Agro Mato Grosso
Últimos dias para participar do Prêmio Aprosoja MT de Jornalismo 2026

Faltam apenas cinco dias para o encerramento das inscrições da 4ª edição do Prêmio Aprosoja MT de Jornalismo. Profissionais e estudantes de Jornalismo de todo o Brasil podem cadastrar seus trabalhos até 21 de agosto, às 17h, no horário de Brasília.
Com o tema “O agro sustentável que transforma a cidade a partir do campo”, a edição 2026 amplia o alcance da premiação e busca valorizar produções jornalísticas que contribuam para aproximar a sociedade das diferentes dimensões do agronegócio.
Os comunicadores podem se inscrever em seis diferentes categorias: Reportagem em Vídeo, Reportagem em Texto, Reportagem em Áudio, Fotojornalismo, Jornalismo Universitário e Destaques Mato-grossenses. Podem participar trabalhos publicados entre 12 de setembro de 2025 e 21 de agosto de 2026, conforme as regras estabelecidas no regulamento.
Além das premiações por categoria, que chegam a R$20 mil para os primeiros colocados nas modalidades profissionais, os finalistas concorrem ao Prêmio Master, que oferece uma vaga na Missão Aprosoja MT Estados Unidos 2027, com despesas custeadas pela entidade, de acordo com o regulamento.
As inscrições são gratuitas e devem ser feitas exclusivamente pelo site oficial do prêmio. Com o prazo próximo do fim, esta é a última oportunidade para jornalistas e estudantes que tenham produzido conteúdos relacionados ao tema apresentarem seus trabalhos.
Agro Mato Grosso
FMC reúne especialistas e lança Rustop® durante 10ª edição do Experts Café

Evento, realizado em Ribeirão Preto, reúne consultores para dois dias de discussões sobre desafios e novas tecnologias para a cafeicultura e lançamento de fungicida inovador
A FMC, empresa global de ciências para agricultura, reúne, até 19 de agosto, em Ribeirão Preto (SP), cerca de 60 consultores de diferentes regiões produtoras de café do Brasil para a 10ª edição do Experts Café. O encontro promove discussões técnicas, troca de experiências e atualização sobre os principais desafios da cafeicultura, com destaque para o lançamento de Rustop®, novo fungicida da companhia voltado ao manejo da ferrugem e da cercosporiose.
A programação do Experts Café 2026 foi estruturada para discutir temas que impactam diretamente o desempenho dos cafezais, como manejo de doenças, pragas, condições climáticas extremas, cenário da próxima safra e novas estratégias para uma cafeicultura mais eficiente e sustentável. O primeiro dia do evento será marcado pela apresentação de Rustop®, enquanto a programação dos demais momentos aprofunda o posicionamento da tecnologia e sua contribuição para o manejo da cultura.
Nova tecnologia para um dos principais desafios do cafezal
A ferrugem do cafeeiro, causada pelo fungo Hemileia vastatrix, está entre as doenças de maior impacto econômico para a cafeicultura. A doença pode reduzir a área foliar, afetando o vigor das plantas, a qualidade dos frutos e a produtividade.
O desafio se torna ainda maior diante das variações climáticas observadas nas diferentes regiões produtoras. Por isso, o monitoramento das lavouras e a adoção de estratégias eficientes de manejo são fundamentais para preservar o potencial produtivo do cafezal.
É nesse cenário que a FMC apresenta Rustop®, fungicida que traz a molécula inédita fluindapir, exclusiva da companhia, em combinação com azoxistrobina. A tecnologia reúne dois modos de ação complementares para ampliar a proteção contra a ferrugem e a cercosporiose (Cercospora coffeicola).
A combinação dos dois ingredientes ativos contribui para um manejo mais eficiente das doenças e para a redução do risco de desenvolvimento de resistência, oferecendo ao produtor uma nova ferramenta para integrar às estratégias de proteção do cafezal.
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“Nessa edição comemorativa de 10 anos do Experts Café temos um espaço importante para estarmos próximos de quem vive os desafios da cafeicultura no campo e, principalmente, para promover uma troca qualificada de conhecimento. Temos um momento ainda mais especial com a apresentação de Rustop®. A tão esperada tecnologia chega à cafeicultura trazendo uma combinação de modos de ação e uma molécula inédita, reforçando o compromisso da FMC com inovação e com soluções que apoiem o produtor na construção de uma lavoura mais produtiva e sustentável”, destaca Luís Grandeza, gerente de cultivos da FMC.
Participam do encontro consultores de Minas Gerais, Espírito Santo e Bahia, incluindo profissionais das principais regiões cafeeiras mineiras.
Conhecimento para antecipar desafios
Além do lançamento de Rustop®, a programação do Experts Café contempla debates sobre diferentes aspectos que influenciam o desempenho da cafeicultura. Entre os temas estão o manejo de doenças, perspectivas climáticas e seus impactos sobre a fisiologia do cafeeiro, cenário de safra, redução de estresse e estratégias para o manejo de pragas.
O encontro também contará com apresentações sobre o portfólio de biológicos da FMC e discussões sobre o futuro da cultura, reforçando a proposta da companhia de atuar não apenas com soluções para problemas específicos, mas também com conhecimento e tecnologias integradas para apoiar as decisões ao longo do ciclo produtivo.
Para Fernanda Duarte, desenvolvedora de mercado da FMC, a troca com consultores de diferentes regiões amplia a capacidade de compreender os desafios particulares de cada ambiente de produção.
“Reunir consultores que acompanham de perto diferentes realidades da cafeicultura brasileira é uma oportunidade de ampliar o diálogo e transformar conhecimento em estratégias práticas para o campo. O Experts Café nasceu com esse propósito e, ao chegar à sua 10ª edição, reforça a importância de construir essa relação de confiança e compartilhar soluções que façam sentido para as diferentes regiões produtoras”, afirma.
Sobre a FMC
A FMC Corporation é uma empresa global de ciências agrícolas dedicada a auxiliar produtores rurais na produção de alimentos, rações, fibras e combustíveis para uma população mundial em expansão, adaptando-se a um ambiente em constante mudança. As soluções inovadoras de proteção de cultivos da FMC – incluindo produtos biológicos, nutrição de cultivos, agricultura digital e de precisão – permitem que produtores e consultores agrícolas enfrentem seus maiores desafios econômicos, protegendo o meio ambiente. A FMC está comprometida em descobrir novos ingredientes ativos de herbicidas, inseticidas e fungicidas, formulações de produtos e tecnologias pioneiras que sejam consistentemente melhores para o planeta. Visite fmc.com para saber mais e siga-nos no LinkedIn®.
Agro Mato Grosso
Aprosoja MT reitera à Energisa a necessidade de avanços na energia do campo

Ampliação da rede trifásica, manutenção de faixas de servidão e oscilações de tensão estão entre as demandas reunidas nos 35 Núcleos em Mato Grosso
Ampliação da rede trifásica, manutenção das faixas de servidão e a estabilidade da tensão fornecida às propriedades estão entre os pedidos dos produtores rurais que a Associação dos Produtores de Soja e Milho do Estado de Mato Grosso (Aprosoja MT) tem levado à Energisa. As demandas foram reunidas em reuniões realizadas nos 35 Núcleos da entidade, posicionados estrategicamente de norte a sul do estado, e reiteradas à concessionária de energia por meio de ofício em encontro realizado na última sexta-feira (14), em Cuiabá.
A agenda dá continuidade às tratativas que a associação vem conduzindo junto à Energisa e ao Governo de Mato Grosso, em reuniões técnicas, audiências públicas sobre a renovação da concessão e no acompanhamento direto do dia a dia dos produtores.
O trabalho nos Núcleos é o canal pelo qual a entidade organiza o que chega do campo. Entre 2025 e 2026, foram 41 reuniões com produtores de diferentes regiões, que consolidaram mais de 320 demandas. Os 36 grupos de WhatsApp mantidos entre produtores e a equipe da concessionária somam outros 2.160 registros. O material permite identificar onde estão e quais são as principais demandas.
“A energia elétrica é um grande gargalo do nosso estado, principalmente quando pensamos em irrigação e em armazéns. Algumas localidades ainda têm limitação na quantidade de energia disponível e o trifásico não chega a todos os lugares. Mato Grosso precisa avançar nesse sentido para se desenvolver ainda mais. Estamos tratando do tema há bastante tempo, temos tido reuniões sucessivas tanto com o Governo do Estado quanto com a Energisa, justamente buscando essa melhoria”, afirma o presidente da Aprosoja MT, Lucas Costa Beber.
Paranatinga é um exemplo de como o levantamento ganha contorno local. Um dos maiores municípios do estado, com eixos rodoviários que chegam a 200 quilômetros em direção ao norte, tem parte expressiva da rede instalada antes da expansão agrícola das últimas décadas.
“É bastante rede antiga. O município é muito grande e não está com uma estrutura preparada para o que ele é hoje, principalmente no agro”, diz o delegado coordenador do Núcleo de Paranatinga, Jean Marcell Benetti. Entre os pontos mais citados na região: postes em más condições, fios em altura inadequada, falta de energia frequente, transformadores com capacidade limitada e pouca rede trifásica na área rural.
A ampliação do trifásico aparece como condição para novos investimentos. Sem ela, propriedades que pretendem construir armazéns precisam recorrer a soluções próprias. “Uma fazenda aqui perto, para fazer um armazém, precisaria puxar uma rede privada trifásica de cerca de 17 quilômetros. São em torno de dois milhões só para puxar energia”, relata.
A manutenção das faixas de rede é o ponto que os produtores classificam como o mais urgente neste momento. Paranatinga é o município com mais cabeceiras em Mato Grosso, o que amplia as áreas de reserva legal e de preservação permanente e faz as linhas cruzarem esses trechos com mais frequência do que em outras localidades.
Com a vegetação seca da estiagem, as ocorrências de princípios de incêndios aumentam. “Nesse período, o problema se agravou. O fio enrosca em árvores, algum equipamento pode soltar faísca e queimar a mata que fica debaixo da rede”, explica. “A urgência hoje é a limpeza das redes e o reforço da equipe, para ter um atendimento melhor”.
Na avaliação da diretoria, o dialogo tem avançado e o passo seguinte é a execução. “Avançamos no diálogo com a Energisa, no levantamento das demandas nos Núcleos e na previsão de novos investimentos. Agora, o principal desafio é fazer com que esses investimentos cheguem efetivamente ao produtor, com mais rede trifásica, capacidade de carga e qualidade no fornecimento”, diz o diretor administrativo da Aprosoja MT, Diego Bertuol.
Ele observa que o atendimento a ocorrências emergenciais como queda de fios, postes e obstrução de linhas, apresentou melhora. Em situações recorrentes, como oscilações ao longo do dia, a associação pede maior eficiência no atendimento. “Em resumo, avançamos no diálogo e no planejamento; precisamos avançar na execução”.
No ofício entregue ao diretor-presidente da concessionária, Marcelo Vinhaes, a associação solicita a apresentação de um plano de ação para as demandas já encaminhadas pelos produtores, com prazos definidos e acompanhamento de resultados. Pede ainda a criação de protocolo específico nos canais de atendimento para o registro de oscilações de tensão por consumidores do Grupo B e a participação da associação na instância de governança do Programa MT Trifásico.
A Aprosoja MT reforça que energia elétrica de qualidade, estável e com capacidade compatível com a atividade produtiva deixou de ser apenas uma questão operacional e passou a constituir infraestrutura indispensável à competitividade de Mato Grosso.
Agro Mato Grosso
Bactérias do milho mudam programação ao crescer nas raízes

Proteômica mostra alterações em até 60% das proteínas e respostas distintas entre sete espécies associadas ao milho
Bactérias associadas às raízes do milho mudam de forma ampla sua programação durante o crescimento na planta, em comparação ao cultivo em laboratório. Pesquisadores dos Estados Unidos encontraram diferenças na abundância de 20% a 60% das proteínas detectadas em sete espécies bacterianas. As alterações envolveram milhares de proteínas e funções ligadas à nutrição, motilidade, secreção e colonização. O resultado reforça a necessidade de avaliar microrganismos no ambiente vegetal para compreender seu funcionamento e desenvolver aplicações agrícolas.
A equipe cultivou sete bactérias isoladas de raízes de milho em duas condições. Uma parte cresceu em meio mínimo definido, no laboratório. Outra parte cresceu individualmente sobre raízes estéreis de milho. A análise por proteômica diferencial detectou entre 1.507 e 2.159 proteínas por espécie.
O número de proteínas com abundância diferente entre as condições variou de 339, em Herbaspirillum robiniae, a 1.278, em Brucella pituitosa. O estudo também incluiu Chryseobacterium indologenes, Curtobacterium pusillum, Enterobacter ludwigii, Pseudomonas putida e Stenotrophomonas maltophilia.
Limitação de estudos
Segundo os pesquisadores, os resultados mostram uma limitação de estudos baseados apenas em condições in vitro. O comportamento observado no laboratório não reproduziu, em vários casos, a fisiologia das bactérias durante a interação com a planta. As sete espécies modificaram sua expressão proteica nas raízes. O tipo de resposta, porém, apresentou forte dependência da espécie.
A principal resposta comum apareceu nos sistemas de transporte. Proteínas transportadoras aumentaram em todas as sete bactérias durante o crescimento na planta. A equipe identificou 570 proteínas transportadoras com abundância diferencial e as distribuiu em 21 categorias funcionais. Transportadores de aminoácidos e açúcares e porinas apareceram entre os grupos de maior participação nos proteomas.
Dos 82 componentes ligados ao transporte de açúcares com abundância diferencial, 69 aumentaram nas raízes. O conjunto incluiu sistemas relacionados à entrada de compostos com cinco e seis carbonos, dissacarídeos e polissacarídeos. Esse padrão indica acesso a uma diversidade de fontes de carbono no ambiente radicular.
Diferenças marcantes
Fora dessa resposta comum, as estratégias apresentaram diferenças marcantes. Algumas bactérias aumentaram proteínas associadas à motilidade. Outras reduziram esses componentes durante a permanência na raiz. Herbaspirillum robiniae, por exemplo, apresentou maior abundância de proteínas de quimiotaxia e do flagelo na planta. Enterobacter ludwigii mostrou o padrão oposto. Treze proteínas de quimiotaxia tiveram maior abundância em laboratório. O mesmo ocorreu com seis das sete proteínas flagelares com diferença significativa.
Metabolismo do carbono
As mudanças também atingiram o metabolismo do carbono. Curtobacterium pusillum aumentou a abundância de enzimas associadas à degradação de hemicelulose durante o crescimento nas raízes. Entre elas apareceram alfa-L-arabinofuranosidase, isomerase de arabinose e isomerase de xilose.
Ensaios em laboratório deram suporte a essa interpretação. Curtobacterium pusillum cresceu em meio mínimo com xilano como principal fonte de carbono. Cinco das seis proteínas ligadas ao catabolismo de hemicelulose avaliadas aumentaram no cultivo com xilano, em comparação ao meio com glicose e malato. Os pesquisadores consideram os resultados compatíveis com a degradação de hemicelulose por essa espécie no ambiente das raízes.
Herbaspirillum robiniae também apresentou aumento de proteínas associadas ao aproveitamento de hemicelulose na planta. O ensaio com xilano não permitiu confirmar o uso do composto como principal fonte de carbono. A bactéria cresceu de forma semelhante no meio com xilano e no meio sem fonte primária de carbono. Mesmo assim, proteínas ligadas ao transporte e à degradação de xilose aumentaram na presença do polissacarídeo.
Outra possível fonte de carbono apareceu em Curtobacterium pusillum e Herbaspirillum robiniae. Enzimas da beta-oxidação de ácidos graxos apresentaram maior abundância nas raízes. Herbaspirillum robiniae também elevou componentes do ciclo do glioxilato. O conjunto sugere potencial aproveitamento de ácidos graxos durante o crescimento na planta.
Resposta ao fósforo
A resposta ao fósforo apresentou diferenças entre espécies. Enterobacter ludwigii aumentou proteínas relacionadas ao metabolismo do nutriente nas raízes. A fosfatase alcalina apareceu em maior abundância nessa condição. A enzima participa da liberação de fosfato a partir de compostos orgânicos e polifosfatos.
Enterobacter ludwigii também solubilizou fosfato em ensaio com ágar Pikovskaya. Curtobacterium pusillum, Herbaspirillum robiniae e Pseudomonas putida apresentaram capacidade de solubilização no teste. Brucella pituitosa, Chryseobacterium indologenes e Stenotrophomonas maltophilia não produziram o mesmo resultado nessas condições.
Um dos efeitos mais claros sobre a colonização apareceu em Herbaspirillum robiniae. A bactéria possui dois sistemas de secreção do tipo VI. Proteínas dos dois sistemas aumentaram nas raízes. A equipe produziu mutantes com perda funcional de um ou dos dois sistemas para avaliar sua participação na interação com o milho.
A perda simultânea dos dois sistemas reduziu em cerca de três vezes a abundância da bactéria nas raízes após 14 dias, em comparação à linhagem original. As alterações individuais provocaram reduções menores e sem significância estatística. Os dados indicam participação conjunta dos dois sistemas na colonização e no crescimento de Herbaspirillum robiniae sobre as raízes.
Funções ainda desconhecidas
O estudo também revelou uma parcela ampla de funções ainda desconhecidas. Entre 5.265 proteínas com abundância diferencial, 2.192 não receberam anotação ou categorização funcional confiável. Para os pesquisadores, esse conjunto pode incluir mecanismos ainda não caracterizados de adaptação e colonização do ambiente radicular.
Os experimentos avaliaram cada espécie de forma isolada. Essa condição permitiu identificar respostas específicas à planta, mas não reproduziu as interações presentes em comunidades microbianas. Os pesquisadores apontam como próximo passo a análise de múltiplas espécies no mesmo hospedeiro. Esse avanço poderá mostrar como as bactérias modificam seu funcionamento diante da planta e de outros microrganismos e contribuir para o desenvolvimento de produtos microbianos voltados à agricultura (doi 10.1128/msystems.00371-26).
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