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8 de outubro de 2026

Sustentabilidade

Abiove atualiza projeções e aponta avanço no esmagamento acumulado de soja – MAIS SOJA

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 A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (ABIOVE) atualizou as estatísticas e projeções do Complexo Soja para o ano de 2026. Os dados consolidados indicam a continuidade do ritmo produtivo e processador no país, acompanhando o comportamento da oferta nacional e o atendimento aos mercados interno e externo.

De acordo com as projeções divulgadas pela entidade, a produção nacional de soja em grão está estimada em 180,4 milhões de toneladas, dado que acompanha o levantamento oficial da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). As exportações do grão estão projetadas em 115,4 milhões de toneladas, enquanto o volume destinado ao esmagamento industrial alcança 63,3 milhões de toneladas. A estimativa para as importações de soja em grão situa-se em 900 mil toneladas.

No segmento de derivados, a produção de farelo de soja é projetada em 48,7 milhões de toneladas, com volume exportado ajustado para 25,3 milhões de toneladas, representando uma alta de 1,6% em relação à estimativa anterior. Para o óleo de soja, a produção prevista é de 12,7 milhões de toneladas, com embarques ao exterior projetados em 1,7 milhão de toneladas e importação em 125 mil toneladas.

“A revisão das estimativas reflete a manutenção do dinamismo no processamento nacional de soja e a sólida demanda externa, impulsionada pelo avanço nas exportações de farelo. O crescimento contínuo do esmagamento no acumulado do ano reforça a capacidade operacional e a competitividade do setor industrial brasileiro. Seguimos acompanhando as variáveis de oferta e demanda com prudência para garantir o abastecimento dos mercados interno e externo”, afirma Daniel Furlan Amaral, diretor de Economia e Assuntos Regulatórios da ABIOVE.

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Processamento Mensal e Acumulado

Em junho de 2026, o processamento mensal de soja somou 4,95 milhões de toneladas. Esse volume representa um recuo de 5,3% em comparação a maio de 2026 e uma elevação de 7,3% em relação a junho de 2025, quando ajustado pelo percentual amostral.

No acumulado do ano até junho, o volume processado alcançou 28,30 milhões de toneladas, o que corresponde a um aumento de 7,7% em relação ao mesmo período de 2025, também considerando o ajuste amostral.

As informações são da Abiove.

Fonte: Agência Safras



 

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FONTE

Autor:Rodrigo Ramos (rodrigo@safras.com.br) / Safras News

Site: Agência Safras

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Sustentabilidade

Soja fecha em baixa em Chicago com expectativa pelo USDA, dólar forte e espera pela China – MAIS SOJA

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Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a quarta-feira com preços mais baixos para grão e óleo, e cotações mais altas para farelo. O mercado foi pressionado por uma série de fatores, como a perspectiva de um relatório negativo de oferta e demanda, que será divulgado nesta sexta-feira pelo Departamento de Agricultura do país (USDA). A força do dólar frente a outras moedas e a ausência da China na ponta compradora – em função de feriado por lá – completam o quadro baixista.

Analistas consultados pelas agências internacionais indicam que o número para a safra dos EUA em 2026/27 deverá ficar em 4,541 bilhões de bushels. Em setembro, a previsão era de 4,535 bilhões.

Em relação aos estoques de passagem, o mercado aposta em número 311 milhões de bushels, contra 310 milhões indicados em setembro. Em relação ao quadro de oferta e demanda mundial da soja, o mercado aposta em estoques finais 2026/27 de 123,8 milhões de toneladas, recuando frente ao atuais 124 milhões. Para 2025/26, o USDA deverá reduzir sua estimativa de 125,3 milhões para 125,2 milhões de toneladas.

Os contratos da soja em grão com entrega em novembro de 2026 fecharam com baixa de 5,50 centavos de dólar por bushel ou 0,42%, a US$ 12,97 1/2 por bushel. A posição janeiro de 2027 teve cotação de US$ 13,14 1/2 por bushel, recuo de 4,75 centavos de dólar por bushel ou 0,36%.

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Nos subprodutos, a posição dezembro de 2026 do farelo fechou com ganho de US$ 11,00 por tonelada ou 3,10%, a US$ 365,80 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro de 2026 fecharam a 67,68 centavos de dólar por libra-peso, retração de 2,23 centavo ou 3,18%.

Fonte: Agência Safras



FONTE

Autor:Rodrigo Ramos (rodrigo@safras.com.br) / Safras News

Site: Agência Safras

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Sustentabilidade

Bioestimulantes contra estresse ajudam a elevar produtividade da soja para 138,97 sacas por hectare – MAIS SOJA

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Extrair o potencial genético máximo da soja exige precisão técnica e rigor operacional. Essa realidade ficou evidente no Desafio Nacional de Máxima Produtividade de Soja, organizado pelo Comitê Estratégico Soja Brasil (CESB), no qual a Fazenda Lago Bonito, localizada em Mundo Novo (GO), sagrou-se campeã nacional na categoria Irrigado. A propriedade atingiu a impressionante marca de 138,97 sacas por hectare, servindo como uma verdadeira vitrine de inovação para a sojicultura brasileira.

Entre os principais fatores que impulsionaram o resultado, destaca-se o foco estratégico em nutrição avançada e fisiologia vegetal. O uso de bioestimulantes para a redução de estresse desempenhou um papel determinante na proteção e no desenvolvimento da lavoura nas fases mais críticas do ciclo produtivo.

De acordo com o consultor Dheividy Fernandes, responsável técnico pela conquista, as soluções biológicas e o equilíbrio nutricional foram indispensáveis para sustentar a planta. “A escolha de uma cultivar de alto teto produtivo, adequada à época de plantio, foi o primeiro passo. Em seguida, associamos o equilíbrio nutricional via solo e foliar ao uso de bioestimulantes. Essa estratégia foi crucial para mitigar os picos de estresse térmico e hídrico em fases críticas, que vão do florescimento ao enchimento de grãos (R1 a R5.5)”, explica Fernandes.

Para que os bioestimulantes e a genética expressassem a máxima eficiência, o manejo do solo recebeu atenção rigorosa. O consultor aponta que a alta produtividade exige uma exploração profunda do perfil da terra.

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“Trabalhamos fortemente na descompactação e na correção em profundidade por meio de calagem e gessagem. O objetivo foi eliminar o alumínio tóxico e disponibilizar cálcio nas camadas inferiores. Isso permitiu o desenvolvimento de raízes profundas, aumentando a absorção de água e nutrientes, o que deu sustentação a um elevado número de vagens por planta”, detalha.

Outro pilar decisivo para o título nacional foi a obsessão pela qualidade do plantio e a proteção fitossanitária preventiva. No campo, o monitoramento constante blindou o terço inferior da soja contra pragas como percevejos, lagartas e tripes, além de combater doenças como a mancha-alvo e a podridão de grãos. O manejo utilizou a associação de fungicidas sítio-específicos e multissítios desde o estágio vegetativo, além de defensivos seletivos e biológicos para preservar os inimigos naturais.

Para Fernandes, o Desafio do CESB vai além da premiação, funcionando como uma ferramenta de evolução para todo o setor. “O comitê é fundamental porque quebra os tetos produtivos e mostra o real potencial da cultura no país”.

“O desafio funciona como um ‘raio-X’ da fazenda, pois força o ajuste fino de cada processo — da velocidade e profundidade da semente na semeadura até o timing rigoroso de aplicação no campo. A participação nos força a refinar a gestão e gera aprendizados práticos que depois escalamos para toda a nossa área comercial, provando que produzir mais na mesma área é o caminho mais sustentável e rentável para a sojicultura”, finaliza o campeão nacional.

O CESB é uma OSCIP – organização sem fins lucrativos, composta por 20 membros especialistas e 26 organizações patrocinadoras que acreditam e contribuem para o avanço sustentável dos mais altos índices de produtividade de soja no Brasil, são elas: BASF, INTACTA I2X, JOHN DEERE, SYNGENTA, SIMBIOSE, 3tentos, Agro-sol Sementes, Alltech, Atto Sementes, Brandt, Brasmax, Cordius, Fecoagro, FMC, Gran7, ICL, Jacto, Mosaic, Nitro, Solferti, Stine Seeds, Stoller, Timac Agro, Union Agro, Ubyfol, Valence, Elevagro e IBRA.

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Sustentabilidade

Manejo integrado busca reduzir plantas daninhas antes que elas cheguem à próxima safra – MAIS SOJA

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O manejo de plantas daninhas precisa ser planejado durante todo o ciclo produtivo e não apenas no momento em que as plantas aparecem na lavoura. A estratégia deve considerar o histórico da área, as espécies presentes, o banco de sementes, a cobertura do solo, a capacidade competitiva das culturas, a presença de braquiária, a rotação de culturas e o que será implantado no ciclo seguinte. Para entender melhor, os Centros de Pesquisas (CTECNO), da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT), desenvolvem estudos para esclarecer a importância do planejamento de manejo de ervas daninha.

Nesse sistema, o uso de insumos agrícolas continua sendo uma ferramenta importante para o controle das plantas daninhas, mas deixa de ser a única estratégia utilizada pelo produtor. A integração entre diferentes práticas agronômicas pode reduzir as oportunidades de emergência, crescimento e reprodução das plantas infestantes, diminuindo a dependência do controle químico. Um dos principais pontos para o manejo é entender que o trabalho não termina com a colheita de uma cultura. A infestação observada em uma lavoura é resultado de decisões tomadas anteriormente e também pode influenciar as próximas safras. Por isso, o planejamento deve considerar o sistema produtivo como um todo.

A integração entre culturas agrícolas, braquiária, cobertura do solo e, quando houver, o pastejo, contribui para manter a área ocupada durante mais tempo ao longo do ano. Com menos espaço e recursos disponíveis, as plantas daninhas encontram mais dificuldade para emergir, se estabelecer e se desenvolver. O objetivo não é apenas garantir a produtividade de uma cultura, mas também entregar a área em melhores condições para a safra seguinte. Dessa forma, cada ciclo de produção pode contribuir para reduzir a população de plantas daninhas e diminuir a pressão sobre as culturas que serão implantadas posteriormente.

Diagnóstico da área

Antes de definir qualquer estratégia de controle, o produtor deve conhecer as condições da área. O diagnóstico deve considerar as espécies de plantas daninhas presentes, a densidade e a distribuição na lavoura, o estádio de desenvolvimento, o histórico de infestação, as culturas anteriores, os herbicidas utilizados e a resposta aos tratamentos. Também é preciso observar possíveis escapes recorrentes, suspeita de resistência, fertilidade e compactação do solo, cobertura existente, disponibilidade de água e o sistema produtivo que será implantado na sequência.

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Um escape de plantas daninhas após a aplicação de um defensivo, por exemplo, não significa necessariamente que existe resistência. A falha pode estar relacionada à dose utilizada, ao estádio da planta, às condições ambientais, à qualidade da água, à cobertura da aplicação ou ao momento em que o produto foi aplicado. Por isso, esses fatores precisam ser avaliados antes de confirmar uma possível resistência.

Outro ponto de atenção é evitar que as plantas sobreviventes cheguem à produção de sementes. Uma lavoura de soja que termina o ciclo com plantas daninhas produzindo sementes pode aumentar a infestação no milho e na braquiária que serão implantados posteriormente. Da mesma forma, plantas que permanecem na área após a colheita podem continuar o ciclo e contribuir para o aumento do banco de sementes.

A rotação de culturas e o uso de plantas de cobertura também modificam a ocupação do ambiente, a disponibilidade de recursos e a quantidade de palhada no solo. Essas práticas podem reduzir as oportunidades de estabelecimento das plantas daninhas. No entanto, a diversificação do sistema, sozinha, não elimina o problema. Diferentes sistemas produtivos podem favorecer espécies diferentes e alterar quais plantas daninhas passam a predominar na área. Por isso, mesmo em sistemas diversificados, o monitoramento continua sendo necessário.

Estratégia de manejo

O manejo também precisa continuar depois da aplicação dos insumos. É necessário verificar quais espécies foram controladas, quais permaneceram na área, se ocorreram novos fluxos de emergência, se houve produção de sementes e como ficou a cobertura do solo.

Um tratamento pode apresentar alto percentual de controle logo após a aplicação e, ainda assim, não ser suficiente para o manejo de longo prazo. Se as plantas sobreviventes produzirem sementes, a infestação poderá aumentar nas próximas safras. Além disso, a exposição repetida de uma população de plantas daninhas ao mesmo mecanismo de ação aumenta a pressão de seleção e pode favorecer a resistência. Por isso, reduzir previamente a população de plantas daninhas por meio de cobertura do solo, competição entre culturas, rotação e prevenção da produção de sementes também contribui para preservar a eficiência dosprodutos.

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A qualidade da execução no campo é outro fator determinante. Dessecação, regulagem dos equipamentos, semeadura, distribuição das sementes e tecnologia de aplicação podem definir o sucesso de uma estratégia de manejo. A capacitação de operadores, técnicos e produtores também faz parte desse processo. O objetivo não é retirar os produtos do sistema produtivo, eles continuam sendo ferramentas importantes para o controle das plantas daninhas. A estratégia é reduzir a responsabilidade exclusiva do controle químico e integrar solo, cultura, palhada e rotação para diminuir a população infestante.

Dessa forma, o manejo deixa de ser uma ação voltada apenas para eliminar as plantas daninhas presentes na lavoura e passa a considerar os próximos ciclos. A cada safra, o produtor pode trabalhar para reduzir a infestação, diminuir o banco de sementes e tornar o sistema produtivo menos favorável ao desenvolvimento dessas plantas. Para saber mais sobre o manejo integrado, confira os resultados do Centros de Pesquisa da Aprosoja MT.

Fonte: Aprosoja/MT



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