Sustentabilidade
Plantio de soja ultrapassa 50% da área prevista no Brasil, aponta consultoria

O plantio da safra brasileira de soja 2026/27 atingiu 56,4% da área estimada até 30 de outubro, segundo levantamento da Safras & Mercado. Na semana anterior, em 23 de outubro, o índice era de 42,3%, o que representa um avanço de 14,1 pontos percentuais no período.
O ritmo dos trabalhos também está acima do registrado em igual período do ano passado, quando 46,2% da área prevista estava semeada. Além disso, o percentual atual supera a média histórica para esta época do ano, de 53,4%.
Sustentabilidade
Colheita de soja nos EUA pressiona cotações internacionais em outubro
A colheita de soja nos Estados Unidos avança, aumentando a disponibilidade do grão e pressionando momentaneamente as cotações internacionais. A análise foi apresentada por Luía Esinato, analista da Datagro, em um vídeo do canal rural.
Impacto nos preços da soja
No mês de outubro, a primeira posição do contrato de soja na bolsa de Chicago teve uma média de 1270 centavos de dólar por bushel, indicando uma queda de 2,7% em relação à média de setembro. Essa redução é atribuída a:
- Avanço favorável da colheita de soja nos EUA.
- Aumento das estimativas de produtividade e estoques finais pelo USDA.
- Redução da posição comprada dos fundos de especuladores na bolsa de Chicago.
Apesar das quedas, a presença da China no mercado norte-americano e o aumento dos preços do petróleo, devido ao conflito no Oriente Médio, limitaram as perdas.
Desempenho do milho
O mercado de milho também apresentou quedas. A média de outubro para a primeira posição do milho foi de 479,80 centavos de dólar por bushel, uma redução de 8,3% em relação a setembro. Os principais fatores que contribuíram para essa queda incluem:
- Aumento das expectativas de produção e estoques finais pelo USDA.
- Colheita em ritmo positivo, aumentando a disponibilidade de milho.
- Demanda norte-americana enfraquecida em comparação ao ano anterior.
Essas análises refletem as condições atuais do mercado de grãos e suas implicações para os preços internacionais.
Sustentabilidade
Novembro deve ter chuvas acima da média no Sul do Brasil – MAIS SOJA

As adversidades climáticas têm provocado atrasos no estabelecimento e no desenvolvimento das culturas em campo, impactando o andamento da safra 2026/2027. Nesse cenário, acompanhar os prognósticos e as atualizações climáticas torna-se fundamental para o planejamento das práticas de manejo e dos tratos culturais nas lavouras.
Durante os meses de setembro e outubro, o aumento dos volumes de precipitação contribuiu para elevar a umidade do solo, especialmente na região Sul do país. Como consequência, o excesso de umidade tem limitado o avanço das operações agrícolas e provocado atrasos na semeadura das culturas de verão, contribuindo para um ritmo mais lento de implantação da safra na região.
Em contrapartida, a região Norte do Brasil tem enfrentado condições de menor disponibilidade hídrica. Nos mesmos meses, foram registrados volumes de precipitação inferiores à média histórica para o período. Esse cenário está associado, em grande parte, à influência do fenômeno El Niño, que tende a favorecer o aumento das chuvas na região Sul e a redução das precipitações em áreas do Norte e Nordeste do país.
Para novembro, os prognósticos climáticos indicam maior ocorrência de chuvas nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, enquanto as regiões Norte e Nordeste devem apresentar menores volumes acumulados de precipitação. Em relação às anomalias de chuva, a tendência é de precipitações acima da média, principalmente na região Sul, comportamento que pode ser influenciado pela atuação do El Niño.
Figura 1. Precipitação total prevista para Novembro de 2026.
Figura 2. Previsão de anomalias das precipitações para o mês de Novembro de 2026.

De modo geral, os prognósticos indicam condições relativamente favoráveis ao desenvolvimento das culturas de verão na maior parte das regiões agrícolas, com volumes de chuva próximos à média histórica para o período. A principal exceção fica por conta das regiões Norte e Nordeste, onde a menor disponibilidade de precipitação pode limitar o estabelecimento e o desenvolvimento das lavouras. No Sul, por outro lado, a elevada umidade do solo pode continuar dificultando o avanço da semeadura, além de favorecer a ocorrência e o desenvolvimento de doenças associadas a condições de maior umidade. Diante desse cenário, é importante redobrar a atenção ao planejamento e à execução das práticas de manejo, considerando as particularidades climáticas de cada região.
Confira, abaixo, o boletim do Sistema TempoCampo, apresentado pelo professor Fábio Marin, com as atualizações e os prognósticos climáticos para novembro.
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Referências:
INMET. CLIMA. Instituto Nacional de Meteorologia, 2026. Disponível em: < https://clima.inmet.gov.br/progp/0 >, acesso em: 30/10/2026.

Sustentabilidade
Semeadura do arroz irrigado alcança 61,86% da área prevista no Rio Grande do Sul – MAIS SOJA

A semeadura do arroz irrigado para a Safra 2026/27 avança no Rio Grande do Sul. Conforme levantamento atualizado em 29 de outubro, 533.181,7 hectares já foram semeados, o equivalente a 61,86% da intenção de semeadura prevista para o ciclo, de 861.778,96 hectares.
Entre as regiões produtoras, a Zona Sul soma 133.081 hectares semeados, correspondentes a 91,50% da intenção regional. Na sequência, a Fronteira Oeste registra 202.422,70 hectares, atingindo 81,76% da área prevista.
Nas demais regiões, a Campanha contabiliza 67.328 hectares semeados (55,30% da intenção regional), enquanto a Planície Costeira Externa registra 46.067 hectares (45,08%). A Planície Costeira Interna soma 57.968 hectares, correspondentes a 44,62% da área prevista, e a Região Central registra 26.315 hectares, o equivalente a 22,89% da intenção regional.
O acompanhamento da evolução da semeadura é realizado por meio de levantamentos periódicos das equipes regionais, com consolidação dos dados pela Diretoria de Assistência Técnica e Extensão Rural (Dater) do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga). As informações permitem monitorar o andamento das operações de campo nas principais regiões produtoras do Estado ao longo da safra.
Fonte: IRGA
Autor:IRGA
Site: IRGA
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