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21 de agosto de 2026

Business

Área de soja no Brasil deve ter em 2026/27 a menor expansão em 20 anos, diz Datagro

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A área plantada com soja no Brasil deve registrar em 2026/27 o menor crescimento em 20 anos, segundo projeção apresentada pela Datagro nesta quinta-feira (20), durante a 7ª Datagro Abertura de Safra Soja, Milho e Algodão, em Goiânia (GO). A consultoria manteve a estimativa de 49,3 milhões de hectares para a oleaginosa, avanço de 0,3% sobre a temporada 2025/26.

Com produtividade média projetada em 3.763 quilos por hectare, 1% acima do recorde atual de 3.718 quilos por hectare, a produção brasileira foi estimada em 185,6 milhões de toneladas. O volume também representa alta de 1% sobre a safra 2025/26.

Segundo o analista de mercado de grãos da Datagro, Pedro Bohn Schmaedecke, os custos elevados, o crédito mais caro e os riscos climáticos associados ao El Niño têm reduzido a disposição do produtor para ampliar o plantio. Ele afirmou que esse ambiente tem levado a uma postura mais cautelosa diante da nova safra.

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A consultoria trabalha com probabilidade de 80% de ocorrência de El Niño entre outubro e dezembro. De acordo com a Datagro, o fenômeno tende a favorecer as chuvas no Centro-Sul, incluindo o Rio Grande do Sul, parte do Paraná e o sul de Mato Grosso do Sul. Em contrapartida, pode elevar as temperaturas e o risco de veranicos nas regiões Norte e Nordeste. Por isso, a empresa adotou premissas mais conservadoras de produtividade nas áreas mais suscetíveis à redução das precipitações.

O líder da área de grãos da Datagro, Flávio França Júnior, disse que a cautela também alcança Mato Grosso, principalmente o norte do Estado, região de forte participação na produção nacional. Segundo ele, a consultoria considera produtividades médias abaixo das verificadas na safra recém-colhida em algumas regiões. No Sul, a maior frequência de chuvas associada ao El Niño também será acompanhada.

Apesar do avanço dos custos, França Júnior afirmou que a perspectiva de preços mais firmes tende a preservar margens positivas. A Datagro estima lucratividade bruta próxima de 20% para a soja em Mato Grosso, enquanto em Goiás o potencial de retorno deve recuar em relação à temporada atual. A comercialização antecipada, segundo a consultoria, encontra suporte na combinação de preços mais elevados em Chicago e câmbio favorável.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Agro Mato Grosso

Aprosoja Mato Grosso entrega carta com reivindicações à candidatos ao governo do estado; confira

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A Aprosoja Mato Grosso entregou aos candidatos ao governo do estado na tarde desta quinta-feira (20) uma carta de 18 páginas contendo reivindicações e problemas enfrentados pelo setor. Em meio a pauta ações e políticas públicas que proporcionem melhorias relacionadas à infraestrutura e logística, tributação e questões ambientais.

De acordo com o presidente da Associação, Lucas Costa Beber, o documento entregue “é uma maneira de poder cobrá-los e dizer que o setor dialogou antes da eleição”.

A carta foi entregue durante o evento “Agricultura em Pauta: Propostas para Mato Grosso”, que reuniu os seis candidatos ao Governo de Mato Grosso em uma sabatina sobre os principais desafios do setor produtivo. Na oportunidade, os candidatos apresentaram seus posicionamentos sobre questões relacionadas aos setores ambiental e fundiário, infraestrutura, tributação, segurança pública, direito de propriedade e governança da pauta da agricultura.

“Foi uma oportunidade para os candidatos conhecerem o setor produtivo e nós os conhecermos e saber quais são as suas propostas. Nós precisamos de políticas públicas que nos ajudem a continuar a produzir alimentos”, destacou Beber.

O presidente da Aprosoja Mato Grosso ressaltou ainda que o papel da entidade com o evento foi fazer a ponte entre os produtores e os candidatos. “A maioria das perguntas [do debate] nasceram da nossa base de associados. Então eles puderam saber melhor o que o associado precisa”.

Fim do Fethab dois é o maior anseio

Um dos maiores anseios do setor produtivo mato-grossense destacado durante o debate, e que consta na carta de 18 páginas, é o fim do chamado Fethab 2, uma cobrança adicional criada em 2016 no estado sobre setores do agronegócio, dentre eles a produção de milho.

“O setor contribui há anos e o estado dobrou a quantidade de rodovias. Isso veio dos recursos do Fethab. A produção e a oferta cresceram, cresceu a arrecadação do Fethab, que foi reajustado também, diferente do valor da commodity que não foi. Hoje a arrecadação do Fethab é maior do que o lucro que o produtor está tendo na lavoura”.

A cobrança adicional do fundo teria vigência de apenas dois anos quando da sua criação, contudo perdura há 10 anos. “Seria mais do que justo a um setor que tanto contribuiu nesses últimos anos e sempre contribui e está contribuindo também com a industrialização”, disse Beber sobre o fim da cobrança.

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Business

Estudo na Mongólia testa fungos para recuperar pastagens degradadas

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Pesquisadoras apresentaram na Mongólia resultados de estudos que apontam o uso de fungos micorrízicos como ferramenta para recuperar terras degradadas e reforçar o combate à desertificação. O trabalho foi lançado em Ulaanbaatar, no contexto da 17ª Conferência das Nações Unidas sobre Combate à Desertificação (COP17), com foco na função desses microrganismos na estrutura e na fertilidade do solo.

Os fungos micorrízicos vivem em associação com as raízes das plantas e formam redes subterrâneas extensas. Nesse processo, recebem carbono produzido na fotossíntese e, em troca, ajudam as plantas a absorver água e nutrientes, como fósforo e nitrogênio. Segundo as pesquisadoras Toby Kiers e Burenjargal Otgonsuren, essas redes também contribuem para unir partículas do solo, reduzir a erosão e ampliar a resistência das plantas à seca e a outros estresses ambientais.

A estratégia em teste na Mongólia consiste em cercar pequenas áreas de pastagem para interromper temporariamente a entrada de animais e a ação humana. A proposta é que esses espaços funcionem como refúgios de biodiversidade subterrânea e, futuramente, como fontes de fungos locais para projetos de restauração.

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O experimento é liderado por Burenjargal Otgonsuren, ecóloga especializada em micorrizas. Ela instalou seis áreas cercadas em regiões de estepe e deserto. Os primeiros resultados, obtidos em 2025, mostraram vegetação mais alta dentro das áreas protegidas em comparação com o entorno.

De acordo com a pesquisadora, levantamentos indicam que até 91% das pastagens degradadas da Mongólia poderiam ser recuperadas em algum grau, desde que a recuperação considere a saúde do solo e a proteção da biodiversidade subterrânea. Nas amostras analisadas, cerca de 90% das sequências de DNA fúngico pertenciam a espécies ainda desconhecidas pela ciência. Foram identificadas 541 unidades taxonômicas associadas aos fungos micorrízicos apenas na região do Gobi.

Para as pesquisadoras, a presença de espécies adaptadas às condições locais reforça a importância de conservar esses organismos no próprio território e incorporá-los às políticas de combate à desertificação.

A proposta apresentada na COP17 combina proteção temporária de áreas de pastagem, conservação de fungos locais e monitoramento da biodiversidade subterrânea como base para a restauração de terras degradadas. Na avaliação das pesquisadoras, o solo saudável é um elemento central para a recuperação da vegetação e da estabilidade das pastagens.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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Agro Mato Grosso

Pesquisa detecta sinais de recombinação sexual em Bipolaris maydis

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Estudo encontrou equilíbrio entre tipos de acasalamento e coexistência dos dois perfis em folhas e lavouras

Cientistas chineses reportaram populações de Bipolaris maydis com indícios indiretos de potencial reprodução sexual em condições naturais. Eles encontraram os tipos de acasalamento MAT1-1 e MAT1-2 em todas as escalas avaliadas. A frequência dos dois grupos aproximou-se da proporção de um para um após 2020.

O trabalho analisou 2.582 isolados e acompanhou populações do fungo entre 2015 e 2025. O monitoramento anual reuniu 1.093 isolados de sete locais no sudeste da China. Entre 2015 e 2020, MAT1-2 predominou de forma significativa. De 2021 a 2025, a diferença perdeu significância estatística, com avanço para o equilíbrio entre os dois tipos (doi 10.3390/jof12080624).

Avaliação geográfica

A avaliação geográfica incluiu 14 províncias. Os pesquisadores identificaram MAT1-1 em 47,7% dos 776 isolados analisados nessa etapa e MAT1-2 em 52,3%. Oito populações provinciais apresentaram proporção compatível com um para um.

A proximidade entre os tipos também apareceu dentro das lavouras e das folhas. Nos campos avaliados, 197 isolados pertenciam a MAT1-1 e 199 a MAT1-2. Em folhas individuais, todos os locais apresentaram os dois tipos de acasalamento.

Possibilidade de cruzamento

Segundo os pesquisadores, a coexistência isoladamente não comprova reprodução sexual. Porém, a distribuição próxima de um para um e a presença simultânea dos tipos opostos aumentam a possibilidade de cruzamento. O estudo não identificou estruturas sexuais de Bipolaris maydis no campo.

A reprodução sexual pode ampliar a diversidade genética do patógeno e favorecer o surgimento de genótipos capazes de superar fungicidas ou resistência do hospedeiro. Os pesquisadores apontam a necessidade de investigar hospedeiros alternativos e outros períodos do ciclo da doença.

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