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30 de outubro de 2026

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PF diz que 21 pessoas participaram de esquema de R$ 75,8 milhões no TCE-MT

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Todos estão nomeados em postos de comando ou controle financeiro e de pessoas, com participação de cinco conselheiros de Contas

A Polícia Federal identificou 21 pessoas articuladas no suposto esquema de desvio e lavagem de dinheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT). Eles estavam em cargos de comando e teriam usado seus postos para controlar as ações do grupo. 

O caso é investigado na Operação Tomada de Contas deflagrada nessa quinta-feira (29). O presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo de Almeida, é apontado como o principal ponto do esquema, com a coordenação de operadores financeiros. 

A quantia movimentada e identificada, entre janeiro e outubro de 2025, chega a R$ 75,8 milhões. Além de Sérgio Ricardo, outros quatro conselheiros participariam do esquema – Alisson Alencar, José Carlos Novelli, Guilherme Maluf e conselheiro aposentado Valter Albano, que não compõe o pleno do tribunal, mas é membro da Comissão de Fiscalização. 

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A Polícia Federal aponta que das 21 pessoas investigadas, cinco eram conselheiros e 16 estavam em postos de comando. Grhegory Paiva Pires Moreira Maia é o consultor jurídico geral cedido pela Assembleia Legislativa ao TCE. Ele teria recebido R$ 32 milhões no esquema. 

Gustavo Fernandes da Silva, assistente jurídico, subordinado a Grhegory Paiva, teria recebido R$ 15,8 milhões. Felipe José Glinke é assessor jurídico da presidência do TCE, e sua parte no esquema teria sido de R$ 9,9 milhões. 

Roseli Loss, secretária executiva, é apontada como função principal na movimentação financeira, com saque de dinheiro de supostas propinas, e é apontada como pessoa de confiança do presidente Sérgio Ricardo. Ela é seria a procuradora bancária de Sérgio Ricardo e sacava dinheiro, em quantias de R$ 200 mil, desde 2024. 

Adriangelo Barros Antunes, assessor do presidente, seria o responsável pelo transporte do dinheiro sacado. Ele teria recebido R$ 2,2 milhões por participação no suposto esquema. 

Maurício Marques Junior, secretário executivo do orçamento do TCE-MT teria participação no fluxo do dinheiro investigado. Ele seria um dos responsáveis por apontar para o dinheiro do esquema ia e por onde voltava. O valor que entrou em sua própria conta teria sido de R$ 1,7 milhão. 

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Edson Luiz Ribeiro de Oliveira é coordenador de execução orçamentária, responsável por emitir ordens bancárias. Ele citado como o destinatário de R$ 2,1 milhões. O auditor público externo Carlos Alexandre Pereira teria recebido R$ 958 mil.  

Eneias Viegas da Silva, técnico de controle público externo e secretário executivo de gestão de pessoas, teria recebido R$ 2,8 milhões. Adjair Roque de Arruda, secretário executivo de planejamento, recebeu nas contas R$ 1,5 milhão. Carlos Felipe de Oliveira Almeida, assistente técnico financeiro, teria recebido R$ 673 mil.

Gabinetes de conselheiros 

A Polícia Federal cita funcionários públicos responsáveis pelas comissões presididas por conselheiros investigados na operação que também teriam participado do esquema. Olavo Lage Filho, secretário executivo de comissão comandada por José Carlos Novelli, teria recebido R$ 888 mil. 

Além dele, Jocimauro Bento do Carmo, técnico de controle externo da mesma comissão permanente, teria recebido R$ 3 milhões. VItor Turri Romano fora chefe de gabinete da comissão de Novelli, e teria recebido R$ 1 milhão. 

Márcio Antônio Silvério é assessor técnico jurídico e casado com uma prima de José Novelli. Segundo a PF, ele teria recebido parcelas fixas de R$ 11 mil e que mais tarde começou a variar entre R$ 100 mil e R$ 120 mil. 

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A investigação também cita Carlos Romeu Rodrigues Medeiros como participantes do suposto esquema. Ele primeiro foi consultor técnico jurídico no gabinete do então conselheiro Valter Albano e depois no de Alisson Alencar. A quantia que teria sido repassada a ele, no esquema, seria de R$ 2,3 milhões. 

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Venda de alimentos cresce até 400% após fim das bets I MT

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Mato Grosso registraram crescimento de até 400% em alguns estabelecimentos após a proibição das apostas on-line, conhecidas como bets, constata a Associação de Supermercados de Mato Grosso (Asmat). O aumento varia conforme o estabelecimento e o produto, com registros de incrementos a partir de 2,5%, pontua o presidente da Asmat, Alessandro Morbeck. O dirigente ressalta que os percentuais mais elevados também podem estar associados a lojas novas que ainda não possuem um volume de vendas estabilizado.

“Realmente aumentou o consumo de alimentos mais básicos porque o pessoal está com mais dinheiro disponível e acaba sempre priorizando, felizmente, a alimentação para a família”, afirma Morbeck.

A percepção do setor em Mato Grosso acompanha o desempenho nacional do varejo alimentar. Levantamento da Associação Brasileira de Supermercados (Abras) aponta alta de 6,5% nas vendas entre 5 e 11 de outubro de 2026, em comparação com o mesmo período do ano anterior.

Na semana seguinte, de 12 a 18 de outubro, o crescimento foi de 6,3% na mesma base de comparação. As duas semanas analisadas são posteriores à publicação da Medida Provisória (MP) nº 1.394/2026, em 25 de setembro, que proibiu as bets no país e determinou a devolução dos saldos aos apostadores.

Para a Abras, a mudança contribui para ampliar o consumo das famílias, especialmente de produtos essenciais. Segundo a entidade, houve crescimento nas compras de itens como arroz, óleo, macarrão e café. O avanço foi observado em diferentes formatos do varejo alimentar, incluindo supermercados, atacarejos e mercearias. Na 1ª semana analisada, o Centro-Oeste registrou alta de 3,6% nas vendas, abaixo da média nacional de 6,5%.

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O maior crescimento foi observado nas regiões Sul e Sudeste, ambas com 10,6%, com destaque para estados como Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro e São Paulo (5,6%). No Nordeste o avanço foi de 6,5%. Na semana de 12 a 18 de outubro, o Centro-Oeste apresentou crescimento de 3,5%, abaixo do resultado nacional (6,3%). A região Sul liderou (9%). A Abras também relaciona o comportamento do consumo a dados do Banco Central (BC) que indicam redução nas transações realizadas por PIX após a proibição das apostas.

De acordo com a Abras, a queda chegou a 10% e, posteriormente, passou a 7%.

 

DEBATE

Supremo Tribunal Federal (STF) realizará audiência pública na próxima terça-feira, 3 de novembro, para discutir a MP que proibiu as bets no Brasil. Convocado pelo ministro Luiz Fux, o encontro reunirá 28 entidades, incluindo clubes de futebol, órgãos públicos e representantes do setor. A discussão integra ação que questiona a constitucionalidade da medida.

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Colisão frontal entre caminhão e picape mata duas pessoas na BR-163 I MT

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Duas pessoas morreram em um grave acidente envolvendo um caminhão Mercedes-Benz 1620 e uma Fiat Strada, na manhã desta sexta-feira (30), no km 847 da BR-163, em Sinop (500 km ao norte de Cuiabá). Com o impacto da batida, a picape capotou e parou no canteiro central da rodovia.

A Nova Rota do Oeste foi acionada às 5h51 para atender à ocorrência. Equipes de resgate da concessionária e do Corpo de Bombeiros estiveram no local e constataram a morte das duas vítimas que estavam na Fiat Strada.

O caminhão era ocupado apenas pelo motorista, que não sofreu ferimentos e recusou encaminhamento médico. Devido ao acidente, o tráfego na pista sul precisou ser desviado para a pista nova, enquanto o fluxo na pista norte seguiu normalmente.

As circunstâncias da colisão deverão ser apuradas.

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Garimpo ilegal é fechado em distrito de Nossa Senhora do Livramento I MT

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Um garimpo ilegal foi fechado pela Polícia Militar nesta quinta-feira (29), no distrito de Ribeirão dos Cocais, em Nossa Senhora do Livramento, a 40 km de Cuiabá.

Segundo a polícia, a equipe encontrou a atividade em funcionamento dentro de uma Área de Preservação Permanente (APP), com sinais de retirada de vegetação nativa, escavações, movimentação de solo e degradação ambiental.

Com a chegada dos policiais, várias pessoas que trabalhavam no local fugiram e não foram encontradas. Um operador de escavadeira hidráulica foi abordado e encaminhado ao Centro Integrado de Segurança Pública (CISC) do Parque do Lago, em Várzea Grande.

Durante a fiscalização, os policiais também encontraram outros seis equipamentos usados na atividade. O operador não soube informar quem era o responsável pela exploração mineral e não apresentou licenças ambientais ou autorizações para o funcionamento do garimpo.

Segundo a PM, foram identificados indícios de crimes ambientais relacionados à intervenção em área de preservação permanente, à extração mineral sem autorização e ao funcionamento de atividade potencialmente poluidora sem licença ambiental.

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Dois motores estacionários foram inutilizados no local, pois não havia condições de removê-los imediatamente. Já a escavadeira hidráulica foi apreendida e levada ao pátio da Secretaria de Estado de Meio Ambiente de Mato Grosso (Sema-MT).

A fiscalização também resultou na aplicação de uma multa administrativa de R$ 18 mil. Foram registrados autos de inspeção, apreensão, destruição e infração, além de um boletim de ocorrência.

A atividade foi paralisada, e a área poderá ser submetida a medidas administrativas de embargo, conforme a legislação ambiental.

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