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3 de novembro de 2026

Business

IBGE inicia censo experimental do 12º Censo Agropecuário

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Começa nesta terça-feira (3) o Censo Experimental do 12º Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola, etapa de testes do levantamento nacional previsto para 2027. A operação será realizada até 4 de dezembro em áreas selecionadas para representar diferentes realidades do território brasileiro. O objetivo é avaliar, em condições reais, os procedimentos que serão adotados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na pesquisa nacional.

Em Rio Claro, no interior de São Paulo, a coleta regular foi dimensionada para cerca de 1.258 estabelecimentos agropecuários. A operação conta com 24 recenseadores, supervisores e um centro local de controle.

Em Mato Grosso, os trabalhos serão realizados em Barra do Bugres e Tangará da Serra, com alcance de aproximadamente 1.052 estabelecimentos agropecuários. Nesses municípios, a coleta regular será combinada com ações voltadas aos Povos e Comunidades Tradicionais (PCT), incluindo a Terra Indígena Umutina e a Terra Indígena Filgueiras.

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No Maranhão, o censo experimental será conduzido em Cururupu e Mirinzal, com foco em áreas de povos e comunidades tradicionais. A operação contempla a Reserva Extrativista de Cururupu e o Território Quilombola Santa Tereza.

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Segundo o IBGE, as informações obtidas ao longo do teste serão usadas no aperfeiçoamento dos instrumentos e procedimentos previstos para o 12º Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola de 2027. Entre os pontos em avaliação estão sistemas tecnológicos, logística de campo, treinamento das equipes e metodologias de coleta.

As ações do censo experimental foram apresentadas em coletiva pública realizada pelo IBGE no Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), em Brasília (DF), com participação de representantes do governo federal, de instituições de pesquisa e da equipe técnica responsável pela operação. O evento foi transmitido ao vivo pelo IBGE Digital.

O censo experimental marca a fase final de testes antes da operação nacional prevista para 2027 e reúne coleta de campo, estrutura operacional e metodologias que serão aplicadas no levantamento agropecuário em todo o país.

Fonte: agenciadenoticias.ibge.gov.br

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Preço do milho volta a subir no Brasil com dólar em alta e vendedores retraídos

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Os preços do milho voltaram a subir no mercado brasileiro, impulsionados pela valorização do dólar frente ao real e pelo avanço das cotações nos portos. Segundo levantamento divulgado nesta terça-feira (3) pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, a menor disposição de parte dos vendedores em negociar também contribuiu para a recuperação dos valores.

Apesar da valorização, o ritmo de comercialização continua lento. De acordo com pesquisadores do Cepea, compradores têm adquirido apenas volumes pontuais, conforme as necessidades imediatas de abastecimento, enquanto aguardam oportunidades de compra a preços mais atrativos.

Reforma tributária aumenta cautela dos vendedores

Do lado da oferta, as incertezas relacionadas à reforma tributária têm influenciado as decisões de comercialização.

Segundo o Cepea, parte dos vendedores acompanha os possíveis efeitos das mudanças tributárias e adota uma postura mais cautelosa nas negociações.

Essa retração, combinada ao dólar mais elevado e à valorização do milho nos portos, contribui para sustentar as cotações domésticas, mesmo diante da baixa liquidez.

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Compradores aguardam melhores oportunidades

Enquanto os vendedores demonstram menor interesse em negociar, os compradores seguem concentrados em operações pontuais, suficientes para atender às necessidades de abastecimento no curto prazo.

A expectativa de encontrar condições mais favoráveis mantém a demanda retraída e limita o volume de negócios.

Dessa forma, o mercado brasileiro de milho apresenta um cenário de recuperação dos preços, mas sem uma retomada consistente do ritmo de comercialização, conforme aponta o levantamento do Cepea.

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Indústria processa mais de 10 milhões de toneladas de soja em MT e bate recorde

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Mato Grosso ampliou o volume de soja transformado pela indústria em 2026 e ultrapassou, pela primeira vez, a marca de 10 milhões de toneladas processadas nos nove primeiros meses do ano. Entre janeiro e setembro, o esmagamento chegou a 10,42 milhões de toneladas, resultado 4,74% superior ao registrado no mesmo intervalo de 2025 e o maior da série histórica acompanhada pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).

O avanço mostra como a expansão da produção agrícola vem sendo acompanhada pelo processamento industrial dentro do estado. A maior oferta de matéria-prima, resultado das safras recentes, permite às empresas manter um volume elevado de operações e aproveitar melhor a estrutura instalada.

Esse movimento também está relacionado à eficiência das unidades industriais. Com maior utilização da capacidade de processamento, as indústrias conseguem ampliar o volume de soja recebido e transformado, mesmo diante de oscilações pontuais na atividade.

A coordenadora de inteligência econômica do Imea, Laysa Avalos, relaciona o desempenho justamente à combinação desses fatores. “A maior disponibilidade de soja permite que as indústrias mantenham volumes elevados de atividade, enquanto o uso mais eficiente da capacidade instalada favorece o avanço do processamento”.

A expectativa é que essa expansão se reflita também no resultado anual. A projeção do instituto é de que o esmagamento alcance 13,66 milhões de toneladas em 2026, crescimento estimado em 5% sobre o ano passado. Se confirmado, o volume representará um novo recorde para a atividade no estado.

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Paradas industriais afetam resultado mensal

O crescimento no acumulado contrasta com o resultado de setembro, quando o processamento somou 1,01 milhão de toneladas. O volume ficou 12,80% abaixo do registrado em agosto, em razão das paradas anuais programadas pelas indústrias para manutenção das unidades. A redução mensal, portanto, não representa uma mudança na trajetória observada ao longo do ano.

Mais do que ampliar o volume de soja industrializado, o processamento permite que Mato Grosso obtenha outros produtos a partir do grão. O esmagamento resulta principalmente em óleo e farelo, destinados a mercados distintos e com aplicações importantes dentro e fora do agronegócio.

O óleo é utilizado na alimentação humana e na produção de biodiesel. Já o farelo tem como principal destino a fabricação de rações para aves, suínos, bovinos e outros animais, estabelecendo uma ligação direta entre a indústria de soja e a cadeia de produção de proteína animal.

De acordo com a especialista do Imea, a expansão dessa atividade representa uma oportunidade de ampliar o valor gerado pela produção agrícola no próprio estado. “O avanço do esmagamento demonstra o potencial de Mato Grosso para transformar parte da produção agrícola em produtos industrializados no próprio território. Esse processo amplia as possibilidades de agregação de valor à soja e contribui para fortalecer a cadeia produtiva estadual”.

A movimentação também alcança outros segmentos, como logística e prestação de serviços, além de contribuir para a geração de empregos e renda. Assim, o aumento do esmagamento amplia os efeitos econômicos da cadeia da soja para além da produção de grãos.

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Plantio da soja beira os 90% em Mato Grosso

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A semeadura da soja em Mato Grosso alcançou 89,05% da área prevista para a safra 2026/27 na última semana e caminha para a reta final. O Médio-Norte do estado atingiu 99,71%, podendo os trabalhos já serem considerados concluídos, de acordo com o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).

O ritmo na atual temporada é considerado favorável para as culturas de segunda safra, mais precisamente o milho e o algodão. Na variação semanal o avanço foi de 13,24 pontos percentuais, enquanto no comparativo com o ciclo 2025/26 a atual safra está 12,92 pontos percentuais à frente.

A média das últimas cinco safras para o período é de 78,47%.

Apesar do avanço dos trabalhos em outubro considerarem uma melhora das condições para a realização da semeadura, após um início de temporada com irregularidades das chuvas, a analista de soja do Imea Milena Bezerra pontua que as condições climáticas devem continuar no radar dos produtores mato-grossenses.

“Vale ressaltar que a safra ocorre sob a influência do El Niño, reforçando a importância do acompanhamento das condições climáticas durante o desenvolvimento das lavouras”, frisa a especialista.

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O Médio-Norte é o mais adiantado no cultivo da soja. Logo atrás surgem o Oeste com 93,90% e o Norte com 93,87%. Conforme o Imea, Centro-Sul, Noroeste, Sudeste e Nordeste já semearam 88,60%, 81,65%, 81,38% e 80,09% de suas respectivas áreas.


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