Sustentabilidade
Máximas devem chegar a 39 °C em três dias de calor na Bahia

A previsão da Climatempo indica temperaturas máximas de 34 °C a 39 °C por três dias seguidos em três municípios da Bahia, entre terça-feira (3) e quinta-feira (5). Em Correntina, Jaborandi e Itapetinga, as máximas previstas devem superar as normais climatológicas municipais em 6,4 °C a 7,4 °C.
Jaborandi (BA) deve ter a maior máxima entre os três municípios: 39 °C por três dias consecutivos. Para quarta-feira (4), a máxima prevista fica 7,4 °C acima da normal climatológica de máxima do município para o mês, de 31,6 °C.
Em Correntina (BA), a máxima prevista para terça-feira (3) é de 38 °C, patamar esperado por três dias seguidos. O valor supera em 6,4 °C a normal climatológica de máxima municipal, de 31,6 °C.
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Temperaturas máximas elevadas por dias seguidos estão associadas a risco de estresse térmico em animais, aumento da demanda por água e possíveis impactos no desenvolvimento de lavouras de soja.
Em Itapetinga (BA), a máxima prevista é de 34 °C por três dias seguidos; na quinta-feira (5), esse valor fica 6,7 °C acima da normal climatológica de máxima municipal, de 27,3 °C.
Fonte: Climatempo Advisor API
Sustentabilidade
Fertilizantes: Importações caem 15,7% no Brasil – MAIS SOJA

O Brasil reduziu em 15,7% o volume de fertilizantes químicos importados entre janeiro e setembro de 2026, na comparação com o mesmo período do ano passado. Os dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), apontam que as compras externas somaram 28,45 milhões de toneladas nos nove primeiros meses deste ano, ante 33,73 milhões de toneladas em 2025. A diferença representa aproximadamente 5,28 milhões de toneladas.
A retração foi acompanhada pela elevação dos preços internacionais. O valor médio por tonelada importada passou de US$ 342,70, entre janeiro e setembro de 2025, para US$ 392,50 no mesmo intervalo de 2026, uma alta de 14,6%. Mesmo com a redução dos volumes, o país desembolsou US$ 11,17 bilhões nas aquisições externas, apenas 3,4% abaixo dos US$ 11,56 bilhões registrados no ano anterior.
Em setembro, o movimento de queda permaneceu expressivo. O Brasil importou 3,11 milhões de toneladas, contra 4,31 milhões de toneladas no mesmo mês de 2025, recuo de 27,9%. Foi o sexto mês consecutivo de redução na comparação anual, considerando a sequência iniciada em abril. Os dados mostram que a desaceleração das compras externas ganhou força ao longo do segundo e terceiro trimestres.
Cenário internacional e custos pressionam as compras
Entre os fatores que ajudam a explicar a retração estão as dificuldades no cenário internacional de oferta e logística, agravadas pelos conflitos geopolíticos, além da elevação dos preços dos insumos. Em publicação sobre o setor, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) informou que, entre janeiro e maio de 2026, as importações brasileiras de fertilizantes nitrogenados e fosfatados caíram 8,7%, passando de 7,69 milhões para 7,02 milhões de toneladas. No mesmo período, o preço médio de internalização aumentou 14,4%, enquanto os gastos com essas compras cresceram 4,4%.
A conjuntura também afeta a capacidade de aquisição dos produtores rurais. Segundo informações da Associação Nacional para Difusão de Adubos (Anda), divulgadas em setembro, a redução das entregas de fertilizantes ao mercado brasileiro está relacionada a uma combinação de fatores, como relações de troca acima das médias históricas, restrições de crédito, juros elevados, riscos financeiros no setor e incertezas climáticas, incluindo os possíveis efeitos do El Niño.
No primeiro semestre de 2026, as entregas de fertilizantes ao mercado nacional totalizaram 19,02 milhões de toneladas, queda de 5,4% em relação às 20,11 milhões de toneladas registradas no mesmo período de 2025. O resultado indica que a retração não se limita às compras externas, alcançando também a movimentação dos produtos destinados ao abastecimento do mercado interno.
Dependência externa amplia a preocupação
O cenário merece atenção, porque o Brasil mantém elevada dependência do mercado internacional para atender à demanda do setor agrícola. Segundo o Mapa, aproximadamente 93% dos fertilizantes consumidos no país são provenientes de importações. Em 2025, as compras externas alcançaram o recorde de 45,5 milhões de toneladas.
A redução das importações em 2026, portanto, ocorre em um contexto de preços mais elevados e de dificuldades no comércio global. Embora os dados de entrada de produtos não indiquem, isoladamente, falta de fertilizantes no cenário brasileiro, a continuidade desse movimento exige acompanhamento, sobretudo diante das necessidades de abastecimento para os próximos ciclos agrícolas.
A combinação entre menor volume importado, custos mais elevados e condições financeiras mais restritivas para os produtores reforça a importância de acompanhar a disponibilidade dos insumos e ampliar a capacidade de produção nacional, tema que permanece entre os desafios estratégicos do agronegócio brasileiro.
Por Larissa Machado / larissamachado@sna.agr.br
Com informações do MDIC, MAPA e ANDA
Autor:SNA
Site: SNA
Sustentabilidade
Transtornos podem aumentar com chuvas de até 150 mm, enquanto calorão de 40°C persiste; veja a previsão

Novembro deve trazer um cenário climático mais favorável em parte do Brasil, mas com contrastes entre as regiões. Enquanto áreas do Sul podem registrar acumulados de até 150 milímetros de chuva em poucos dias, estados do Norte e regiões do Matopiba devem enfrentar temperaturas próximas de 40°C e baixos volumes de precipitação no início do mês.
A previsão indica a atuação de áreas de baixa pressão sobre o Sudeste, favorecendo o transporte de umidade e a ocorrência de temporais. As chuvas devem continuar no sábado e no domingo em parte do país, enquanto o agreste nordestino e áreas do centro-norte do Pará devem ter predomínio de sol.
Norte terá calor intenso e pouca chuva
No Norte, a previsão aponta baixos volumes de chuva e temperaturas elevadas nos próximos dias. Em algumas áreas, os acumulados não devem chegar a 50 milímetros, com precipitações pouco expressivas, próximas de 20 mm, em partes do Tocantins.
Entre os dias 10 e 14 de novembro, a chuva deve ganhar força em Tocantins, com acumulados que podem chegar a 80 milímetros em algumas localidades. Em contrapartida, áreas do centro-norte do Pará devem continuar com precipitações reduzidas, que não devem alcançar 15 milímetros em determinados pontos.
A falta de chuva deve favorecer a elevação das temperaturas, com máximas entre 38°C e 39°C e possibilidade de até 40°C, principalmente em Tocantins e no oeste do Pará.
A mudança mais significativa nas condições de precipitação é esperada a partir da segunda quinzena de novembro, quando as chuvas devem ganhar ritmo em Rondônia, no Acre e Tocantins, com volumes mais expressivos em parte dessas áreas.
Paraná pode acumular 150 mm de chuva
Nos próximos dez dias, o Sul do país deve concentrar alguns dos maiores volumes de precipitação. No Paraná, a previsão indica acumulados próximos de 100 milímetros no oeste do estado nos próximos cinco dias. Na semana seguinte, a chuva deve continuar em boa parte do território paranaense, com volumes que podem alcançar 150 milímetros.
O excesso de precipitação pode trazer transtornos tanto para as áreas urbanas quanto para o campo, com potencial de prejudicar as lavouras de soja. Em Santa Catarina, a tendência também é de volumes elevados, mantendo o alerta para possíveis problemas associados à chuva persistente.
Apesar dos acumulados elevados, as precipitações devem continuar importantes para a manutenção da umidade do solo no Sul. No entanto, a intensidade e a frequência da chuva podem dificultar os trabalhos no campo.
Temporais também atingem São Paulo
Entre os dias 5 e 9 de novembro, a previsão aponta chuva volumosa em áreas de São Paulo, incluindo a capital paulista. A precipitação deve continuar ocorrendo com frequência em partes do Sudeste, especialmente em São Paulo e Minas Gerais, além de áreas do sul de Goiás.
A atuação de áreas de baixa pressão deve contribuir para a formação de temporais e para a canalização de umidade, mantendo as condições favoráveis à ocorrência de chuva.
No Centro-Sul, as temperaturas devem permanecer próximas da média para o período, reduzindo a possibilidade de calor excessivo generalizado. O cenário, porém, será diferente nas áreas onde a chuva deve demorar mais a se estabelecer.
Novembro pode trazer alívio para o Matopiba
Na virada para a segunda quinzena de novembro, a previsão se torna mais otimista para áreas produtoras de soja do Matopiba. A expectativa é de retorno de chuvas mais consistentes no norte de Goiás, no norte de Minas Gerais e em áreas do Matopiba, com acumulados que podem chegar a 80 milímetros em alguns pontos.
Até lá, o calor deve continuar intenso em partes do Pará, do Matopiba e do agreste nordestino, onde as temperaturas podem superar os 38°C e alcançar 40°C. Nessas áreas, os volumes de precipitação devem permanecer abaixo da média durante parte da primeira quinzena.
De maneira geral, a tendência para novembro é mais favorável do que a observada em outubro em algumas regiões, especialmente com o avanço das chuvas sobre áreas agrícolas. Ainda assim, a distribuição irregular da precipitação exige atenção, já que o excesso de água no Sul e a falta de chuva em áreas do Norte e do Matopiba podem trazer desafios distintos para a produção agropecuária.
Sustentabilidade
Colheita de soja nos EUA pressiona cotações internacionais em outubro
A colheita de soja nos Estados Unidos avança, aumentando a disponibilidade do grão e pressionando momentaneamente as cotações internacionais. A análise foi apresentada por Luía Esinato, analista da Datagro, em um vídeo do canal rural.
Impacto nos preços da soja
No mês de outubro, a primeira posição do contrato de soja na bolsa de Chicago teve uma média de 1270 centavos de dólar por bushel, indicando uma queda de 2,7% em relação à média de setembro. Essa redução é atribuída a:
- Avanço favorável da colheita de soja nos EUA.
- Aumento das estimativas de produtividade e estoques finais pelo USDA.
- Redução da posição comprada dos fundos de especuladores na bolsa de Chicago.
Apesar das quedas, a presença da China no mercado norte-americano e o aumento dos preços do petróleo, devido ao conflito no Oriente Médio, limitaram as perdas.
Desempenho do milho
O mercado de milho também apresentou quedas. A média de outubro para a primeira posição do milho foi de 479,80 centavos de dólar por bushel, uma redução de 8,3% em relação a setembro. Os principais fatores que contribuíram para essa queda incluem:
- Aumento das expectativas de produção e estoques finais pelo USDA.
- Colheita em ritmo positivo, aumentando a disponibilidade de milho.
- Demanda norte-americana enfraquecida em comparação ao ano anterior.
Essas análises refletem as condições atuais do mercado de grãos e suas implicações para os preços internacionais.
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