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25 de setembro de 2026

Sustentabilidade

Canola/RS: Avanço da maturação exige dessecação e colheita chega a 3% das áreas – MAIS SOJA

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A cultura da canola apresenta ciclo mais avançado em relação aos demais cultivos de inverno. Estão 5% dos cultivos em floração, 63% em enchimento de grãos, 29% em maturação e 3% colhidos.

O desempenho produtivo entre as diferentes regiões está heterogêneo: há significativo número de lavouras com bom potencial, e áreas de estande reduzido, ou afetadas por excesso de umidade, baixa radiação solar e geadas, com possibilidade de redução do rendimento.

Nas lavouras em maturação, a desuniformidade entre as estruturas reprodutivas tem  rolongado a evolução até a colheita, sendo realizada dessecação em parte das áreas para uniformizar a maturação e facilitar a operação. Os produtores seguem preocupados com a possibilidade de deiscência natural das síliquas em áreas sujeitas à recorrência de chuvas, especialmente nas lavouras mais adiantadas.

O estado fitossanitário está, de modo geral, satisfatório, e os tratamentos foram finalizados nas áreas em fase final do ciclo. A área cultivada de canola está estimada em 353.397 hectares, e a produtividade média em 1.619 kg/ha.

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Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, em São Gabriel, algumas lavouras apresentam potencial produtivo comprometido pelo estande reduzido e pelo excesso de umidade em áreas de baixada. As perdas estão estimadas em 16% em relação à expectativa inicial. Em Lavras do Sul, as perdas estimadas chegam a 8%. Em Santa Margarida do Sul, os ventos fortes e a chuva intensa provocaram acamamento pontual. Em São Borja, a geada de 07/09 afetou parte das lavouras situadas em áreas mais baixas, mas sem impacto significativo sobre a produtividade média municipal.

Na de Frederico Westphalen, 2% dos cultivos estão em florescimento, 47% em enchimento de grãos, 30% em maturação e 15% colhidos. A produtividade atual está estimada em cerca de 2.000 kg/ha.

Na de Ijuí, a colheita apresenta ritmo lento e alcança 3% da área. A produtividade está abaixo da expectativa, com resultados inferiores a 1.800 kg/ha. Nas lavouras com baixa densidade de plantas, foram observados rendimentos inferiores a 1.200 kg/ha. A maturação irregular decorre da emergência desuniforme durante o estabelecimento da cultura.

Na de Pelotas, 10% das lavouras estão em florescimento e 90% em enchimento de grãos. A sequência de dias nublados, de elevada umidade e de chuvas frequentes tem limitado o desenvolvimento das plantas, apesar do bom estande, indicando possibilidade de redução da produtividade.

Na de Santa Rosa, 3% da área está em floração, 63% em enchimento de grãos, 30% madura e 4% colhidos. O potencial das lavouras está, em geral, adequado, embora os produtores estejam preocupados com possíveis efeitos da geada sobre a formação dos grãos.

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Nas áreas em maturação, são efetuadas operações de dessecação para a uniformização do amadurecimento das síliquas. As primeiras lavouras colhidas apresentaram produtividades entre 900 e 1.100 kg/ha, associadas principalmente ao estande reduzido e à ocorrência de chuvas e de dias nublados durante o ciclo.

Na de Soledade, as condições de radiação solar e de temperatura favoreceram o avanço do ciclo, e grande parte das lavouras está finalizando a fase de enchimento de grãos. Não foram registrados impactos relevantes em razão das geadas, consideradas predominantemente fracas. As lavouras apresentam, de modo geral, bom padrão produtivo, com plantas vigorosas, ramificadas e elevada densidade de síliquas. Os tratamentos fitossanitários estão em fase final.

Comercialização (saca de 60 quilos)

O preço médio praticado na região de Ijuí é de R$ 137,10; na de Santa Rosa, R$ 141,83; em São Borja, R$142,00.

Fonte: Emater/RS

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Sustentabilidade

Rural Clima prevê avanço das chuvas e condições para plantio no Centro-Oeste em outubro – MAIS SOJA

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As chuvas devem ganhar amplitude sobre o Centro-Oeste na virada de setembro para outubro, criando condições para o avanço do plantio, embora ainda com distribuição irregular. A avaliação é da agrometeorologista Ludmila Camparotto, da Rural Clima, que também alerta para possibilidade de temporais no Sul entre o fim de semana e o início da próxima semana.

Segundo Ludmila, áreas do oeste da Bahia, Tocantins, Piauí, Maranhão, Pará e norte de Mato Grosso já podem registrar pancadas nesta sexta-feira (25), ainda de forma irregular. No fim de semana, um sistema que avança pela Argentina em direção ao Uruguai e ao Rio Grande do Sul pode provocar chuvas mais intensas e temporais.

O alerta abrange áreas do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Paraguai e sul de Mato Grosso do Sul. “Temos uma atmosfera bastante instável e com potencial para provocar alguns temporais”, afirmou. Há possibilidade de ventos fortes e, pontualmente, outros eventos associados a tempo severo.

Entre os dias 30 de setembro e 1º de outubro, o sistema deve avançar sobre áreas de Rondônia, Mato Grosso, São Paulo, sul de Minas Gerais, Triângulo Mineiro e sul de Goiás, levando instabilidades para grande parte da região central.

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Para a produção agrícola, Ludmila avalia que, apesar da irregularidade, as chuvas podem ser suficientes para permitir o início e o avanço do plantio em algumas áreas. “Acredito que dando condições ao avanço dos plantios, desenvolvimento, uma condição boa de desenvolvimento inicial das lavouras”, explicou.

Goiás aparece entre as áreas que podem iniciar os trabalhos de campo no começo de outubro. No entanto, a agrometeorologista ressalta que não são esperadas chuvas generalizadas e volumosas em todas as regiões. A irregularidade deve continuar ao longo do mês, com períodos de menor precipitação entre a segunda e a terceira semana de outubro.

No Sul, a tendência é de chuvas mais abrangentes e com maiores volumes. No Sudeste, as precipitações podem beneficiar culturas como café e citros, mas também dificultar a colheita de cana-de-açúcar e afetar hortaliças.

No Nordeste, algumas áreas do Matopiba e a faixa litorânea também podem receber chuvas, inicialmente de forma irregular e com volumes menores. A partir da segunda quinzena de outubro, a expectativa é de aumento gradual da abrangência das precipitações em áreas do norte de Minas Gerais e Bahia.

Fonte: Agência Safras

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FONTE

Autor:Pedro Carneiro (pedro.carneiro@safras.com.br) / Safras News

Site: Agência Safras

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Sustentabilidade

Ceema: Reação nas cotações e ajuste na oferta marcam o mercado do milho – MAIS SOJA

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As cotações do milho ensaiaram uma reação neste último mês, saindo de US$ 5,10/bushel no dia 27/08 para US$ 5,43 no dia 21/09. Posteriormente, o mercado cedeu um pouco, com o bushel fechando a quinta-feira (24) em US$ 5,26, contra US$ 5,30 uma semana antes. Por sua vez, a média de agosto fechou em US$ 4,69/bushel, sendo ela 5,6% superior à média de julho.

O mercado externo do milho acusa pouca alteração diante de uma comprovada redução na safra dos EUA, cuja colheita já iniciou. O relatório do USDA, do dia 11/09, apontou uma produção final estadunidense em 401,3 milhões de toneladas, ficando ela 5,4 milhões de toneladas abaixo da projeção de agosto e 31 milhões abaixo da produção registrada no ano anterior. Já os estoques finais estadunidenses, para o ano 2026/27, ficariam em 39,8 milhões de toneladas, perdendo dois milhões em relação ao indicado em agosto.

A produção mundial ficaria em 1,290 bilhão de toneladas, sendo oito milhões de toneladas a menos do que o indicado em agosto. E os estoques finais mundiais atingem 272,1 milhões de toneladas, perdendo 2,5 milhões em relação a agosto.

Dito isso, a colheita do milho, nos EUA, atingia a 13% da área no dia 20/09, contra 11% na média histórica. Já os embarques semanais de milho, por parte dos EUA, na semana encerrada em 17/09, atingiram a 1,9 milhão de toneladas, superando o esperado pelo mercado. Este volume semanal foi o maior para esta semana nos últimos 44 anos. Japão e México responderam, juntos, por 58% do milho embarcado na semana indicada Em tal contexto, e mesmo diante das turbulências externas, é a pressão da colheita estadunidense que vem impedindo de as cotações do milho subirem mais.

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O mercado, agora, acompanha se o clima nas regiões produtoras não venha atrapalhar a colheita estadunidense. Isso porque, segundo o USDA, o consumo mundial do cereal poderá superar a produção em quase 30 milhões de toneladas em 2026/27.

E no Brasil, os preços internos também melhoraram, com as principais praças gaúchas trabalhando com R$ 61,00/saco, enquanto as demais regiões do país praticaram valores entre R$ 51,00 e R$ 66,00/saco.

Por enquanto, a exportação brasileira ainda enfrenta problemas no ritmo de negócios, pois os preços nacionais são menos competitivos do que os dos correntes. Espera-se que para meados de outubro a situação melhore. Isso porque, assim como no cenário mundial, o quadro nacional é de uma demanda firme, diante de uma oferta em recuo. Mas, a reação, se houver, não será linear, pois o mercado mundial precisa absorver a entrada da safra dos Estados Unidos, enquanto o mercado brasileiro acompanha o ritmo das exportações, o câmbio, a demanda interna e, principalmente, a disposição de venda dos produtores. Mesmo assim, se espera uma melhoria nos preços internos do cereal neste restante do segundo semestre. Tanto é verdade que, na B3, os contratos para o primeiro semestre de 2027 estão rondando os R$ 80,00/saco. Pelo sim ou pelo não, outubro será decisivo para dar uma direção ao mercado mundial e nacional do milho.

Fonte: Informativo CEEMA UNIJUÍ, do prof. Dr. Argemiro Luís Brum¹

1 – Professor Titular do PPGDR da UNIJUÍ, doutor em Economia Internacional pela EHESS de Paris-França, coordenador, pesquisador e analista de mercado da CEEMA (FIDENE/UNIJUÍ).

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FONTE

Autor:Dr. Argemiro Luís Brum/CEEMA-UNIJUÍ

Site: Ceema/Unijuí

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Sustentabilidade

Epagri divulga novo levantamento de safras e apresenta boas condições em Santa Catarina – MAIS SOJA

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O Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa) publicou, nesta semana, a edição de setembro do Boletim Agropecuário de Santa Catarina. A publicação reúne dados, análises e informações sobre o desempenho das principais atividades agropecuárias do Estado, abordando aspectos como preços, produção, clima e comportamento dos mercados.  

Preço do arroz reage após período de baixa  

O mercado de arroz iniciou o segundo semestre de 2026 com recuperação dos preços ao produtor, após os baixos patamares registrados na colheita. Em agosto, a saca de 50 kg subiu 16,03% em Santa Catarina, para R$ 65,07, e 15,65% no Rio Grande do Sul, para R$ 74,24. Nos primeiros dez dias de setembro, os preços médios chegaram a R$ 70,18 em SC e R$ 79,07 no RS. A alta está associada à menor oferta na entressafra, à recomposição dos estoques das indústrias e à resistência dos produtores em comercializar a preços considerados insuficientes para cobrir os custos. Para a safra 2026/27, a estimativa inicial da Epagri/Cepa aponta produção de 1,22 milhão de toneladas em Santa Catarina, queda de cerca de 6% em relação à safra anterior. A produtividade média estimada em 8.501 kg/ha.  

Feijão tem comportamentos distintos de preços em agosto  

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Os preços do feijão apresentaram comportamentos distintos em Santa Catarina. O feijão-carioca recuou 6,3% no mês, para R$ 254,21 por saca, enquanto o feijão-preto teve alta de 0,5%, chegando a R$ 192,89/sc. Na comparação anual, porém, ambos mantiveram forte valorização, 77% para o carioca e 68% para o preto. Para a safra 2026/27, a primeira safra deve registrar redução de quase 18% na área cultivada, estimada em 22 mil hectares. A produtividade, estimada é  2.078 kg/ha, a produção deve recuar 13%, para 45 mil toneladas. 

Preço do trigo sobe, enquanto área recua  

No mercado brasileiro, os preços do trigo recebidos pelos produtores seguem firmes. Em Santa Catarina, a saca de 60 kg subiu 2,7% em agosto, alcançando R$ 70,98, embora ainda registre queda de 4,2% na comparação anual. Até a última semana do mês, 100% da área destinada ao cultivo já havia sido semeada. Das lavouras avaliadas, 97% apresentavam boas condições e 3% estavam em condição regular. Em 63% da área plantada, as lavouras encontravam-se em desenvolvimento vegetativo, enquanto 37% estavam em fase de floração. Para a safra 2026/27, a expectativa é de redução de 35% na área plantada, que deve chegar a 68 mil hectares. A produtividade média estimada também deve recuar 2,5%, para 3.572 kg/ha. Com isso, a produção estadual está projetada em aproximadamente 243 mil toneladas, volume 37% inferior ao registrado na safra anterior. 

 Milho tem alta de preço e área maior em 2026/27  

O preço médio mensal do milho pago ao produtor catarinense segue em recuperação. Em agosto, a saca subiu 2,7% em relação a julho, alcançando R$ 60,56. A expectativa é de mercado firme em setembro, sustentado pela demanda das indústrias de ração e etanol, pela retenção de oferta pelos produtores e pelas incertezas climáticas globais. No mercado externo, a concorrência argentina e a cautela dos compradores no mercado físico têm limitado a liquidez. 

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Soja tem alta de preço e leve recuo de área  

No mercado catarinense, o preço médio da saca de soja recebido pelos produtores segue em recuperação desde junho de 2026. Em agosto, a cotação chegou a R$ 130,50/sc, alta de 5,8% em relação a julho. Em setembro, houve nova valorização, com o mercado internacional operando em equilíbrio entre a pressão de baixa da safra dos EUA e o suporte vindo da demanda chinesa e alertas do El Niño. No Brasil, o cenário é de baixa liquidez e negócios travados. Para a safra 2026/27, a estimativa inicial da Epagri/Cepa aponta leve recuo de 0,3% na área cultivada com soja em Santa Catarina. O movimento reflete a cautela dos produtores diante das condições climáticas previstas e a migração pontual para o milho, parcialmente compensada pela melhora recente das cotações da oleaginosa. Com o fim do vazio sanitário, a semeadura será liberada a partir de 22 de setembro na maioria das regiões e de 13 de outubro no Sul do Estado. 

Fonte: Epagri/Cepa, disponível em Fecoagro



 

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FONTE

Autor:Epagri/Cepa, disponível em Fecoagro

Site: Fecoagro/SC

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