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Major da PM é preso em Cuiabá com anabolizantes, Mounjaro e eletrônicos do Paraguai

Militar foi flagrado pela Polícia Rodoviária Federal transportando medicamentos e mercadorias irregulares; Polícia Federal investigará o caso
Um major da Polícia Militar de Mato Grosso foi preso em flagrante pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), nesta terça-feira (3), após ser encontrado transportando medicamentos e mercadorias importadas irregularmente do Paraguai. A abordagem aconteceu em Cuiabá.
O oficial, identificado pelas iniciais P.H.G., levava uma carga que incluía anabolizantes, hormônios masculinos, canetas de Mounjaro e outros medicamentos utilizados no tratamento de diabetes e no emagrecimento.
Além dos produtos farmacêuticos, os policiais rodoviários federais encontraram equipamentos eletrônicos e outras mercadorias provenientes do país vizinho.
Todo o material foi apreendido, e o militar acabou detido. Até o momento, não foram divulgadas informações sobre o destino da carga ou se os produtos seriam comercializados.
PM abre investigação contra major
Após a prisão, a Polícia Militar informou que a Corregedoria-Geral instaurou uma sindicância para investigar a conduta do oficial.
A apuração administrativa será conduzida pela própria corporação, enquanto a Polícia Federal ficará responsável pela investigação criminal.
Em nota, a PM confirmou que o militar foi detido por suspeita de contrabando e descaminho e informou que ele aguarda audiência de custódia.
“A Polícia Militar de Mato Grosso informa que a Corregedoria-Geral abriu sindicância em desfavor de um militar detido por contrabando e descaminho pela Polícia Rodoviária Federal, nesta terça-feira (3), em Cuiabá”, declarou a instituição.
A corporação também afirmou que não admite a prática de crimes por seus integrantes.
“A PMMT ressalta que não coaduna com nenhum tipo de crime cometido por parte de seus integrantes”, acrescentou.
O major permanece à disposição das autoridades enquanto são realizados os procedimentos legais. A Polícia Militar não detalhou eventuais punições administrativas, que dependerão do resultado das apurações.
O caso seguirá sob investigação da Polícia Federal.
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Sine-MT oferta 2.131 vagas de emprego em Mato Grosso nesta semana

Oportunidades contemplam Cuiabá, Várzea Grande e mais dez municípios; 179 postos são exclusivos para PCDs
O Sistema Nacional de Emprego de Mato Grosso (Sine-MT) disponibiliza 2.131 vagas de trabalho nesta semana em diferentes municípios do Estado. As oportunidades abrangem diversas áreas de atuação e níveis de qualificação profissional. Entre as funções ofertadas estão auxiliar de linha de produção, operador de processo de produção, trabalhador da avicultura de postura, auxiliar de limpeza, vendedor e motorista.
Em Cuiabá e Várzea Grande, são ofertadas 281 vagas para o público em geral. Entre os destaques estão 97 oportunidades para auxiliar de linha de produção, 10 para auxiliar de estoque, nove para ajudante de carga e descarga de mercadorias, nove para motorista entregador, nove para vendedor interno e oito para auxiliar de limpeza. Também há vagas para auxiliar de logística, carpinteiro, operador de empilhadeira, motorista carreteiro e pedreiro, entre outras funções.
Para pessoas com deficiência (PCD), as unidades do Sine-MT de Cuiabá e Várzea Grande disponibilizam 179 vagas. Desse total, destacam-se 78 oportunidades para auxiliar de linha de produção, 12 para carpinteiro, 12 para pedreiro, 11 para auxiliar de estoque e 10 para auxiliar de armazenamento. A relação inclui ainda vagas para ajudante de obras, auxiliar de expedição, operador de caixa, vendedor interno e outras ocupações.
Em Nova Mutum, são oferecidas 236 vagas, sendo 180 para operador de processo de produção. O município também conta com oportunidades para armador de ferros, carpinteiro e pedreiro, com 10 vagas cada, além de cinco para motorista de caminhão, cinco para operador de máquinas de construção civil e mineração e cinco para servente de pedreiro.
No município de Sinop, estão disponíveis 213 vagas. Entre as principais oportunidades estão 25 para auxiliar de limpeza, 14 para atendente do setor de hortifrutigranjeiros, 14 para empacotador à mão, 13 para auxiliar de cozinha, 12 para atendente de padaria, 12 para auxiliar de estoque e 11 para operador de caixa. Há ainda vagas para atendente de lanchonete, operador de empilhadeira, servente de obras e vendedor, entre outras funções.
Já em Cáceres, o Sine-MT oferta 202 vagas. Entre os destaques estão 23 oportunidades para vendedor de serviços, 16 para operador de produção química e petroquímica, 14 para oficial de serviços gerais na manutenção de edificações, nove para operador de caixa e oito para instrumentista de precisão. A lista também contempla vagas para auxiliar de agricultura, eletricista de instalações industriais, mecânico de manutenção de máquinas industriais e consultor de vendas.
Em Primavera do Leste, são disponibilizadas 185 vagas. O destaque é a função de trabalhador da avicultura de postura, com 65 oportunidades. O município também conta com seis vagas para motorista de caminhão, cinco para consultor de vendas, cinco para empacotador à mão e cinco para operador de empilhadeira, além de oportunidades para auxiliar administrativo, camareira de hotel, farmacêutico e outras ocupações.
Barra do Garças reúne 95 oportunidades, com destaque para 30 vagas de operador de produção química e petroquímica, 15 para operador de processo de produção e 10 para consultor de vendas. Também há oportunidades para desossador, encarregado de expedição, magarefe, retalhador de carne e servente de limpeza.
Outros municípios também apresentam oportunidades em diferentes setores. Em Lucas do Rio Verde, são 65 vagas, incluindo 23 para operador de processo de produção e 16 para safrista. Em Confresa, há 62 oportunidades, com destaque para 10 vagas de faxineiro, 10 para pedreiro e 10 para repositor de mercadorias. Já em Alta Floresta, são 58 vagas, sendo 30 para servente de limpeza.
Em Sapezal, o painel registra 57 vagas, incluindo oito para motorista carreteiro e cinco para soldador. O município de Sorriso também conta com 57 oportunidades, com destaque para cinco vagas de operador de movimentação e armazenamento de carga e cinco para pedreiro. Já em Pontes e Lacerda, são 51 vagas, sendo 16 para motorista de ônibus rodoviário e 10 para auxiliar de linha de produção.
A lista completa das vagas ofertadas pela Rede Sine pode ser consultada no Portal Emprega Brasil. As oportunidades podem ser preenchidas a qualquer momento, conforme o andamento dos processos seletivos.
Atendimento
Além da intermediação de mão de obra, o Sine-MT realiza a habilitação do seguro-desemprego e oferece orientação sobre o uso da Carteira de Trabalho Digital. Os interessados devem procurar uma unidade de atendimento, portando documentos pessoais, para consultar as oportunidades disponíveis e verificar a compatibilidade com o perfil profissional.
Na região metropolitana, o atendimento ocorre de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, nas unidades do Ganha Tempo Ipiranga, Ganha Tempo CPA I e Ganha Tempo Pedra 90, em Cuiabá, e do Ganha Tempo Cristo Rei, em Várzea Grande. Já o Sine instalado no Várzea Grande Shopping funciona de segunda a sexta-feira, das 10h às 18h.
As oportunidades disponíveis nos municípios de Mato Grosso podem ser consultadas no Portal Emprega Brasil, pelo endereço empregabrasil.trabalho.gov.br. É importante que os trabalhadores mantenham seus cadastros atualizados e verifiquem a disponibilidade das vagas antes de se candidatarem.
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Lideranças da Câmara articulam PEC para adotar voto distrital misto em 2030

A mudança faria com que a eleição de deputados e vereadores no Brasil deixasse de ser feita pelo sistema proporcional de votação.
Atualmente, os brasileiros elegem os deputados da Câmara federal, das Assembleias Legislativas estaduais e distrital e os vereadores das Câmaras Municipais por meio do sistema proporcional.
A exceção no Poder Legislativo é o Senado, que adota o sistema majoritário de votação, semelhante ao usado para escolher prefeitos, governadores e presidente.
Proposta de Emenda à Constituição
Liderados pelo presidente da Câmara, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), partidos como PP, PSD, União Brasil, Podemos e PSB querem aprovar a alteração em uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) ainda neste ano.
O novo sistema contaria com uma regra de transição para as eleições de 2030 e seria plenamente implementado na eleição de 2034.
Hugo Motta afirmou que buscaria a federação do PT, PCdoB e Rede, além do PL e do Novo, para discutir o tema.
Sistema proporcional
No sistema usado hoje, o eleitor pode votar no partido ou no candidato nas eleições para deputado estadual, distrital, federal e vereador.
São eleitos os mais votados por legenda ou federação, quando os partidos se reúnem dessa forma, de acordo com o chamado quociente eleitoral.
Esse quociente é definido após o fechamento das urnas, com a divisão do número de votos válidos pela quantidade de vagas disputadas.
Ou seja, se determinada Assembleia Legislativa tem 100 vagas e foram computados 1 milhão de votos válidos, o quociente eleitoral será de 10 mil votos naquela eleição.
Em seguida, verifica-se quantos votos cada partido ou federação conquistou. Se determinado partido X teve 50 mil votos, ele terá direito a cinco cadeiras, porque somou votos equivalentes a cinco quocientes eleitorais.
Portanto, os cinco candidatos mais bem votados dentro da legenda X são eleitos, ainda que o quinto mais votado tenha, individualmente, menos votos que outros candidatos.
Entenda na prática
Por exemplo, o candidato fictício João teve 5 mil votos pelo partido X, que ficou com cinco cadeiras. João foi eleito porque foi o quinto mais votado na legenda.
Por outro lado, o candidato fictício José teve 6 mil votos no partido Y, que conquistou apenas duas cadeiras, uma vez que a legenda recebeu 20 mil votos no total, ou seja, somou dois quocientes eleitorais de 10 mil cada.
Como José foi o terceiro mais votado do partido Y, ele fica de fora da Assembleia, ainda que tenha tido mais votos que o candidato João do partido X.
O sistema proporcional foi concebido para privilegiar os programas partidários, e não apenas as candidaturas individuais. Ou seja, quando um eleitor escolhe um candidato que não teve votos suficientes para se eleger, seu voto será usado para atingir o quociente eleitoral do partido.
Assim, o voto não é “desperdiçado” e serve para ajudar a eleger outro candidato da mesma sigla ou federação que, em tese, defende propostas semelhantes.
‘Puxadores de voto’
Outra regra importante do sistema eleitoral atual é que só podem ser eleitos os candidatos com, no mínimo, 10% do quociente eleitoral. Essa regra foi criada em 2015, para evitar que candidatos com poucos votos fossem eleitos pegando carona nos “puxadores” de votos.
A principal crítica ao sistema proporcional é que ele permite que pessoas com menos votos sejam eleitas no lugar de candidatos com mais votos, mas que estão em partidos ou federações com votação menos expressiva.
Outra crítica é que poucos candidatos muito bem votados conseguem “puxar” outros menos expressivos, ainda que esse efeito tenha sido minimizado com a adoção da regra que exige, no mínimo, 10% do quociente eleitoral para um candidato assumir uma vaga no Parlamento.
Sistema distrital misto
No sistema distrital misto proposto pelos partidos do Centrão da Câmara, as vagas de determinada Câmara ou Assembleia Legislativa serão divididas em dois modelos distintos, por isso o termo “misto”.
No caso hipotético de uma Assembleia com 100 cadeiras, 50 deputados seriam escolhidos pelo modelo distrital, e os outros 50, pelo modelo de lista partidária fechada.
Cada eleitor teria direito a dois votos, um depositado no modelo distrital e outro no modelo de lista partidária.
Voto distrital
No distrital, a unidade da federação seria dividida em distritos, e, em cada um deles, seria eleito apenas o mais votado. No exemplo hipotético em que há 50 vagas distritais, haveria 50 distritos, e quem obtivesse a maioria dos votos em cada território seria eleito.
Nesse caso, os votos dos demais eleitores, concedidos aos candidatos derrotados, não poderiam ser aproveitados pela legenda ou federação para calcular o quociente eleitoral.
Uma das principais críticas ao sistema distrital é que ele prejudica votos de minorias. Por exemplo, se o eleitor vive em um distrito majoritariamente conservador, o voto dessa pessoa não poderia ser usado para ajudar a eleger um candidato progressista e vice e versa.
Outra crítica ao distrital é em relação aos limites dos distritos. Não está claro ainda como serão desenhados esses distritos, ou quais serão seus limites territoriais de cada área usada para eleger um parlamentar.
Nos Estados Unidos (EUA), é comum o partido no poder em determinado estado mudar os limites dos distritos para favorecer seus candidatos, prática conhecida como gerrymandering ou “manipulação eleitoral”.
Uma das vantagens apontadas para esse modelo é que as campanhas seriam mais baratas, já que os candidatos atuariam apenas no distrito e não no estado inteiro. Além disso, os defensores afirmam que o modelo aproxima mais o político das populações que o elegeram.
Lista partidária
Além do voto distrital, o modelo proposto inclui o voto partidário em lista fechada, em que o eleitor vota em determinado partido ou federação e não em um candidato.
Nesse caso, os partidos elaboram a lista de candidatos de acordo com prioridades definidas internamente.
Por exemplo, o partido X elabora sua lista com 10 candidatos e recebe votos suficientes para eleger cinco candidatos. Serão eleitos, então, os cinco primeiros da lista, e não os mais votados individualmente, como é atualmente pelo sistema proporcional em lista aberta.
O modelo de lista fechada é defendido por fortalecer o partido e, em tese, o programa partidário, em detrimento dos indivíduos.
A principal crítica é que o modelo fortalece as lideranças que controlam a máquina do partido e poderão definir os primeiros colocados da lista que vai a votação.
Regras podem mudar
Foram considerados para essa reportagem o Projeto de Lei (PL) nº 86 de 2017, do então senador José Serra (PSDB-SP), e o PL 345 de 2017, do senador Eunício Oliveira (MDB-CE).
Aprovados no Senado em 2017, ambos podem servir de base para a proposta costurada pelo Centrão na Câmara dos Deputados neste final de 2026.
Apesar disso, pode haver mudanças, uma vez que o parecer do projeto ainda não foi divulgado.
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Anuário Jurídico MT 2026 será lançado nesta quinta-feira na AMAM

7ª edição destaca transformações no Judiciário, avanço da inteligência artificial, equidade de gênero e decisões que marcaram a Justiça de MT
A 7ª edição do Anuário Jurídico de Mato Grosso será lançada nesta quinta-feira, 5 de novembro, às 19h30, na Associação Mato-grossense de Magistrados (AMAM/MT), em Cuiabá. A publicação apresenta um panorama das principais mudanças no sistema de Justiça estadual, reunindo reportagens, entrevistas, dados e análises sobre os acontecimentos e decisões que marcaram o cenário jurídico no último ano.
Um dos destaques da edição é o avanço da tecnologia no Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT). Entre julho de 2025 e junho de 2026, foram julgados 112.889 processos, dos quais 71.411, o equivalente a 63,3%, passaram pelo Plenário Virtual. A publicação também mostra que a primeira instância do Judiciário de Mato Grosso sentenciou quase 400 mil processos no período de um ano.
Além disso, é destaque desta edição o uso da inteligência artificial no Judiciário, incluindo a LexIA, ferramenta desenvolvida em Mato Grosso que ganhou reconhecimento nacional pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
A equidade de gênero é outro tema abordado. Atualmente, 13 das 39 cadeiras de desembargador do TJMT são ocupadas por mulheres, resultado de um processo de ampliação da representatividade feminina na segunda instância. A edição resgata ainda a trajetória das mulheres no Judiciário estadual e os desafios para a consolidação dessa participação.
O Anuário Jurídico MT também traz decisões judiciais relevantes, teses jurídicas, a atuação das instituições que integram o sistema de Justiça e iniciativas voltadas à prevenção e à solução consensual de conflitos.
Agronegócio em foco
A publicação traz ainda uma edição especial do Agro Jurídico, dedicada aos desafios de um dos principais setores da economia mato-grossense. Entre os assuntos abordados estão a reforma tributária e os mecanismos de arbitragem, mediação e conciliação de conflitos no campo.
Produzido pelas jornalistas e advogadas Débora Pinho e Antonielle Costa, o Anuário Jurídico MT chega à sétima edição com a proposta de registrar os principais acontecimentos do universo jurídico estadual e preservar a memória das instituições e dos profissionais que contribuem para a construção do Direito em Mato Grosso.
Ao longo de suas edições, a publicação consolidou um espaço dedicado ao jornalismo jurídico especializado, acompanhando as transformações do Judiciário e os reflexos das decisões judiciais na sociedade e na economia.
O lançamento reunirá magistrados, advogados, representantes de instituições jurídicas, autoridades e parceiros da revista.
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