Sustentabilidade
Colheita de soja nos EUA pressiona cotações internacionais em outubro
A colheita de soja nos Estados Unidos avança, aumentando a disponibilidade do grão e pressionando momentaneamente as cotações internacionais. A análise foi apresentada por Luía Esinato, analista da Datagro, em um vídeo do canal rural.
Impacto nos preços da soja
No mês de outubro, a primeira posição do contrato de soja na bolsa de Chicago teve uma média de 1270 centavos de dólar por bushel, indicando uma queda de 2,7% em relação à média de setembro. Essa redução é atribuída a:
- Avanço favorável da colheita de soja nos EUA.
- Aumento das estimativas de produtividade e estoques finais pelo USDA.
- Redução da posição comprada dos fundos de especuladores na bolsa de Chicago.
Apesar das quedas, a presença da China no mercado norte-americano e o aumento dos preços do petróleo, devido ao conflito no Oriente Médio, limitaram as perdas.
Desempenho do milho
O mercado de milho também apresentou quedas. A média de outubro para a primeira posição do milho foi de 479,80 centavos de dólar por bushel, uma redução de 8,3% em relação a setembro. Os principais fatores que contribuíram para essa queda incluem:
- Aumento das expectativas de produção e estoques finais pelo USDA.
- Colheita em ritmo positivo, aumentando a disponibilidade de milho.
- Demanda norte-americana enfraquecida em comparação ao ano anterior.
Essas análises refletem as condições atuais do mercado de grãos e suas implicações para os preços internacionais.
Sustentabilidade
Máximas devem chegar a 39 °C em três dias de calor na Bahia

A previsão da Climatempo indica temperaturas máximas de 34 °C a 39 °C por três dias seguidos em três municípios da Bahia, entre terça-feira (3) e quinta-feira (5). Em Correntina, Jaborandi e Itapetinga, as máximas previstas devem superar as normais climatológicas municipais em 6,4 °C a 7,4 °C.
Jaborandi (BA) deve ter a maior máxima entre os três municípios: 39 °C por três dias consecutivos. Para quarta-feira (4), a máxima prevista fica 7,4 °C acima da normal climatológica de máxima do município para o mês, de 31,6 °C.
Em Correntina (BA), a máxima prevista para terça-feira (3) é de 38 °C, patamar esperado por três dias seguidos. O valor supera em 6,4 °C a normal climatológica de máxima municipal, de 31,6 °C.
Acompanhe os preços das principais commodities do agro, como soja, milho e boi, com atualização direta das principais praças do Brasil: acesse a página de cotações do Canal Rural!
Temperaturas máximas elevadas por dias seguidos estão associadas a risco de estresse térmico em animais, aumento da demanda por água e possíveis impactos no desenvolvimento de lavouras de soja.
Em Itapetinga (BA), a máxima prevista é de 34 °C por três dias seguidos; na quinta-feira (5), esse valor fica 6,7 °C acima da normal climatológica de máxima municipal, de 27,3 °C.
Fonte: Climatempo Advisor API
Sustentabilidade
Novembro deve ter chuvas acima da média no Sul do Brasil – MAIS SOJA

As adversidades climáticas têm provocado atrasos no estabelecimento e no desenvolvimento das culturas em campo, impactando o andamento da safra 2026/2027. Nesse cenário, acompanhar os prognósticos e as atualizações climáticas torna-se fundamental para o planejamento das práticas de manejo e dos tratos culturais nas lavouras.
Durante os meses de setembro e outubro, o aumento dos volumes de precipitação contribuiu para elevar a umidade do solo, especialmente na região Sul do país. Como consequência, o excesso de umidade tem limitado o avanço das operações agrícolas e provocado atrasos na semeadura das culturas de verão, contribuindo para um ritmo mais lento de implantação da safra na região.
Em contrapartida, a região Norte do Brasil tem enfrentado condições de menor disponibilidade hídrica. Nos mesmos meses, foram registrados volumes de precipitação inferiores à média histórica para o período. Esse cenário está associado, em grande parte, à influência do fenômeno El Niño, que tende a favorecer o aumento das chuvas na região Sul e a redução das precipitações em áreas do Norte e Nordeste do país.
Para novembro, os prognósticos climáticos indicam maior ocorrência de chuvas nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, enquanto as regiões Norte e Nordeste devem apresentar menores volumes acumulados de precipitação. Em relação às anomalias de chuva, a tendência é de precipitações acima da média, principalmente na região Sul, comportamento que pode ser influenciado pela atuação do El Niño.
Figura 1. Precipitação total prevista para Novembro de 2026.
Figura 2. Previsão de anomalias das precipitações para o mês de Novembro de 2026.

De modo geral, os prognósticos indicam condições relativamente favoráveis ao desenvolvimento das culturas de verão na maior parte das regiões agrícolas, com volumes de chuva próximos à média histórica para o período. A principal exceção fica por conta das regiões Norte e Nordeste, onde a menor disponibilidade de precipitação pode limitar o estabelecimento e o desenvolvimento das lavouras. No Sul, por outro lado, a elevada umidade do solo pode continuar dificultando o avanço da semeadura, além de favorecer a ocorrência e o desenvolvimento de doenças associadas a condições de maior umidade. Diante desse cenário, é importante redobrar a atenção ao planejamento e à execução das práticas de manejo, considerando as particularidades climáticas de cada região.
Confira, abaixo, o boletim do Sistema TempoCampo, apresentado pelo professor Fábio Marin, com as atualizações e os prognósticos climáticos para novembro.
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Referências:
INMET. CLIMA. Instituto Nacional de Meteorologia, 2026. Disponível em: < https://clima.inmet.gov.br/progp/0 >, acesso em: 30/10/2026.

Sustentabilidade
Plantio de soja ultrapassa 50% da área prevista no Brasil, aponta consultoria

O plantio da safra brasileira de soja 2026/27 atingiu 56,4% da área estimada até 30 de outubro, segundo levantamento da Safras & Mercado. Na semana anterior, em 23 de outubro, o índice era de 42,3%, o que representa um avanço de 14,1 pontos percentuais no período.
O ritmo dos trabalhos também está acima do registrado em igual período do ano passado, quando 46,2% da área prevista estava semeada. Além disso, o percentual atual supera a média histórica para esta época do ano, de 53,4%.
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