Agro Mato Grosso
Aprosoja MT reitera à Energisa a necessidade de avanços na energia do campo

Ampliação da rede trifásica, manutenção de faixas de servidão e oscilações de tensão estão entre as demandas reunidas nos 35 Núcleos em Mato Grosso
Ampliação da rede trifásica, manutenção das faixas de servidão e a estabilidade da tensão fornecida às propriedades estão entre os pedidos dos produtores rurais que a Associação dos Produtores de Soja e Milho do Estado de Mato Grosso (Aprosoja MT) tem levado à Energisa. As demandas foram reunidas em reuniões realizadas nos 35 Núcleos da entidade, posicionados estrategicamente de norte a sul do estado, e reiteradas à concessionária de energia por meio de ofício em encontro realizado na última sexta-feira (14), em Cuiabá.
A agenda dá continuidade às tratativas que a associação vem conduzindo junto à Energisa e ao Governo de Mato Grosso, em reuniões técnicas, audiências públicas sobre a renovação da concessão e no acompanhamento direto do dia a dia dos produtores.
O trabalho nos Núcleos é o canal pelo qual a entidade organiza o que chega do campo. Entre 2025 e 2026, foram 41 reuniões com produtores de diferentes regiões, que consolidaram mais de 320 demandas. Os 36 grupos de WhatsApp mantidos entre produtores e a equipe da concessionária somam outros 2.160 registros. O material permite identificar onde estão e quais são as principais demandas.
“A energia elétrica é um grande gargalo do nosso estado, principalmente quando pensamos em irrigação e em armazéns. Algumas localidades ainda têm limitação na quantidade de energia disponível e o trifásico não chega a todos os lugares. Mato Grosso precisa avançar nesse sentido para se desenvolver ainda mais. Estamos tratando do tema há bastante tempo, temos tido reuniões sucessivas tanto com o Governo do Estado quanto com a Energisa, justamente buscando essa melhoria”, afirma o presidente da Aprosoja MT, Lucas Costa Beber.
Paranatinga é um exemplo de como o levantamento ganha contorno local. Um dos maiores municípios do estado, com eixos rodoviários que chegam a 200 quilômetros em direção ao norte, tem parte expressiva da rede instalada antes da expansão agrícola das últimas décadas.
“É bastante rede antiga. O município é muito grande e não está com uma estrutura preparada para o que ele é hoje, principalmente no agro”, diz o delegado coordenador do Núcleo de Paranatinga, Jean Marcell Benetti. Entre os pontos mais citados na região: postes em más condições, fios em altura inadequada, falta de energia frequente, transformadores com capacidade limitada e pouca rede trifásica na área rural.
A ampliação do trifásico aparece como condição para novos investimentos. Sem ela, propriedades que pretendem construir armazéns precisam recorrer a soluções próprias. “Uma fazenda aqui perto, para fazer um armazém, precisaria puxar uma rede privada trifásica de cerca de 17 quilômetros. São em torno de dois milhões só para puxar energia”, relata.
A manutenção das faixas de rede é o ponto que os produtores classificam como o mais urgente neste momento. Paranatinga é o município com mais cabeceiras em Mato Grosso, o que amplia as áreas de reserva legal e de preservação permanente e faz as linhas cruzarem esses trechos com mais frequência do que em outras localidades.
Com a vegetação seca da estiagem, as ocorrências de princípios de incêndios aumentam. “Nesse período, o problema se agravou. O fio enrosca em árvores, algum equipamento pode soltar faísca e queimar a mata que fica debaixo da rede”, explica. “A urgência hoje é a limpeza das redes e o reforço da equipe, para ter um atendimento melhor”.
Na avaliação da diretoria, o dialogo tem avançado e o passo seguinte é a execução. “Avançamos no diálogo com a Energisa, no levantamento das demandas nos Núcleos e na previsão de novos investimentos. Agora, o principal desafio é fazer com que esses investimentos cheguem efetivamente ao produtor, com mais rede trifásica, capacidade de carga e qualidade no fornecimento”, diz o diretor administrativo da Aprosoja MT, Diego Bertuol.
Ele observa que o atendimento a ocorrências emergenciais como queda de fios, postes e obstrução de linhas, apresentou melhora. Em situações recorrentes, como oscilações ao longo do dia, a associação pede maior eficiência no atendimento. “Em resumo, avançamos no diálogo e no planejamento; precisamos avançar na execução”.
No ofício entregue ao diretor-presidente da concessionária, Marcelo Vinhaes, a associação solicita a apresentação de um plano de ação para as demandas já encaminhadas pelos produtores, com prazos definidos e acompanhamento de resultados. Pede ainda a criação de protocolo específico nos canais de atendimento para o registro de oscilações de tensão por consumidores do Grupo B e a participação da associação na instância de governança do Programa MT Trifásico.
A Aprosoja MT reforça que energia elétrica de qualidade, estável e com capacidade compatível com a atividade produtiva deixou de ser apenas uma questão operacional e passou a constituir infraestrutura indispensável à competitividade de Mato Grosso.
Agro Mato Grosso
Criança de 1 ano se afoga e é entubada após carro cair de ponte em Sorriso MT

Testemunhas contaram que estavam no mesmo sentido do veículo quando viram o carro cair, no bairro Boa Esperança.
Um menino de 1 ano e 6 meses está entubado no Hospital Regional de Sorriso, a 420 km de Cuiabá, após o carro em que estava com a mãe cair de uma ponte no bairro Boa Esperança, em Sorriso, nesta quinta-feira (8).
Testemunhas que auxiliaram no resgate contaram que estavam no mesmo sentido do veículo quando viram o carro cair da ponte. Elas quebraram o vidro do automóvel para retirar a criança, que se afogou.
O menino foi atendido inicialmente pelo Corpo de Bombeiros e em seguida foi conduzido até o hospital, onde está sendo atendido.
Segundo uma das testemunhas, a mãe gritava por socorro, sabia nadar e conseguiu deixar o veículo sem ferimentos.
A dinâmica do acidente ainda não foi divulgada.
Agro Mato Grosso
Vazio sanitário do algodão começa em 15 de outubro e exige atenção dos produtores em MT

Período segue até 14 de dezembro na Região 2, que inclui Lucas do Rio Verde, Sorriso e Nova Mutum; Indea orienta produtores sobre destruição de restos culturais e controle do bicudo-do-algodoeiro
Agro Mato Grosso
Pedágio eletrônico começa a ser cobrado em seis pontos da MT-020 e MT-326

Carros de passeio pagam R$ 13,67 em cada ponto; motorista não precisa parar em cabine e tem opções de pagamento por tag, aplicativo ou site.
A cobrança de pedágio começa à meia-noite de quarta-feira (14) nas rodovias MT-020 e MT-326, entre Paranatinga, Campinápolis, Água Boa e Canarana, no Leste de Mato Grosso. Para carros de passeio, o valor será de R$ 13,67 em cada ponto de cobrança.
O pedágio será feito pelo sistema eletrônico free flow, que identifica a placa ou a tag do veículo sem a necessidade de parar em cabines ou passar por cancelas. Ao todo, são seis pontos de cobrança: cinco na MT-020, nos km 403, 464, 516, 597 e 640, e um na MT-326, no km 190.
A concessionária CS Rodovias Rota da Integração assumiu o trecho no fim de março e informou que já investiu mais de R$ 100 milhões na recuperação das rodovias, sinalização, veículos e equipamentos.
Como pagar
Depois de passar pelo ponto de cobrança, o motorista pode pagar de três formas:
- Tag: o valor é cobrado automaticamente de empresas como Sem Parar, ConectCar, Veloe, Move Mais e Greenpass.
- Aplicativo ou site: o motorista pode consultar as passagens e fazer o pagamento pelo aplicativo ou pelo site da concessionária.
- Totens: o pagamento também pode ser feito nos equipamentos instalados nos Serviços de Atendimento aos Usuários (SAUs), nos km 472 e 638 da MT-020.
O valor do pedágio muda de acordo com o tipo de veículo. Em caso de dúvidas, a concessionária atende pelo telefone 0800 020 0326, de forma gratuita.
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