Connect with us
30 de outubro de 2026

Business

tecnologia na lavoura, resultados entre gerações

Published

on


A história do milho na Fazenda Helena, em Juscimeira (MT), acompanha as transformações da agricultura no Vale do São Lourenço. Quando Osvaldo Pasqualotto começou a experimentar o cultivo após a soja, a produção ainda tinha pouca expressão econômica na região. Décadas depois, a cultura passou a influenciar o planejamento das lavouras e a rentabilidade da propriedade.

A trajetória de Osvaldo na fazenda começou em 1982, quando a família adquiriu a área. Gaúcho de Cruz Alta (RS), ele se formou em engenharia elétrica em Cuiabá e, depois da faculdade, dedicou-se à agricultura. Ao longo de 44 anos, acompanhou mudanças na infraestrutura, no manejo e na tecnologia que ajudaram a ampliar a produção em Mato Grosso.

No início, a estrutura era limitada. A fazenda tinha apenas parte da área aberta para o plantio e ainda não contava com energia elétrica. O trabalho envolvia a família, que participou da expansão das lavouras e da construção do negócio. O nome da propriedade, inclusive, homenageia Helena, mãe de Osvaldo, que também ajudou nos primeiros anos.

As mudanças na agricultura foram acompanhadas pela evolução da própria região. A chegada da energia elétrica, a melhoria das estradas e a instalação de grandes tradings facilitaram a rotina no campo e o escoamento da produção. Nesse cenário, o milho começou a ganhar espaço, inicialmente mais pela contribuição ao solo do que pelo retorno financeiro.

Advertisement

Ao recordar os primeiros anos, Osvaldo também destaca a relação da família com a atividade rural. “A agricultura está no sangue da gente”, afirma ao Especial Mai Milho. Para ele, o vínculo com a terra foi construído pelo trabalho diário e pelas dificuldades enfrentadas ao longo da trajetória.

Foto: Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso

Do cultivo experimental à rentabilidade

A decisão de plantar milho veio da observação da própria lavoura. Depois de colher a soja, Osvaldo passou a testar a cultura em áreas menores, mesmo diante das limitações de maquinário e do calendário agrícola. Nas primeiras experiências, a produtividade ficava entre 30 e 40 sacas por hectare.

“Só que a gente percebeu que cada área que plantamos o milho, ia melhorando o solo”, lembra o produtor.

Naquele período, o consumo de milho em Mato Grosso era pequeno, e o transporte para os grandes centros consumidores encarecia a operação. A cultura, portanto, tinha pouco peso na composição da renda da propriedade. Esse cenário começou a mudar a partir dos anos 1990, com o crescimento da demanda estadual e melhorias na logística.

A evolução das variedades de soja também contribuiu para transformar o planejamento. Com materiais mais precoces, tornou-se possível antecipar a colheita e abrir espaço para o milho segunda safra. O avanço do setor de etanol ampliou ainda mais a importância da cultura no estado.

Advertisement

Hoje, a decisão de antecipar o plantio da soja está diretamente ligada à janela disponível para o milho. Osvaldo observa que, nos últimos anos, a cultura passou a apresentar resultados econômicos superiores aos da soja em sua avaliação. “Passou a ser a principal cultura. Hoje, se você olhar economicamente, de dois anos para cá, o milho está dando mais lucro que a soja. É interessante isso porque a gente não percebia lá atrás. Mas ele chegou a esse ponto”.

fazenda helena osvaldo pasqualotto foto israel baumann canal rural mato grosso
Foto: Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso

Tecnologia amplia a produtividade

O salto de produtividade é uma das mudanças mais expressivas observadas pelo produtor. Das 50 a 60 sacas por hectare obtidas anteriormente, a produção passou a superar 140 sacas em condições atuais na fazenda.

Os ganhos estão associados ao melhoramento genético, às técnicas de plantio e colheita e ao uso mais eficiente dos insumos. Para Osvaldo, a genética do milho tem papel central nesse avanço, mas os resultados também dependem das decisões tomadas pelo produtor no manejo da lavoura.

“A maior produtividade hoje, ela está na genética do milho”, avalia ao programa do Canal Rural Mato Grosso. Ele também atribui parte dos resultados à adoção de técnicas mais eficientes de plantio e ao investimento em adubação, fatores que contribuíram para melhorar o desempenho da cultura.

A experiência acumulada ao longo das décadas também se reflete na gestão da propriedade. A formação em engenharia, segundo ele, contribuiu para desenvolver o raciocínio aplicado à atividade rural. O conhecimento técnico, aliado à prática, passou a integrar as decisões sobre produção e investimento.

fazenda helena osvaldo pasqualotto foto israel baumann canal rural mato grosso1
Foto: Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso

Sucessão mantém a família no campo

A continuidade do negócio acompanha a evolução das lavouras. Os filhos e sobrinhos de Osvaldo foram incorporados à atividade enquanto ainda estudavam agronomia e passaram a participar do cotidiano das fazendas. Para o produtor, esse envolvimento gradual foi determinante para a sucessão familiar.

“Não tem uma fórmula de você dizer assim, como é feita a sucessão, não tem uma fórmula, mas a fórmula principal é pegar o filho e colocar a trabalhar”, afirma.

Advertisement

A experiência reproduz, em parte, o caminho percorrido pela geração anterior. O pai de Osvaldo também trabalhou na fazenda e, aos 60 anos, deixou a agricultura para se dedicar à pecuária, permitindo que os filhos assumissem os negócios agrícolas.

Além da continuidade da propriedade, Osvaldo espera que os filhos preservem os valores construídos ao longo da trajetória familiar. O cuidado com os recursos naturais também faz parte desse legado, com a proteção das áreas de preservação permanente e do curso d’água que atravessa a fazenda.

O orgulho pela participação dos filhos no negócio está ligado ao envolvimento deles com a atividade. “Não existe negócio diferente de ser uma propriedade rural, uma fábrica, uma empresa ou mercado financeiro, se você não tem amor por aquilo que você faz”, diz.

Para Osvaldo, produzir alimentos e conservar a propriedade são responsabilidades que caminham juntas. Ao falar sobre o papel do produtor rural, ele destaca a contribuição da atividade para a sociedade: “Ser produtor rural é saber que você está produzindo algo útil para a sociedade”.

Na Fazenda Helena, a história do milho reflete essa combinação entre experiência, inovação e continuidade familiar: uma cultura que começou em pequenas áreas, ganhou importância econômica e hoje integra as decisões de uma nova geração de produtores.

Advertisement
MAIS MILHO - SITE MARCAS

+Confira mais notícias do projeto Mais Milho no site do Canal Rural

+Confira mais notícias do projeto Mais Milho no YouTube


Clique aqui, entre em nosso canal no WhatsApp do Canal Rural Mato Grosso e receba notícias em tempo real.

Continue Reading
Advertisement

Business

Melhores cafés arábica especiais da safra 2026/27 serão anunciados no sábado

Published

on

Os melhores cafés especiais brasileiros da safra 2026/27 serão conhecidos neste sábado (31), durante a cerimônia de premiação do Cup of Excellence – Brazil 2026, em São Paulo (SP). Segundo a Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA), 40 lotes seguem na disputa após avaliação do Júri Nacional e passam por nova análise do Júri Internacional ao longo desta semana.

O evento será realizado no Espaço Bisutti Cardoso de Melo, na Vila Olímpia, com início às 9 horas. A competição é voltada ao café especial da variedade arábica e reúne amostras que obtiveram nota igual ou superior a 86 pontos na escala de 0 a 100 do concurso.

De acordo com a BSCA, os lotes classificados à fase atual serão reavaliados por um Júri Internacional formado por profissionais de importantes importadoras. As amostras que alcançarem pontuação igual ou superior a 87 pontos serão eleitas vencedoras, respeitado o limite de 10 por categoria.

Acompanhe os preços das principais commodities do agro, como soja, milho e boi, com atualização direta das principais praças do Brasil: acesse a página de cotações do Canal Rural!

Os cafés premiados terão direito de participar de leilão internacional virtual. Segundo a entidade, nesse ambiente de comercialização são registrados preços superiores às referências de mercado.

Advertisement

Na reta final do concurso, permanecem 14 lotes na categoria Experimental, destinada a cafés submetidos a processos inovadores e ou fermentação induzida; 14 na categoria Via Seca, para cafés colhidos e secos com casca; e 12 na categoria Via Úmida, voltada a frutos que passaram pela remoção da casca por meio de cilindros descascadores, resultando em cafés despolpados, desmucilados ou cerejas descascados.

As amostras classificadas para a Fase Internacional do Cup of Excellence – Brazil 2026 representam 19 cidades de oito regiões produtoras: Café da Canastra, Caparaó, Cerrado Mineiro, Chapada Diamantina, Mantiqueira de Minas, Matas de Minas, Região Vulcânica e Sudoeste de Minas.

O Cup of Excellence – Brazil 2026 integra o projeto Brazil. The Coffee Nation, promovido pela Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA) em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) e a Alliance for Coffee Excellence (ACE).

Fonte: Estadão Conteúdo

Advertisement
Continue Reading

Business

Aprosmat elege Patrícia Brunetta como primeira mulher presidente da entidade

Published

on

A Associação dos Produtores de Sementes de Mato Grosso (Aprosmat) elegeu, nesta quinta-feira (29), Patrícia Brunetta, do Grupo Itaquerê, para a presidência da entidade no biênio 2027/2028. Ela será a primeira mulher a ocupar o cargo desde a criação da associação.

A escolha da nova diretoria e do conselho fiscal ocorreu durante assembleia geral na sede da Aprosmat, em Rondonópolis. A transmissão do cargo pelo atual presidente, Nelson Croda, e a posse dos novos dirigentes estão previstas para 1º de janeiro de 2027.

A composição eleita reúne representantes de empresas do setor sementeiro que assumirão as funções de direção, administração financeira e acompanhamento das atividades da associação.

A diretoria terá Carlos Augustin, da Petrovina Sementes, como vice-presidente Institucional; Jefferson Aroni, da Sementes Ouro Branco, como vice-presidente de Grandes Culturas; e Adevair Souza, da Polato Sementes, como vice-presidente de Demais Culturas.

Diretoria e conselho fiscal

A estrutura administrativa também contará com Luiz Américo da Costa, do Grupo Bom Jesus, como primeiro secretário, e Victor Greisang, da Sementes Tropical, como segundo secretário. Na tesouraria, Pierre Patriat, da Santa Rita Sementes, ocupará a primeira função, enquanto André Luis Basso, da Sementes Jotabasso, será o segundo tesoureiro.

Advertisement

O conselho fiscal terá Anderson Oliveira, da Bom Futuro, Rogério Silva, da Sementes São Jerônimo, e Nelson Croda, da Máxima Sementes, como membros titulares.

Para as suplências, foram escolhidos André Carlos Adams, da Sementes Ipiranga; Eduardo Dallastra, da Agro-Sol Sementes; e Rodrigo Rossato, da Sementes Serrana.


Clique aqui, entre em nosso canal no WhatsApp do Canal Rural Mato Grosso e receba notícias em tempo real.

Advertisement
Continue Reading

Business

Plantio de milho na Argentina atinge 47,3% da área prevista

Published

on

O plantio de milho da safra 2026/27 na Argentina alcançou 47,3% da área projetada de 8,4 milhões de hectares, informou na quinta-feira (29) a Bolsa de Cereais de Buenos Aires. Na semana, os trabalhos avançaram 7,5 pontos porcentuais e passaram a registrar ritmo 12,3 pontos porcentuais acima do observado no ciclo anterior.

De acordo com a Bolsa de Cereais de Buenos Aires, o avanço da semeadura ganhou ritmo nos últimos dias nas regiões oeste e sul da área agrícola. Os destaques foram o norte de La Pampa, o oeste de Buenos Aires e a região central da província de Buenos Aires.

A entidade também informou o início do plantio de soja na safra 2026/27. Os trabalhos atingiram 2,3% da área prevista de 17 milhões de hectares. Na comparação com igual período da temporada anterior, a semeadura está 1,3 ponto porcentual adiantada.

Acompanhe os preços das principais commodities do agro, como soja, milho e boi, com atualização direta das principais praças do Brasil: acesse a página de cotações do Canal Rural!

Segundo a bolsa, as condições de umidade são ideais em grande parte da área agrícola. Ainda assim, as baixas temperaturas do solo no sul de Córdoba e no centro e norte de Buenos Aires, somadas ao excesso de umidade no centro-leste de Entre Ríos, atrasam o início das operações em parte das áreas.

Advertisement

No trigo, a colheita avançou 5,4 pontos porcentuais na última semana e alcançou 6,7% da área apta. Em relação ao ciclo anterior, as regiões do Noroeste Argentino (NOA) e do Nordeste Argentino (NEA) registram atrasos de 30 e 13 pontos porcentuais, respectivamente, principalmente por causa das chuvas das últimas semanas.

Apesar desse quadro regional, o atraso da colheita em nível nacional é de 1,7 ponto porcentual na comparação anual. Segundo a bolsa, esse resultado está ligado à redução da área cultivada no centro e no sul da região agrícola.

Os dados mais recentes da Bolsa de Cereais de Buenos Aires mostram avanço no plantio de milho e no início da semeadura de soja, enquanto a colheita de trigo segue em andamento com diferenças regionais no ritmo dos trabalhos.

Fonte: Estadão Conteúdo

Advertisement
Continue Reading
Advertisement
Advertisement
Advertisement

Agro MT