Sustentabilidade
Especialistas alertam para cuidados necessários para evitar ferrugem, percevejos e nematoides na safra 26/27 – MAIS SOJA

Foi dada a largada para a safra de soja 2026/27. Com o término do vazio sanitário em Mato Grosso, maior estado produtor do grão no país, e em Goiás no próximo dia 20/09, o plantio fica oficialmente liberado. No entanto, a nova safra exige um nível adicional de atenção no campo. Os produtores iniciam o ciclo diante de um cenário fitossanitário desafiador, marcado pela pressão simultânea de desafiosconhecidos da sojicultura brasileira como doenças, pragas e nematoides.
Os números da última safra acendem um sinal amarelo para o manejo. Os registros de ferrugem asiática (Phakopsora pachyrhizi), doença altamente agressiva que pode comprometer até 90% da produtividade se não controlada, praticamente triplicaram, saltando de 124 para 379 casos confirmados pelo Consórcio Antiferrugem. Somado a isso, há a ameaça constante do percevejo-marrom (Euschistus heros), praga de difícil controle que, segundo dados da Embrapa, impõe um prejuízo na casa dos bilhões por safra.
Correndo por baixo da terra, o terceiro elemento dessa equação costuma ser o mais traiçoeiro. Os nematoides destroem o sistema radicular da soja e já respondem por perdas anuais estimadas na cada dos bilhões, segundo levantamentos da Sociedade Brasileira de Nematologia e do setor agrícola.
Para Jhonatan Coradin, engenheiro agrônomo e Gerente de Desenvolvimento de Mercado da Vittia, empresa brasileira referência em biotecnologia para defesa e nutrição de plantas, a combinação dessas ameaças exige uma mudança de postura imediata do produtor. “Iniciar o ciclo com um planejamento estratégico consolidado proporciona um ganho de tempo de resposta e otimiza os investimentos operacionais, evitando os altos custos de um controle emergencial. O foco é integrar as ferramentas biológicas ao manejo, associando as soluções biológicas de alta tecnologia que fortalecem a planta desde a raiz”, afirma o especialista.
Enquanto a ferrugem, as doenças de final de ciclo e o percevejo causam danos visíveis e severos na parte aérea da planta, os nematoides agem de forma oculta. Seus sintomas na lavoura, como o amarelecimento e as manchas irregulares, conhecidas como reboleiras, são frequentemente confundidos com estresse hídrico ou compactação do solo, o que atrasa o diagnóstico. O grande desafio, segundo Coradin, é o efeito cascata gerado na planta. “Os nematoides são um problema que, na maioria das vezes, só enxergamos pelo efeito, nunca pela causa direta. Uma soja que tem seu sistema radicular comprometido por esses parasitas perde a capacidade de absorver água e nutrientes.
Para quebrar esse ciclo de perdas, a proteção deve começar junto com a semente. A resposta da biotecnologia para esse desafio está na combinação estratégica de microrganismos de alta performance. A associação da bactéria Bacillus amyloliquefaciens (isolado BV03), presente no No-Nema, com o fungo Purpureocillium lilacinum, presente no RizoForte, cria uma dupla barreira de defesa natural. Enquanto a bactéria atua formando um biofilme protetor que blinda o sistema radicular e impede a penetração dos nematoides, o fungo age ativamente na degradação de ovos, fêmeas e cistos no solo por meio da produção de enzimas e metabólitos. Além de favorecer o crescimento das raízes e a melhor exploração de nutrientes pela planta, essa combinação alcançou aproximadamente 70% de eficiência de controle em ensaios conduzidos pela área de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) da empresa.
“O planejamento logo na largada da safra fará a diferença na hora da colheita. Tecnologias como o No-Nema, que controla nematoides, podem ser utilizadas no tratamento de sementes, no sulco de plantio ou de forma foliar, oferecendo total compatibilidade com o restante do programa de manejo”, comenta o engenheiro agrônomo da Vittia.
A tendência observada nas últimas safras, e que deve se consolidar no ciclo 26/27, é a da complementaridade tecnológica. O uso de biodefensivos deixou de ser um nicho para se tornar o pilar central na manutenção da longevidade dos agroquímicos, retardando a resistência das pragas e patógenos.
“Manejo integrado não é sobre escolher um lado. É sobre usar a ferramenta certa, no momento exato, para cada desafio específico da lavoura. O sucesso da safra depende, cada dia mais, de uma visão sistêmica da saúde da lavoura”, conclui Coradin.
Sobre a Vittia
A Vittia (BVMF:VITT3) é referência brasileira em soluções para defesa e nutrição de plantas, levando produtividade, rentabilidade e sustentabilidade para o agronegócio brasileiro. A Companhia tem em suas raízes a base sólida para impulsionar a inovação no campo, unindo tradição e tecnologia de ponta em um portfólio completo.
Com a maior fábrica de produtos biológicos da América Latina e outras cinco unidades no estado de São Paulo, a Vittia desenvolve biotecnologias essenciais para o aprimoramento do balanço socioambiental da agricultura. Seu portfólio robusto inclui soluções de controle biológico (inseticidas, fungicidas, nematicidas), fertilizantes especiais, biofertilizantes e sais para agricultura e pecuária.
Em 2026, a Vittia celebra 55 anos e lança uma campanha em comemoração a esse marco, com o tema “Minhas raízes, novas histórias”, reforçando seu compromisso ético, sua tradição e sua solidez. A Vittia transforma seu legado em futuro entregando produtividade e rentabilidade ao agronegócio com a simplicidade que nutre a confiança.
Mais informações em: [Site], [Youtube], [Instagram], [Linkedin] e [Facebook].
Fonte: Assessoria de imprensa
Sustentabilidade
Soja/BR: Semeadura atinge 54,3% do país com avanços no Centro-Oeste e progresso no Sul – MAIS SOJA

Soja/BR: 54,3% semeado. Em MT, a implantação avança para os talhões marginais, com as lavouras exibindo bom desenvolvimento vegetativo e quadro fitossanitário normal, embora haja heterogeneidade pontual no estabelecimento das lavouras.
Em MS, as chuvas dificultaram a semeadura e os manejos preventivos. Em GO, o plantio avança impulsionado pela antecipação do calendário e pela regularidade das chuvas. As lavouras estão em emergência e desenvolvimento inicial. Em MG, o plantio progrediu devido às chuvas moderadas e a boa umidade do solo.
Em SP, a semeadura ganhou ritmo com a redução das chuvas. Os solos com boa umidade favorecem a germinação e a emergência. No PR, a maioria das lavouras apresenta bom desenvolvimento e o plantio avança nas janelas de tempo seco.
Em SC, a semeadura evoluiu de forma lenta e desigual, limitada pela saturação do solo e pelo atraso na colheita do trigo. Está mais adiantada no Oeste e no Extremo Oeste e ainda inicial nos Planaltos e na Serra. No RS, a umidade do solo favoreceu o bom andamento da semeadura, sobretudo nas áreas bem drenadas, com boa emergência das primeiras lavouras.
No PA, as chuvas, embora irregulares, incentivaram o plantio. Na BA, a semeadura foi finalizada no manejo irrigado e iniciada no sequeiro, nas áreas com chuvas mais significativas. No TO, a semeadura avançou com a ocorrência das chuvas, mas segue em atraso no Sul e no Norte do estado.
No MA, prossegue a semeadura na região Sul, nos Gerais de Balsas. No PI, a semeadura segue em ritmo descompassado pela irregularidade das chuvas no Sudoeste do estado.
Previsão Agrometeorológica (03/11/2026 a 09/11/2026)
N-NE: Os maiores acumulados de chuva devem se concentrar no Oeste AM. Acumulados entre 20 e 40 mm são previstos em áreas do AC, de RR, de RO, do Sul PA e do TO. Na maior parte das localidades no Oeste do AP e no Norte e Nordeste do PA, não são esperados acumulados significativos. No Nordeste, não há previsão de chuvas para a maior parte do Norte da Região. São previstos acumulados abaixo de 10 mm no Centro-Sul do MA e do PI. No Oeste e Sul da BA, são previstos acumulados mais expressivos somente a partir do começo da próxima semana. No geral, as condições ainda serão desfavoráveis para um maior avanço na semeadura dos cultivos de primeira safra no PA e na maior parte do Matopiba.
CO: A condição varia entre tempo estável a pancadas de chuva isoladas. Acumulados entre 10 e 30 mm deverão ocorrer especialmente no Centro-Sul e Oeste de MT, além de MS, GO e DF. A partir do fim de semana, há previsão de temporais principalmente em MS e Sul de MT, com acumulados que também devem aumentar em GO e DF. Apesar das chuvas intensas, as condições serão, no geral, favoráveis ao manejo e ao desenvolvimento das lavouras.
SE: Na primeira metade da semana, há previsão de instabilidades na porção mais central da região, desde o Oeste de MG até a divisa do RJ com o ES. Volumes de chuva mais expressivos deverão ocorrer em SP, especialmente, no Centro-Leste, na maior MG, no Norte do RJ e no Sul do ES, com maiores acumulados a partir da quinta-feira. No Norte de MG, os maiores acumulados devem ocorrer somente a partir do domingo. No Oeste de SP e no Oeste de MG, são previstos volumes baixos a moderados. No geral, as condições serão favoráveis ao manejo e ao desenvolvimento das lavouras.
S: A semana será de tempo instável, com pancadas de chuvas e possibilidade de queda de granizo nos três estados. No RS, são previstos acumulados expressivos, especialmente, no Centro e Oeste, com impactos principalmente aos cultivos de inverno. Em SC e no PR, os acumulados também serão significativos, com danos pontuais às lavouras. No Norte do PR e no Sul do RS, os volumes serão menores. Apesar dos temporais e das chuvas intensas, a
umidade no solo e os intervalos de tempo firme deverão favorecer o manejo e o desenvolvimento da maioria das lavouras.
Fonte: Conab

Autor:Conab
Site: Conab
Sustentabilidade
Trigo/BR: Colheita avança no Sul, mas clima reduz produtividade e qualidade dos grãos – MAIS SOJA

Trigo/BR: 66,9% colhido. No RS, os produtores seguem intensificando o ritmo da colheita em razão da sequência de dias sem chuva. A produtividade e a qualidade dos grãos permanecem mais baixos em relação ao projetado no início da safra, influenciadas pelas condições climáticas e pelo nível de manejo adotado nas lavouras.
No PR, a colheita avançou e a qualidade das lavouras remanescentes reduziu. O produto colhido apresenta PH e falling number abaixo dos padrões de qualidade exigidos. Em SC, a colheita avança com perdas de produtividade e qualidade em razão da elevada precipitação. No Extremo Oeste e no Oeste, a colheita está em andamento. Nos Planaltos e na Serra Catarinense, de calendário mais tardio, a cultura está entre as fases de enchimento de grãos e maturação.
Na BA, GO, MG, MS e SP a colheita está encerrada
Fonte: Conab
Autor:Conab
Site: Conab
Sustentabilidade
Mercado brasileiro de milho deve ter dia lento nos negócios – MAIS SOJA

O mercado brasileiro de milho pode ter uma quarta-feira de movimentação lenta nos negócios, em meio ao impasse de produtores e compradores no que tange aos preços. O dólar opera em queda frente ao real, mas a recente escalada deve fazer com que os produtores segurem as intenções de venda, apostando em preços mais elevados para o cereal. Na ponta compradora, porém, a demanda deve seguir fraca, uma vez que os consumidores estão bem ofertados do cereal. No cenário internacional, a pressão de oferta proveniente do avanço da colheita nos Estados Unidos mantém a Bolsa de Chicago em queda.
O mercado brasileiro de milho teve um retorno do feriado de negociações fracas. Segundo o analista de Safras & Mercado, Paulo Molinari, os produtores acreditam que as cotações podem subir devido ao câmbio, já os consumidores não veem espaço para altas devido à oferta e ao bom clima para a safra de verão.
No Porto de Santos, o preço ficou entre R$ 67,00/70,00 a saca (CIF). Já no Porto de Paranaguá, cotação entre R$ 66,00/69,00 a saca.
No Paraná, a cotação ficou em R$ 56,00/60,00 a saca em Cascavel. Em São Paulo, preço de R$ 60,00/62,00 na Mogiana. Em Campinas CIF, preço de R$ 66,00/67,00 a saca.
No Rio Grande do Sul, preço ficou em R$ 68,00/70,00 a saca em Erechim. Em Minas Gerais, preço em R$ 61,00/63,00 a saca em Uberlândia. Em Goiás, preço esteve em R$ 57,00/60,00 a saca em Rio Verde – CIF. No Mato Grosso, preço ficou a R$ 52,00/56,00 a saca em Rondonópolis.
CHICAGO
* Os contratos com entrega em dezembro de 2026 estão cotados a US$ 4,40 1/2 por bushel, queda de 2,00 centavos em relação ao fechamento anterior.
* O mercado estende perdas, pressionados pelo avanço da colheita nos Estados Unidos e pelas preocupações com o ritmo mais lento da demanda externa pelo produto norte-americano. O desempenho negativo do petróleo em Nova York também contribui para o cenário de baixa.
* Ontem (3), os contratos de milho com entrega em dezembro/26 fecharam a US$ 4,42 1/2 por bushel, com baixa de 5,75 centavos, ou 1,28%, em relação ao fechamento anterior. A posição março/27 fechou a sessão a US$ 4,56 1/4 por bushel, recuo de 5,75 centavos, ou 1,24%, em relação ao fechamento anterior.
CÂMBIO
* O dólar comercial registra baixa de 0,57% a R$ 5,4547. O Dollar Index registra queda de 0,48% a 101,376 pontos.
INDICADORES FINANCEIROS
* As principais bolsas da Ásia fecharam mistas. China, +2,11%. Japão, -1,42%.
* As principais bolsas na Europa operam firmes. Paris, +1,42%. Frankfurt, +1,52%. Londres, +1,19%.
* O petróleo opera em baixa. Dezembro do WTI em NY: US$ 95,12 o barril (-1,00%).
AGENDA
10:30 – EUA: Balança comercial de bens e serviços de setembro.
12:30 – EUA: Relatório semanal da Administração de Informações de Energia (EIA) sobre estoques de petróleo referente à semana de 30 de outubro.
18:30 – Definição da taxa Selic pelo Copom/BC.
– Resultados financeiros da Minerva, da Vibra e da Prio.
20:50 – Japão: Ata da reunião de política monetária do Banco do Japão (BoJ).
—–Quinta-feira (05/11)
07:00 – Zona do euro: Índice de Preços ao Produtor (PPI) de setembro.
09:00 – Reino Unido: Ata da reunião do Comitê de Política Monetária do Banco da Inglaterra.
09:00 – Reino Unido: Decisão sobre as taxas de juros do Banco da Inglaterra.
09:00 – Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física do Brasil/IBGE.
10:30 – EUA: Dados de exportação semanal de grãos/USDA.
15:00 – Relatório de condições das lavouras da Argentina – Ministério da Agricultura.
15:00 – Dados de desenvolvimento das lavouras argentinas – Bolsa de Cereais de Buenos Aires.
16:00 – Dados de desenvolvimento das lavouras no RS – Emater, na parte da tarde.
– Resultados financeiros da PetroRecôncavo e do Brasil Agro.
20:30 – Japão: Pesquisa preliminar do trabalho – salários, emprego e horas trabalhadas de setembro.
—–Sexta-feira (06/11)
10:30 – EUA: Relatório de emprego dos Estados Unidos de outubro.
15:00 – Balança comercial consolidada de outubro/MDIC.
16:00 – Dados de evolução das lavouras do Mato Grosso – IMEA.
– Resultado financeiro da Fertilizantes Heringer.
Autor/Fonte: Arno Baasch – arno@safras.com.br) / (Agência Safras)
Sustentabilidade6 horas agoComplexo de fungos causadores de doenças de solo desafia produtividade do algodão – MAIS SOJA
Sustentabilidade21 horas agoGlufosinato de amônio: atenção às condições de aplicação – MAIS SOJA
Sustentabilidade22 horas agoPlantio de verão 26/27 de milho no Centro-Sul atinge 75,2% – Safras – MAIS SOJA
Featured18 horas agoConsumidores de Mato Grosso devem gastar R$ 760 em compras da Black Friday
Business22 horas agoBrasil negocia nas Filipinas entrada de arroz no mercado premium asiático
Featured18 horas agoLula viaja a São Paulo nesta terça-feira para realizar exames médicos de rotina
Featured20 horas agoProdutores rurais terão mais dois anos de benefícios fiscais para compra de máquinários
Sustentabilidade20 horas agoEl Niño pode encarecer insumos e frete das empresas em 2027 – MAIS SOJA

















