Connect with us
3 de novembro de 2026

Business

Plantio de soja avança para 53% da área no Brasil, diz AgRural

Published

on

O plantio da safra brasileira de soja 2026/27 avançou para 53% da área estimada no país até quinta-feira (29), segundo levantamento da AgRural divulgado nesta terça-feira (3). Na semana anterior, o índice era de 40%. Um ano antes, estava em 47%. O avanço ocorreu mesmo com dificuldades provocadas pela falta e pelo excesso de chuvas em diferentes pontos do Brasil.

De acordo com a AgRural, o plantio seguiu em ritmo acelerado na última semana. Em Mato Grosso, chuvas “manchadas” chegaram a quase todas as regiões do estado e trouxeram algum alívio a produtores que vinham preocupados com a possibilidade de replantio.

No Matopiba, que reúne áreas de Maranhão, Tocantins, Piauí e oeste da Bahia, as áreas beneficiadas por algumas chuvas avançaram com a semeadura. Já nas regiões que seguem secas, a irregularidade na distribuição e nos volumes das precipitações manteve os trabalhos travados.

Acompanhe os preços das principais commodities do agro, como soja, milho e boi, com atualização direta das principais praças do Brasil: acesse a página de cotações do Canal Rural!

No Sul do país, o excesso de umidade limita a velocidade do plantio, ainda que, segundo a consultoria, não haja atraso propriamente dito. A AgRural também informou que a falta de luminosidade associada ao tempo nublado e chuvoso torna o desenvolvimento das lavouras mais lento, especialmente no Paraná.

Advertisement

Para o milho verão 2026/27, a AgRural apontou que 63% da área estimada no Centro-Sul do Brasil estava plantada até quinta-feira (29). Na semana anterior, o índice era de 58%, ante 59% no mesmo período do ano passado.

No Sul, onde o plantio do cereal já está perto do fim, o tempo predominantemente fechado, a alta umidade e as temperaturas amenas vêm resultando em atraso no desenvolvimento das lavouras.

Os dados da AgRural mostram avanço da semeadura de soja e milho verão no país, com ritmos distintos entre as regiões em razão das condições de chuva, umidade, luminosidade e temperatura observadas nas últimas semanas.

Fonte: Estadão Conteúdo

Advertisement
Continue Reading
Advertisement

Business

Preço do feijão-preto sobe pelo terceiro mês seguido e atinge maior nível em dois anos

Published

on

Os preços do feijão-preto encerraram outubro em alta pelo terceiro mês consecutivo, atingindo o maior patamar nominal dos últimos dois anos. Segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, a valorização foi sustentada principalmente pela oferta restrita do produto durante o período de entressafra.

Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!

Enquanto o feijão-preto manteve a trajetória de alta, o mercado de feijão-carioca apresentou oscilações moderadas ao longo do mês, sem registrar o mesmo movimento de valorização.

Chuvas prejudicam lavouras e dificultam colheita

Além da menor disponibilidade de feijão-preto no mercado, as condições climáticas afetaram os trabalhos no campo em importantes regiões produtoras.

De acordo com pesquisadores do Cepea, as chuvas registradas no sudoeste de São Paulo limitaram o avanço da colheita, dificultando a retirada do produto das lavouras.

Advertisement

No Paraná, as precipitações também prejudicaram as lavouras de feijão, ampliando as preocupações com as condições de produção.

Os problemas climáticos ocorrem em um momento de oferta já restrita, em razão da entressafra, cenário que tem contribuído para sustentar os preços do feijão-preto no mercado brasileiro.

Feijão-carioca apresenta oscilações moderadas

Diferentemente do feijão-preto, que acumula três meses consecutivos de valorização, os preços do feijão-carioca registraram variações mais moderadas em outubro.

O levantamento do Cepea não detalha os percentuais dessas oscilações, mas aponta um comportamento distinto entre as duas variedades.

A disponibilidade do produto no mercado e as condições climáticas nas regiões produtoras seguem como fatores relevantes para o comportamento das cotações.

Advertisement
Continue Reading

Business

Aprosoja e Abiove vão à Europa tentar evitar barreiras às exportações de soja

Published

on

Dirigentes da Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil) e da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) estão na Europa, acompanhados de representantes do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), para apresentar documentos e informações que demonstrem que a produção brasileira de soja atende às exigências ambientais da União Europeia. A missão busca evitar barreiras comerciais diante da entrada em aplicação da lei antidesmatamento do bloco (EUDR), prevista para 30 de dezembro.

A agenda inclui reuniões com representantes da França, Alemanha, Holanda e Bélgica, com o objetivo de ampliar o diálogo com autoridades e importadores europeus. Entre os instrumentos apresentados está a Plataforma Agro Brasil + Sustentável, que reúne informações sobre as práticas ambientais adotadas na agropecuária brasileira.

Em entrevista ao Canal Rural, o presidente da Aprosoja Brasil, Maurício Buffon, destacou que a iniciativa pretende demonstrar aos parceiros comerciais que o Brasil já adota medidas de preservação ambiental previstas no Código Florestal.

“Não basta fazer o que o Brasil já faz a respeito de Código Florestal, de reserva legal, todas essas práticas para a sustentabilidade brasileira com agricultura, mas precisa ser mostrado. Cada vez mais precisa ser mostrado aqui fora, aqui na Europa, o que o Brasil já faz”, afirmou.

O dirigente participou de uma reunião realizada em Paris, no último fim de semana, na qual foram apresentadas informações sobre a produção agropecuária brasileira e as ferramentas disponíveis para demonstrar sua sustentabilidade.

Advertisement

Segundo Buffon, a plataforma permite organizar e apresentar dados sobre o cumprimento da legislação ambiental brasileira, facilitando o diálogo com compradores internacionais.

“Essa plataforma vem justamente mostrar o quanto o Código Florestal brasileiro, por exemplo, protege o meio ambiente, quanto ele é um instrumento para fazer toda essa sustentabilidade”, explicou.

O presidente da Aprosoja ressaltou ainda a importância de preservar o acesso ao mercado europeu, especialmente para as exportações brasileiras de soja e farelo.

“A gente vem trazendo essas informações e buscando mostrar para garantir o mercado que a gente precisa de soja e farelo aqui na Europa também, que é muito importante para o produtor brasileiro”, acrescentou.

Indústria afirma que Brasil está preparado para atender exigências

O presidente da Abiove, André Nassar, também defendeu o reconhecimento dos mecanismos brasileiros de controle ambiental pelas autoridades europeias.

Advertisement

Para ele, a missão conjunta entre governo, produtores rurais e agroindústrias busca demonstrar que a nova regulamentação não precisa se transformar em um obstáculo às exportações brasileiras.

“Governo, produtores rurais e agroindústrias estão na Europa para provar que não há motivos para a EUDR virar um problema para as exportações de soja e farelo do Brasil. O Brasil está preparado para atender as exigências da legislação e cabe às autoridades europeias reconhecerem nossas políticas e sistemas de controle”, afirmou Nassar.

A declaração reforça a posição das entidades brasileiras de que os mecanismos de monitoramento ambiental e rastreabilidade já existentes no país devem ser considerados na implementação das exigências europeias.

Falta de clareza nas regras preocupa produtores

Apesar da avaliação de que o Brasil está preparado para atender às exigências europeias, representantes do setor produtivo alertam para dúvidas sobre a aplicação da legislação.

Segundo o diretor-executivo da Aprosoja Brasil, Fabrício Rosa, ainda faltam definições sobre critérios e procedimentos que serão utilizados pelas autoridades europeias para verificar o cumprimento das novas regras.

Advertisement

Na avaliação do dirigente, essa falta de clareza gera insegurança para exportadores brasileiros e importadores europeus, especialmente diante das penalidades previstas para empresas que comercializarem produtos em desacordo com a legislação.

A EUDR estabelece sanções que incluem multas, cuja penalidade máxima definida pelos países-membros deve corresponder a pelo menos 4% do faturamento anual da empresa na União Europeia.

A preocupação do setor é evitar que divergências de interpretação ou dificuldades operacionais comprometam negócios com compradores europeus.

Plataforma Agro Brasil + Sustentável é apresentada na missão

Uma das principais iniciativas apresentadas durante as reuniões é a Plataforma Agro Brasil + Sustentável, desenvolvida para integrar informações sobre a produção agropecuária e facilitar a demonstração de requisitos ambientais e de sustentabilidade.

A ferramenta busca reunir dados sobre produtores e propriedades rurais, contribuindo para dar maior transparência às práticas adotadas no campo.

Advertisement

Para as entidades brasileiras, a utilização dessas informações pode facilitar o reconhecimento dos mecanismos de controle ambiental já existentes no país e ajudar a preservar as relações comerciais com os compradores europeus.

O que determina a lei antidesmatamento da União Europeia?

A EUDR restringe a comercialização no mercado europeu de produtos associados ao desmatamento ocorrido após 31 de dezembro de 2020, inclusive quando a supressão da vegetação tenha sido legalmente autorizada no país de origem.

Além da soja, a legislação abrange carne bovina, café, cacau, madeira, borracha e óleo de palma, bem como determinados produtos derivados.

As empresas sujeitas às exigências deverão demonstrar que as mercadorias não estão vinculadas ao desmatamento posterior à data de corte e que foram produzidas conforme a legislação aplicável no país de origem. A comprovação envolve procedimentos de rastreabilidade, incluindo informações sobre a localização das áreas de produção. Consilium+1

As principais obrigações começam a ser aplicadas em 30 de dezembro de 2026, para empresas de grande e médio porte. Para a maioria das micro e pequenas empresas, o prazo será 30 de junho de 2027. Environment

Advertisement

Com a proximidade da implementação, governo e representantes do agronegócio brasileiro procuram demonstrar a capacidade do setor de atender às novas exigências e evitar que a regulamentação provoque dificuldades nas exportações de soja e farelo para a Europa.

Continue Reading

Business

Artesã do interior de SP presenteia Ana Hickmann com bolsa, viraliza e conquista clientes no exterior

Published

on

Um presente produzido durante a madrugada mudou a trajetória da artesã Lívia Coelho, de Sales Oliveira, no interior de São Paulo. Após entregar uma peça exclusiva à apresentadora Ana Hickmann durante um evento voltado às mulheres do agronegócio, a empreendedora ganhou mais de 50 mil seguidores nas redes sociais em apenas 24 horas e viu a procura por seus produtos disparar.

O encontro aconteceu durante o Encontro Estadual de Mulheres do Agro, promovido pelo Sistema Faesp/Senar em Ribeirão Preto, no interior paulista. Na ocasião, Lívia presenteou Ana Hickmann com uma peça de sua marca, a Ponto a Ponto, confeccionada às pressas na madrugada anterior.

O registro do momento nas redes sociais ampliou a visibilidade do trabalho da artesã. Em apenas um dia, ela conquistou mais de 50 mil novos seguidores. Atualmente, sua comunidade digital reúne cerca de 340 mil pessoas.

De 20 peças por mês a pedidos internacionais

A repercussão nas redes sociais também impulsionou as vendas. Antes do encontro, Lívia produzia cerca de 20 peças por mês. Com o aumento da demanda, a produção chegou a 60 unidades mensais, o triplo do volume anterior.

O interesse pelos produtos ultrapassou as fronteiras brasileiras. A artesã passou a receber encomendas de outros países, com peças enviadas para Estados Unidos, Espanha, Portugal e Nova Zelândia.

Advertisement

A procura foi tão grande que Lívia encerrou a agenda de encomendas do ano com mais de 2 mil clientes na lista de espera.

Capacitação ajudou a administrar o crescimento

Com a expansão repentina do negócio, a empreendedora precisou reorganizar sua rotina para atender à nova demanda.

Para administrar o crescimento, Lívia colocou em prática os conhecimentos adquiridos em um curso de informática oferecido pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de São Paulo (Senar-SP), realizado por meio do Sindicato Rural de sua cidade.

A presidente da entidade, Beatriz Schmidt, destaca a importância da capacitação para ampliar as oportunidades de negócios de pequenos empreendedores.

“Nosso foco é conectar quem produz a novas vitrines, capacitar e gerar oportunidades reais de negócio”, afirma.

Advertisement

A trajetória de Lívia mostra como a exposição nas redes sociais, associada à capacitação, pode ampliar o alcance de pequenos negócios e abrir oportunidades no mercado internacional.

Continue Reading
Advertisement
Advertisement
Advertisement

Agro MT