mercado físico têm limitado a liquidez.
Soja tem alta de preço e leve recuo de área
No mercado catarinense, o preço médio da saca de soja recebido pelos produtores segue em recuperação desde junho de 2026. Em agosto, a cotação chegou a R$ 130,50/sc, alta de 5,8% em relação a julho. Em setembro, houve nova valorização, com o mercado internacional operando em equilíbrio entre a pressão de baixa da safra dos EUA e o suporte vindo da demanda chinesa e alertas do El Niño. No Brasil, o cenário é de baixa liquidez e negócios travados. Para a safra 2026/27, a estimativa inicial da Epagri/Cepa aponta leve recuo de 0,3% na área cultivada com soja em Santa Catarina. O movimento reflete a cautela dos produtores diante das condições climáticas previstas e a migração pontual para o milho, parcialmente compensada pela melhora recente das cotações da oleaginosa. Com o fim do vazio sanitário, a semeadura será liberada a partir de 22 de setembro na maioria das regiões e de 13 de outubro no Sul do Estado.
Fonte: Epagri/Cepa, disponível em Fecoagro
Autor:Epagri/Cepa, disponível em Fecoagro
Site: Fecoagro/SC
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