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3 de novembro de 2026

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Assembleia Legislativa nega supostos pagamentos paralelos ao TCE-MT via emendas

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ALMT disse em nota que informação citada pela Polícia Federal no inquérito da Operação Tomada de Contas foi para corrigir a estimativa de arrecadação

A presidência da Assembleia Legislativa negou pagamentos paralelos ao Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT). A Assembleia informou que a emenda citada pela Polícia Federal no inquérito da Operação Tomada de Contas está prevista em lei e foi usada de acordo com as regras constitucionais. 

“A emenda mencionada no inquérito envolvendo o Tribunal de Contas é, na verdade, uma emenda legislativa, instrumento utilizado durante a tramitação de matérias na Assembleia Legislativa, como projetos de lei e propostas e emendas à Constituição e à Lei Orçamentária Anual (LOA)”, diz em nota. 

Ainda de acordo com a instituição, no caso da emenda citada, ela foi aplicada à LOA “com objetivo de corrigir diferenças entre a previsão de arrecadação do governo do Estado e a receita efetivamente arrecadada”. 

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Segundo a Polícia Federal, a Assembleia enviou R$ 112,3 milhões via emendas de lideranças partidárias para o TCE-MT em 2025 e 2026. Cerca de R$ 72,2 milhões teriam sido direcionados para despesas. 

Os dados são citados no âmbito da Operação Tomada de Contas deflagrada na quinta-feira (29) e atingiu a cúpula do TCE-MT por suspeita de desvio de dinheiro público em suposto esquema de pagamento a agências de publicidade. 

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Os Intelectuais do “Exército de Janones”

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O chamado “exército de Janones” foi uma grande mobilização digital que reuniu cerca de dez milhões de pessoas em um canal do WhatsApp, organizado pelo deputado federal André Janones (Avante-MG). Durante o segundo turno das eleições presidenciais, esse grupo ganhou a adesão voluntária de vários artistas e intelectuais.

O objetivo principal era espalhar informações em massa — muitas delas falsas — para rebater a propaganda do candidato opositor, Flávio Bolsonaro. “Bolsonaro vai reduzir o valor das aposentadorias dos velhinhos” foi uma das fake news identificadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na época.

Diante disso, fica a pergunta: como podemos entender o envolvimento de cientistas, professores de universidades federais e artistas consagrados na distribuição deliberada de notícias falsas? Isso não seria o oposto do que esperamos de um intelectual? Infelizmente, a ciência mostra que não.

O mito do intelectual neutro

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Para entender esse fenômeno, precisamos quebrar a imagem romântica que temos dos intelectuais. Muitas vezes, eles são vistos como pessoas iluminadas que pensam apenas no bem comum, acima das brigas políticas do dia a dia. Lembro-me de um estudante universitário que, ao saber que seu professor defendia um candidato, disparou: “Se ele apoia, é porque sabe o que é melhor para todos”.

Mas o sociobiólogo Richard Alexander desconstrói totalmente essa ideia. Para ele, a classe intelectual — o que inclui acadêmicos, filósofos e criadores de ideologias — não produz conhecimento por puro altruísmo. Na verdade, eles frequentemente criam ferramentas de manipulação social e justificativas morais que servem aos interesses de seus próprios grupos políticos.

Para que um grupo político ou uma nação dispute com seus rivais, ele precisa de mitos, regras morais rígidas e ideologias que unam seus membros internamente. Os intelectuais são os arquitetos desses sistemas.

Ideologias como armas

Alexander argumenta que as ideologias criadas por intelectuais funcionam como “armas abstratas”. Assim como um exército desenvolve tecnologia militar física, os grupos políticos usam seus pensadores para criar narrativas morais. Essas histórias servem para justificar ataques, defesas ou a exploração do lado adversário.

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O papel do intelectual, muitas vezes, é disfarçar o interesse do seu próprio grupo sob o manto do “bem universal” ou da “verdade absoluta”. Isso torna a manipulação muito mais aceitável e eficaz. Longe de estarem isentos das pressões da sobrevivência e da disputa, eles são operadores-chave para que seus grupos vençam a guerra pelo poder.

O perigo para a democracia

Em um artigo anterior, analisei o livro O que os Americanos Sabem Sobre Política e Por Que Isso Importa, de Michael Delli Carpini e Scott Keeter. Os autores mostram que a informação factual — o fato, sem distorções — é um requisito obrigatório para a democracia funcionar. Quando o conhecimento é distribuído de forma desigual, a igualdade política morre.

Conhecer os fatos não é um luxo. É o instrumento que permite ao cidadão entender seus próprios direitos, votar consciente e não ser passado para trás. Pessoas desinformadas tornam-se alvos fáceis de manipulação.

Delli Carpini e Keeter apontam que as parcelas mais pobres e vulneráveis da população são justamente as que têm menos recursos para verificar informações. Provavelmente, foi essa a fatia do povo mais atingida pelo “exército de Janones” e, consequentemente, a mais prejudicada na hora de defender seus próprios interesses.

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Como bem alertou Alexander, o papel dosintelectuais frequentemente envolve mascarar o interesse do seu grupo sob o manto da “verdade”. E você aí, achando que eles estavam acima dessas disputas, não é?

André L. Ribeiro-Lacerda, psicólogo social, professor da UFMT, campus Várzea Grande.

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Gefron e PRF apreendem 130 kg de cocaína em Glória D’Oeste

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Operação resultou em uma prisão e gerou um prejuízo estimado em R$ 3,2 milhões às facções criminosas

Uma operação conjunta entre o Grupo Especial de Fronteira (Gefron) e a Polícia Rodoviária Federal (PRF), realizada no município de Glória D’Oeste (a 130 km de Cuiabá), nesse domingo (1°.11), resultou na prisão de um suspeito e na apreensão de 130 kg de cloridrato de cocaína (a forma mais pura desse entorpecente).

A droga estava dividida em 120 tabletes, escondidos em diferentes compartimentos de um Jeep Cherokee. A apreensão dos entorpecentes e do veículo gerou um prejuízo de R$ 3,2 milhões às fações criminosas.

Aos policiais, o motorista preso relatou que receberia R$ 5 mil para levar a droga até São Paulo, mas não informou a origem da droga. O suspeito, o carro e os entorpecentes foram entregues da Delegacia Especializada de Fronteira (Defron), da Polícia Civil.

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Fiscalização na fronteira

Sob gestão da Secretaria de Segurança Pública, o Gefron atua há 24 anos na prevenção e combate ao tráfico de drogas, roubos, sequestros e outras modalidades de crimes nos municípios fronteiriços e do entorno da fronteira do Brasil do a Bolívia.

Entre janeiro e setembro deste ano, a equipe especializada apreendeu 26,3 toneladas de drogas no Estado, volume 22% maior do que toda a apreensão registrada nos 12 meses de 2025. Somente em 2026, o Gefron também levou à prisão 324 suspeitos, em 199 ocorrências. Ao todo, o prejuízo estimado às facções foi calculado em R$ 371 milhões.

Para contribuir com as ações do Gefron, a população pode denunciar de forma anônima pelos telefones: 0800 646 1402 e (65) 99668-7655, este último por ligação e mensagem de Whatsapp. Também está disponível o telefone 181 (Disque Extorsão), focado em ações de facções criminosas, com garantia de sigilo do denunciante.

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Polícia Civil de MT realiza mais de 430 operações entre janeiro e outubro deste ano

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Os dados demonstram resultados expressivos no combate às facções criminosas em MT

A Polícia Civil de Mato Grosso apresentou, entre janeiro e outubro deste ano, resultados expressivos no combate à criminalidade em todo o Estado, refletindo a eficiência do trabalho investigativo da instituição. Neste período, foram realizadas 434 operações policiais, com uma média de 43 ações por mês, que resultaram na prisão de 1.314 pessoas suspeitas de envolvimento em crimes.

O interior do estado concentrou, até o momento, o maior volume de operações, com 253 ações deflagradas pelas Delegacias Regionais. As unidades da Diretoria de Atividades Especiais realizaram outras 119 operações, enquanto as equipes da Diretoria Metropolitana foram responsáveis por 61 operações. O desempenho reflete o fortalecimento da atividade investigativa, do planejamento operacional e da integração entre as unidades.

As ações também contaram com apoio da Diretoria de Inteligência e dos Núcleos de Inteligência das unidades policiais de todo o Estado, com objetivo combater crimes relacionados a facções criminosas, tráfico de drogas, lavagem de dinheiro, estelionato, roubos, furtos, corrupção e crimes fazendários, ambientais, entre outras modalidades delitivas.

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Entre janeiro e outubro, a Polícia Civil também cumpriu 7.619 mandados de prisão e realizou cerca de 22 mil prisões em flagrante em Mato Grosso.

A delegada-geral da Polícia Civil, Daniela Maidel, ressalta que a operação é resultado de um trabalho complexo, qualificado e estruturado, que começa muito antes de sua deflagração, envolvendo coleta de informações, análise de dados, produção de provas e planejamento estratégico.

“O planejamento técnico é fundamental para que uma operação seja desencadeada de forma coordenada e eficiente, garantindo que as equipes atuem de maneira integrada e que os objetivos estabelecidos em cada investigação sejam alcançados”, afirma.

Os resultados também foram impulsionados pelo reforço e crescimento contínuo do efetivo da instituição. Em abril deste ano, a Polícia Civil recebeu 124 novos servidores, sendo 55 investigadores e 69 escrivães. Este também foi o mês que registrou o maior pico de operações no ano, com 60 ações deflagradas em todo Estado. Entre 2019 e 2025, a Polícia Civil nomeou outros 381 novos servidores.

Desde o início do ano a instituição realiza a Operação Pharus, um planejamento estratégico da Polícia Civil no âmbito do programa Tolerância Zero, do Governo do Estado, direcionado ao combate às facções criminosas em Mato Grosso.

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A denominação “Pharus” é derivada do latim e significa “farol”, uma estrutura que remete à emissão constante de luz e ao direcionamento na escuridão. A escolha dessa nomenclatura visa representar simbolicamente a presença e a firmeza do Estado na identificação e na repressão às facções criminosas.

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