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3 de novembro de 2026

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Brasil negocia nas Filipinas entrada de arroz no mercado premium asiático

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O Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga) participou da International World Rice Conference (IWRC), nas Filipinas, e articulou ações voltadas à abertura do mercado filipino ao cereal brasileiro e apresentou uma estratégia para posicionar o produto nacional no segmento premium asiático. 

Na reunião, a entidade apresentou formalmente, pela primeira vez, a demanda pela abertura do mercado do país asiático à commoditie brasileira. Atualmente, ainda não há acordo fitossanitário firmado entre os dois países para viabilizar esse acesso.

A conferência reuniu cerca de 400 líderes, compradores e autoridades ligadas ao setor arrozeiro mundial. O Irga foi representado pelo diretor Comercial, Juandres Horbe Antunes. 

Organizado pela The Rice Trader, o encontro também permitiu ao Instituto acompanhar de perto as discussões que movimentam o comércio mundial de arroz e avaliar oportunidades para ampliar a presença do produto brasileiro no mercado internacional. 

Um dos principais movimentos da agenda ocorreu durante reunião na Embaixada do Brasil em Manila com representantes do Setor de Promoção Comercial (Secom) e do Escritório do Adido Agrícola, entre eles José Carlos Silvestre Fernandes, Krisha Marie L. Mecija e Kray Cortez.

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*Sob supervisão de Victor Faverin

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dólar, juros e clima podem mudar o rumo das cotações

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O contrato de dezembro do milho em Chicago encerrou a semana passada com queda de 1,97% no período. No Brasil, o vencimento da B3 (novembro) seguiu em direção oposta, fechando a R$ 67,22 por saca, alta de 2,58%.

No mercado físico, na região do Sul/Sudoeste de Minas Gerais, as cotações encerraram a semana com referência de R$ 60,25 por saca.

A plataforma de Inteligência de Mercado da Grão Direto, Grainsights, indica os fatores que valem a pena ficar de olho ao longo desta semana no mercado do cereal.

  • Colheita norte-americana e pressão em Chicago: o avanço da colheita nos Estados Unidos continuará sendo o principal fator de pressão sobre os preços do milho em Chicago no curto prazo. Com a entrada de uma grande oferta e limitações de armazenagem e logística, parte dos produtores pode ser obrigada a comercializar rapidamente, aumentando a pressão vendedora. “A continuidade do clima favorável à colheita pode intensificar esse movimento, com o mercado monitorando a possibilidade de os preços buscarem níveis próximos de US$ 4,40 por bushel.”
  • Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!
  • Demanda externa e as exportações brasileiras: os relatórios semanais de vendas e embarques dos Estados Unidos serão importantes para confirmar se os preços mais baixos estão atraindo compradores, especialmente do México e da Ásia. “No Brasil, a concorrência norte-americana e a postura agressiva da Argentina dificultam a comercialização”, destaca a Grainsights. A Anec revisou para baixo a estimativa de exportações brasileiras de milho em outubro, para 6,10 milhões de toneladas.
  • Plantio da soja e riscos para a safrinha brasileira: o comportamento das chuvas e o ritmo de plantio da soja no Centro-Oeste serão determinantes para a janela de cultivo do milho safrinha. “Eventuais atrasos podem empurrar o plantio para períodos mais próximos do outono, aumentando a exposição das lavouras à falta de chuva durante o desenvolvimento e ao risco de geadas no final do ciclo. Essa possibilidade pode elevar os preços dos contratos mais longos na B3, incorporando um prêmio de risco diante de uma eventual redução da produção em 2027.”
  • Demanda interna e sustentação regional dos preços: o consumo das fábricas de ração, impulsionado pelas cadeias de aves, suínos e bovinos, continuará oferecendo suporte à demanda doméstica. A boa rentabilidade dos frigoríficos e os preços mais baixos do milho podem estimular compras graduais para formação de estoques nos próximos meses. “Além disso, as usinas de etanol de milho em Mato Grosso e Goiás seguem ampliando a absorção do grão, contribuindo para sustentar os preços nas regiões produtoras, especialmente onde a logística até os portos é mais cara.”
  • Capacidade de formação de estoques: apesar da disponibilidade de milho e dos preços mais baixos, os juros elevados no Brasil encarecem o financiamento e limitam a capacidade das indústrias e demais compradores de antecipar grandes volumes de compras. Isso reduz o incentivo à formação de estoques e pode impedir que a demanda interna absorva rapidamente toda a oferta disponível. “Assim, a sustentação regional dos preços dependerá não apenas do consumo, mas também da capacidade financeira dos compradores”, diz a Grainsights.
  • Macroeconomia e oportunidades: o câmbio continuará sendo um dos principais fatores de influência sobre os preços agrícolas no Brasil. O Copom decide a Selic nesta quarta-feira (4). O mercado estima que haverá manutenção da taxa nos atuais 13,75%. “No cenário externo, as eleições de meio de mandato nos Estados Unidos (midterms), previstas para esta terça (3) entram no radar dos investidores, pois a possível reconfiguração política do Congresso norte-americano poderá influenciar as expectativas sobre as políticas fiscal, comercial e econômica do país, trazendo reflexos para o dólar global e sua relação com o real. Além disso, as decisões do Federal Reserve e as perspectivas para os juros norte-americanos continuarão influenciando o fluxo de capitais. “No Brasil, as incertezas fiscais também poderão gerar volatilidade cambial. Para o produtor, será fundamental acompanhar a combinação entre dólar, CBOT e prêmios de exportação, buscando identificar oportunidades de comercialização e proteger as margens diante das oscilações do mercado e do avanço da oferta brasileira de grãos”, finaliza a análise da plataforma da Grão Direto.
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Embrapa lança sistema de rastreamento que favorece exportações

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A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) divulgou, na terça-feira (8), o desenvolvimento de uma tecnologia digital para a rastreabilidade de produtos agropecuários que permite conectar, desde a origem até o mercado, as cadeias de soja, café e carne bovina. A API (Interface de Programação de Aplicações, em inglês) Embrapa Trace já está disponível como pré-lançamento.

Segundo a Embrapa, a ferramenta foi desenvolvida para comprovar a conformidade agroambiental e sanitária do agronegócio, o que garante o acesso de produtos brasileiros a mercados estratégicos e a competitividade das exportações.

Essa solução atende a exigências internacionais, como o Regulamento da União Europeia sobre Desmatamento (EUDR) e o controle de antimicrobianos na produção animal. A questão tem sido um dos maiores obstáculos para o firmamento do acordo Mercosul-União Europeia.

Com a tecnologia, cada etapa da produção pode ser rastreada isoladamente, permitindo a incorporação de atividades ainda não certificadas e a construção de novos protocolos e modelos de controle, de modo a assegurar o cumprimento dos requisitos.

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As regulamentações internacionais estabelecem novos padrões para a comercialização de commodities, exigindo que produtos como soja, café e carne sejam associados a informações confiáveis sobre sua origem e demonstrem conformidade com critérios ambientais e legais definidos pelo mercado consumidor.

A crescente exigência dos parceiros comerciais brasileiros por produtos agrícolas associados a práticas sustentáveis é uma das maiores preocupações do agronegócio atual, enfatiza a Embrapa.

Em breve, novas cadeias serão incorporadas, como cacau, madeira, borracha, frango de corte, suínos e pescados da pesca industrial (atum) e da aquicultura (tilápia), conforme a ilustração lançada pela Embrapa:

Como funciona?

Os dados primários de produção são fornecidos pelos agricultores para os operadores (indústrias, frigoríficos, esmagadoras e cooperativas), que utilizam a Embrapa Trace para validar o processo. As empresas comercializadoras (traders) registram os dados de origem e destino para que organismos independentes, como certificadoras e verificadoras, atestem a conformidade dos produtos.

O processo começa com o cadastramento da propriedade, dos produtores e das áreas de produção, seguido pelo monitoramento das práticas agrícolas e da conformidade agroambiental durante o ciclo produtivo. Engloba o registro da origem, volume e data da produção, assegurando a não contaminação por áreas não conformes.

Na etapa de pós-produção e logística, há o controle do transporte e armazenamento, mantendo a segregação e a identidade do produto. No processo de transformação, inclui-se o rastreio em unidades de processamento, com controle de balanço de massa (produção vegetal) e lotes consolidados (produção animal). Tudo isso garante a rastreabilidade completa do campo ao destino.

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A Embrapa Trace se integra a outras soluções estratégicas desenvolvidas pela pesquisa pública brasileira. A tecnologia utiliza as informações do TerraClass, projeto da Embrapa e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) que fornece dados atualizados sobre a dinâmica da cobertura e o uso da terra na Amazônia e no Cerrado.

Além disso, conecta-se ao ElegiAgro, sistema desenvolvido pela Empresa que automatiza a análise de elegibilidade agroambiental ao cruzar bases cadastrais, fundiárias e geoespaciais para comprovar a conformidade da produção.

“A Embrapa Trace padroniza informações autodeclaradas, valida e integra certificações existentes, consolidando evidências de sustentabilidade e rastreabilidade em um parecer único de conformidade, como um passaporte digital do produto”, explica Anderson Alves, pesquisador da Embrapa Agricultura Digital (SP).

As regulamentações internacionais estabelecem novos padrões para a comercialização de commodities, exigindo que produtos como soja, café e carne sejam associados a informações confiáveis sobre sua origem e demonstrem conformidade com critérios ambientais e legais definidos pelo mercado consumidor.

Quais as vantagens?

“A adequação da agropecuária brasileira deve ser compreendida não apenas como uma exigência de acesso a mercados, mas como uma oportunidade estratégica para conferir maior transparência, credibilidade e valor à produção nacional”, aponta o pesquisador.

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O potencial da tecnologia para fortalecer a rastreabilidade na agropecuária é destacado por Luiza Kreimeier, assessora técnica do Conselho Nacional do Café (CNC), “especialmente na cadeia do café, ao facilitar a integração de informações, reduzir o retrabalho e apoiar a demonstração da origem e das condições de produção”, afirma.

Ela explica que o CNC acompanha as exigências dos mercados e incentiva as cooperativas a testar diferentes soluções, identificar melhorias e avaliar sua adequação às rotinas das equipes e aos sistemas já utilizados, facilitando a operação interna. “A oferta de tecnologias gratuitas e validadas por instituições oficiais faz diferença, pois pode reduzir custos que hoje pesam sobre as cooperativas e acabam sendo repassados ao produtor”, avalia.

De acordo com o chefe-geral da Embrapa Agricultura Digital, Stanley Oliveira, “em vez de responder individualmente às exigências de cada comprador ou regulamentação, essa abordagem permite estruturar uma base nacional de informações confiáveis sobre a produção sustentável, o que reduz custos de conformidade, evita duplicidade de esforços e proporciona mais segurança aos produtores, às empresas, ao governo e aos mercados consumidores”.

Plataforma AB+S

A tecnologia estará disponível como parte integrante da Plataforma AgroBrasil Mais Sustentável (AB+S) do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), a plataforma oficial do governo brasileiro para a Europa e outros mercados, e ainda pode ser acessada via plataforma AgroAPI. Os relatórios de conformidade gerados por etapa de produção são acessíveis via tokenização (QR Code) e oferecem fundamentação técnica para o país negociar a abertura de mercados ou contestar barreiras comerciais.

Para a coordenadora da AB+S, Lara Line de Souza, do Mapa, “a complementaridade entre as soluções possibilita maior integração, consistência e robustez das informações, considerando que a AB+S realiza a avaliação da qualificação socioambiental dos estabelecimentos rurais frente aos requisitos legais e de mercado, enquanto a Embrapa Trace disponibiliza informações relacionadas à rastreabilidade da produção”.

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A ferramenta ainda permite ao Brasil manter o controle nacional sobre os dados da sua produção agropecuária, com o uso de tecnologia de ponta para criar trilhas de auditoria imutáveis por meio de tokens digitais, o que garante segurança da informação e certificação digital.

Eduardo Chikusa, chefe da Divisão de Comércio Internacional do Itamaraty, do Ministério das Relações Exteriores (MRE), explica que, enquanto a AB+S reúne e integra informações sobre requisitos socioambientais oriundos de bases oficiais, a rastreabilidade contribui para conectar essas informações aos fluxos produtivos e logísticos.

Isso amplia a capacidade de demonstrar, de forma transparente e verificável, o atendimento aos requisitos exigidos pelos compradores internacionais. Assim, é “a ponte que conecta a sustentabilidade praticada no campo à confiança exigida pelos mercados globais”, pondera Chikusa.

*Sob supervisão de Hildeberto Jr.

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Chuvas podem reduzir safra de trigo de SP a menos de 20% do previsto

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As chuvas registradas em setembro devem reduzir a produção de trigo de São Paulo a menos de 20% das 350 mil toneladas inicialmente esperadas para a safra 2026/2027. Além da quebra na produção, o excesso de umidade durante a colheita comprometeu a qualidade dos grãos. A estimativa é que apenas 10% a 15% do volume colhido seja classificado como Tipo 1.

O cenário foi discutido na última quinta-feira (29), durante a terceira e última reunião do ano da Câmara Setorial do Trigo de São Paulo, realizada na Cooperativa Castrolanda, no entreposto de Itaberá (SP). Representantes da produção, da indústria e do governo estadual também avaliaram as perspectivas de mercado e as medidas necessárias para manter a atividade no estado.

Segundo o presidente da Câmara Setorial, Ruy Zanardi, as perdas superaram as expectativas apresentadas no encontro anterior, quando já havia preocupação com a redução da produção, mas ainda existia uma perspectiva mais favorável para a qualidade do cereal.

“A previsão de que a safra não seria boa, feita na última reunião da Câmara, se confirmou. Mas, pelos relatos que ouvimos aqui, a situação se agravou e foi pior do que o esperado. A expectativa era colher cerca de 350 mil toneladas, mas não chegaremos nem a 20% desse volume”, afirmou.

Chuvas comprometem produção e qualidade

De acordo com Zanardi, as perdas estão relacionadas às chuvas intensificadas a partir do início de setembro em diferentes regiões do estado. Em alguns municípios, a precipitação acumulada chegou a 629 milímetros no mês, equivalente a 629 litros de água por metro quadrado.

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A continuidade das chuvas também mantém o risco de novas perdas nas áreas que ainda não foram colhidas.

Diante desse cenário, o Sindicato da Indústria do Trigo no Estado de São Paulo (Sindustrigo) defendeu o fortalecimento da relação entre os produtores e a indústria moageira, responsável pela transformação do cereal em farinha. O objetivo é preservar o mercado para o trigo paulista e dar condições para a continuidade da atividade.

Zanardi afirmou que a indústria permanece aberta à compra do cereal produzido no estado. Durante a reunião, os participantes também receberam informações sobre a edição de uma medida provisória destinada a auxiliar produtores afetados pelos prejuízos da safra.

O presidente do Sindustrigo, Max Piermartiri, alertou que a recuperação da triticultura deverá enfrentar dificuldades econômicas nos próximos anos.

“O caminho daqui para frente será difícil. Ainda enfrentaremos desafios nesta safra de 2026/2027, em um cenário econômico que pode continuar complicado em 2027 e até 2028. Precisamos fortalecer a aproximação entre a produção agrícola e a indústria moageira”, afirmou.

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Para o vice-presidente da Câmara Setorial, José Reinaldo, a safra representa um desafio excepcional para os produtores, mas a expectativa é de recuperação nas próximas temporadas.

“Essa foi uma safra bem diferente das demais, com grandes desafios pela frente, mas seguimos firmes com nossos propósitos e confiantes na capacidade de recuperação da triticultura do estado de São Paulo”, disse.

Compras de trigo paulista crescem 45,3%

Apesar dos problemas climáticos da safra atual, uma pesquisa apresentada por Zanardi apontou avanço na avaliação do trigo paulista utilizado pela indústria na safra 2025/2026.

O volume de compras do cereal pelos associados do Sindustrigo aumentou 45,3%, passando de 403.566 toneladas para 586.330 toneladas.

A satisfação geral dos associados com o trigo paulista também melhorou. A nota média passou de 7,9, em 2025, para 8,9, em 2026, em uma escala de avaliação de 0 a 10.

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Entre os atributos analisados, a avaliação da cor subiu de 6,6 para 7,9. A homogeneidade, que indica a uniformidade dos grãos e de suas características, avançou de 6,5 para 7,3. Já a sanidade passou de 8,0 para 8,6.

Segundo Zanardi, o levantamento indica uma evolução na percepção de qualidade do cereal produzido no estado, embora ainda existam pontos a melhorar.

Na comparação com o trigo argentino, o produto paulista apresentou avaliação superior nos atributos analisados, com exceção da homogeneidade.

Quanto às aplicações, o levantamento apontou que o trigo paulista foi destinado principalmente à fabricação de pães, com 48,9%, ao uso doméstico, com 33,8%, e à produção de massas, com 11,5%.

Mercado internacional influencia abastecimento

A conjuntura mundial do trigo foi apresentada por Fabio Cruz, da StoneX. Segundo os dados expostos na reunião, a produção global está estimada em 882 milhões de toneladas, enquanto o consumo deve alcançar 824 milhões de toneladas.

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Entre os fatores de atenção para o mercado estão as perspectivas de produção e exportação da Rússia e da Ucrânia, além do ritmo dos embarques dos Estados Unidos.

Cruz explicou que a expectativa de recuperação das exportações russas e ucranianas influencia as cotações internacionais. Em contrapartida, o ritmo mais lento das vendas externas norte-americanas exerce pressão sobre os preços.

Na Argentina, a expectativa apresentada é de que as exportações não alcancem 19 milhões de toneladas. O volume ainda deverá contribuir para o abastecimento mundial, e o resultado da safra argentina será importante para o equilíbrio da oferta, especialmente diante das incertezas relacionadas à região do Mar Negro.

Para o Brasil, a avaliação é de crescimento tanto das importações quanto das exportações de trigo. Segundo a análise apresentada, as variações cambiais elevaram os patamares de referência para as duas operações.

O comportamento do mercado internacional e do câmbio, portanto, permanece entre os fatores que devem ser acompanhados pela cadeia brasileira no planejamento do abastecimento.

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Câmara Setorial discute planejamento

A reunião também abordou mudanças propostas para o funcionamento das câmaras setoriais da Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo.

O coordenador das Câmaras Setoriais e Temáticas, Felipe Camargo, apresentou um diagnóstico do modelo atual e propostas para organizar as agendas de trabalho, estabelecer metas e acompanhar os resultados.

A iniciativa prevê a construção conjunta das pautas anuais, com alinhamento entre as demandas das cadeias produtivas e as prioridades da secretaria. A proposta também busca ampliar a participação dos setores produtivos no planejamento das ações e dar transparência aos resultados.

Para Camargo, a Câmara Setorial do Trigo tem papel importante na articulação dos diferentes elos da cadeia e na definição de medidas para o desenvolvimento da atividade.

“A mensagem que trazemos é de resiliência: o momento não é fácil, mas, quando temos um propósito, e o triticultor paulista tem essa característica, acredito que vamos fazer com que se organize a cadeia e que ela seja cada vez mais resiliente. Esse é o papel da Câmara, construir um planejamento que seja adequado ao desenvolvimento da cadeia”, afirmou.

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*Com informações da assessoria de imprensa

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