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18 de agosto de 2026

Business

El Niño aumenta riscos para a soja na safra 26/27; veja como se preparar

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Foto: Joseani Antunes/Embrapa

A ocorrência do El Niño durante a safra 26/27 deve exigir atenção redobrada dos produtores de soja, com riscos distintos entre as regiões brasileiras. Enquanto o Sul poderá enfrentar excesso de chuvas, maior erosão do solo e condições favoráveis à ocorrência de doenças, no Norte e no Nordeste, os principais riscos estão associados à redução e à irregularidade das precipitações.

Pesquisadores da Embrapa apontam que práticas de manejo adotadas desde o planejamento da safra podem reduzir esses impactos.

Medidas necessárias

Entre as estratégias recomendadas estão o respeito aos períodos de semeadura indicados pelo Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc), a formação de palhada para proteção do solo, o escalonamento da semeadura e o uso de cultivares com diferentes ciclos.

As medidas ajudam a diminuir os riscos associados tanto ao excesso quanto à redução e irregularidade das chuvas ao longo da safra.

Para o pesquisador José Renato Bouças Farias, da Embrapa Soja (PR), o impacto do El Niño sobre a produção agrícola irá depender da intensidade, do volume e da distribuição de chuva e também do manejo agrícola implantado em cada propriedade.

“Mesmo sendo um ano de risco, o produtor pode se precaver adotando, desde agora, diferentes práticas agrícolas que diminuam os efeitos deste fenômeno”, avalia. 

Expectativas

A expectativa é que no Sul do Brasil, o El Niño provoque um volume de chuvas acima do normal e, no Norte e Nordeste, haja menos chuva. Para a mitigação e a adaptação aos impactos desse fenômeno climático, a Embrapa recomenda a adoção de estratégias integradas de gestão de riscos climáticos para culturas.

“Uma das primeiras observações é o respeito aos períodos de semeadura preconizados pelo Zarc para as culturas de verão”, enfatiza o pesquisador.

Ele aponta ainda que, nas regiões Sudeste e Centro-Oeste, os efeitos do El Niño deverão ser menos perceptíveis na próxima safra de soja.

“Às vezes, o fenômeno provoca maiores temperaturas, menor umidade do ar e atraso no início das chuvas para a safra de verão na região Centro-Oeste”, afirma. Mesmo assim, as práticas agrícolas recomendadas para o Norte, o Nordeste e o Sul podem ser estendidas também às regiões Centro-Oeste e Sudeste.

Planejamento

Tanto para a região Sul quanto para o Norte e para o Nordeste, antes da semeadura das culturas de verão como a soja e o milho, a Embrapa indica a implantação de plantas de cobertura para favorecer a formação abundante de palhada.

De acordo com Farias, no Sul, um dos principais riscos será a erosão hídrica severa. Por isso, a formação da cobertura vegetal (centeio, aveia, nabo forrageiro, entre outros) ainda no inverno, aparece como estratégica para a proteção do solo.

“Essa recomendação pode diminuir o efeito do impacto da gota da chuva sobre o solo: principal fator de erosão causado pela chuva”, observa.

No Norte e no Nordeste, as culturas de verão estão sujeitas ao maior risco de falta de água, o que pode ser minimizado também com a cobertura do solo com palhada, por intermédio de plantas de serviço como a braquiária, milheto, crotalária, entre outras.

“Essas plantas promovem maior disponibilidade de água, estimulando a infiltração e a diminuição da evaporação, além de reduzir a temperatura do solo”, complementa o pesquisador.

Ainda nas regiões Norte e Nordeste, o manejo fitossanitário da cultura da soja merece atenção para as possíveis alterações na ocorrência de pragas, doenças e plantas daninhas, em virtude de redução do volume e irregularidades na distribuição das chuvas.

“Essa condição geralmente reduz a ocorrência de doenças foliares. Por outro lado, pode dificultar o controle de plantas daninhas e favorecer algumas pragas, como a mosca-branca. Por isso, o monitoramento é importante para orientar a aplicação de defensivos no momento adequado”, destaca o também pesquisador da Embrapa Soja Maurício Meyer.

Para distribuir o risco ao longo da safra, outra indicação apontada pela Embrapa é a semeadura escalonada para evitar o desenvolvimento concentrado numa mesma fase. A prática pode minimizar tanto os efeitos da ocorrência de seca quanto os do excesso de chuva, que também pode ser prejudicial dependendo da fase da cultura em que ocorra.

Farias destaca que a indicação é combinar o escalonamento da época de semeadura com o uso de cultivares em diferentes ciclos para reduzir os riscos, pois caso ocorra algum evento extremo, nem toda a lavoura será igualmente afetada.

Mais chuva, maior atenção às doenças

De acordo com o relatório do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), os modelos indicam probabilidade acima de 90% de permanência do fenômeno El Niño até, pelo menos, o início de 2027, trazendo bom volume de chuvas para a cultura da soja na região Sul.

O verão mais chuvoso, com calor e curtos períodos de sol, forma o ambiente perfeito para a incidência de doenças fúngicas na soja. Por isso, é importante reforçar o monitoramento, principalmente porque o molhamento prolongado favorece algumas doenças da soja, como ferrugem-asiática, mofo-branco, mancha-alvo, antracnose e doenças de final de ciclo; e do milho, como cercosporiose, mancha-branca, helmintosporiose e podridões.

A pesquisadora da Embrapa Trigo (RS) Leila Costamilan explica que o primeiro problema que poderá aparecer nas lavouras, em anos de chuvas frequentes, é a podridão-radicular de fitóftora, a doença mais frequente em áreas compactadas, com solos mal drenados e acúmulo de água.

Ela causa maiores perdas durante a emergência das plantas, levando à ressemeadura de soja em muitas lavouras.

A orientação é utilizar cultivares resistentes e fazer o tratamento de sementes com fungicida específico. Na foto abaixo, soja com sintomas da podridão-radicular de fitóftora:

Em anos chuvosos, a principal doença a ser controlada é a ferrugem-asiática da soja, que continua requerendo atenção de controle pelo seu elevado potencial de causar redução de produtividade. Segundo Meyer, períodos prolongados de molhamento foliar e temperaturas amenas favorecem o progresso da doença.

“Recomendamos o monitoramento das condições ambientais favoráveis e o acompanhamento dos primeiros relatos de ocorrência da doença para definir o melhor momento do controle químico e a utilização de fungicidas preventivamente ou no aparecimento dos sintomas”, afirma.

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Mercado da soja ganha sustentação com alta em Chicago e dólar firme

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Foto: Pixabay

O mercado brasileiro de soja registrou mais uma sessão de preços firmes no mercado físico, acompanhando as altas observadas durante boa parte do dia na Bolsa de Chicago. De acordo com o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, o dólar também contribuiu com pequenos movimentos de alta, enquanto os prêmios apresentaram poucos ajustes.

No mercado físico, os compradores mantiveram ofertas firmes em busca de soja, mas os vendedores continuaram segurando o produto mesmo diante dos bons níveis de preços. “O spread está alto, com o vendedor elevando ainda mais as pedidas”, destaca Silveira.

Segundo o analista, apesar da melhora das cotações, não houve reporte de grandes volumes
negociados ao longo da sessão.

  • Passo Fundo (RS): subiu de R$ 144,00 para R$ 145,00.
  • Santa Rosa (RS): subiu de R$ 145,00 para R$ 146,00.
  • Cascavel (PR): subiu de R$ 141,00 para R$ 142,00.
  • Rondonópolis (MT): subiu de R$ 136,00 para R$ 138,00.
  • Dourados (MS): subiu de R$ 136,00 para R$ 137,00.
  • Rio Verde (GO): subiu de R$ 137,00 para R$ 138,00.
  • Paranaguá (PR): permaneceu em R$ 153,00.
  • Rio Grande (RS): subiu de R$ 152,00 para R$ 153,00.

Soja Chicago

Os contratos futuros da soja fecharam com preços mais altos nesta terça-feira, na Bolsa de
Mercadorias de Chicago (CBOT), mas perto da estabilidade e abaixo das máximas do dia. Após os ganhos iniciais – determinado por uma combinação de fatores -, os participantes realizaram parte dos recentes lucros.

O mercado foi impulsionado por mais um dia de elevação do petróleo. Mas perto do fechamento de Chicago, a alta do barril também reduziu, O conflito no Oriente Médio segue gerando preocupação.

A boa demanda chinesa pelo produto americano, a piora nas condições das lavouras e os primeiros números da Crop Tour da Pro Farmer ajudaram a sustentar as cotações na maior parte do dia.

Na Dakota do Sul, a contagem de vagens ficou em 945,98 em uma área de três pés por três pés. A média do estado nos últimos três anos ficou em 1.075,78. No ano passado, a contagem foi de 1.188,45.

Situação semelhante foi observada em Ohio. A contagem de vagens da soja chega a 1.197,25 em uma área de três pés por três pés, ante 1.256,71 de média dos últimos três anos. No ano passado, o Crop Tour estimou a contagem de vagens em 1.287,28 em uma área de três pés por três pés.

Os exportadores privados norte-americanos reportaram ao Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) a venda de 136.000 toneladas de soja à China, que serão entregues na temporada 2026/27.

Ainda segundo o USDA, até 16 de agosto, 61% estavam entre boas e excelentes condições, 29% em situação regular e 10% em condições entre ruins e muito ruins. Na semana anterior (9 de agosto), os índices eram de 62%, 28% e 10%, respectivamente.

Contratos da soja

Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com alta de 0,75 centavo de dólar, ou 0,06%, a US$ 12,16 3/4 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 12,31 1/2 por bushel, com elevação de 0,50 centavo de dólar ou 0,04%.

Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com alta de US$ 0,10 ou 0,03% a US$ 318,80 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 69,93 centavos de dólar, com perda de 1,19 centavo ou 1,68%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com alta de 0,43%, sendo negociado a R$ 5,2217 para venda e a R$ 5,2197 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,1902 e a máxima de R$ 5,2217.

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Colheita de café avança para 81% na área da Expocacer

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A colheita de café arábica no Cerrado Mineiro atingiu 81% até sexta-feira (14), ante 74% na semana anterior, segundo boletim técnico semanal da Cooperativa dos Cafeicultores do Cerrado (Expocacer). O avanço foi favorecido pelo predomínio de tempo seco e firme, condição que deu mais agilidade às operações de campo.

De acordo com a Expocacer, a evolução da colheita veio acompanhada de novo aumento no porcentual de café de catação, movimento associado ao avanço da colheita de chão. O porcentual médio desse tipo de café está agora levemente acima de 20% do total.

Do volume já colhido, cerca de 63% dos grãos passaram pelo processo de beneficiamento. O rendimento médio observado ficou em torno de 500 litros de café em coco para cada saca de 60 quilos beneficiada.

Acompanhe os preços das principais commodities do agro, como soja, milho e boi, com atualização direta das principais praças do Brasil: acesse a página de cotações do Canal Rural!

Com a colheita entrando nas etapas finais em algumas áreas, os técnicos da cooperativa orientam a priorização da retirada dos frutos ainda presentes nas plantas e a intensificação do recolhimento dos cafés de chão. A recomendação também inclui a realização dos manejos previstos para o período pós-colheita no momento adequado, com foco na recuperação das plantas e na preparação para o próximo ciclo produtivo.

Na semana passada, as condições meteorológicas na região de Patrocínio foram marcadas pela persistência do tempo firme e pela baixa ocorrência de precipitações. Entre os municípios monitorados, apenas Uberaba registrou chuva, com acumulado de 0,3 milímetro.

Até quinta-feira (20), a tendência é de continuidade do tempo seco nos municípios acompanhados. As temperaturas máximas devem variar entre 28°C e 30°C, enquanto as mínimas apresentam tendência de queda gradual, com variação entre 8°C e 15°C.

O boletim da Expocacer mostra avanço da colheita, aumento da participação do café de catação e continuidade de tempo seco no Cerrado Mineiro, cenário que mantém o ritmo das operações de campo nos municípios monitorados.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Agro Mato Grosso

Aprosoja MT reúne produtores rurais e candidatos ao Governo do Estado para diálogo

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Evento “Agricultura em Pauta: Propostas para Mato Grosso” abordará os rumos da agricultura mato-grossense e o desenvolvimento do estado A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) promoverá um momento de diálogo entre os candidatos ao Governo do Estado e os produtores rurais, para discutir os principais desafios da agricultura e as propostas para o futuro de Mato Grosso.

O encontro será realizado no dia 20 de agosto, quinta-feira, a partir das 14h, no Espaço Stelata – Buffet Leila Malouf, em Cuiabá. Sob o tema “Agricultura em pauta: Propostas para Mato Grosso”, o evento reunirá os concorrentes ao Executivo estadual em condições iguais de participação, com o objetivo de ouvir as demandas do setor e discutir os planos para o desenvolvimento da agricultura no estado.

Candidatos foram convidados para o encontro apartidário, voltado a aproximar quem produz no campo das ideias para o crescimento de Mato Grosso.

A imprensa está convidada a acompanhar o evento e pode confirmar sua presença ou tirar dúvidas junto à Gerência de Comunicação da Aprosoja MT pelo telefone (65) 9 9648-8624.

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