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30 de outubro de 2026

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Famílias de Cuiabá retomam intenção de consumo após quatro meses de queda

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Após quatro meses consecutivos de queda, a pesquisa que monitora a Intenção de Consumo das Famílias (ICF) em Cuiabá voltou a registrar alta em outubro. O levantamento, realizado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e analisado pelo Instituto de Pesquisa da Fecomércio Mato Grosso (IPF-MT), apresentou crescimento de 1,4% em relação ao mês anterior, passando de 104,8 pontos em setembro para 106,3 pontos, em outubro.

Apesar da retomada, o índice ainda não alcançou o patamar registrado no mesmo período do ano passado, quando somou 107,1 pontos. Para o presidente da Fecomércio-MT, Sebastião Gonçalves (Tião da Zaeli), a alta pode indicar uma recuperação gradual da confiança dos consumidores nos próximos meses.

“A expectativa de aumento do consumo para os próximos meses representa um sinal positivo para o comércio, pois indica que parte dos consumidores acredita em uma melhora gradual das condições econômicas e da capacidade de compra”, explica Tião da Zaeli.

A alta do índice foi acompanhada pelo avanço de cinco componentes da pesquisa: Perspectiva Profissional (+3,4%), Compra a Prazo (+3,3%), Nível de Consumo Atual (+2,9%), Perspectiva de Consumo (+2,9%) e Momento para Duráveis (+1,7%). Por outro lado, os componentes Emprego Atual e Renda Atual registraram variações negativas de 0,4% e 2%, respectivamente.

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Segundo a análise do IPF-MT, apesar das variações negativas mensais nos indicadores de emprego e renda, parte dos entrevistados demonstra uma percepção favorável em relação a esses aspectos na comparação anual. Entre os participantes, 48,4% afirmaram sentir-se mais seguros em seus empregos atuais do que em outubro do ano passado. Já em relação à renda, 51,6% avaliaram que sua situação financeira está melhor do que no mesmo período de 2025.

Diante desse cenário, Tião da Zaeli destacou que a percepção sobre emprego e renda em relação ao ano anterior pode contribuir para estimular o consumo das famílias.

“A avaliação relativamente favorável sobre a segurança no emprego e as condições de renda em comparação ao ano anterior pode contribuir para sustentar a confiança dos consumidores, mesmo diante das oscilações negativas observadas nos indicadores mensais”, afirma o presidente.

Em relação ao acesso ao crédito para compras a prazo, 49,4% dos entrevistados afirmaram enfrentar maior dificuldade para obter financiamentos, enquanto 38,8% consideraram que está mais fácil conseguir crédito. O percentual dos que relataram maior facilidade aumentou 1,7 ponto percentual em relação ao mês anterior. Apesar desse avanço, os dados indicam que a obtenção de crédito ainda representa um desafio para parte significativa das famílias.

A cautela também aparece na avaliação do consumo atual. Segundo a pesquisa, 46,3% dos entrevistados informaram que reduziram suas compras em comparação com o ano passado, enquanto 41,5% afirmaram ter aumentado o consumo.

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Por outro lado, as expectativas para os próximos meses são mais positivas. Sobre a perspectiva de consumo, 48,4% dos participantes acreditam que consumirão mais do que no ano passado, enquanto 42,9% esperam reduzir os gastos. O resultado sugere que, mesmo diante das incertezas relacionadas ao emprego, à renda e às condições de crédito, parte dos consumidores mantém a expectativa de melhora no consumo.

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Passou a eleição; já a enganação…

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Não foi preciso esperar uma semana para que as promessas eleitorais de Lula começassem a esbarrar na realidade. O governo já admite a necessidade de encontrar espaço no Orçamento de 2027 para financiar os benefícios anunciados durante a campanha. São pelo menos R$ 20 bilhões em despesas que precisam ser acomodadas. A propaganda terminou; a conta chegou.

O exemplo mais evidente é o chamado Pix MEI. Lula prometeu repasses de até R$ 5 mil para que microempreendedores individuais pudessem investir em seus negócios. A proposta prevê R$ 5 bilhões ao longo de quatro anos, mas o próprio Ministério do Empreendedorismo informou nesta semana que o programa ainda está em estruturação, sem inscrições abertas e sem liberação de recursos. A execução está prevista apenas para 2027.

Ou seja, o dinheiro anunciado na campanha não está disponível. O empreendedor que acreditou na promessa terá de esperar, enquanto o governo define as regras e procura espaço no orçamento. E, quando os pagamentos começarem, será preciso verificar quantos trabalhadores serão realmente contemplados e em que condições.

A situação não é diferente quando se fala em ampliar programas sociais. Reajustes do Bolsa Família e expansão de iniciativas educacionais também exigem recursos que não estavam integralmente previstos no orçamento original. Agora, a equipe econômica precisa encontrar dinheiro, rever prioridades e negociar a acomodação dessas despesas.

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É justamente esse o problema de uma política que transforma benefícios em argumento eleitoral antes de apresentar, com clareza, como serão financiados. Na campanha, o governo distribui promessas; depois da eleição, distribui explicações.

E há razões para desconfiar. No mandato que se encerra, Lula deixou compromissos importantes pelo caminho. A criação de um Ministério da Segurança Pública separado da Justiça, por exemplo, foi prometida em 2022 e não se concretizou. A regulamentação do trabalho por aplicativos também permaneceu pendente e reapareceu no programa eleitoral de 2026. Promessas antigas voltam a ser apresentadas como novidades, enquanto outras continuam esperando uma solução.

Não é razoável acreditar que, desta vez, bastará anunciar novos benefícios para que todos se materializem. O histórico recente recomenda cautela. E a necessidade de remanejar bilhões de reais poucos dias depois da eleição reforça a impressão de que o governo prometeu mais do que consegue entregar no prazo e na dimensão anunciados.

A experiência brasileira ensina que promessas sem financiamento definido costumam terminar em adiamentos, restrições ou mudanças de formato. É esse o risco concreto que já se apresenta: os anúncios foram feitos para produzir impacto eleitoral, mas sua execução ficou para um futuro que depende de decisões ainda não tomadas.

A previsão, portanto, não é difícil: muitas dessas promessas não serão entregues como foram anunciadas, no tempo esperado e para todos aqueles que imaginaram ter direito a elas. Algumas poderão sair do papel, outras serão reduzidas ou adiadas. O que dificilmente se repetirá na mesma proporção é a generosidade dos discursos de campanha.

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Lula venceu a eleição. Agora, precisa demonstrar que consegue transformar promessas em resultados. Mas, diante das pendências do mandato anterior e das dificuldades orçamentárias que já aparecem, o brasileiro tem motivos de sobra para não confundir anúncio com entrega.

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*RODRIGO ARRUDA E SÁ é contador, bacharel em Direito, empresário e ex-vereador de Cuiabá.*

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Crédito impulsiona taxistas a investir em novos veículos e enfrentar desafios do setor

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A expansão dos aplicativos de transporte e o aumento da concorrência mudaram a rotina dos taxistas nos últimos anos. Nesse cenário, investir no veículo e manter a confiança dos passageiros são desafios constantes para quem vive da profissão. Para apoiar esses profissionais, a Desenvolve MT oferece uma linha de crédito de até R$150 mil, voltada ao financiamento de veículos, a renovação da frota, e a melhoria para que contribuam para a qualidade do serviço ao cliente.  

Nesse quadro de mudanças que o taxista José Luis Cavalcanti construiu sua trajetória de 26 anos na profissão. Presidente da cooperativa de táxis do Aeroporto Marechal Rondon, em Várzea Grande, ele acompanha de perto as transformações no setor. Para José Luiz, apesar do avanço dos aplicativos, a comodidade oferecida pelos táxis, especialmente no desembarque do aeroporto, continua sendo um diferencial na escolha dos passageiros.

“Todo novo concorrente que chega ao mercado provoca um impacto inicial. Mas os taxistas têm conseguido superar esses desafios, e tenho certeza de que essa profissão não vai acabar, mesmo com o crescimento dos aplicativos de transporte”, afirma.

Como presidente da cooperativa de taxistas do aeroporto, ele aborda sobre os desafios que enfrenta diariamente na profissão, mas que a categoria busca se destacar pelo atendimento ao passageiro reduzindo custos para beneficiar os motoristas cooperados. 

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“Nós enfrentamos vários desafios no dia a dia como os próprios aplicativos e até mesmo internamente, ainda assim, procuramos fazer a diferença pelo atendimento que oferecemos aos passageiros. Cada taxista trabalha por conta própria, como não temos fins lucrativos, nosso objetivo é justamente ajudar os motoristas cooperados, tornando o trabalho um pouco mais vantajoso para todos”, conta.

A experiência acumulada ao longo de mais de duas décadas também permitiu que José acompanhasse as mudanças no mercado e buscasse alternativas para manter a atividade competitiva. Nesse contexto, o crédito da Desenvolve MT se tornou uma ferramenta importante para os profissionais que precisam investir no próprio trabalho.

“Esse crédito que o governo oferece tem sido um divisor de águas para muitos por aqui. Quase todos os cooperados já utilizaram o benefício para comprar veículos, devido às condições mais vantajosas em comparação com os financiamentos de bancos e concessionárias”, afirma José Luis.

Veja como fazer o financiamento do seu táxi

Com o novo sistema de solicitação de crédito ficou mais ágil para o taxista que procura a melhor solução para a aquisição do novo veículo, com possibilidade de ter o seu financiamento liberado em  48 horas, conforme as condições e as etapas necessárias para a aprovação da proposta.

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Para quem deseja solicitar o crédito, é importante reunir a documentação exigida e verificar os critérios de enquadramento antes de iniciar o processo. Os interessados devem consultar os canais oficiais da Desenvolve MT para conferir a lista atualizada de documentos, as condições de financiamento e as orientações para encaminhar o pedido.

Para mais informações consulte a linha táxi  ou procure em nossos canais de atendimento e WhatsApp no número (65) 3613-7900.

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O que aprendi com Gilberto Kassab em tempos de polarização

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A política brasileira passou por profundas transformações nas últimas décadas. Governos de diferentes orientações, crises institucionais e disputas ideológicas modificaram o cenário nacional. Nesse contexto, a trajetória de Gilberto Kassab permite compreender a importância da liderança, da articulação e do equilíbrio político.

Ao longo de sua atuação no Legislativo, na Prefeitura de São Paulo e em diferentes governos federais, Kassab demonstrou capacidade de compreender os diferentes momentos políticos, preservar o diálogo e manter boas relações institucionais, mesmo diante de divergências.

À frente da Prefeitura de São Paulo, teve a coragem de assumir decisões difíceis, demonstrando que governar também exige enfrentar resistências e assumir responsabilidades.

Ao fundar o PSD, em 2011, demonstrou sua capacidade de articulação ao reunir lideranças de diferentes origens, regiões e pensamentos políticos. O crescimento do partido ao longo dos anos evidencia a importância da organização partidária, da valorização das lideranças regionais e da compreensão das diferentes realidades sociais e econômicas do Brasil.

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Em diferentes conjunturas nacionais, sua atuação esteve associada à busca pelo diálogo e pela governabilidade. Defendeu a possibilidade de construir entendimentos entre forças políticas distintas, reconhecendo que divergir de um governo não significa necessariamente se opor a todas as suas iniciativas.

Em tempos de polarização, sua trajetória nos convida a refletir sobre a importância de respeitar quem pensa diferente, preservar a autonomia de posicionamento e compreender que a política exige capacidade de negociação sem abandonar o interesse público.

Analisando a trajetória de Gilberto Kassab, aprendi que:

1. Equilíbrio não é ausência de posicionamento, mas capacidade de administrar divergências com maturidade.
2. Respeitar quem pensa diferente é fundamental para construir relações políticas duradouras.
3. Ter coragem é enfrentar decisões difíceis, mesmo diante de resistências e desgastes políticos.
4. Liderar exige reconhecer diferentes realidades, compreender suas particularidades e saber agir diante de cada situação.
5. Governabilidade: encerradas as eleições, o compromisso com o funcionamento das instituições deve estar acima das disputas partidárias, sem significar apoio incondicional ao governo eleito democraticamente pela vontade popular.
6. Fortalecer os partidos é construir instituições capazes de ultrapassar interesses individuais e contribuir para a democracia.
7. O verdadeiro sentido da política é compreender que o poder é passageiro, mas a contribuição que deixamos para a sociedade pode permanecer.

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Irajá Lacerda é advogado, ex-presidente da Comissão de Direito Agrário da OAB/MT, ex-presidente da Câmara Setorial Temática de Regularização Fundiária da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, ex-secretário-executivo e ex-ministro interino da Agricultura e Pecuária do Brasil.

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