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3 de novembro de 2026

Agro Mato Grosso

Aprosoja MT revela safra marcada por contrastes nos EUA

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Em dez dias, comitiva percorreu 13 estados, registrou perdas severas nas Dakotas e encontrou lavouras de alto potencial no leste do Cinturão do Milho

A quinta temporada do América Clima e Mercado, expedição da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) pelas lavouras dos Estados Unidos, chegou ao fim em Ohio. Em cerca de dez dias, o presidente da entidade, Lucas Costa Beber, o produtor Lino Costa, do núcleo de Canarana, e o delegado coordenador do núcleo de Itanhangá, Ivam Franceschet, cruzaram 13 estados. O retrato da safra de 2026 é de forte variabilidade, com as maiores perdas nas Dakotas e no norte de Minnesota e as lavouras de melhor padrão em Wisconsin, Illinois, Indiana e Ohio.

A viagem começou no Texas, onde havia poucas lavouras no trajeto até Dallas e parte do milho já estava colhida. Em Oklahoma, a comitiva encontrou soja semeada após o trigo, cultura plantada em outubro, que passa o inverno dormente sob a neve e retoma o desenvolvimento na primavera.

No Kansas, praticamente todas as lavouras nesse sistema foram consideradas perdidas. No sul do estado, o produtor Jason Boyd relatou que 2025 e 2026 foram dois anos ruins e que a expectativa é colher cerca de 25 bushels por acre, abaixo do padrão histórico da propriedade. No Missouri, o cenário mudou, com milho e soja de excelente padrão.

No sudoeste de Iowa, o milho também estava em boas condições, apesar de alguma perda de potencial. Nebraska surpreendeu. O contraste entre áreas irrigadas e de sequeiro, muito marcado em 2023, diminuiu, e a comitiva encontrou espigas grandes e bem granadas. Ainda assim, a maioria dos produtores de sequeiro falou em perdas de 10% a 15% na soja e no milho.

Dakotas concentram as maiores perdas
A partir de Dakota do Sul, o potencial produtivo caiu. No sul e no centro do estado, a comitiva encontrou lavouras relativamente fracas, e os produtores estimaram perdas de 5% a 10%.

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Dakota do Norte foi o estado que mais preocupou. Em 2025, foi o 9º maior produtor de soja e o 8º de milho dos Estados Unidos. Logo na entrada, perto de Forman, a comitiva acompanhou a primeira colheita de soja da viagem, na Arlen Hanson Farm. Segundo o produtor Brandt, a lavoura produziu 45 bushels por acre (50,4 sacas por hectare) no ano passado e deve render 35 bushels por acre (39,2 sc/ha) agora, uma redução de cerca de 22%.

Pelo estado, o grupo encontrou soja de porte reduzido, falhas no enchimento do terço superior, grãos pequenos e vagens mal preenchidas. No milho, havia sinais de maturação forçada. “Alguns produtores falaram em perdas acima de 10%, chegando a 50%, e no norte do estado a quebra da soja pode chegar a 30%.

A passagem pelo estado terminou na região de Breckenridge, na divisa com Minnesota, com o acompanhamento do brasileiro Paulo Zorzanello. Na propriedade visitada, a última chuva significativa havia caído em 4 de julho. A soja, que historicamente produz perto de 50 sc/ha no local, tem expectativa de apenas 22 a 28 sc/ha. No milho, que chega a cerca de 200 sc/ha em anos favoráveis, a estimativa caiu para 126 a 146 sc/ha.

Em Dakota do Norte, a percepção de campo é mais negativa que a projeção do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), principalmente na soja. O órgão estima para o estado 38,1 sc/ha, praticamente estável em relação às 38,7 sc/ha de 2025.

Minnesota melhora rumo ao sul

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No norte de Minnesota, na região próxima a Fargo, os relatos de perdas se pareciam com os de Dakota do Norte. Descendo pelo estado, o cenário mudou. Perto de Montevideo, a comitiva encontrou milho uniforme e sadio e uma soja de excelente desenvolvimento vegetativo e boa carga de vagens, mas com muita fumagina. Em Worthington, já perto da divisa com Iowa, o produtor Kevin relatou pouca chuva durante o enchimento de grãos e espera colher pelo menos 10% menos milho que no ano passado.

Iowa mostra realidades opostas em poucos quilômetros

Em Iowa, maior produtor de milho e segundo maior de soja dos Estados Unidos em 2025, a comitiva encontrou o retrato mais claro da variabilidade da safra. O novo trecho começou pelo oeste, no Vale do Missouri, região de Sioux City. Ali, uma lavoura de milho foi estimada abaixo de 120 sc/ha, com rachaduras no solo e espigas com a chamada “chupeta”, quando o enchimento não chega até a ponta. A apenas 10 quilômetros, outra lavoura tinha potencial acima de 200 sc/ha, mas mostrava o mesmo sinal de estresse hídrico. Um produtor da região espera colher cerca de 15% menos milho.

A caminho do centro do estado, o cenário melhorou. Em Carroll, uma lavoura de soja pronta para colher, com a colheita já iniciada em parte da área, tinha potencial acima de 70 sc/ha, podendo se aproximar de 80 sc/ha. Na região de Beaver e Boone, um produtor falou em áreas de milho com potencial próximo de 250 bushels por acre, cerca de 262 sc/ha, resultado de boas chuvas e manejo eficiente, inclusive com fungicidas. Mesmo nas lavouras de milho com espigas grandes, a “chupeta” voltou a aparecer. O USDA projeta para Iowa 229,1 sc/ha de milho e 71,7 sc/ha de soja. Na avaliação da comitiva, mesmo as boas lavouras do estado não tinham o tamanho de espiga nem a uniformidade de 2025.

Leste do Meio-Oeste reúne as melhores lavouras

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Wisconsin foi a grande surpresa. Perto de Barneveld, a oeste de Madison, o milho foi estimado em cerca de 230 sc/ha e a soja em cerca de 65 sc/ha, com bom enchimento de vagens e grãos pesados. Lucas Costa Beber, que esteve no estado em 2024 e encontrou alta pressão de mosca-branca, destacou que o problema não apareceu nesta temporada e que o manejo de plantas daninhas e de doenças está em bom nível. Illinois, maior produtor de soja e segundo maior de milho do país em 2025, apresentou um dos padrões mais homogêneos da viagem. Ainda assim, dentro dos talhões a realidade era mais complexa. No norte, as lavouras pareciam ter menos desenvolvimento vegetativo.

No centro, soja e milho eram muito bons, mas uma cooperativa da região estimou perdas de 5% a 10%. Em Rockford e Washburn, sojas de alto potencial visual apresentaram vagens com falhas no enchimento, e na segunda também havia ataque de lagartas e doenças fúngicas.

Em Alvin, no leste do estado, perto de Danville, a propriedade de Charlie Rademaker recebeu cerca de 457 milímetros de chuva em um mês, com alagamentos e perda de áreas, e depois enfrentou falta de água no enchimento. O produtor estima que a produtividade da soja caia de 81,8 sc/ha para cerca de 65 sc/ha, e a do milho, de 256 a 262 sc/ha para cerca de 199 sc/ha. O USDA projeta para Illinois 74,0 sc/ha de soja e 218,6 sc/ha de milho.

Em Indiana, perto de Kokomo, a comitiva acompanhou a colheita de soja na propriedade de Stan Downing. Segundo o produtor, a média ficou próxima de 80 bushels por acre, cerca de 89,7 sc/ha, acima da projeção do USDA para o estado, de 70,6 sc/ha. A lavoura era uniforme e não apresentava o nível de vagens falhadas visto em outras regiões.

Ohio encerra o percurso

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No trajeto até Ohio, as lavouras de soja e milho estavam mais atrasadas, sem novas áreas em colheita. Em Marysville, uma soja que impressionava da rodovia mostrou outra realidade por dentro, com perda de vagens no baixeiro, desfolha, mofo-branco e cancro da haste. O potencial foi estimado em cerca de 65 sc/ha.

O fechamento foi perto de Columbus, com o acompanhamento de Eduardo Scabeni, brasileiro que trabalha em uma fazenda de cerca de 10,5 mil acres a 30 quilômetros da cidade. Diferentemente da maior parte dos estados, as perdas na região vieram do excesso de água, e não da falta. Entre o fim de abril e o início de maio, temperaturas negativas surpreenderam os produtores, situação muito rara na região. Depois, o excesso de chuva matou o milho nos pontos de acúmulo de água. Ainda assim, a comitiva encontrou ali um milho com potencial acima de 250 bushels por acre (261,5 sc/ha), bem acima da média projetada pelo USDA para Ohio, de 202,9 sc/ha.

Segundo Eduardo Scabeni, investir em manejo de fungicida ainda não é prática comum entre os produtores da região.

Controle de doenças aparece como ponto fraco

No balanço geral, as lavouras de Illinois, Ohio, Indiana e parte de Minnesota estavam mais atrasadas que as dos demais estados, e a colheita do milho começava em Illinois. Ao longo do percurso, a comitiva observou que nem toda perda de potencial vem do clima. Em muitas áreas, o manejo menos rigoroso de doenças foliares também reduz a produtividade, e esse controle nem sempre segue o padrão de eficiência buscado pelo produtor brasileiro.

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“Visualmente, as lavouras do Meio-Oeste americano estão boas, mas ainda precisamos ver se os grãos vão pesar. O relatório oficial mostra a média, e o nosso objetivo foi justamente entender o que existe por trás dela. Entramos nas lavouras, conversamos com quem produz e confrontamos as projeções com o que encontramos no campo, para levar ao produtor brasileiro uma leitura real da safra americana”, afirma o presidente da Aprosoja MT, Lucas Costa Beber.

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Onça-pintada Ibaca morre após ser resgatada debilitada no Pantanal de MT e deixa filhote

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A onça-pintada Ibaca, conhecida por turistas, fotógrafos e pesquisadores no Pantanal de Mato Grosso, morreu nesse sábado (31), após ser resgatada muito debilitada na noite anterior. A fêmea, que deixa um filhote de um ano, havia sido vista nos últimos dias com sinais de desnutrição, mas a causa da morte ainda não foi esclarecida.

Segundo o biólogo e guia de turismo Marcos Ardevino, Ibaca pesava pouco mais de 30 quilos quando foi resgatada, na sexta-feira (30). Ela teria sido transferida para Cuiabá para passar por exames, mas não resistiu.

De acordo com o biólogo, uma necropsia está sendo feita para identificar o que provocou a morte. Guias e observadores também estão reunindo vídeos registrados em diferentes datas para tentar entender como a onça emagreceu tão rapidamente.

🐆 Uma trajetória acompanhada por quase uma década

 

O nome da onça-pintada Ibaca tem origem tupi-guarani e significa “um céu com estrelas” — Foto: Rodrigo Chavez Noriega

O nome da onça-pintada Ibaca tem origem tupi-guarani e significa “um céu com estrelas” — Foto: Rodrigo Chavez Noriega

Também chamada de Tina, Ibaca era acompanhada na região desde 2016. Ao longo dos anos, foi fotografada e filmada em encontros com outros animais e ao lado dos próprios filhotes, tornando-se uma das fêmeas conhecidas por quem observa a vida selvagem no Pantanal.

A onça-pintada Ibaca, conhecida por turistas, fotógrafos e pesquisadores no Pantanal de Mato Grosso, morreu nesse sábado (31) — Foto: Rodrigo Chavez Noriega

A onça-pintada Ibaca, conhecida por turistas, fotógrafos e pesquisadores no Pantanal de Mato Grosso, morreu nesse sábado (31) — Foto: Rodrigo Chavez Noriega

Segundo o Projeto Jaguar ID, ela foi observada em dez temporadas consecutivas, entre 2016 e 2025. O nome Ibaca tem origem tupi-guarani e, conforme o projeto, significa “um céu com estrelas”.

Os registros permitiram acompanhar diferentes momentos da vida da onça, especialmente a reprodução, os cuidados com os filhotes e as interações com outros animais.

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Registros de diferentes gerações

O catálogo do projeto identifica Ibaca como filha da onça Overa e irmã de Saseka, Siriri e Cururu. Entre os filhotes dela registrados ao longo dos anos estão Ipepo, Jasy e Apejara. A documentação aponta filhotes identificados em temporadas como as de 2018, 2022 e 2025.

Também há registros da fêmea com parceiros reprodutivos como Xingu, Guassú, Bagua e Merlin.

Esse acompanhamento ajudou a estabelecer relações de parentesco e a documentar diferentes gerações de onças em vida livre no Pantanal.

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Novembro começa com chuva e trovoadas em MT; veja previsão para Finados

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Novembro começa neste domingo (1º) com previsão de chuva e trovoadas em Mato Grosso. A instabilidade deve continuar após o estado passar o último dia de outubro sob alerta amarelo para chuvas intensas, emitido pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

Nos primeiros dias do mês, o sol aparece entre muitas nuvens, com pancadas de chuva e trovoadas isoladas nas regiões noroeste, centro e sudeste. No sul e no leste, o céu fica mais encoberto. Em Cuiabá, a previsão para este domingo é de muitas nuvens e pancadas de chuva, com temperaturas entre 25 °C e 36 °C.

Chuvas irregulares e temperaturas acima da média

Apesar da previsão de chuva ao longo do mês, o volume acumulado em novembro deve ficar abaixo da média histórica em Mato Grosso, segundo a Climatempo. Isso não significa que não vai chover: as pancadas devem ocorrer em diferentes regiões, mas de forma irregular e com volumes que podem variar de uma cidade para outra.

A previsão também indica temperaturas acima do normal no oeste, centro e norte do estado. No sul e no leste, os termômetros devem ficar dentro da média esperada para o mês. Em algumas áreas, o calor pode chegar aos 40 °C.

Segundo a Climatempo, há possibilidade de formação de uma faixa de instabilidade que pode provocar vários dias seguidos de chuva em parte do estado. Esse fenômeno é conhecido como Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS).

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Previsão para o feriado

Já no feriado de Finados, nesta segunda-feira (2), Mato Grosso acorda com muitas nuvens e menor possibilidade de chuva e previsão de pancadas isoladas. O tempo fica quente, com máxima de 36 °C em Cuiabá, segundo o Inmet.

Mesmo com a previsão de instabilidade, mais de 90 missas e celebrações religiosas serão realizadas no estado ao longo do dia. A programação inclui cemitérios e comunidades de nove municípios atendidos pela Arquidiocese de Cuiabá, com atividades em 33 paróquias e uma Área Pastoral.

O que fazer em caso de tempestades

Durante tempestades, o Inmet recomenda:

  • Não se abrigar debaixo de árvores durante rajadas de vento, devido ao risco de queda e de descargas elétricas.
  • Não estacionar veículos próximos a torres de transmissão e placas de propaganda.
  • Evitar usar aparelhos eletrônicos ligados à tomada.
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Fazenda de 101 hectares vai a leilão em MT com lance inicial de R$ 10,5 milhões

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Uma fazenda de 101 hectares, será leiloada por valores a partir de R$ 3 milhões localizada em Primavera do Leste, a 239 km de Cuiabá. A propriedade, chamada Fazenda Belo Horizonte, terá a primeira etapa do leilão nesta sexta-feira (30), com lance mínimo de R$ 10,5 milhões. Caso não seja vendida, uma nova tentativa será realizada no dia 6 de novembro, com valor inicial de R$ 3 milhões.

O leilão extrajudicial será realizado pela Mega Leilões, sob condução do leiloeiro oficial Fernando José Cerello G. Pereira. Na primeira etapa, marcada para as 15h, o lance mínimo será de R$ 10.576.242,48. Já na segunda fase, também às 15h, o valor será reduzido para R$ 3.078.792,00, correspondente à dívida garantida, acrescida das despesas e dos encargos previstos no edital.

A propriedade tem 101,4818 hectares e está registrada sob a matrícula nº 22.664 no Cartório de Registro de Imóveis de Primavera do Leste. Segundo o edital, a área é georreferenciada e certificada pelo Sistema de Gestão Fundiária (SIGEF), do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).

Atualmente, o imóvel está ocupado pelo devedor, que desenvolve atividades agrícolas no local. Conforme as regras do leilão, a responsabilidade pela desocupação será do comprador, assim como outras obrigações relacionadas à regularização documental e às condições físicas da propriedade.

Os interessados poderão participar presencialmente ou pela internet. Para disputar os lances online, é necessário realizar cadastro e habilitação prévia no site da plataforma Mega Leilões.

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