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7 de outubro de 2026

Agro Mato Grosso

VÍDEO: pescador se distrai e leva mordida de dourado em MT

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Edimar Santos relatou que o peixe causou ferimento em um dos dedos e precisou de um alicate para ajudar a abrir a boca do animal.

O pescador Edimar Santos foi surpreendido pela mordida de um dourado enquanto pescava no Rio Sepotuba, em Tangará da Serra, a 242 km de Cuiabá. As imagens foram registradas por colegas que estavam no barco e o vídeo viralizou nas redes sociais durante a semana (assista abaixo).

Edimar contou que o ocorrido se deu após uma situação de risco em que, ao tentar desviar de uma galhada na correnteza, o grupo conseguiu capturar o peixe com um anzol. Ele também detalhou o momento de descuido que permitiu o ataque enquanto o barco descia o rio.

“Eu estava preocupado com o anzol, para ele não enganchar na minha perna. Quando virei o rosto para jogar o anzol na água, descuidei e acabei colocando a mão no rumo da boca dele”, relatou.

Devido à força da mordida, Edimar contou que foi necessário utilizar um alicate para ajudar a abrir a boca do animal.

“A mordida dele é muito forte. Tivemos que pegar o alicate, colocar na boca dele e abrir para ajudar. Ele fez um buraco no meu dedo bem fundo e chegou a sair bastante sangue”, descreveu.

Rei do Rio

Considerado por muitos como “rei do rio” pelo comportamento agressivo e grande porte, o dourado (Salminus brasiliensis) é encontrado nos rios da Bacia do Prata, como os rios Paraguai e Paraná. O peixe demonstra um comportamento territorial que exige cuidado redobrado no manuseio fora da água.

O dourado é valorizado na pesca esportiva devido à força, resistência e rapidez durante a captura, e se alimenta principalmente de outros peixes. Pode ultrapassar 1 metro de comprimento e pesar até 25kg. A espécie é bastante valorizada na pesca esportiva devido à força, resistência e rapidez durante a captura.

Lei do Transporte Zero

Vale lembrar que o dourado é uma das 12 espécies de peixes com transporte, armazenamento e comercialização proibidos até 2029, de acordo com a Lei do Transporte Zero. O projeto pretende dobrar o turismo de pesca esportiva com previsão de atrair turistas e gerar empregos, segundo o governo.

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  • Cachara
  • Caparari
  • Dourado
  • Jaú
  • Matrinchã
  • Pintado/Surubin
  • Piraíba
  • Piraputanga
  • Pirara
  • Pirarucu
  • Trairão
  • Tucunaré

 

🎣 Quem pode pescar?

  • Povos indígenas, originários e quilombolas que tenham a pesca como atividade de subsistência, para comercialização e o transporte de iscas vivas, que deverão ser regulamentados por resolução do Conselho Estadual de Pesca do Estado de Mato Grosso (Cepesca);
  • Profissionais artesanais e a modalidade pesque e solte, desde que atendidas as condições previstas na lei, com exceção do período de defeso da piracema.

*Sob supervisão de Jardes Johnson.

VIDEO:

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Agro Mato Grosso

Raio mata cabeças de gado em propriedade rural durante temporal em MT

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11 cabeças de gado morreram após um raio atingir uma propriedade rural durante um temporal em Vila Bela da Santíssima Trindade, a 562 km de Cuiabá, nesSa terça-feira (6). O caso ocorreu próximo à Gleba Santa Mônica, na região de fronteira com a Bolívia. As fortes chuvas também provocaram alagamentos, falta de energia e danos em uma ponte no município. Uma descarga elétrica teria atingido a propriedade durante a chuva e matado os animais.

A reporagem entrou em contato com a Prefeitura de Vila Bela da Santíssima Trindade e com a Defesa Civil, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.

Nas regiões rurais de Capivari e Palmarito, produtores relataram interrupções no fornecimento de energia elétrica. Em algumas propriedades, a falta de energia durou mais de três horas.

A tempestade também causou danos estruturais ao município, danificando e comprometendo a estrutura de uma das pontes que liga a região rural ao perímetro urbano. A ponte precisou de um reparo emergencial para que o acesso não fosse restrito.

Chuva de granizo na Bolívia

Na divisa do municício, do outro lado da fronteira, San Ignacio de Velasco, na Bolívia, também foi atingida pelo temporal. Além da chuva intensa e dos ventos fortes, houve registro de granizo.

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Na região, as rajadas de vento chegaram a aproximadamente 130 km/h. Os ventos aumentaram o risco de queda de árvores, danos em estruturas e interrupções no fornecimento de energia elétrica.

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Agro Mato Grosso

Soja em MT atinge maior preço em dois anos e produtores aceleram vendas

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Saca chegou a R$ 140,85 em setembro, após permanecer abaixo de R$ 100 no início de 2026; Imea estima produção de 48,88 milhões de toneladas na safra 26/27

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Agro Mato Grosso

Dia do Algodão expõe avanço de Mato Grosso na produção e na cadeia da fibra

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Mato Grosso passou a ocupar um espaço cada vez maior na produção brasileira de algodão nas últimas duas décadas. A produção estadual cresceu 267,3% desde o início da série histórica do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), movimento acompanhado pela expansão da área e pelo ganho de produtividade.

Na safra 2007/08, primeiro ciclo acompanhado pelo instituto, foram produzidas 1,99 milhão de toneladas de algodão em caroço em 530 mil hectares. Em 2024/25, o volume chegou ao recorde de 7,32 milhões de toneladas, enquanto a área alcançou 1,55 milhão de hectares.

O avanço ajuda a dimensionar o peso que a cultura passou a ter no estado. E, neste 7 de outubro, Dia do Algodão, os números também mostram que a relevância da atividade não está restrita à produção da pluma destinada à indústria têxtil.

O crescimento ocorreu tanto pela incorporação de novas áreas quanto pela evolução da produtividade das lavouras. O rendimento, que era de 251,27 arrobas por hectare em 2007/08, alcançou 330,25 arrobas por hectare em 2025/26. O resultado representa avanço de 31,4% e estabelece o recorde da série do instituto.

“A partir daquela safra, observamos uma consolidação de um novo patamar produtivo do algodão em Mato Grosso, tanto em área quanto em produção”, explica a analista de algodão do Imea, Cíntia Teixeira, ao apontar a safra 2018/19 como um momento de mudança. Naquele ciclo, a área cultivada ultrapassou 1 milhão de hectares e a produção passou a superar 4,5 milhões de toneladas.

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Produção ganha escala e amplia aproveitamento

A dimensão alcançada pela cotonicultura também se reflete no que acontece depois da colheita. A pluma é apenas uma das partes aproveitadas da planta, enquanto caroço, línter e fibras curtas seguem para diferentes finalidades.

O caroço pode ser transformado em óleo, farelo e torta. O óleo tem utilização na alimentação e também pode servir como matéria-prima para biocombustíveis. Já o farelo e a torta são destinados principalmente à alimentação de bovinos, assim como a casca, utilizada como fonte de fibra.

O beneficiamento também separa o línter, formado pelas fibras muito curtas que permanecem aderidas ao caroço. O material não tem comprimento suficiente para a produção convencional de tecidos, mas pode ser empregado em papel-moeda, filtros, celulose e produtos farmacêuticos.

“São fibras extremamente curtas que permanecem aderidas ao caroço mesmo depois do beneficiamento do algodão. Apesar de não terem comprimento suficiente para a indústria têxtil convencional, elas possuem características que permitem seu aproveitamento em diferentes produtos”, diz Cíntia.

Outras fibras curtas podem ser destinadas à fabricação de sacaria, feltros, mantas, tapetes e materiais de isolamento. Dessa forma, o beneficiamento amplia os destinos da produção e reduz a ideia de que o algodão termina quando a pluma é separada do caroço.

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Cadeia brasileira ganha espaço no mercado mundial

O avanço de Mato Grosso ocorre dentro de uma cadeia que também ganhou espaço no mercado internacional. O Brasil é hoje o maior exportador e o terceiro maior produtor mundial de algodão, conforme dados apresentados pelo programa Sou de Algodão, da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa).

A produção nacional está concentrada no Cerrado e ocorre predominantemente em regime de sequeiro, com aproveitamento da água das chuvas. A característica reduz a dependência de irrigação e está entre os aspectos considerados pelo setor nas práticas de produção mais sustentáveis.

Outro ponto é a estrutura da cadeia produtiva. O algodão brasileiro passa por etapas que vão do cultivo ao beneficiamento, com controle de qualidade ao longo do processo. No mercado interno, a fibra é a principal matéria-prima natural utilizada pela indústria têxtil, que consome cerca de 720 mil toneladas por ano.

A certificação também ganhou espaço. Na safra 2024/25, 79% do algodão brasileiro foi certificado pelo programa Algodão Brasileiro Responsável (ABR), criado em 2012 e voltado a critérios socioambientais da produção.

“O algodão, e o algodão brasileiro em especial, carrega uma responsabilidade que vai além da lavoura: ele está presente na roupa que vestimos, na renda que geramos no campo e na cidade e na alternativa concreta que oferecemos frente aos impactos ambientais dos tecidos sintéticos”, afirma Marcio Portocarrero, diretor executivo da Abrapa.

Data coloca fibra natural no centro do debate

A discussão sobre o algodão também passou a envolver a origem dos materiais utilizados pela indústria e os impactos provocados depois do consumo. Nesse cenário, a Abrapa lançou, junto a outras fibras naturais, o movimento “Fim da Linha”, que chama atenção para os microplásticos liberados pelos tecidos sintéticos durante seu ciclo de vida.

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O tema se conecta à campanha “Naturalmente Presente”, do programa Sou de Algodão, escolhida para marcar o Dia Mundial do Algodão deste ano. A data é celebrada em 7 de outubro desde que foi oficialmente proclamada pela Assembleia Geral da ONU, em 2021.

Para Gustavo Piccoli, presidente da Abrapa, a discussão coloca em lados diferentes os materiais sintéticos e as fibras naturais. “Se os sintéticos representam o fim de um ciclo problemático, o algodão representa uma presença natural, renovável e biodegradável na história do brasileiro”.

Em Mato Grosso, a trajetória das últimas quase duas décadas dá uma dimensão concreta desse mercado. A cultura saiu de uma produção de 1,99 milhão de toneladas para um recorde de 7,32 milhões e passou a combinar escala, produtividade e diferentes possibilidades de aproveitamento.

A estimativa atual aponta para 6,65 milhões de toneladas em 2026/27. Ainda que abaixo do recorde, o volume mantém o estado em um dos maiores patamares de sua história e sustenta a posição de Mato Grosso como principal referência da produção nacional.

Assim, o Dia do Algodão encontra no estado um dos exemplos mais expressivos da transformação da cultura no Brasil: uma atividade que cresceu em área e rendimento, mas que também diversificou os caminhos percorridos pela planta depois que sai da lavoura.

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