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8 de outubro de 2026

Sustentabilidade

Efeitos do El Niño na produtividade de Soja, Milho, Arroz e Feijão – MAIS SOJA

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O fenômeno ENOS (El Niño-Oscilação Sul) exerce influência significativa sobre as condições climáticas, afetando, consequentemente, o crescimento, o desenvolvimento e a produtividade das culturas agrícolas. A fase El Niño corresponde aos períodos em que as águas do Oceano Pacífico Equatorial apresentam temperaturas acima da média histórica, enquanto a fase La Niña ocorre quando essas temperaturas ficam abaixo da média. As alterações na temperatura do Pacífico Equatorial provocam impactos em escala global sobre os padrões de circulação atmosférica, o transporte de umidade, a temperatura e a distribuição das precipitações (INPE/CPTEC, 2024).

Para a safra 2026/2027, a predominância do fenômeno El Niño reforça a necessidade de adoção de estratégias de manejo capazes de reduzir seus impactos sobre a produção agrícola. No Brasil, os efeitos do fenômeno variam regionalmente e, em geral, apresentam comportamento oposto entre o Norte e o Sul do País. Enquanto o El Niño tende a aumentar o risco de redução das chuvas na faixa norte das regiões Norte e Nordeste, no Sul há maior propensão à ocorrência de volumes elevados de precipitação (INMET, 2026).

Considerando esse cenário, a Embrapa desenvolveu orientações específicas para reduzir os impactos do El Niño no Sul do Brasil, levando em conta as particularidades das diferentes culturas e sistemas de produção. Essas recomendações podem ser acessadas clicando aqui!. Os efeitos do fenômeno, entretanto, não são uniformes entre as culturas e regiões. Conforme demonstrado por Miro (2026), os impactos negativos sobre a produtividade concentram-se principalmente em culturas de sequeiro, com destaque para arroz e feijão nas regiões Norte e Nordeste do Brasil, enquanto soja e milho não apresentam perdas de produtividade claramente associadas ao El Niño.



Ao avaliar os efeitos das diferentes fases do ENOS sobre o rendimento médio das culturas de soja, milho, arroz e feijão no Brasil, entre 1990 e 2024, Miro (2026) identificou respostas distintas entre regiões e culturas. No Sul, por exemplo, a ocorrência de La Niña está associada à redução relativa do rendimento do milho, resultado compatível com as estiagens que frequentemente atingem a região durante essa fase do fenômeno. O arroz, por ser cultivado predominantemente sob irrigação, apresenta resposta menos negativa, evidenciando a maior vulnerabilidade das culturas de sequeiro às alterações no regime de chuvas.

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Em contrapartida, durante os anos de El Niño, as maiores variações relativas de rendimento são observadas nas regiões Norte e Nordeste, sobretudo nas culturas de arroz, milho e feijão (Figura 1). Esses resultados evidenciam que os impactos do ENOS sobre a agricultura brasileira dependem não apenas da fase do fenômeno, mas também da região, da cultura e do sistema de produção adotado, reforçando a importância do planejamento antecipado e da adoção de estratégias de manejo adaptadas às condições climáticas esperadas.

Figura 1. Variação diferencial do rendimento em anos de El Niño e La Niña, por região e cultura, em relação a anos neutros e ao Sudeste. As barras horizontais representam intervalos de confiança de 95%, com erros-padrão de Conley (200 km).
Fonte: Miro (2026)

Em síntese, a análise de Miro (2026) reforça a concentração dos impactos negativos do El Niño sobre as culturas de arroz e feijão nas regiões Norte e Nordeste. Em anos sob influência do fenômeno, os rendimentos dessas culturas apresentam desempenho inferior ao observado em anos neutros e, no caso do Nordeste, também em relação ao Sudeste. Na região, estima-se uma redução de aproximadamente 11% no rendimento do arroz e de 6% no feijão. No Norte, os efeitos também são negativos, com recuos relativos de cerca de 4% para o arroz e 6% para o feijão. Por outro lado, soja e milho não apresentam perdas de produtividade claramente associadas ao El Niño, possivelmente em razão da maior concentração em áreas tecnificadas e de diferentes regimes pluviométricos. Os resultados reforçam, portanto, a importância da adoção de medidas preventivas de manejo, especialmente em áreas com histórico de perdas relacionadas à influência do fenômeno.

Figura 2. Variação diferencial do rendimento em anos de El Niño, por região e cultura, em relação a anos neutros e ao Sudeste. Tons de vermelho indicam perdas relativas e tons de azul indicam ganhos relativos. O Sudeste, em cinza, é a região de referência.
Fonte: Miro (2026)

Confira o estudo completo desenvolvido por Miro (2026) clicando aqui!

Referências:

INMET. EL NIÑO EM 2026? Instituto Nacional de Meteorologia, 2026. Disponível em: < https://portal.inmet.gov.br/noticias/el-ni%25C3%25B1o-em-2026 >, acesso em: 19/08/2026.

INPE; CPTEC. CONDIÇÕES ATUAIS DO ENOS: NEUTRALIDADE. Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos, 2024. Disponível em: < http://enos.cptec.inpe.br/ >, acesso em: 19/08/2026.

MIRO, V. H. EFEITOS DO EL NIÑO NA PRODUTIVIDADE AGRÍCOLA BRASILEIRA. Prisma, LABDEA, UFC, 2026. Disponível em: < https://labdea.ufc.br/wp-content/uploads/2026/06/prisma-01.pdf >, acesso em: 19/08/2026.

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Sustentabilidade

Sucessor®, o novo e potente inseticida da UPL, com tecnologia BlastTM, possui efeito de choque extremo para combate das principais pragas da soja, milho e algodão – MAIS SOJA

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A UPL Brasil, empresa do Grupo UPL, fornecedor global de soluções agrícolas sustentáveis, eleva sua linha de inseticidas ao mais alto padrão de eficácia com Sucessor®, solução com formulação inédita e tecnologia Blast™, que combate as mais importantes pragas da soja e milho (complexo de percevejos e cigarrinha) e do algodão (bicudo).

Sucessor® fortalece ainda mais a liderança da UPL em inseticidas contra pragas, posição conquistada com contínuos investimentos em pesquisa e desenvolvimento, além de escuta ativa dos produtores e pesquisadores.

Cristiano Figueiredo, CEO da UPL Brasil, assinala: “Sucessor® é o resultado de mais de 10 anos de investimentos em pesquisa e representa a evolução do controle de pragas, sendo o único produto da categoria registrado para as três culturas. Essa inovação da UPL é reflexo do nosso modelo de inovação que escuta as necessidades do campo para desenvolver tecnologias aderentes aos principais desafios da lavoura, apoiando o agricultor que precisa de ferramentas cada vez mais modernas, eficientes, confiáveis e consistentes”.

Leandro Valerim, gerente do portfólio de inseticidas da UPL Brasil, acrescenta: “Sucessor® combina choque extremo, velocidade de ação, longo efeito residual e consistência de controle. Esses diferenciais só são possíveis devido à tecnologia de formulação Blast™, desenvolvida pela UPL, que possibilita a combinação de ingredientes ativos originalmente incompatíveis em uma formulação altamente sinérgica e consistente.”

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Sucessor® proporciona choque extremo sobre os alvos, com eliminação, em média, entre 30 minutos e uma hora. Consequentemente, os agricultores precisam de menos aplicações para combater os insetos que causam tantos prejuízos aos cultivos. A velocidade e eficácia do evento de choque também reduz a taxa e velocidade de reinfestação, adicionando ao efeito prolongado do produto na lavoura.

O produto chega ao mercado após testes realizados em diferentes regiões do Brasil nas últimas safras. Os resultados comprovam seus atributos positivos, informa o pesquisador Geraldo Papa, que avaliou a performance do produto no campo. Papa destaca que “tanto para percevejos da soja como do milho e para bicudo do algodão, Sucessor® está no mesmo nível dos melhores”.

Ele diz: “se pegar os três melhores para o bicudo, Sucessor® está no mesmo nível ou melhor em alguns aspectos; se pegar os melhores para controle de percevejos em soja, Sucessor® entrou no mesmo nível e em alguns aspectos melhor; e para o percevejo barriga-verde do milho, a mesma coisa”.

O pesquisador Edivaldo Velini também acompanhou o desenvolvimento da tecnologia de formulação do produto e experimentos de Sucessor®. Para ele, um mérito é a tropicalização da tecnologia. Ou seja: “a tecnologia Blast™ permitiu que a eficácia fosse comprovada em condições brasileiras, o que dá muito mais segurança para os agricultores utilizarem o produto em suas lavouras”. Ele destaca também a captura de sinergismo entre os princípios ativos, assim como a estabilidade da formulação, este “o grande diferencial do produto”.

“Gerar a inovação que transforma o agro por meio da escuta ativa do campo é parte de quem somos. É nossa responsabilidade colocar no mercado soluções que ajudam o agricultor brasileiro a superar os desafios de cada safra. Com Sucessor®, avançamos muito nesse compromisso”, ressalta o CEO Cristiano Figueiredo.

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Sobre a UPL

A UPL Ltd. (NSE: UPL &amp; BSE: 512070, LSE: UPLL) é uma fornecedora global de produtos e soluções agrícolas sustentáveis, com receita anual superior a US$ 5,2 bilhões. Além disso, o Grupo está focado em acelerar o progresso do sistema alimentar por meio do conceito OpenAg®. Consequentemente, tem construído uma rede que está reimaginando a sustentabilidade e redefinindo a maneira como uma indústria inteira pensa e trabalha – aberta a novas ideias, e inovação como missão de tornar cada produto alimentício mais sustentável.

Como uma das maiores empresas de soluções agrícolas do mundo (presentes em mais de 140 países, representados por mais de 12.000 colaboradores globalmente), o seu robusto portfólio consiste em soluções inovadoras, biológicas e tradicionais de proteção de cultivos – com mais de 15.000 registros. Para obter mais informações e soluções em toda a cadeia de valor alimentar, Mais informações, clique aqui.

Fonte: Assessoria de imprensa



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Sustentabilidade

El Niño ‘explosivo’ pode ser um dos mais fortes desde 1950 entre janeiro e março de 2027, com Pacífico acima de 4°C; veja o que vem pela frente

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Os dados divulgados pela Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) mostram que o El Niño continua ganhando força e pode alcançar uma intensidade histórica nos próximos meses. Segundo a agência, a probabilidade de o fenômeno permanecer forte a muito forte entre janeiro e março de 2027 supera 83%.

A intensificação foi observada principalmente nas águas do Pacífico equatorial. No último mês, foram registradas anomalias de temperatura da superfície do mar superiores a 4 °C em partes do Pacífico equatorial oriental. O índice Niño-3.4 chegou a +2,1 °C, enquanto o Niño-3 atingiu +3,0 °C e o Niño-1+2 alcançou +3,9 °C.

A NOAA também aponta que as condições abaixo da superfície do oceano continuam reforçando o fenômeno. As temperaturas subsuperficiais permanecem mais de 10 °C acima da média em profundidade no Pacífico oriental, enquanto mudanças nos ventos, na convecção e na precipitação indicam que oceano e atmosfera estão atuando de forma conjunta para fortalecer o El Niño.

O cenário chama ainda mais atenção quando são consideradas as chances de um evento histórico. A NOAA estima 54% de probabilidade de que a intensidade do fenômeno supere o nível de eventos anteriores entre setembro e novembro, 83% entre outubro e dezembro e 70% entre novembro e janeiro. O critério considera um RONI de três meses igual ou superior a +2,5 °C.

Apesar da força do fenômeno, a NOAA ressalta que a intensidade do El Niño, sozinha, não determina exatamente como o clima vai se comportar em cada região. A distribuição das chuvas, a atuação de sistemas meteorológicos de menor escala e o momento em que esses eventos ocorrem também são fundamentais para definir os impactos sobre o Brasil e sobre a agricultura.

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Para a safra 2026/27 de soja, portanto, o alerta está ligado principalmente à possibilidade de mudanças no padrão de chuva e temperatura ao longo dos próximos meses. O El Niño já está estabelecido e se fortalecendo, mas seus efeitos não representam uma garantia de estiagem ou excesso de chuva. A próxima Discussão de Diagnóstico do ENSO da NOAA está prevista para 12 de novembro de 2026.

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Sustentabilidade

Algodão fecha em baixa em NY com dólar em alta frente a outras moedas – MAIS SOJA

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A Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures) para o algodão fechou com preços mais baixos nesta quarta-feira.

O dólar em alta contra o real e outras moedas foi aspecto baixista para a pluma no dia. Segundo traders, fatores técnicos contribuíram para as perdas.

Os contratos com entrega em dezembro/2026 fecharam o dia a 80,03 centavos de dólar por libra-peso, baixa de 1,18 centavo, ou de 1,4%. Março/2027 fechou a 83,12 centavos, desvalorização de 1,05 centavo, ou de 1,2%.

Fonte: Agência Safras

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FONTE

Autor:Lessandro Carvalho (lessandro@safras.com.br) / Agência Safras News

Site: Agência Safras

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