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Lavoura de trigo no RS tem desenvolvimento regular, diz Emater

As lavouras de trigo no Rio Grande do Sul apresentam desenvolvimento regular, com prejuízos parciais causados pelo excesso de chuvas e pela baixa radiação solar, informou a Emater nesta sexta-feira (21). Segundo a entidade, apesar das limitações meteorológicas, o potencial produtivo das áreas permanece, em geral, satisfatório.
De acordo com a Emater, o quadro nas lavouras inclui plantas de menor porte, coloração verde-pálida e, nos ambientes mais úmidos, amarelecimento das folhas inferiores. A entidade também registrou a formação de colmos mais delgados, o que tem resultado em menor acúmulo de biomassa.
No Estado, 82% das lavouras estão em desenvolvimento vegetativo, 14% em floração e 4% em enchimento de grãos. O levantamento mostra que a maior parte das áreas ainda está concentrada na fase vegetativa, enquanto uma parcela menor já avança para os estágios reprodutivos.
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A elevada umidade tem favorecido a incidência de doenças, com destaque para oídio, manchas foliares e ferrugens. Nas áreas em floração, a condição do solo também vem restringindo o trânsito de máquinas e reduzindo as janelas para a aplicação de fungicidas.
O cenário combina limitações climáticas e desafios fitossanitários em um momento importante do ciclo da cultura. Ainda assim, a avaliação da Emater indica manutenção do potencial produtivo em patamar satisfatório na maior parte das lavouras.
No Rio Grande do Sul, o trigo segue com desenvolvimento regular, sob influência de excesso de chuvas, baixa radiação solar e alta umidade, enquanto a maior parte das áreas permanece em fase vegetativa.
Fonte: Estadão Conteúdo
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Início da semana terá chance de geada e mínima de 0°C; confira a previsão

Uma massa de ar de origem polar deve avançar de forma continental sobre grande parte do Brasil e provocar uma queda acentuada nas temperaturas no Centro-Sul do país nos próximos dias. O avanço do sistema também aumenta a possibilidade de geada em áreas do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.
A atuação do ar polar, associado a uma área de alta pressão, deve manter o tempo mais aberto e reduzir a formação de nuvens carregadas. Com isso, o fim de semana será marcado por temperaturas baixas, principalmente nas primeiras horas do dia.
A possibilidade de geada se concentra entre as Serras Gaúcha e Catarinense, o sul do Paraná e grande parte do centro-sul do Rio Grande do Sul. Em regiões onde as lavouras de trigo estão em estágios mais sensíveis, o frio pode provocar danos pontuais.
Em São José dos Ausentes (RS), a previsão indica mínima de 0°C na segunda-feira (24), com possibilidade de geada. A temperatura máxima não deve passar dos 12°C.
No sul de Mato Grosso do Sul, o frio também será intenso, em Amambai, a temperatura pode cair de forma significativa, com mínimas previstas de 6°C no sábado e 7°C no domingo.
O ar frio também deve alcançar áreas de Rondônia e do Acre, onde as manhãs terão temperaturas mais baixas. Durante as tardes, no entanto, há previsão de chuva. Nas próximas 24 horas, as pancadas ficam concentradas principalmente no extremo norte do país e em parte do litoral do Sudeste, com possibilidade de ventania.
A mudança no padrão do tempo deve ocorrer apenas entre quarta e quinta-feira da próxima semana, quando uma nova frente fria deve avançar pelo Sul e provocar o retorno da chuva forte à região.
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IBGE defende credibilidade e confirma etapa experimental do Censo Agropecuário em novembro

A Diretoria de Pesquisas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta sexta-feira (21) uma nota em defesa da credibilidade e da autonomia técnica do órgão. No texto, o instituto rebate questionamentos sobre a integridade de sua produção estatística e informa a continuidade do plano de trabalho de 2026, que inclui a etapa experimental do 12º Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola em novembro.
Na manifestação, a Diretoria de Pesquisas do IBGE afirma que a produção estatística do instituto é estruturada a partir de marcos internacionais, com rigor metodológico, transparência e observância das boas práticas das estatísticas oficiais. O texto também destaca que a reputação do órgão foi construída ao longo de 90 anos de atuação, com trabalho de servidores de carreira e autonomia técnica.
Segundo o IBGE, as informações produzidas pelo instituto resultam da atuação diária de milhares de servidores em todo o país, nas etapas de planejamento, coleta, apuração e disseminação de dados estatísticos e geocientíficos. A nota acrescenta que o órgão conta com estruturas de controle interno e instâncias de representação da sociedade em sua gestão.
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No cronograma de entregas para 2026, o instituto informa que, em 31 de agosto, começará a primeira prova piloto do Censo Nacional da População em Situação de Rua. Em novembro, avançará para a etapa experimental do 12º Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola, levantamento diretamente ligado à produção rural.
A nota também relaciona outras ações previstas para o ano, como a divulgação da Pesquisa de Saúde do Escolar (PeNSE), o início da divulgação da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) 2024/2025, a retomada do projeto de transição para a POF Contínua, a realização da Pesquisa Nacional de Saúde, da Pesquisa de Inovação (PINTEC), o avanço da Pesquisa Nacional de Demografia e Saúde (PNDS) e um seminário internacional voltado à retomada da Pesquisa sobre a Economia Informal Urbana (ECINF).
Ao final, a Diretoria de Pesquisas do IBGE reafirma a integridade de seus processos de trabalho, a confiança no corpo técnico e a continuidade de um plano de trabalho que inclui pesquisas e levantamentos programados para 2026, entre eles o 12º Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola.
Fonte: agenciadenoticias.ibge.gov.br
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Área de soja no Brasil deve ter em 2026/27 a menor expansão em 20 anos, diz Datagro

A área plantada com soja no Brasil deve registrar em 2026/27 o menor crescimento em 20 anos, segundo projeção apresentada pela Datagro nesta quinta-feira (20), durante a 7ª Datagro Abertura de Safra Soja, Milho e Algodão, em Goiânia (GO). A consultoria manteve a estimativa de 49,3 milhões de hectares para a oleaginosa, avanço de 0,3% sobre a temporada 2025/26.
Com produtividade média projetada em 3.763 quilos por hectare, 1% acima do recorde atual de 3.718 quilos por hectare, a produção brasileira foi estimada em 185,6 milhões de toneladas. O volume também representa alta de 1% sobre a safra 2025/26.
Segundo o analista de mercado de grãos da Datagro, Pedro Bohn Schmaedecke, os custos elevados, o crédito mais caro e os riscos climáticos associados ao El Niño têm reduzido a disposição do produtor para ampliar o plantio. Ele afirmou que esse ambiente tem levado a uma postura mais cautelosa diante da nova safra.
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A consultoria trabalha com probabilidade de 80% de ocorrência de El Niño entre outubro e dezembro. De acordo com a Datagro, o fenômeno tende a favorecer as chuvas no Centro-Sul, incluindo o Rio Grande do Sul, parte do Paraná e o sul de Mato Grosso do Sul. Em contrapartida, pode elevar as temperaturas e o risco de veranicos nas regiões Norte e Nordeste. Por isso, a empresa adotou premissas mais conservadoras de produtividade nas áreas mais suscetíveis à redução das precipitações.
O líder da área de grãos da Datagro, Flávio França Júnior, disse que a cautela também alcança Mato Grosso, principalmente o norte do Estado, região de forte participação na produção nacional. Segundo ele, a consultoria considera produtividades médias abaixo das verificadas na safra recém-colhida em algumas regiões. No Sul, a maior frequência de chuvas associada ao El Niño também será acompanhada.
Apesar do avanço dos custos, França Júnior afirmou que a perspectiva de preços mais firmes tende a preservar margens positivas. A Datagro estima lucratividade bruta próxima de 20% para a soja em Mato Grosso, enquanto em Goiás o potencial de retorno deve recuar em relação à temporada atual. A comercialização antecipada, segundo a consultoria, encontra suporte na combinação de preços mais elevados em Chicago e câmbio favorável.
Fonte: Estadão Conteúdo
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