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Preço do feijão-preto sobe pelo terceiro mês seguido e atinge maior nível em dois anos

Os preços do feijão-preto encerraram outubro em alta pelo terceiro mês consecutivo, atingindo o maior patamar nominal dos últimos dois anos. Segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, a valorização foi sustentada principalmente pela oferta restrita do produto durante o período de entressafra.
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Enquanto o feijão-preto manteve a trajetória de alta, o mercado de feijão-carioca apresentou oscilações moderadas ao longo do mês, sem registrar o mesmo movimento de valorização.
Chuvas prejudicam lavouras e dificultam colheita
Além da menor disponibilidade de feijão-preto no mercado, as condições climáticas afetaram os trabalhos no campo em importantes regiões produtoras.
De acordo com pesquisadores do Cepea, as chuvas registradas no sudoeste de São Paulo limitaram o avanço da colheita, dificultando a retirada do produto das lavouras.
No Paraná, as precipitações também prejudicaram as lavouras de feijão, ampliando as preocupações com as condições de produção.
Os problemas climáticos ocorrem em um momento de oferta já restrita, em razão da entressafra, cenário que tem contribuído para sustentar os preços do feijão-preto no mercado brasileiro.
Feijão-carioca apresenta oscilações moderadas
Diferentemente do feijão-preto, que acumula três meses consecutivos de valorização, os preços do feijão-carioca registraram variações mais moderadas em outubro.
O levantamento do Cepea não detalha os percentuais dessas oscilações, mas aponta um comportamento distinto entre as duas variedades.
A disponibilidade do produto no mercado e as condições climáticas nas regiões produtoras seguem como fatores relevantes para o comportamento das cotações.
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Plantio da soja beira os 90% em Mato Grosso

A semeadura da soja em Mato Grosso alcançou 89,05% da área prevista para a safra 2026/27 na última semana e caminha para a reta final. O Médio-Norte do estado atingiu 99,71%, podendo os trabalhos já serem considerados concluídos, de acordo com o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).
O ritmo na atual temporada é considerado favorável para as culturas de segunda safra, mais precisamente o milho e o algodão. Na variação semanal o avanço foi de 13,24 pontos percentuais, enquanto no comparativo com o ciclo 2025/26 a atual safra está 12,92 pontos percentuais à frente.
A média das últimas cinco safras para o período é de 78,47%.
Apesar do avanço dos trabalhos em outubro considerarem uma melhora das condições para a realização da semeadura, após um início de temporada com irregularidades das chuvas, a analista de soja do Imea Milena Bezerra pontua que as condições climáticas devem continuar no radar dos produtores mato-grossenses.
“Vale ressaltar que a safra ocorre sob a influência do El Niño, reforçando a importância do acompanhamento das condições climáticas durante o desenvolvimento das lavouras”, frisa a especialista.
O Médio-Norte é o mais adiantado no cultivo da soja. Logo atrás surgem o Oeste com 93,90% e o Norte com 93,87%. Conforme o Imea, Centro-Sul, Noroeste, Sudeste e Nordeste já semearam 88,60%, 81,65%, 81,38% e 80,09% de suas respectivas áreas.
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IBGE inicia censo experimental do 12º Censo Agropecuário

Começa nesta terça-feira (3) o Censo Experimental do 12º Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola, etapa de testes do levantamento nacional previsto para 2027. A operação será realizada até 4 de dezembro em áreas selecionadas para representar diferentes realidades do território brasileiro. O objetivo é avaliar, em condições reais, os procedimentos que serão adotados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na pesquisa nacional.
Em Rio Claro, no interior de São Paulo, a coleta regular foi dimensionada para cerca de 1.258 estabelecimentos agropecuários. A operação conta com 24 recenseadores, supervisores e um centro local de controle.
Em Mato Grosso, os trabalhos serão realizados em Barra do Bugres e Tangará da Serra, com alcance de aproximadamente 1.052 estabelecimentos agropecuários. Nesses municípios, a coleta regular será combinada com ações voltadas aos Povos e Comunidades Tradicionais (PCT), incluindo a Terra Indígena Umutina e a Terra Indígena Filgueiras.
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No Maranhão, o censo experimental será conduzido em Cururupu e Mirinzal, com foco em áreas de povos e comunidades tradicionais. A operação contempla a Reserva Extrativista de Cururupu e o Território Quilombola Santa Tereza.
Segundo o IBGE, as informações obtidas ao longo do teste serão usadas no aperfeiçoamento dos instrumentos e procedimentos previstos para o 12º Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola de 2027. Entre os pontos em avaliação estão sistemas tecnológicos, logística de campo, treinamento das equipes e metodologias de coleta.
As ações do censo experimental foram apresentadas em coletiva pública realizada pelo IBGE no Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), em Brasília (DF), com participação de representantes do governo federal, de instituições de pesquisa e da equipe técnica responsável pela operação. O evento foi transmitido ao vivo pelo IBGE Digital.
O censo experimental marca a fase final de testes antes da operação nacional prevista para 2027 e reúne coleta de campo, estrutura operacional e metodologias que serão aplicadas no levantamento agropecuário em todo o país.
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Acrismat pede renovação de incentivo fiscal à suinocultura até 2032

A Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat) busca a renovação, até 2032, do incentivo fiscal que permite a cumulatividade do crédito presumido do ICMS nas operações interestaduais com suínos vivos. O benefício, concedido no âmbito do Programa de Desenvolvimento Rural (Proder), tem vigência até 31 de dezembro de 2026.
A solicitação foi apresentada à Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz-MT), em reunião realizada na última semana, quando a entidade entregou um ofício defendendo a continuidade do mecanismo para todas as finalidades de comercialização.
A preocupação da associação está relacionada à competitividade da produção mato-grossense, principalmente dos criadores independentes. Nos últimos anos, o Estado registrou uma redução de aproximadamente 20 mil matrizes suínas, cenário que, na avaliação da entidade, exige medidas para garantir a viabilidade econômica das propriedades.
Um dos pontos centrais da discussão é a necessidade de manter alternativas para o escoamento da produção. Nem todos os suínos criados em Mato Grosso são absorvidos pelos frigoríficos instalados no próprio Estado, o que torna as vendas para outros mercados uma opção importante para os produtores.
“O crédito presumido favorece a comercialização de suínos vivos em outros estados e representa uma alternativa importante para o escoamento da produção que não é integralmente absorvida pelos frigoríficos instalados em Mato Grosso. A continuidade do instrumento contribui para a viabilidade da atividade e a preservação da capacidade produtiva estadual”, pontua o presidente da Acrismat, Frederico Tannure Filho.
Para fundamentar o pedido, a associação encaminhou à Sefaz-MT o estudo “Desenvolvimento da suinocultura em Mato Grosso: impactos da queda produtiva e alternativas de incentivo”, elaborado pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).
Oscilações do mercado pressionam a suinocultura
As variações do mercado de suínos tornam a atividade especialmente sensível às mudanças nos custos de produção e nos preços de comercialização. Esse cenário interfere na rentabilidade das propriedades e na capacidade dos criadores de realizar investimentos, fatores também considerados pela Acrismat na defesa da continuidade do incentivo.
A preocupação é que, diante de períodos de menor retorno financeiro, os produtores tenham condições de manter a atividade e preservar sua capacidade de produção. A associação também considera que a competitividade precisa ser observada em relação aos suinocultores de outras unidades da Federação.
A discussão envolve ainda a relação entre produção e industrialização. Como parte dos animais criados em Mato Grosso é comercializada viva para outros estados, a manutenção do crédito presumido é defendida como uma condição para que esse canal de venda continue sendo uma alternativa aos produtores.
Além da Sefaz-MT, a Acrismat formalizou o pedido junto à Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec-MT). A entidade também procurou a Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso (Fiemt) para articular apoio à proposta no Conselho Deliberativo dos Programas de Desenvolvimento de Mato Grosso (Condeprodemat).
A mobilização conta com o apoio do deputado estadual Dilmar Dal Bosco, do Fórum Agro MT e do Sindicato das Indústrias de Frigoríficos do Estado de Mato Grosso (Sindifrigo-MT).
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