Agro Mato Grosso
Garimpo ilegal é fechado em distrito de Nossa Senhora do Livramento I MT

Um operador de escavadeira hidráulica foi abordado e encaminhado ao Centro Integrado de Segurança Pública (CISC) do Parque do Lago, em Várzea Grande.
Um garimpo ilegal foi fechado pela Polícia Militar nesta quinta-feira (29), no distrito de Ribeirão dos Cocais, em Nossa Senhora do Livramento, a 40 km de Cuiabá.
Segundo a polícia, a equipe encontrou a atividade em funcionamento dentro de uma Área de Preservação Permanente (APP), com sinais de retirada de vegetação nativa, escavações, movimentação de solo e degradação ambiental.
Com a chegada dos policiais, várias pessoas que trabalhavam no local fugiram e não foram encontradas. Um operador de escavadeira hidráulica foi abordado e encaminhado ao Centro Integrado de Segurança Pública (CISC) do Parque do Lago, em Várzea Grande.
Durante a fiscalização, os policiais também encontraram outros seis equipamentos usados na atividade. O operador não soube informar quem era o responsável pela exploração mineral e não apresentou licenças ambientais ou autorizações para o funcionamento do garimpo.
Segundo a PM, foram identificados indícios de crimes ambientais relacionados à intervenção em área de preservação permanente, à extração mineral sem autorização e ao funcionamento de atividade potencialmente poluidora sem licença ambiental.
Dois motores estacionários foram inutilizados no local, pois não havia condições de removê-los imediatamente. Já a escavadeira hidráulica foi apreendida e levada ao pátio da Secretaria de Estado de Meio Ambiente de Mato Grosso (Sema-MT).
A fiscalização também resultou na aplicação de uma multa administrativa de R$ 18 mil. Foram registrados autos de inspeção, apreensão, destruição e infração, além de um boletim de ocorrência.
A atividade foi paralisada, e a área poderá ser submetida a medidas administrativas de embargo, conforme a legislação ambiental.
Agro Mato Grosso
Venda de alimentos cresce até 400% após fim das bets I MT

Mato Grosso registraram crescimento de até 400% em alguns estabelecimentos após a proibição das apostas on-line, conhecidas como bets, constata a Associação de Supermercados de Mato Grosso (Asmat). O aumento varia conforme o estabelecimento e o produto, com registros de incrementos a partir de 2,5%, pontua o presidente da Asmat, Alessandro Morbeck. O dirigente ressalta que os percentuais mais elevados também podem estar associados a lojas novas que ainda não possuem um volume de vendas estabilizado.
“Realmente aumentou o consumo de alimentos mais básicos porque o pessoal está com mais dinheiro disponível e acaba sempre priorizando, felizmente, a alimentação para a família”, afirma Morbeck.
A percepção do setor em Mato Grosso acompanha o desempenho nacional do varejo alimentar. Levantamento da Associação Brasileira de Supermercados (Abras) aponta alta de 6,5% nas vendas entre 5 e 11 de outubro de 2026, em comparação com o mesmo período do ano anterior.
Na semana seguinte, de 12 a 18 de outubro, o crescimento foi de 6,3% na mesma base de comparação. As duas semanas analisadas são posteriores à publicação da Medida Provisória (MP) nº 1.394/2026, em 25 de setembro, que proibiu as bets no país e determinou a devolução dos saldos aos apostadores.
Para a Abras, a mudança contribui para ampliar o consumo das famílias, especialmente de produtos essenciais. Segundo a entidade, houve crescimento nas compras de itens como arroz, óleo, macarrão e café. O avanço foi observado em diferentes formatos do varejo alimentar, incluindo supermercados, atacarejos e mercearias. Na 1ª semana analisada, o Centro-Oeste registrou alta de 3,6% nas vendas, abaixo da média nacional de 6,5%.
O maior crescimento foi observado nas regiões Sul e Sudeste, ambas com 10,6%, com destaque para estados como Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro e São Paulo (5,6%). No Nordeste o avanço foi de 6,5%. Na semana de 12 a 18 de outubro, o Centro-Oeste apresentou crescimento de 3,5%, abaixo do resultado nacional (6,3%). A região Sul liderou (9%). A Abras também relaciona o comportamento do consumo a dados do Banco Central (BC) que indicam redução nas transações realizadas por PIX após a proibição das apostas.
De acordo com a Abras, a queda chegou a 10% e, posteriormente, passou a 7%.
DEBATE
Supremo Tribunal Federal (STF) realizará audiência pública na próxima terça-feira, 3 de novembro, para discutir a MP que proibiu as bets no Brasil. Convocado pelo ministro Luiz Fux, o encontro reunirá 28 entidades, incluindo clubes de futebol, órgãos públicos e representantes do setor. A discussão integra ação que questiona a constitucionalidade da medida.
Agro Mato Grosso
Colisão frontal entre caminhão e picape mata duas pessoas na BR-163 I MT

Duas pessoas morreram em um grave acidente envolvendo um caminhão Mercedes-Benz 1620 e uma Fiat Strada, na manhã desta sexta-feira (30), no km 847 da BR-163, em Sinop (500 km ao norte de Cuiabá). Com o impacto da batida, a picape capotou e parou no canteiro central da rodovia.
A Nova Rota do Oeste foi acionada às 5h51 para atender à ocorrência. Equipes de resgate da concessionária e do Corpo de Bombeiros estiveram no local e constataram a morte das duas vítimas que estavam na Fiat Strada.
O caminhão era ocupado apenas pelo motorista, que não sofreu ferimentos e recusou encaminhamento médico. Devido ao acidente, o tráfego na pista sul precisou ser desviado para a pista nova, enquanto o fluxo na pista norte seguiu normalmente.
As circunstâncias da colisão deverão ser apuradas.
Agro Mato Grosso
Projeto busca ampliar industrialização da soja em MT

Biorrefinaria em Mato Grosso deve produzir proteína isolada e outros seis produtos de valor agregado
O Grupo MJFEO, de Mato Grosso, representa no Brasil a tecnologia israelense para implantação de uma biorrefinaria voltada à produção de proteína isolada de soja e outros seis produtos de valor agregado. O projeto prevê capacidade mínima de processamento de 30 mil toneladas por ano e busca ampliar a industrialização da soja no país, agregando valor à produção agrícola.
A tecnologia é desenvolvida pela israelense Robtech LLP, empresa que atua na implantação de unidades industriais de proteína isolada de soja em diferentes países. O Grupo MJFEO é seu representante na América Latina e ficará responsável pelos projetos no modelo turnkey, que abrange desde a estruturação da captação de recursos até a execução das obras.
A planta projetada terá capacidade para produzir 25 mil toneladas anuais de proteína isolada de soja e, segundo o grupo, deverá se tornar a maior unidade brasileira dedicada a esse produto.
Industrialização da soja

A iniciativa busca ampliar a participação brasileira nas etapas de processamento industrial da soja. Embora o Brasil seja um dos principais produtores mundiais do grão, parte expressiva da produção ainda é exportada sem processamento adicional.
Na safra 2025/26, a produção brasileira de soja foi estimada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em 180,6 milhões de toneladas. Segundo os dados apresentados pelo Grupo MJFEO, cerca de 60% do volume ainda é exportado em grão.
O projeto também mira o mercado de proteína isolada de soja, ingrediente utilizado pela indústria de alimentos e pela nutrição animal. De acordo com as projeções citadas pela empresa, o mercado mundial do produto poderá crescer de US$ 4 bilhões para US$ 9,3 bilhões até 2035, com a produção atualmente concentrada na China.
Segundo o diretor executivo do Grupo MJFEO, Cleber Breancini, a tecnologia já acumula mais de 15 anos de operação em nove plantas. A empresa afirma que o abastecimento da unidade projetada exigiria menos de 0,1% da safra brasileira. “Há dez anos, esse projeto seria uma aposta. Hoje, é uma decisão de execução”, afirma Breancini.
Sete produtos a partir do grão
Além da proteína isolada de soja, que apresenta teor mínimo de 90% de proteína, a biorrefinaria deverá gerar outros seis produtos: óleo de soja, lecitina, proteína concentrada, farelo, melaço e fibras.
A proteína isolada é utilizada na fabricação de carnes processadas, produtos de panificação, bebidas, fórmulas infantis e suplementos para nutrição esportiva. Na alimentação animal, pode ser empregada em dietas de alta digestibilidade e como alternativa à farinha de peixe na aquicultura e na nutrição de animais jovens.
Os demais produtos também atendem a diferentes segmentos industriais. O óleo pode ser destinado à indústria alimentícia e à produção de biodiesel; a lecitina atua como emulsificante nos setores de alimentos, cosméticos e farmacêutico; e a proteína concentrada é utilizada na fabricação de alimentos e rações.
O farelo constitui uma fonte proteica para a alimentação de bovinos, suínos e aves. Já o melaço, rico em açúcares, pode ser utilizado na nutrição de bovinos, enquanto as fibras encontram aplicação na alimentação animal.

Participação de produtores rurais
O Grupo MJFEO apresenta o empreendimento como uma oportunidade para ampliar a participação dos produtores rurais na cadeia de valor da soja. O modelo proposto permite que agricultores participem como investidores da unidade industrial, com o objetivo de obter retorno também sobre o processamento do grão.
“A onda do etanol de milho ensinou o agronegócio brasileiro a industrializar uma das commodities mais valiosas do país. Agora chegou a vez da soja passar por essa transformação”, afirma Breancini.
Para Mato Grosso, a proposta é ampliar a geração de renda, empregos e arrecadação por meio da industrialização próxima às regiões produtoras. Segundo a empresa, o projeto já foi apresentado a agricultores do estado, e a primeira reunião com investidores registrou adesão significativa.
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