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16 de agosto de 2026

Agro Mato Grosso

VÍDEO: capivara escapa de ataque de onça-pintada às margens de rio no Pantanal de MT

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O macho de onça-pintada Ousado, um dos animais mais conhecidos do Pantanal mato-grossense, foi flagrado perdendo uma caçada após uma capivara escapar no último instante, no rio Três Irmãos, na região de Porto Jofre. O vídeo, publicado nas redes sociais no último sábado (1º), mostra a estratégia incomum usada pelo felino para tentar surpreender a presa (assista abaixo).

As imagens foram registradas pelo casal de guias de turismo Branco Arruda e Raquelle Saladin, enquanto acompanhavam uma família de turistas norte-americanos pela região.

No vídeo, Ousado nada silenciosamente em direção à margem do rio, onde a capivara está parada. Em determinado momento, ele mergulha para tentar surpreender o animal por baixo da água. Antes que o felino emerja, porém, a capivara parece perceber a aproximação e salta para dentro do rio, conseguindo escapar. Quando volta à superfície, Ousado observa a presa se afastando e parece desistir da investida. Toda a cena é acompanhada pelos turistas, que reagem a cada movimento dos animais.

Raquelle contou que o grupo percebeu a presença da capivara e decidiu manter distância para não interferir na caçada.

“O Ousado passou e ficamos acompanhando ele por um longo período. Quando a gente viu a capivara, já paramos para não atrapalhar ele, mas a capivara parece ter visto ele. Eu trabalho no Pantanal há 18 anos e ainda é indescritível a sensação de encontrar uma onça-pintada. Ainda me emociono e fico mais emocionada ao ver a alegria dos turistas”, afirmou.

Veja Video:

Segundo a guia, a, já conhecida, forma como Ousado tenta capturar as presas ainda chama atenção. “É um comportamento do Ousado mesmo. Ele caça dessa maneira, na aproximação. Ele mergulha para tentar agarrar a presa”.

De acordo com especialistas, esse tipo de abordagem é considerado incomum entre as onças-pintadas da região, tornando Ousado conhecido justamente por essa técnica de caça.

Outro detalhe que chamou atenção dos turistas é o colar que o animal ainda carrega no pescoço. Ousado é a única onça conhecida da região que continua usando o equipamento.

Ousado passou a usar um colar de monitoramento após se recuperar dos ferimentos causados durante o maior incêndio do Pantanal de MT — Foto: Marcelo Tchebes

Ousado passou a usar um colar de monitoramento após se recuperar dos ferimentos causados durante o maior incêndio do Pantanal de MT — Foto: Marcelo Tchebes

Por que Ousado ainda usa um colar?

O felino se tornou símbolo da recuperação do Pantanal depois de ser resgatado em 2020 com queimaduras de terceiro grau nas patas e problemas respiratórios provocados pela intensa fumaça dos incêndios que devastaram o bioma.

Ousado teve as quatro patas queimadas durante o incêndio no Pantanal em 2020 — Foto: Corpo de Bombeiros

Ousado teve as quatro patas queimadas durante o incêndio no Pantanal em 2020 — Foto: Corpo de Bombeiros

Após meses de tratamento, ele voltou à natureza usando um GPS-colar para que pesquisadores acompanhassem sua recuperação e adaptação ao ambiente no período pós-incêndio.

Ao g1, o coordenador do Programa de Conservação da ONG Panthera, Fernando Tortato, explicou que o equipamento deveria ter se desprendido automaticamente ao fim do período de monitoramento, mas houve uma falha no mecanismo.

“O colar enviou uma localização por hora durante cerca de 14 meses, permitindo entender como o Ousado utilizava a paisagem e como se deslocava pelo Pantanal após os incêndios. O equipamento possuía um dispositivo de soltura automática programado para cair sozinho, mas, infelizmente, esse mecanismo apresentou falha e o colar permaneceu no animal”, explicou.

Segundo Tortato, desde então o acompanhamento passou a ser feito por armadilhas fotográficas, observações em campo e registros enviados por pesquisadores, guias e turistas.

Ele destaca que, até o momento, não há qualquer indício de que o colar esteja prejudicando a saúde ou o comportamento da onça.

“O Ousado está desempenhando as funções normais que uma onça desempenha. Está caçando, nadando e se deslocando dentro do território esperado. O colar não representa risco para a vida do animal nem interfere nas atividades de rotina”.

 

Retirar o equipamento traria mais riscos

 

Onça ‘Ousado’ bebendo água — Foto: Ailton Lara

Onça ‘Ousado’ bebendo água — Foto: Ailton Lara

Apesar dos questionamentos frequentes sobre a retirada do colar, a equipe técnica afirma que capturar novamente Ousado seria mais perigoso do que mantê-lo com o equipamento.

Segundo Tortato, a captura exigiria anestesiar um animal de vida livre em áreas próximas aos rios, aumentando o risco de acidentes, como quedas em locais alagados e até afogamento. Além disso, os métodos de captura não permitem escolher qual onça será capturada primeiro, o que poderia expor outros animais aos mesmos procedimentos.

“O Ousado já é um animal idoso, com mais de 13 anos. Como o colar não provoca ferimentos nem interfere na vida dele, a decisão técnica, tomada em conjunto por várias instituições e especialistas, é não realizar uma captura apenas para remover o equipamento”, afirmou.

 

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Prazo para se inscrever no Prêmio Aprosoja MT de Jornalismo 2026 termina dia 21 de agosto

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Concurso nacional recebe trabalhos até 21 de agosto e distribui mais de R$ 210 mil em premiações

Jornalistas e estudantes de Jornalismo de todo o Brasil têm até a próxima sexta-feira (21.08) para participar da 4ª edição do Prêmio Aprosoja MT de Jornalismo. Promovida pela Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT), a iniciativa reconhece produções jornalísticas que contribuem para ampliar a compreensão sobre o agronegócio e sua relação com a sociedade.

Com o tema “O agro sustentável que transforma a cidade a partir do campo”, a edição de 2026 tem abrangência nacional pela primeira vez. Podem ser inscritos trabalhos que abordem a cadeia produtiva da soja e do milho, sustentabilidade, inovação, geração de renda, desenvolvimento e os impactos do campo na vida urbana.

O concurso conta com seis categorias: Reportagem em Vídeo, Reportagem em Texto, Reportagem em Áudio, Fotojornalismo, Jornalismo Universitário e Destaques Mato-grossenses. Esta última é exclusiva para profissionais que atuam em Mato Grosso. Os trabalhos devem ter sido publicados entre 12 de setembro de 2025 e 21 de agosto de 2026.

A premiação chega a R$20 mil para os primeiros colocados das categorias profissionais. No Jornalismo Universitário, o primeiro lugar recebe R$15 mil, enquanto os vencedores de Destaques Mato-grossenses recebem R$7 mil em cada uma das cinco regiões do estado.

Além dos valores em dinheiro, os finalistas concorrem ao Prêmio Master, que prevê uma vaga na Missão Aprosoja MT Estados Unidos 2027, com as despesas custeadas pela entidade, conforme os critérios estabelecidos no regulamento.

As inscrições são gratuitas e devem ser realizadas exclusivamente pelo site oficial do Prêmio Aprosoja MT de Jornalismo até as 17h do dia 21 de agosto.

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Aprosoja MT participa de reunião na Sefaz para construção de conteúdo sobre Reforma Tributária

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Iniciativa busca ampliar o acesso a informações e preparar o setor produtivo para os impactos e mudanças trazidos pelo novo sistema tributário

A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) participou, nesta quinta-feira (13.08), de uma reunião na Secretaria de Estado de Fazenda de Mato Grosso (Sefaz-MT) para tratar da criação de conteúdos orientativos para o portal Escola da Reforma Tributária, iniciativa voltada à disseminação de conhecimento, capacitação e preparação dos setores econômicos diante das mudanças trazidas pelo novo sistema tributário.

A proposta teve origem em uma demanda apresentada pela Aprosoja MT, a partir da necessidade de ampliar o acesso do setor produtivo a informações qualificadas, práticas e acessíveis sobre os impactos da Reforma Tributária.

A Sefaz-MT convidou outras entidades representativas para participar da construção do projeto, ampliando a dimensão institucional da iniciativa. A atuação conjunta permitirá considerar as particularidades de diferentes setores econômicos no processo de capacitação e adaptação às novas regras.

Para a Aprosoja MT, a participação na construção dos conteúdos também representa uma oportunidade de contribuir para que as mudanças tributárias sejam apresentadas de forma clara aos produtores rurais.

“Queremos contribuir para que a implementação da Reforma Tributária aconteça considerando as particularidades do produtor rural. Nosso compromisso é continuar acompanhando o tema de perto e levando informação de qualidade aos nossos associados, para que estejam cada vez mais preparados para as mudanças que virão”, destacou Diego Bertuol, coordenador da Comissão de Política Agrícola.

A iniciativa fortalece a interlocução entre o setor produtivo e a administração tributária, criando um espaço de diálogo, orientação e construção de conhecimento sobre a implementação da Reforma Tributária e seus impactos no campo.

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BASF lança Xarvio Connect 2.0 na América do Norte

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Dispositivo transfere mapas de aplicação e dados operacionais entre o Field Manager e terminais compatíveis

A BASF lançou na América do Norte o Xarvio Connect 2.0, dispositivo portátil para troca de dados entre o Xarvio Field Manager e terminais de máquinas agrícolas compatíveis. A solução transfere mapas de aplicação, registra dados das operações e dispensa o uso de smartphone ou tablet.

O equipamento utiliza conexão USB e traz cartão SIM integrado. A comunicação ocorre por uma rede móvel segura, informa a empresa. O sistema mantém os dados armazenados durante períodos sem cobertura e realiza a transferência após o restabelecimento da conexão.

O Xarvio Connect 2.0 aceita formatos como ISOXML e Shapefile. A tecnologia permite o envio de mapas para operações com taxa fixa ou variável em semeadura, proteção de cultivos e nutrição. O dispositivo possui compatibilidade com ISOBUS e CAN-bus.

Segundo a BASF, a transferência começa após a conexão do dispositivo à porta USB do terminal da máquina. Os mapas do Xarvio Field Manager chegam ao equipamento em poucos minutos.

A solução também registra informações geradas durante as operações. Entre os dados coletados aparecem colheita, níveis de umidade e taxas aplicadas. O Field Manager permite usar essas informações para estimar custos de insumos, produtividade e receita em tempo próximo ao real.

A BASF testou o equipamento na América do Norte durante as safras de 2024 e 2025. Os ensaios envolveram plantadoras, pulverizadores e distribuidores de fertilizantes de diferentes fabricantes. Segundo a empresa, o dispositivo operou também em máquinas com mais de dez anos de uso.

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