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4 de novembro de 2026

Agro Mato Grosso

VÍDEO: capivara escapa de ataque de onça-pintada às margens de rio no Pantanal de MT

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O macho de onça-pintada Ousado, um dos animais mais conhecidos do Pantanal mato-grossense, foi flagrado perdendo uma caçada após uma capivara escapar no último instante, no rio Três Irmãos, na região de Porto Jofre. O vídeo, publicado nas redes sociais no último sábado (1º), mostra a estratégia incomum usada pelo felino para tentar surpreender a presa (assista abaixo).

As imagens foram registradas pelo casal de guias de turismo Branco Arruda e Raquelle Saladin, enquanto acompanhavam uma família de turistas norte-americanos pela região.

No vídeo, Ousado nada silenciosamente em direção à margem do rio, onde a capivara está parada. Em determinado momento, ele mergulha para tentar surpreender o animal por baixo da água. Antes que o felino emerja, porém, a capivara parece perceber a aproximação e salta para dentro do rio, conseguindo escapar. Quando volta à superfície, Ousado observa a presa se afastando e parece desistir da investida. Toda a cena é acompanhada pelos turistas, que reagem a cada movimento dos animais.

Raquelle contou que o grupo percebeu a presença da capivara e decidiu manter distância para não interferir na caçada.

“O Ousado passou e ficamos acompanhando ele por um longo período. Quando a gente viu a capivara, já paramos para não atrapalhar ele, mas a capivara parece ter visto ele. Eu trabalho no Pantanal há 18 anos e ainda é indescritível a sensação de encontrar uma onça-pintada. Ainda me emociono e fico mais emocionada ao ver a alegria dos turistas”, afirmou.

Veja Video:

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Segundo a guia, a, já conhecida, forma como Ousado tenta capturar as presas ainda chama atenção. “É um comportamento do Ousado mesmo. Ele caça dessa maneira, na aproximação. Ele mergulha para tentar agarrar a presa”.

De acordo com especialistas, esse tipo de abordagem é considerado incomum entre as onças-pintadas da região, tornando Ousado conhecido justamente por essa técnica de caça.

Outro detalhe que chamou atenção dos turistas é o colar que o animal ainda carrega no pescoço. Ousado é a única onça conhecida da região que continua usando o equipamento.

Ousado passou a usar um colar de monitoramento após se recuperar dos ferimentos causados durante o maior incêndio do Pantanal de MT — Foto: Marcelo Tchebes

Ousado passou a usar um colar de monitoramento após se recuperar dos ferimentos causados durante o maior incêndio do Pantanal de MT — Foto: Marcelo Tchebes

Por que Ousado ainda usa um colar?

O felino se tornou símbolo da recuperação do Pantanal depois de ser resgatado em 2020 com queimaduras de terceiro grau nas patas e problemas respiratórios provocados pela intensa fumaça dos incêndios que devastaram o bioma.

Ousado teve as quatro patas queimadas durante o incêndio no Pantanal em 2020 — Foto: Corpo de Bombeiros

Ousado teve as quatro patas queimadas durante o incêndio no Pantanal em 2020 — Foto: Corpo de Bombeiros

Após meses de tratamento, ele voltou à natureza usando um GPS-colar para que pesquisadores acompanhassem sua recuperação e adaptação ao ambiente no período pós-incêndio.

Ao g1, o coordenador do Programa de Conservação da ONG Panthera, Fernando Tortato, explicou que o equipamento deveria ter se desprendido automaticamente ao fim do período de monitoramento, mas houve uma falha no mecanismo.

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“O colar enviou uma localização por hora durante cerca de 14 meses, permitindo entender como o Ousado utilizava a paisagem e como se deslocava pelo Pantanal após os incêndios. O equipamento possuía um dispositivo de soltura automática programado para cair sozinho, mas, infelizmente, esse mecanismo apresentou falha e o colar permaneceu no animal”, explicou.

Segundo Tortato, desde então o acompanhamento passou a ser feito por armadilhas fotográficas, observações em campo e registros enviados por pesquisadores, guias e turistas.

Ele destaca que, até o momento, não há qualquer indício de que o colar esteja prejudicando a saúde ou o comportamento da onça.

“O Ousado está desempenhando as funções normais que uma onça desempenha. Está caçando, nadando e se deslocando dentro do território esperado. O colar não representa risco para a vida do animal nem interfere nas atividades de rotina”.

 

Retirar o equipamento traria mais riscos

 

Onça ‘Ousado’ bebendo água — Foto: Ailton Lara

Onça ‘Ousado’ bebendo água — Foto: Ailton Lara

Apesar dos questionamentos frequentes sobre a retirada do colar, a equipe técnica afirma que capturar novamente Ousado seria mais perigoso do que mantê-lo com o equipamento.

Segundo Tortato, a captura exigiria anestesiar um animal de vida livre em áreas próximas aos rios, aumentando o risco de acidentes, como quedas em locais alagados e até afogamento. Além disso, os métodos de captura não permitem escolher qual onça será capturada primeiro, o que poderia expor outros animais aos mesmos procedimentos.

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“O Ousado já é um animal idoso, com mais de 13 anos. Como o colar não provoca ferimentos nem interfere na vida dele, a decisão técnica, tomada em conjunto por várias instituições e especialistas, é não realizar uma captura apenas para remover o equipamento”, afirmou.

 

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Onça-pintada Ibaca morre após ser resgatada debilitada no Pantanal de MT e deixa filhote

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A onça-pintada Ibaca, conhecida por turistas, fotógrafos e pesquisadores no Pantanal de Mato Grosso, morreu nesse sábado (31), após ser resgatada muito debilitada na noite anterior. A fêmea, que deixa um filhote de um ano, havia sido vista nos últimos dias com sinais de desnutrição, mas a causa da morte ainda não foi esclarecida.

Segundo o biólogo e guia de turismo Marcos Ardevino, Ibaca pesava pouco mais de 30 quilos quando foi resgatada, na sexta-feira (30). Ela teria sido transferida para Cuiabá para passar por exames, mas não resistiu.

De acordo com o biólogo, uma necropsia está sendo feita para identificar o que provocou a morte. Guias e observadores também estão reunindo vídeos registrados em diferentes datas para tentar entender como a onça emagreceu tão rapidamente.

🐆 Uma trajetória acompanhada por quase uma década

 

O nome da onça-pintada Ibaca tem origem tupi-guarani e significa “um céu com estrelas” — Foto: Rodrigo Chavez Noriega

O nome da onça-pintada Ibaca tem origem tupi-guarani e significa “um céu com estrelas” — Foto: Rodrigo Chavez Noriega

Também chamada de Tina, Ibaca era acompanhada na região desde 2016. Ao longo dos anos, foi fotografada e filmada em encontros com outros animais e ao lado dos próprios filhotes, tornando-se uma das fêmeas conhecidas por quem observa a vida selvagem no Pantanal.

A onça-pintada Ibaca, conhecida por turistas, fotógrafos e pesquisadores no Pantanal de Mato Grosso, morreu nesse sábado (31) — Foto: Rodrigo Chavez Noriega

A onça-pintada Ibaca, conhecida por turistas, fotógrafos e pesquisadores no Pantanal de Mato Grosso, morreu nesse sábado (31) — Foto: Rodrigo Chavez Noriega

Segundo o Projeto Jaguar ID, ela foi observada em dez temporadas consecutivas, entre 2016 e 2025. O nome Ibaca tem origem tupi-guarani e, conforme o projeto, significa “um céu com estrelas”.

Os registros permitiram acompanhar diferentes momentos da vida da onça, especialmente a reprodução, os cuidados com os filhotes e as interações com outros animais.

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Registros de diferentes gerações

O catálogo do projeto identifica Ibaca como filha da onça Overa e irmã de Saseka, Siriri e Cururu. Entre os filhotes dela registrados ao longo dos anos estão Ipepo, Jasy e Apejara. A documentação aponta filhotes identificados em temporadas como as de 2018, 2022 e 2025.

Também há registros da fêmea com parceiros reprodutivos como Xingu, Guassú, Bagua e Merlin.

Esse acompanhamento ajudou a estabelecer relações de parentesco e a documentar diferentes gerações de onças em vida livre no Pantanal.

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Novembro começa com chuva e trovoadas em MT; veja previsão para Finados

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Novembro começa neste domingo (1º) com previsão de chuva e trovoadas em Mato Grosso. A instabilidade deve continuar após o estado passar o último dia de outubro sob alerta amarelo para chuvas intensas, emitido pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

Nos primeiros dias do mês, o sol aparece entre muitas nuvens, com pancadas de chuva e trovoadas isoladas nas regiões noroeste, centro e sudeste. No sul e no leste, o céu fica mais encoberto. Em Cuiabá, a previsão para este domingo é de muitas nuvens e pancadas de chuva, com temperaturas entre 25 °C e 36 °C.

Chuvas irregulares e temperaturas acima da média

Apesar da previsão de chuva ao longo do mês, o volume acumulado em novembro deve ficar abaixo da média histórica em Mato Grosso, segundo a Climatempo. Isso não significa que não vai chover: as pancadas devem ocorrer em diferentes regiões, mas de forma irregular e com volumes que podem variar de uma cidade para outra.

A previsão também indica temperaturas acima do normal no oeste, centro e norte do estado. No sul e no leste, os termômetros devem ficar dentro da média esperada para o mês. Em algumas áreas, o calor pode chegar aos 40 °C.

Segundo a Climatempo, há possibilidade de formação de uma faixa de instabilidade que pode provocar vários dias seguidos de chuva em parte do estado. Esse fenômeno é conhecido como Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS).

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Previsão para o feriado

Já no feriado de Finados, nesta segunda-feira (2), Mato Grosso acorda com muitas nuvens e menor possibilidade de chuva e previsão de pancadas isoladas. O tempo fica quente, com máxima de 36 °C em Cuiabá, segundo o Inmet.

Mesmo com a previsão de instabilidade, mais de 90 missas e celebrações religiosas serão realizadas no estado ao longo do dia. A programação inclui cemitérios e comunidades de nove municípios atendidos pela Arquidiocese de Cuiabá, com atividades em 33 paróquias e uma Área Pastoral.

O que fazer em caso de tempestades

Durante tempestades, o Inmet recomenda:

  • Não se abrigar debaixo de árvores durante rajadas de vento, devido ao risco de queda e de descargas elétricas.
  • Não estacionar veículos próximos a torres de transmissão e placas de propaganda.
  • Evitar usar aparelhos eletrônicos ligados à tomada.
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Fazenda de 101 hectares vai a leilão em MT com lance inicial de R$ 10,5 milhões

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Uma fazenda de 101 hectares, será leiloada por valores a partir de R$ 3 milhões localizada em Primavera do Leste, a 239 km de Cuiabá. A propriedade, chamada Fazenda Belo Horizonte, terá a primeira etapa do leilão nesta sexta-feira (30), com lance mínimo de R$ 10,5 milhões. Caso não seja vendida, uma nova tentativa será realizada no dia 6 de novembro, com valor inicial de R$ 3 milhões.

O leilão extrajudicial será realizado pela Mega Leilões, sob condução do leiloeiro oficial Fernando José Cerello G. Pereira. Na primeira etapa, marcada para as 15h, o lance mínimo será de R$ 10.576.242,48. Já na segunda fase, também às 15h, o valor será reduzido para R$ 3.078.792,00, correspondente à dívida garantida, acrescida das despesas e dos encargos previstos no edital.

A propriedade tem 101,4818 hectares e está registrada sob a matrícula nº 22.664 no Cartório de Registro de Imóveis de Primavera do Leste. Segundo o edital, a área é georreferenciada e certificada pelo Sistema de Gestão Fundiária (SIGEF), do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).

Atualmente, o imóvel está ocupado pelo devedor, que desenvolve atividades agrícolas no local. Conforme as regras do leilão, a responsabilidade pela desocupação será do comprador, assim como outras obrigações relacionadas à regularização documental e às condições físicas da propriedade.

Os interessados poderão participar presencialmente ou pela internet. Para disputar os lances online, é necessário realizar cadastro e habilitação prévia no site da plataforma Mega Leilões.

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