Sustentabilidade
Algodão fecha em alta em NY com bom desempenho das vendas semanais dos EUA – MAIS SOJA

A Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures) para o algodão fechou com preços mais altos nesta quinta-feira.
Os preços avançaram no dia diante do bom desempenho das exportações semanais norte-americanas. O dólar fraco contra outras moedas, embora tenha avançado contra o real, foi aspecto de suporte às cotações. A queda do petróleo, porém, limitou os avanços.
As vendas líquidas norte-americanas de algodão (upland), referentes à temporada 2026/27, iniciada em 1o de agosto, ficaram em 216.500 fardos na semana encerrada em 22 de outubro. Para a temporada 2027/28, foram mais 38.300 toneladas. As informações são do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).
Os contratos com entrega em dezembro/2026 fecharam o dia a 78,50 centavos de dólar por libra-peso, alta de 0,35 centavo, ou de 0,4%. Março/2027 fechou a 82,25 centavos, ganho de 0,35 centavo, ou de 0,4%.
Fonte: Agência Safras
Sustentabilidade
Dólar em alta sustenta preços da soja no Brasil, apesar de quedas em Chicago

O mercado brasileiro de soja deve encerrar a semana com preços firmes nesta sexta-feira (30), sustentado pela valorização do dólar frente ao real. O movimento cambial tem compensado parte das perdas registradas na Bolsa de Chicago, que acumula cinco sessões consecutivas de queda.
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Segundo a consultoria Safras & Mercado, a expectativa é de manutenção do ritmo observado ao longo da semana, com negociações moderadas e preços sustentados pelo câmbio favorável.
Na quinta-feira (29), as cotações da soja no Brasil registraram predominância de altas, apesar da desvalorização dos contratos futuros em Chicago.
De acordo com o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, a sessão foi marcada pela firmeza das ofertas nos portos e pela maior participação das indústrias esmagadoras nas negociações do mercado interno.
“A alta recente do câmbio tem ajustado o mercado e pressionado as indicações dos compradores a subirem”, afirma Silveira.
Nos portos, os preços oferecidos para entrega imediata apresentaram condições mais favoráveis aos produtores, embora com prazos de pagamento alongados.
No interior, as indústrias esmagadoras também elevaram suas indicações de compra em algumas regiões, buscando garantir o abastecimento até dezembro. Em determinados mercados, os valores oferecidos superaram a paridade de exportação.
Preços da soja sobem até R$ 2 por saca
No mercado físico brasileiro, a quinta-feira foi marcada por valorizações de até R$ 2 por saca de 60 quilos, especialmente nos portos.
Confira as cotações apuradas pela Safras & Mercado:
| Praça | Preço da saca | Variação |
|---|---|---|
| Passo Fundo (Rio Grande do Sul) | R$ 153,00 | +R$ 1,00 |
| Santa Rosa (Rio Grande do Sul) | R$ 154,00 | +R$ 1,00 |
| Cascavel (Paraná) | R$ 149,00 | +R$ 1,00 |
| Rondonópolis (Mato Grosso) | R$ 141,00 | Estável |
| Dourados (Mato Grosso do Sul) | R$ 143,00 | +R$ 1,00 |
| Rio Verde (Goiás) | R$ 141,00 | -R$ 1,00 |
| Porto de Paranaguá (Paraná) | R$ 160,00 | +R$ 1,00 |
| Porto de Rio Grande (Rio Grande do Sul) | R$ 161,00 | +R$ 2,00 |
Valores referentes à quinta-feira (29), segundo a Safras & Mercado.
Entre as praças acompanhadas, o Porto de Rio Grande apresentou a maior valorização, com avanço de R$ 2 por saca.
No interior, a maioria das regiões registrou altas de R$ 1, enquanto Rondonópolis manteve os preços estáveis. A exceção foi Rio Verde, onde houve recuo de R$ 1 por saca.
Soja em Chicago acumula cinco sessões de queda
Na Bolsa de Chicago, os contratos futuros da soja continuam pressionados pelo avanço da colheita nos Estados Unidos, que amplia a disponibilidade da oleaginosa no mercado internacional.
Na manhã desta sexta-feira, o contrato com vencimento em novembro de 2026 registrava queda de 0,18%, cotado a US$ 12,17 e meio por bushel.
Caso as perdas sejam mantidas até o fechamento, a soja completará a terceira semana consecutiva de desvalorização na bolsa norte-americana.
O cenário contrasta com o mercado brasileiro, onde a alta do dólar tem contribuído para sustentar os preços pagos aos produtores.
Dólar sobe e favorece cotações no mercado doméstico
Por volta das 9h23 desta sexta-feira, o dólar comercial registrava valorização de 0,48%, negociado a R$ 5,4132.
A alta da moeda norte-americana aumenta a competitividade da soja brasileira no mercado externo e contribui para elevar os valores de referência em reais, mesmo diante das perdas observadas em Chicago.
Enquanto isso, os prêmios de exportação apresentaram apenas pequenas oscilações na quinta-feira.
Com esse cenário, a expectativa da Safras & Mercado é de que o mercado brasileiro mantenha as cotações firmes no encerramento de outubro, embora a movimentação comercial ainda deva ocorrer sem volumes expressivos.
Sustentabilidade
Plantio do milho se aproxima do final no RS – MAIS SOJA

A semeadura de milho avança em ritmo desigual nas regiões produtoras do Rio Grande do Sul. Enquanto há áreas próximas da conclusão do plantio do cedo, outras ainda estão condicionadas pela elevada umidade do solo, ou serão cultivadas em safrinha. Na média estadual, o índice alcança 80% dos 896.401 hectares previstos para esta Safra 2026/2027. De acordo com o Informativo Conjuntural, divulgado nesta quinta-feira (29/10) pela Emater/RS-Ascar, nas lavouras de milho estabelecidas predomina o estágio de desenvolvimento vegetativo (95%), com 5% das áreas em florescimento. O excesso de precipitações, associado às baixas temperaturas e à reduzida luminosidade, tem retardado o crescimento inicial e comprometido a eficiência da adubação nitrogenada em algumas lavouras, além de provocar falhas de estande e necessidade de replantios pontuais.
Em áreas cultivadas com milho mais adiantadas, prosseguem os tratos culturais, como a adubação nitrogenada de cobertura e o controle de plantas daninhas. O estado fitossanitário está, em geral, satisfatório, embora a umidade elevada favoreça doenças fúngicas e mantenha a necessidade de acompanhamento de cigarrinha-do-milho e de percevejos.
Milho silagem – A semeadura de milho destinado à produção de silagem atinge 60% da área projetada, que é de 369.389 hectares, com implantação mais escalonada em relação ao milho destinado à produção de grãos. As lavouras apresentam boas condições gerais de desenvolvimento, com predomínio do estádio vegetativo. Contudo, as baixas temperaturas limitam o crescimento inicial. Nas áreas entre V4 e V7, avançam os tratos culturais, especialmente a adubação nitrogenada em cobertura. A Emater/RS-Ascar projeta uma produtividade média de 38.392 kg/ha.
Soja – A semeadura de soja alcança 10% da área projetada, que é de 6.645.384 hectares, estando mais avançada na porção Oeste do Rio Grande do Sul. As lavouras estão em emergência e desenvolvimento vegetativo. O avanço do plantio tem sido irregular, condicionado pela elevada umidade do solo, pelas baixas temperaturas e pela reduzida luminosidade, fatores que restringem as janelas de operação e podem comprometer o estabelecimento em áreas encharcadas. Apesar da lentidão inicial dos trabalhos em parte do Estado, as lavouras de soja implantadas apresentam emergência satisfatória e estandes uniformes. A evolução da semeadura ainda depende da ocorrência de condições adequadas de trafegabilidade e umidade do solo. A Emater/RS-Ascar estima uma produtividade de 3.183 kg/ha.
Arroz – A semeadura de arroz irrigado está próxima da metade da área projetada pelo Instituto Riograndense do Arroz (Irga), que é de 861.779 hectares. Há avanço mais expressivo no Sudoeste e implantação mais lenta no Centro do Estado. A recorrência de chuvas e o encharcamento dos solos têm restringido o plantio, provocando atrasos em relação ao calendário de semeadura. Nas áreas já implantadas, as baixas temperaturas e a reduzida luminosidade retardam o desenvolvimento vegetativo, com registros de amarelecimento das plantas e falhas de estande em locais sujeitos a condições hídricas desfavoráveis.
Em parte das lavouras de arroz no Estado, a população de plantas estabelecida está abaixo do ideal, havendo necessidade de replantio. A recuperação dos níveis de água em barragens e mananciais pela recorrência de chuvas favorece a disponibilidade hídrica para a safra, embora a continuidade das operações esteja condicionada à redução da umidade do solo. A produtividade inicial estimada pela Emater/RS-Ascar é de 8.741 kg/ha.
Feijão 1ª safra – A semeadura alcança 40% da área prevista para esta safra, que é de 24.587 hectares, com diferenças regionais relacionadas ao calendário de cultivo. Nas áreas em que predomina a primeira época de semeadura, os trabalhos estão avançados ou próximos da conclusão. Já parte expressiva da área estadual (45%) será implantada mais tardiamente, a partir de janeiro, nos Campos de Cima da Serra, onde se concentra o cultivo de safra única. A Emater/RS-Ascar projeta uma produtividade inicial de 1.759 kg/ha.
CULTURAS DE INVERNO
Trigo – A colheita do trigo alcança 34% da área cultivada nesta safra, que totaliza 763.121 hectares, sendo que 44% das lavouras estão maduras, aptas à operação. O andamento dos trabalhos foi condicionado pela recorrência de chuvas, pela elevada umidade do solo e pela baixa disponibilidade de radiação solar, fatores que dificultam a entrada de máquinas e prejudicam o enchimento dos grãos e a qualidade comercial do produto a ser colhido.
Os resultados obtidos indicam ampla variabilidade de produtividade, parte desfavoráveis em relação à projeção inicial, que aponta 2.833 kg/ha. Porém, em algumas regiões, há variação positiva. Nas de pior resultado, ocorre redução do peso hectolitro (PH), grãos ardidos, germinados e danificados, limitando a classificação comercial. As perdas de rendimento são mais expressivas em algumas áreas, em decorrência da combinação de adversidades climáticas ao longo do ciclo, como geadas, granizo e vendavais. Nas lavouras ainda não colhidas, a evolução das condições meteorológicas segue determinante para a conclusão da safra e para a preservação da qualidade dos grãos.
Aveia-branca – A colheita de aveia-branca avançou para 51% da área cultivada, e 39% estão em maturação. O padrão produtivo e a qualidade dos grãos continuam variáveis em função da época de semeadura, do nível de manejo e das condições climáticas. As lavouras semeadas no período recomendado, conduzidas de forma adequada e sem danos por vento e granizo ou excesso de chuvas, apresentam resultados satisfatórios. Contudo, há cultivos com desempenho inferior, perdas de produtividade e dificuldades de comercialização. Em algumas localidades, as áreas de baixo potencial produtivo estão sendo destinadas à cobertura do solo.
Canola – A colheita de canola atinge 65% da área cultivada, estimada em 353.397 hectares. Estão 31% das lavouras em maturação. O avanço da colheita foi interrompido nos períodos de chuvas, sobretudo nas áreas com maior concentração de lavouras maduras. A produtividade média projetada é de 1.619 kg/ha, mas apresenta grande variabilidade devido às condições climáticas ao longo do ciclo e à época de semeadura. Em algumas regiões, as lavouras implantadas mais tardiamente apresentam produtividade superior às precoces, refletindo o efeito do excesso hídrico e à restrição de radiação solar nos estádios reprodutivos iniciais.
A sequência de dias com baixa radiação solar e elevada umidade atmosférica retardou a secagem natural das plantas, forçando a intensificação da dessecação química para uniformizar a maturação e viabilizar a entrada das colhedoras. Muitos produtores optam por antecipar a colheita da canola, mesmo com a umidade dos grãos acima do ideal, exigindo cuidados específicos nas operações de secagem e armazenagem para a conservação da produção.
Carinata – A colheita da carinata chega a 20% da área cultivada, que é de 14.564 hectares, estando 75% das lavouras em maturação. O andamento das operações segue condicionado à elevada umidade da massa de grãos e à recorrência de chuvas, que dificultam a entrada das colhedoras e a uniformização da maturação. A Emater/RS-Ascar estima uma produtividade média de 1.572 kg/ha. Com 50% das lavouras colhidas e com 50% em maturação, a carinata na região de Frederico Westphalen alcança uma produtividade média um pouco acima de 1.000 kg/ha. Na região de Pelotas, 50% das lavouras estão em enchimento de grãos e 50% em maturação. A colheita ainda não se iniciou. O estande de plantas é considerado bom, mas o porte das plantas está menor, o que deverá interferir na produtividade.
Cevada – Estão 35% das lavouras de cevada em enchimento de grãos, 40% em maturação e 10% colhidas. Os 15% restantes se encontram nas fases vegetativa e de florescimento. Os resultados nas áreas colhidas evidenciam as dificuldades de enquadramento de grande parte da produção aos padrões exigidos pela indústria de malteação. Entre os principais problemas relatados estão a germinação abaixo do desejado e o teor elevado de micotoxinas, que limitam o aproveitamento industrial dos lotes. Quase a totalidade da produção colhida está sendo destinada à alimentação animal. A área projetada de cultivo no Estado totaliza 21.591 hectares. A estimativa atual de produtividade é de 3.114 kg/ha.
FRUTÍCOLAS
Figo – Na região de Pelotas, o período é de desenvolvimento vegetativo, e as plantas apresentam adequada brotação. A elevada umidade relativa do ar e a reduzida insolação têm favorecido a incidência de doenças fúngicas, em especial antracnose. Os produtores realizam tratamentos fitossanitários preventivos contra as doenças.
Manga – Na região de Santa Rosa, os pomares estão em desenvolvimento e frutificação, mas há baixa carga de frutos nas plantas devido às condições climáticas durante a fase de floração. As frequentes precipitações e a elevada umidade relativa do ar comprometeram o processo de polinização e fecundação das flores, resultando em menor pegamento de frutos e na redução do potencial produtivo da safra.
Melancia – Na região de Santa Maria, em São Francisco de Assis, a intenção de plantio apontava 500 hectares, e a área implantada até o momento é de 450 hectares. Algumas lavouras começam a entrar na fase reprodutiva, e os produtores intensificam as adubações de cobertura com nitrogênio e potássio, além das aplicações foliares com cálcio e boro. O tempo úmido também leva os produtores a se atentarem para as aplicações preventivas de fungicidas.
Pêssego – Na região de Caxias do Sul, em Pinto Bandeira, nas áreas de menor altitude, próximas ao rio, prossegue a colheita das cultivares precoces BRS Kampai e PS 25399. Nessas localidades, a ocorrência frequente de neblina, associada à redução da incidência de radiação solar e à elevada umidade, tem contribuído para a variabilidade no calibre e na coloração dos frutos. As cultivares de ciclo médio, como Chimarrita e BRS Fascínio, encontram-se em fase de crescimento. Já os pomares situados nas áreas de menor altitude estão próximos ao ponto de colheita. A cultivar PS 10711, de ciclo tardio, está em fase de crescimento dos frutos após a realização do raleio, e as cultivares Eragil e Barbosa, em fase de raleio. Em relação aos tratos culturais e fitossanitários, prossegue a aplicação de fertilizantes em cobertura após o raleio e a realização da poda verde, visando melhorar a exposição dos frutos à radiação solar e favorecer o arejamento no interior da copa. Segue a realização de tratamentos fitossanitários para o manejo da doença podridão-parda e de bacteriose.
Fonte: Emater/RS
Sustentabilidade
Deral projeta safra de soja 2026/27 do Paraná em 22,748 milhões de toneladas, alta de 4% – MAIS SOJA

O Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná, estimou, em seu relatório mensal de outubro, que a produção da safra de soja 2026/27 no Paraná deve atingir 22,7484 milhões de toneladas, crescimento de 4% em relação às 21,8016 milhões de toneladas projetadas para 2025/26.
A área plantada foi estimada em 5,7433 milhões de hectares, praticamente estável frente aos 5,7344 milhões de hectares de 2025/26. A produtividade média é projetada em 3.961 quilos por hectare, acima dos 3.802 quilos por hectare estimados para a temporada 2025/26.
Autor/Fonte: Luciana Abdur – luciana.abdur@safras.com.br (Agência Safras)
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