Agro Mato Grosso
Bactérias do milho mudam programação ao crescer nas raízes

Proteômica mostra alterações em até 60% das proteínas e respostas distintas entre sete espécies associadas ao milho
Bactérias associadas às raízes do milho mudam de forma ampla sua programação durante o crescimento na planta, em comparação ao cultivo em laboratório. Pesquisadores dos Estados Unidos encontraram diferenças na abundância de 20% a 60% das proteínas detectadas em sete espécies bacterianas. As alterações envolveram milhares de proteínas e funções ligadas à nutrição, motilidade, secreção e colonização. O resultado reforça a necessidade de avaliar microrganismos no ambiente vegetal para compreender seu funcionamento e desenvolver aplicações agrícolas.
A equipe cultivou sete bactérias isoladas de raízes de milho em duas condições. Uma parte cresceu em meio mínimo definido, no laboratório. Outra parte cresceu individualmente sobre raízes estéreis de milho. A análise por proteômica diferencial detectou entre 1.507 e 2.159 proteínas por espécie.
O número de proteínas com abundância diferente entre as condições variou de 339, em Herbaspirillum robiniae, a 1.278, em Brucella pituitosa. O estudo também incluiu Chryseobacterium indologenes, Curtobacterium pusillum, Enterobacter ludwigii, Pseudomonas putida e Stenotrophomonas maltophilia.
Limitação de estudos
Segundo os pesquisadores, os resultados mostram uma limitação de estudos baseados apenas em condições in vitro. O comportamento observado no laboratório não reproduziu, em vários casos, a fisiologia das bactérias durante a interação com a planta. As sete espécies modificaram sua expressão proteica nas raízes. O tipo de resposta, porém, apresentou forte dependência da espécie.
A principal resposta comum apareceu nos sistemas de transporte. Proteínas transportadoras aumentaram em todas as sete bactérias durante o crescimento na planta. A equipe identificou 570 proteínas transportadoras com abundância diferencial e as distribuiu em 21 categorias funcionais. Transportadores de aminoácidos e açúcares e porinas apareceram entre os grupos de maior participação nos proteomas.
Dos 82 componentes ligados ao transporte de açúcares com abundância diferencial, 69 aumentaram nas raízes. O conjunto incluiu sistemas relacionados à entrada de compostos com cinco e seis carbonos, dissacarídeos e polissacarídeos. Esse padrão indica acesso a uma diversidade de fontes de carbono no ambiente radicular.
Diferenças marcantes
Fora dessa resposta comum, as estratégias apresentaram diferenças marcantes. Algumas bactérias aumentaram proteínas associadas à motilidade. Outras reduziram esses componentes durante a permanência na raiz. Herbaspirillum robiniae, por exemplo, apresentou maior abundância de proteínas de quimiotaxia e do flagelo na planta. Enterobacter ludwigii mostrou o padrão oposto. Treze proteínas de quimiotaxia tiveram maior abundância em laboratório. O mesmo ocorreu com seis das sete proteínas flagelares com diferença significativa.
Metabolismo do carbono
As mudanças também atingiram o metabolismo do carbono. Curtobacterium pusillum aumentou a abundância de enzimas associadas à degradação de hemicelulose durante o crescimento nas raízes. Entre elas apareceram alfa-L-arabinofuranosidase, isomerase de arabinose e isomerase de xilose.
Ensaios em laboratório deram suporte a essa interpretação. Curtobacterium pusillum cresceu em meio mínimo com xilano como principal fonte de carbono. Cinco das seis proteínas ligadas ao catabolismo de hemicelulose avaliadas aumentaram no cultivo com xilano, em comparação ao meio com glicose e malato. Os pesquisadores consideram os resultados compatíveis com a degradação de hemicelulose por essa espécie no ambiente das raízes.
Herbaspirillum robiniae também apresentou aumento de proteínas associadas ao aproveitamento de hemicelulose na planta. O ensaio com xilano não permitiu confirmar o uso do composto como principal fonte de carbono. A bactéria cresceu de forma semelhante no meio com xilano e no meio sem fonte primária de carbono. Mesmo assim, proteínas ligadas ao transporte e à degradação de xilose aumentaram na presença do polissacarídeo.
Outra possível fonte de carbono apareceu em Curtobacterium pusillum e Herbaspirillum robiniae. Enzimas da beta-oxidação de ácidos graxos apresentaram maior abundância nas raízes. Herbaspirillum robiniae também elevou componentes do ciclo do glioxilato. O conjunto sugere potencial aproveitamento de ácidos graxos durante o crescimento na planta.
Resposta ao fósforo
A resposta ao fósforo apresentou diferenças entre espécies. Enterobacter ludwigii aumentou proteínas relacionadas ao metabolismo do nutriente nas raízes. A fosfatase alcalina apareceu em maior abundância nessa condição. A enzima participa da liberação de fosfato a partir de compostos orgânicos e polifosfatos.
Enterobacter ludwigii também solubilizou fosfato em ensaio com ágar Pikovskaya. Curtobacterium pusillum, Herbaspirillum robiniae e Pseudomonas putida apresentaram capacidade de solubilização no teste. Brucella pituitosa, Chryseobacterium indologenes e Stenotrophomonas maltophilia não produziram o mesmo resultado nessas condições.
Um dos efeitos mais claros sobre a colonização apareceu em Herbaspirillum robiniae. A bactéria possui dois sistemas de secreção do tipo VI. Proteínas dos dois sistemas aumentaram nas raízes. A equipe produziu mutantes com perda funcional de um ou dos dois sistemas para avaliar sua participação na interação com o milho.
A perda simultânea dos dois sistemas reduziu em cerca de três vezes a abundância da bactéria nas raízes após 14 dias, em comparação à linhagem original. As alterações individuais provocaram reduções menores e sem significância estatística. Os dados indicam participação conjunta dos dois sistemas na colonização e no crescimento de Herbaspirillum robiniae sobre as raízes.
Funções ainda desconhecidas
O estudo também revelou uma parcela ampla de funções ainda desconhecidas. Entre 5.265 proteínas com abundância diferencial, 2.192 não receberam anotação ou categorização funcional confiável. Para os pesquisadores, esse conjunto pode incluir mecanismos ainda não caracterizados de adaptação e colonização do ambiente radicular.
Os experimentos avaliaram cada espécie de forma isolada. Essa condição permitiu identificar respostas específicas à planta, mas não reproduziu as interações presentes em comunidades microbianas. Os pesquisadores apontam como próximo passo a análise de múltiplas espécies no mesmo hospedeiro. Esse avanço poderá mostrar como as bactérias modificam seu funcionamento diante da planta e de outros microrganismos e contribuir para o desenvolvimento de produtos microbianos voltados à agricultura (doi 10.1128/msystems.00371-26).
Agro Mato Grosso
Criança de 1 ano se afoga e é entubada após carro cair de ponte em Sorriso MT

Testemunhas contaram que estavam no mesmo sentido do veículo quando viram o carro cair, no bairro Boa Esperança.
Um menino de 1 ano e 6 meses está entubado no Hospital Regional de Sorriso, a 420 km de Cuiabá, após o carro em que estava com a mãe cair de uma ponte no bairro Boa Esperança, em Sorriso, nesta quinta-feira (8).
Testemunhas que auxiliaram no resgate contaram que estavam no mesmo sentido do veículo quando viram o carro cair da ponte. Elas quebraram o vidro do automóvel para retirar a criança, que se afogou.
O menino foi atendido inicialmente pelo Corpo de Bombeiros e em seguida foi conduzido até o hospital, onde está sendo atendido.
Segundo uma das testemunhas, a mãe gritava por socorro, sabia nadar e conseguiu deixar o veículo sem ferimentos.
A dinâmica do acidente ainda não foi divulgada.
Agro Mato Grosso
Vazio sanitário do algodão começa em 15 de outubro e exige atenção dos produtores em MT

Período segue até 14 de dezembro na Região 2, que inclui Lucas do Rio Verde, Sorriso e Nova Mutum; Indea orienta produtores sobre destruição de restos culturais e controle do bicudo-do-algodoeiro
Agro Mato Grosso
Pedágio eletrônico começa a ser cobrado em seis pontos da MT-020 e MT-326

Carros de passeio pagam R$ 13,67 em cada ponto; motorista não precisa parar em cabine e tem opções de pagamento por tag, aplicativo ou site.
A cobrança de pedágio começa à meia-noite de quarta-feira (14) nas rodovias MT-020 e MT-326, entre Paranatinga, Campinápolis, Água Boa e Canarana, no Leste de Mato Grosso. Para carros de passeio, o valor será de R$ 13,67 em cada ponto de cobrança.
O pedágio será feito pelo sistema eletrônico free flow, que identifica a placa ou a tag do veículo sem a necessidade de parar em cabines ou passar por cancelas. Ao todo, são seis pontos de cobrança: cinco na MT-020, nos km 403, 464, 516, 597 e 640, e um na MT-326, no km 190.
A concessionária CS Rodovias Rota da Integração assumiu o trecho no fim de março e informou que já investiu mais de R$ 100 milhões na recuperação das rodovias, sinalização, veículos e equipamentos.
Como pagar
Depois de passar pelo ponto de cobrança, o motorista pode pagar de três formas:
- Tag: o valor é cobrado automaticamente de empresas como Sem Parar, ConectCar, Veloe, Move Mais e Greenpass.
- Aplicativo ou site: o motorista pode consultar as passagens e fazer o pagamento pelo aplicativo ou pelo site da concessionária.
- Totens: o pagamento também pode ser feito nos equipamentos instalados nos Serviços de Atendimento aos Usuários (SAUs), nos km 472 e 638 da MT-020.
O valor do pedágio muda de acordo com o tipo de veículo. Em caso de dúvidas, a concessionária atende pelo telefone 0800 020 0326, de forma gratuita.
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