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Programa premia redações de alunos após visitas à cadeia exportadora do café em Machado

O Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), a EISA – Empresa Interagrícola S.A. e a Associação De Olho no Material Escolar realizaram, em 28 de outubro, a premiação de mais uma etapa do programa “Vivenciando a Prática: Café”, em Machado (MG). A ação reconheceu estudantes da Escola Estadual Iracema Rodrigues pelas melhores redações produzidas após visitas técnicas à unidade da exportadora ao longo do primeiro semestre.
Foram premiados Maria Eduarda Bernardes Souza, em primeiro lugar, com um tablet; João Vitor Carvalho Costa, na segunda colocação, com um Kindle; e Ana Paula de Lima Pedrezini, em terceiro, com um smartwatch. A professora Mayda Rodrigues Dionisio, responsável pela orientação dos trabalhos, também recebeu um tablet.
Durante a programação, os estudantes tiveram contato com diferentes etapas da cadeia exportadora do café. As atividades abordaram critérios de qualidade que agregam valor ao produto brasileiro, práticas de sustentabilidade na cafeicultura e tecnologias aplicadas à movimentação, à armazenagem e à gestão dos grãos.
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A visita incluiu a estrutura da EISA em Machado, com apresentação de um dos armazéns mais avançados do país. O roteiro mostrou a integração entre inovação, eficiência operacional e responsabilidade socioambiental no atendimento às exigências do mercado internacional.
Segundo as entidades organizadoras, as redações vencedoras demonstraram compreensão sobre a amplitude da cadeia do café e apontaram possibilidades de atuação em áreas como tecnologia, logística, gestão, controle de qualidade, comércio exterior e administração. Os textos também ressaltaram a relevância da cafeicultura para a economia regional, com geração de empregos e renda, além do papel da qualificação profissional na formação de novos talentos para o setor.
A iniciativa também valorizou o trabalho pedagógico desenvolvido na escola pública, ao estimular reflexão, análise e produção escrita a partir da vivência prática na cadeia do café. O programa reuniu educação e atividade exportadora em uma ação voltada à formação de estudantes e ao conhecimento sobre o setor cafeeiro.
Fonte: cecafe.com.br
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El Niño pode reduzir produtividade da soja em 13 estados do Brasil
Um estudo da Serasa Experian indica que a ocorrência de um El Niño muito forte pode resultar em uma redução significativa na produtividade da soja em 13 estados do Brasil. A pesquisa compara a produtividade da oleaginosa em períodos de neutralidade e em anos de El Niño intenso, revelando um cenário preocupante para os produtores.
Impactos regionais
De acordo com o relatório, a expectativa é de que a produtividade da soja diminua em diversas regiões, enquanto apenas quatro estados devem registrar aumento na produção. Os estados que enfrentam a maior queda incluem:
- Paraná
- São Paulo
- Minas Gerais
- Bahia
- Tocantins
Por outro lado, o Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul podem se beneficiar de condições climáticas mais favoráveis, com a possibilidade de uma produtividade acima da média.
Previsões de produtividade
O estudo projeta uma queda de cerca de 10% na produtividade nacional, resultando em uma produção estimada de 16 milhões de toneladas a menos em comparação a anos neutros. Isso representa um prejuízo significativo, estimado em 33 bilhões de reais para os produtores.
Condições climáticas
As condições climáticas atuais, como temperaturas elevadas e irregularidades na umidade do solo, também contribuem para a redução da produtividade. A previsão é de que as chuvas se concentrem em Minas Gerais e Goiás nos próximos dias, mas a situação ainda é crítica em estados como Piauí e Pará, que devem enfrentar dificuldades na produção.
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ExpoCal 2026 abre programação com foco técnico para produtores no Paraná

A ExpoCal 2026 começa neste sábado (31), em Campina da Lagoa, na região Centro-Oeste do Paraná, e segue até 3 de novembro no Parque de Exposições Municipal. Com entrada gratuita, o evento reúne atrações culturais e atividades voltadas ao setor agropecuário. A expectativa é receber aproximadamente 15 mil pessoas ao longo dos quatro dias de programação.
A feira é promovida pela Prefeitura de Campina da Lagoa, com apoio da Câmara Municipal, do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná) e do Governo do Estado, por meio da Secretaria do Turismo.
Entre as atividades voltadas ao campo, o IDR-Paraná participa com palestras técnicas sobre os impactos das mudanças climáticas na agricultura e com uma oficina prática sobre o uso de bioinsumos nas lavouras. A proposta é levar orientação técnica e conhecimento aos produtores rurais da região.
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Na oficina, os agricultores terão contato com a produção de bokashi, composto orgânico obtido por fermentação natural. Segundo o engenheiro agrônomo do IDR-Paraná Antonio Padua, o conhecimento busca ampliar a autonomia do produtor na preparação de compostos orgânicos de classe A para uso na propriedade. De acordo com o instituto, o processo contribui para melhorar a qualidade do solo a médio e longo prazo, fornece nutrientes, estimula a multiplicação de microrganismos benéficos e reduz as perdas de nitrogênio.
A programação também incluirá a produção de biofertilizantes líquidos a partir do bokashi. Enquanto a formulação sólida atua na melhoria das condições físicas e biológicas do solo, a versão líquida permite disponibilizar nutrientes e microrganismos benéficos para aplicação nas folhas e raízes das plantas.
Outro tema das atividades técnicas será a influência das condições climáticas na agricultura. O engenheiro agrícola Pablo Niiche, doutor em Agronomia com ênfase em Meteorologia do IDR-Paraná, afirmou que o planejamento e a adoção de medidas preventivas são ferramentas para reduzir perdas e melhorar as condições de plantio e colheita.
Além da programação técnica, a ExpoCal 2026 terá shows nacionais, rodeio profissional, atrações do setor agropecuário e opções de lazer para moradores e visitantes. O evento será realizado no Parque de Exposições Municipal, que completa 40 anos em 2026.
Fonte: agricultura.pr.gov.br
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tecnologia na lavoura, resultados entre gerações

A história do milho na Fazenda Helena, em Juscimeira (MT), acompanha as transformações da agricultura no Vale do São Lourenço. Quando Osvaldo Pasqualotto começou a experimentar o cultivo após a soja, a produção ainda tinha pouca expressão econômica na região. Décadas depois, a cultura passou a influenciar o planejamento das lavouras e a rentabilidade da propriedade.
A trajetória de Osvaldo na fazenda começou em 1982, quando a família adquiriu a área. Gaúcho de Cruz Alta (RS), ele se formou em engenharia elétrica em Cuiabá e, depois da faculdade, dedicou-se à agricultura. Ao longo de 44 anos, acompanhou mudanças na infraestrutura, no manejo e na tecnologia que ajudaram a ampliar a produção em Mato Grosso.
No início, a estrutura era limitada. A fazenda tinha apenas parte da área aberta para o plantio e ainda não contava com energia elétrica. O trabalho envolvia a família, que participou da expansão das lavouras e da construção do negócio. O nome da propriedade, inclusive, homenageia Helena, mãe de Osvaldo, que também ajudou nos primeiros anos.
As mudanças na agricultura foram acompanhadas pela evolução da própria região. A chegada da energia elétrica, a melhoria das estradas e a instalação de grandes tradings facilitaram a rotina no campo e o escoamento da produção. Nesse cenário, o milho começou a ganhar espaço, inicialmente mais pela contribuição ao solo do que pelo retorno financeiro.
Ao recordar os primeiros anos, Osvaldo também destaca a relação da família com a atividade rural. “A agricultura está no sangue da gente”, afirma ao Especial Mai Milho. Para ele, o vínculo com a terra foi construído pelo trabalho diário e pelas dificuldades enfrentadas ao longo da trajetória.
Do cultivo experimental à rentabilidade
A decisão de plantar milho veio da observação da própria lavoura. Depois de colher a soja, Osvaldo passou a testar a cultura em áreas menores, mesmo diante das limitações de maquinário e do calendário agrícola. Nas primeiras experiências, a produtividade ficava entre 30 e 40 sacas por hectare.
“Só que a gente percebeu que cada área que plantamos o milho, ia melhorando o solo”, lembra o produtor.
Naquele período, o consumo de milho em Mato Grosso era pequeno, e o transporte para os grandes centros consumidores encarecia a operação. A cultura, portanto, tinha pouco peso na composição da renda da propriedade. Esse cenário começou a mudar a partir dos anos 1990, com o crescimento da demanda estadual e melhorias na logística.
A evolução das variedades de soja também contribuiu para transformar o planejamento. Com materiais mais precoces, tornou-se possível antecipar a colheita e abrir espaço para o milho segunda safra. O avanço do setor de etanol ampliou ainda mais a importância da cultura no estado.
Hoje, a decisão de antecipar o plantio da soja está diretamente ligada à janela disponível para o milho. Osvaldo observa que, nos últimos anos, a cultura passou a apresentar resultados econômicos superiores aos da soja em sua avaliação. “Passou a ser a principal cultura. Hoje, se você olhar economicamente, de dois anos para cá, o milho está dando mais lucro que a soja. É interessante isso porque a gente não percebia lá atrás. Mas ele chegou a esse ponto”.
Tecnologia amplia a produtividade
O salto de produtividade é uma das mudanças mais expressivas observadas pelo produtor. Das 50 a 60 sacas por hectare obtidas anteriormente, a produção passou a superar 140 sacas em condições atuais na fazenda.
Os ganhos estão associados ao melhoramento genético, às técnicas de plantio e colheita e ao uso mais eficiente dos insumos. Para Osvaldo, a genética do milho tem papel central nesse avanço, mas os resultados também dependem das decisões tomadas pelo produtor no manejo da lavoura.
“A maior produtividade hoje, ela está na genética do milho”, avalia ao programa do Canal Rural Mato Grosso. Ele também atribui parte dos resultados à adoção de técnicas mais eficientes de plantio e ao investimento em adubação, fatores que contribuíram para melhorar o desempenho da cultura.
A experiência acumulada ao longo das décadas também se reflete na gestão da propriedade. A formação em engenharia, segundo ele, contribuiu para desenvolver o raciocínio aplicado à atividade rural. O conhecimento técnico, aliado à prática, passou a integrar as decisões sobre produção e investimento.
Sucessão mantém a família no campo
A continuidade do negócio acompanha a evolução das lavouras. Os filhos e sobrinhos de Osvaldo foram incorporados à atividade enquanto ainda estudavam agronomia e passaram a participar do cotidiano das fazendas. Para o produtor, esse envolvimento gradual foi determinante para a sucessão familiar.
“Não tem uma fórmula de você dizer assim, como é feita a sucessão, não tem uma fórmula, mas a fórmula principal é pegar o filho e colocar a trabalhar”, afirma.
A experiência reproduz, em parte, o caminho percorrido pela geração anterior. O pai de Osvaldo também trabalhou na fazenda e, aos 60 anos, deixou a agricultura para se dedicar à pecuária, permitindo que os filhos assumissem os negócios agrícolas.
Além da continuidade da propriedade, Osvaldo espera que os filhos preservem os valores construídos ao longo da trajetória familiar. O cuidado com os recursos naturais também faz parte desse legado, com a proteção das áreas de preservação permanente e do curso d’água que atravessa a fazenda.
O orgulho pela participação dos filhos no negócio está ligado ao envolvimento deles com a atividade. “Não existe negócio diferente de ser uma propriedade rural, uma fábrica, uma empresa ou mercado financeiro, se você não tem amor por aquilo que você faz”, diz.
Para Osvaldo, produzir alimentos e conservar a propriedade são responsabilidades que caminham juntas. Ao falar sobre o papel do produtor rural, ele destaca a contribuição da atividade para a sociedade: “Ser produtor rural é saber que você está produzindo algo útil para a sociedade”.
Na Fazenda Helena, a história do milho reflete essa combinação entre experiência, inovação e continuidade familiar: uma cultura que começou em pequenas áreas, ganhou importância econômica e hoje integra as decisões de uma nova geração de produtores.

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