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18 de agosto de 2026

Sustentabilidade

Resistência de fungos a fungicidas na soja – MAIS SOJA

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A resistência de patógenos a defensivos agrícolas constitui um dos principais desafios do manejo fitossanitário das culturas. Na soja, uma das culturas de maior importância econômica e extensão territorial no Brasil, as doenças de origem fúngica assumem papel central, demandando estratégias integradas de manejo e posicionamento adequado de fungicidas para preservar o potencial produtivo das lavouras.

Considerando que o desenvolvimento e o registro de defensivos, como os fungicidas, envolvem um processo longo, complexo e oneroso, preservar a eficácia das ferramentas atualmente disponíveis é fundamental para garantir a sustentabilidade e a rentabilidade da produção de soja. Nesse sentido, o manejo de doenças deve ir além da redução da incidência e severidade dos patógenos, incorporando também estratégias destinadas a retardar a seleção e o desenvolvimento de populações resistentes aos fungicidas.

Compreender os mecanismos envolvidos no desenvolvimento da resistência é, portanto, essencial para o correto posicionamento das ferramentas de manejo. A adoção de estratégias que reduzam a pressão de seleção sobre os patógenos contribui para prolongar a vida útil dos fungicidas disponíveis e preservar sua eficiência no controle das doenças ao longo das safras.

A resistência aos fungicidas pode se desenvolver de diferentes formas, resultando em dois padrões principais, a resistência qualitativa e a resistência quantitativa. A resistência qualitativa é causada por mutações pontuais no sítio de ação do fungicida, gerando altos níveis de resistência e grupos claramente distintos de isolados sensíveis e resistentes. Já a resistência quantitativa envolve múltiplos genes com efeitos parciais, levando a mudanças graduais na sensibilidade da população (FRAC-BR, 2026).

Figura 1. Padrões de resistência aos fungicidas.
Fonte: FRAC-BR (2026)

Identificar o padrão de resistência pode contribuir para um melhor posicionamento de estratégias de manejo, como a alternância de mecanismos de ação e a integração de diferentes práticas de controle, contribuindo para preservar a eficácia dos fungicidas e retardar a evolução da resistência (FRAC-BR, 2026).

Diante da importância do manejo da resistência de fungos a fungicidas na soja, o Comitê de Ação à Resistência a Fungicidas (FRAC-BR) apresenta novas recomendações para o manejo de doenças na cultura. As orientações contemplam o uso de fungicidas multissítios, produtos biológicos e fungicidas pertencentes aos grupos das estrobilurinas, triazóis, triazolintionas e carboxamidas.

De modo geral, o FRAC-BR recomenda que os programas de controle de doenças na soja sejam estruturados com base em aplicações preventivas, utilizando fungicidas com diferentes modos de ação, em associação e rotação. Nesse contexto, deve-se priorizar a combinação de fungicidas multissítios com produtos de ação sítio-específica, como estrobilurinas, triazóis e carboxamidas, além da inserção de produtos biológicos nos programas de manejo.

De acordo com as orientações do FRAC, a rotação de modos de ação e de ingredientes ativos dentro de um mesmo grupo também é uma estratégia importante para reduzir a pressão de seleção sobre as populações do patógeno. O uso de fungicidas multissítios contribui para ampliar essa estratégia, especialmente quando associado a produtos de ação sítio-específica. Por outro lado, programas de aplicação iniciados de forma curativa podem favorecer a exposição contínua do patógeno aos fungicidas e aumentar a pressão de seleção sobre indivíduos menos sensíveis. Por isso, o posicionamento preventivo dos produtos deve ser priorizado.

Além do uso adequado de fungicidas, boas práticas agronômicas são fundamentais para reduzir a pressão de doenças e, consequentemente, diminuir a exposição dos patógenos aos produtos. Entre as principais medidas estão evitar semeaduras tardias, priorizar cultivares de ciclo precoce e com maior tolerância às doenças, respeitar o vazio sanitário, eliminar plantas voluntárias de soja, evitar o cultivo da oleaginosa em segunda safra e realizar o monitoramento frequente das lavouras. A integração dessas estratégias contribui para reduzir a pressão de seleção e prolongar a eficácia das ferramentas disponíveis para o manejo de doenças na cultura da soja (FRAC-BR, s.d.).

O Comitê também traz orientações específicas para os principais grupos de fungicidas utilizados no manejo fitossanitário da soja, destacando a importância da presença dos fungicidas multissítios em todas as aplicações (associados a sítio-específicos), a necessidade de se associar estrobilurinas a multissítios, triazóis, triazolintione ou carboxamidas e o limitem máximo de 2 (duas) aplicações de fungicidas do grupo das carboxamidas no ciclo de cultivo da soja. Vale destacar que visando não só uma maior performance no controle de doenças em soja como também o manejo da resistência dos fungos aos fungicidas, todo programa de controle deve ser iniciado de forma preventiva à ocorrência da doença.

Confira o documento completo com todas as recomendações para o manejo de doenças em soja clicando aqui! Para ter acesso ao Resumo das Orientações para Manejo da Resistência a Fungicidas do Grupo de Trabalho FRAC (WG) e de Fóruns de Especialistas (EF) relevantes para a Soja clique aqui!



Referências:

FRAC-BR. NOVAS RECOMENDAÇÕES PARA O MANEJO DE DOENÇAS EM SOJA. Comitê de Ação a Resistência a Fungicidas, FRAC-BR, s.d. Disponível em: < https://3f2c8573-584c-4b16-985f-14dc48f9ab81.filesusr.com/ugd/6c1e70_f591d8b1a2934a109259af440b049052.pdf >, acesso em: 18/08/2026.

FRAC-BR. PADRÕES DE RESISTÊNCIA AOS FUNGICIDAS. Comitê de Ação a Resistência a Fungicidas, FRAC-BR, 2026. Disponível em: < https://www.frac-br.org/post/padroes-de-resistencia-aos-fungicidas >, acesso em: 18/08/2026.

FRAC-BR. RESUMO DAS ORIENTAÇÕES PARA MANEJO DA RESISTÊNCIA A FUNGICIDAS DO GRUPO DE TRABALHO FRAC (WG) E DE FÓRUNS DE ESPECIALISTAS (EF) RELEVANTES PARA A SOJA. Comitê de Ação a Resistência a Fungicidas, FRAC-BR, s.d. Disponível em: < https://3f2c8573-584c-4b16-985f-14dc48f9ab81.filesusr.com/ugd/6c1e70_58352c60ecba4a4c8c13a68aaf04cb3a.pdf >, acesso em: 18/08/2026.

 

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Sustentabilidade

Processamento de soja em MT totaliza 1,24 mi de t em julho – Imea – MAIS SOJA

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O segundo semestre de 2026 inicia com recorde no esmagamento de soja em Mato Grosso. Em jul/26, o processamento de soja no estado somou 1,24 mi de t, aumento de 0,10% ante jun/26.

Apesar da estabilidade mensal, o volume ficou 5,13% acima de jul/25 e 17,61% da média dos últimos cinco anos. Com isso, o estado registra mais um recorde mensal em 2026, reforçando o ritmo elevado de processamento ao longo do ano, associado à maior utilização da capacidade das indústrias.

Diante do maior esmagamento, MT exportou 819,80 mil t de derivados de soja (farelo + óleo) em jul/26, alta de 16,93% ante jul/25. No acumulado do ano, os envios somaram 5,41 mi de t, avanço de 10,17% ante o mesmo período de 2025.

Embora o cenário seja positivo para o setor, a alta de 9,49% no preço da soja em jul/26 não foi acompanhada pelos coprodutos, que subiram 4,46% no farelo e 0,22% no óleo.

Diante desse cenário, a margem bruta de esmagamento recuou 20,52% ante jun/26, fechando em média de R$ 435,43/t. As informações constam no Boletim Semanal do Imea – Instituto Mato-grossense de Economia Agrícola.

Autor/Fonte:  Revisão: Rodrigo Ramos / Agência Safras

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Sustentabilidade

Valor Bruto da Produção Agropecuária é estimado em R$ 1,39 trilhão em julho – MAIS SOJA

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OValor Bruto da Produção Agropecuária (VBP), que mede o faturamento da produção agropecuária, é estimado em R$ 1,39 trilhão em julho, segundo dados da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

A maior parte do valor corresponde à lavoura, que soma R$ 893,3 bilhões, equivalente a 63,9% do total. A pecuária registra R$ 504,8 bilhões, correspondente a 36,1% do VBP.

Entre os produtos agrícolas, a soja apresenta o maior valor estimado, de R$ 336 bilhões, seguida pelo milho, com R$ 158,4 bilhões, pela cana-de-açúcar, com R$ 108,7 bilhões, e pelo café, com R$ 103,4 bilhões.

Na pecuária, a carne bovina apresenta projeção de faturamento de R$ 246,5 bilhões, equivalente a 17,6% do total, seguida pela carne de frango, com R$ 106,2 bilhões.

No recorte por unidades da Federação, Mato Grosso apresenta o maior valor estimado, com R$ 216 bilhões, equivalente a 15,5% do total. Em seguida, aparecem Minas Gerais, com R$ 166,2 bilhões (11,9%), e São Paulo, com R$ 156,2 bilhões (11,2%).

CÁLCULO

O VBP é calculado mensalmente pela Secretaria de Política Agrícola do Mapa com base nas estimativas de produção e na variação de preços de mercado recebidos pelos produtores rurais. Os valores de 2026 são preliminares e consideram as informações disponíveis até maio de 2026.

Autor/Fonte: MAPA

FONTE

Autor:MAPA

Site: MAPA

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Sustentabilidade

Endividamento rural: volume liberado pelo governo corresponde apenas a 13% da carteira problemática – MAIS SOJA

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O Ministério da Fazenda publicou uma portaria que autoriza o pagamento da equalização das taxas de juros nas operações de renegociação de dívidas rurais. No entanto, o valor é considerado insuficiente e está abaixo inclusive do anunciado pelo governo. A soma dos recursos não passa de R$ 25,8 bilhões, distante dos mais de R$ 100 bilhões anunciados pela equipe econômica do governo. O cenário piora com a exclusão do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) do hall de instituições financeiras.

A liberação ocorre em meio a instalação no Congresso Nacional da Comissão Mista da Medida Provisório 1.376/2026. A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) tem articulado para acelerar a tramitação da MP e trazer melhorias ao texto. Mais da metade dos membros da comissão são integrantes da FPA.

A portaria autorizativa era um dos ritos finais para disponibilizar os recursos para o produtor endividado e foi publicada nesta quinta-feira, 13, quase um mês depois da medida ser publicada. Agora, além de ter apenas 90 dias para buscarem as linhas de renegociação, o baixo volume liberado coloca ainda mais pressão sobre os produtores rurais.

Os R$ 25,8 bilhões de recursos equalizados liberados representam cerca de 13% da carteira problemática do setor, que é de R$ 197,2 bilhões, segundo os últimos dados do Banco Central. Além disso, esse volume não inclui as Cédulas de Produto Rural (CPRs) emitidas por produtores para fornecedores e tradings.

A portaria já levanta críticas do setor devido ao montante. Segundo a Associação dos Produtores de Soja e Milho do Estado de Mato Grosso (Aprosoja-MT), “o volume disponibilizado frustra até mesmo as expectativas mais pessimistas do setor”.

A entidade aponta que a MP traz instrumentos para que as instituições financeiras possam fazer operações de renegociação usando recursos próprios. Porém, essa possibilidade ainda não seria suficiente para abarcar a demanda pela renegociação.

“No atual patamar das taxas de juros, essa possibilidade precisa ser vista com cautela. Alongar uma dívida sem compatibilizar o custo financeiro com a capacidade de geração de caixa da atividade pode significar apenas transferir para 2027 e para os anos seguintes parte dos problemas que o setor enfrenta hoje”, indicaram os sojicultores de Mato Grosso.

Liberação deixa de fora BNDES

A normativa da última quinta-feira aponta que dos R$ 25,8 bilhões, cerca de R$ 24,1 bilhões são para a agricultura empresarial, enquanto o restante, R$ 1,6 bilhão, estão destinados à agricultura familiar. Ela também apresenta quais instituições financeiras estão autorizadas a operar com o crédito equalizado dentro da MP das renegociações das dívidas. Ao todo são 10 financeiras, sendo elas:

  • Banco DLL;
  • Banco do Brasil;
  • Banpará;
  • Banrisul;
  • Banco da Amazônia (Basa);
  • BRB;
  • Credicoamo;
  • Cresol;
  • Sicoob;
  • Sicredi.

A Aprosoja-MT destaca ainda a ausência do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) entre os bancos que vão operar as linhas. “A instituição [BNDES] poderia exercer papel relevante na ampliação das fontes de funding e na distribuição dos recursos por meio de uma rede maior de agentes financeiros, reduzindo parte das distorções que agora aparecem na distribuição dos limites”, disse.

A portaria também permite o remanejamento dos limites equalizáveis entre bancos, linhas e fontes. Para isso, a solicitação deve ser feita pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) e pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA).

Fonte: Frente Parlamentar da Agropecuária

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