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USDA aponta leve piora nas condições de milho e soja nos Estados Unidos

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) informou, na segunda-feira (17), que as lavouras de milho e soja do país registraram leve piora na classificação de boa ou excelente até o último domingo. No milho, o índice caiu para 60%, enquanto na soja recuou para 61%, ambos 1 ponto porcentual abaixo da semana anterior.
No milho, o percentual de lavouras em condição boa ou excelente ficou em 60%, ante 71% no mesmo período do ano passado. O USDA também informou que 97% da safra havia formado espiga, em linha com igual data de 2025 e com a média dos cinco anos anteriores. A formação de grãos atingiu 76%, acima dos 70% registrados um ano antes e também acima da média de cinco anos. Já a parcela da safra em fase de dente chegou a 29%, contra 25% no ano passado e 24% na média. A maturação alcançou 4%, ante 3% tanto em 2025 quanto na média histórica.
Na soja, 61% da safra apresentava condição boa ou excelente, ante 68% na mesma época do ano passado. O relatório mostrou ainda que 96% das lavouras haviam florescido, acima dos 94% observados há um ano e na média de cinco anos. A formação de vagens avançou para 85%, ante 80% em 2025 e também na média.
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Entre as demais culturas, a colheita do trigo de inverno chegou a 96%, contra 93% no ano passado e 94% na média de cinco anos. No trigo de primavera, 52% da safra estava em condição boa ou excelente, alta de 1 ponto porcentual na semana e acima dos 50% de um ano antes. A colheita dessa variedade alcançou 41%, frente a 33% no ano passado e 34% na média.
No algodão, 38% da safra foi classificada como boa ou excelente, queda de 2 pontos porcentuais na semana e abaixo dos 55% de igual período de 2025. O USDA informou ainda que 97% da safra estava florescendo, 74% havia formado maçãs e 14% já apresentava abertura de maçãs.
Os dados do USDA mostram recuo semanal nas condições de milho, soja e algodão nos Estados Unidos, enquanto o desenvolvimento das lavouras e o ritmo de colheita do trigo seguem avançando.
Fonte: Estadão Conteúdo
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Fraude em fertilizantes e furto de grãos são investigados em Mato Grosso

Uma operação deflagrada nesta terça-feira (18) em Rondonópolis investiga um esquema que envolve adulteração de fertilizantes e furto de grãos em Mato Grosso. A Operação Safra Paralela, conduzida pela Polícia Federal e pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em Mato Grosso (FICCO/MT), cumpriu três mandados de busca e apreensão.
As medidas atingem endereços ligados aos investigados, inclusive locais utilizados para armazenar fertilizantes e grãos.
A Justiça também determinou a prisão temporária de um dos investigados. As ordens foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias do Tribunal de Justiça de Mato Grosso.
A investigação já havia identificado fertilizantes adulterados antes da operação desta terça-feira. Uma grande quantidade do produto foi apreendida durante diligências realizadas com apoio da Polícia Militar, em Primavera do Leste, e da Polícia Rodoviária Federal, em Rondonópolis.
Segundo a apuração, a partir dessas diligências foi possível avançar na identificação dos envolvidos. O trabalho agora busca esclarecer como funcionava o esquema e qual era a participação de cada investigado.
Facção criminosa entra na mira da investigação
A possível ligação com uma facção criminosa passou a ser uma das frentes da investigação. A polícia busca confirmar se o grupo responsável pela adulteração de fertilizantes e pelo furto de grãos mantinha algum vínculo com a organização.
Também estão sendo procurados possíveis integrantes, colaboradores, financiadores e beneficiários das atividades. As buscas realizadas nesta terça-feira fazem parte dessa etapa de aprofundamento da apuração.
Os elementos encontrados durante a investigação poderão ajudar a esclarecer ainda a extensão das atividades e identificar outras pessoas envolvidas. A apuração não se limita aos três endereços que são alvo das medidas judiciais.
Caso as suspeitas sejam confirmadas, os investigados poderão responder por crimes como organização criminosa, furto qualificado, receptação e estelionato, de acordo com a participação atribuída a cada um. Outros delitos podem ser identificados no decorrer do trabalho policial.
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Custos de soja, milho e algodão voltam a subir em julho em Mato Grosso

Os custos de produção de soja, milho e algodão da safra 2026/27 registraram leve alta em julho em Mato Grosso, após o recuo observado no mês anterior, segundo o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea). Entre as երեք culturas, o milho apresentou o maior avanço porcentual no custeio, com pressão maior dos fertilizantes.
Na soja transgênica, o custeio foi estimado em R$ 4.323,22 por hectare em julho, alta de 0,04% frente ao mês anterior, conforme o projeto Custo de Produção Agropecuário em Mato Grosso. Os fertilizantes subiram 0,26%, para R$ 1.720,35 por hectare. Já os defensivos recuaram 0,08%, para R$ 1.346,96 por hectare, e as sementes caíram 0,24%, para R$ 474,10 por hectare. O Custo Operacional Efetivo (COE) da oleaginosa foi calculado em R$ 6.012,39 por hectare, avanço de 0,09%, enquanto o Custo Operacional Total (COT) somou R$ 6.682,54 por hectare, também com alta de 0,09%.
No milho de alta tecnologia, o custeio alcançou R$ 3.778,76 por hectare, elevação de 0,30% na comparação mensal. O principal movimento veio dos fertilizantes, que avançaram 1,32%, para R$ 1.364,93 por hectare. Em sentido oposto, as sementes recuaram 0,51%, para R$ 844,46 por hectare, e os defensivos caíram 0,10%, para R$ 912,09 por hectare. O COE do cereal subiu 0,20% em julho, para R$ 5.504,27 por hectare, e o COT aumentou 0,17%, para R$ 6.067,89 por hectare.
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No algodão, o custeio da safra 2026/27 foi estimado em R$ 10.629,11 por hectare, alta de 0,09% sobre o mês anterior. Os defensivos, principal componente do custeio da cultura, avançaram 0,15%, para R$ 4.568,75 por hectare. Os fertilizantes cresceram 0,08%, para R$ 3.629,32 por hectare, enquanto as sementes recuaram 0,03%, para R$ 1.068,48 por hectare. O COE do algodão aumentou 0,08%, para R$ 15.230,51 por hectare, e o COT teve a mesma variação, atingindo R$ 16.224,48 por hectare.
Os dados do Imea indicam que, em julho, as três culturas analisadas voltaram a registrar elevação no custeio em Mato Grosso, com destaque para o milho, que teve a maior alta porcentual mensal entre soja, milho e algodão.
Fonte: Estadão Conteúdo
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BNDES aprova R$ 47,3 milhões para novo silo da Cooperalfa em Santa Catarina

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamento de R$ 47,3 milhões para a Cooperativa Agroindustrial Alfa (Cooperalfa) construir uma unidade de silo em Itaiópolis, em Santa Catarina. A estrutura será destinada ao recebimento, limpeza, secagem e armazenagem de grãos e terá capacidade total de até 20,7 mil toneladas.
Segundo o BNDES, o financiamento representa 100% do investimento do projeto. Os recursos virão do Programa para Construção e Ampliação de Armazéns (PCA), dentro do Plano Safra 2025-2026, voltado à ampliação da capacidade de armazenagem.
Do total aprovado, 60% do investimento, o equivalente a R$ 28,5 milhões, serão direcionados à compra de equipamentos nacionais novos. A parcela restante será usada em obras civis para implantação da unidade.
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O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, afirmou que o projeto contribui para a redução do déficit de capacidade de armazenagem no país. Segundo ele, a iniciativa atende 27 mil cooperados e também envolve a cadeia de bens de capital nacional.
A Cooperalfa foi fundada em 1967, em Chapecó (SC), e mantém unidades industriais e de armazenagem em municípios de Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. A cooperativa é filiada à Cooperativa Central Aurora de Alimentos, que atua nos segmentos de frangos, suínos, derivados lácteos e rações.
Com o financiamento aprovado, a Cooperalfa vai implantar em Itaiópolis uma nova estrutura para operações de pós-colheita e armazenagem de grãos, com capacidade total de até 20,7 mil toneladas.
Fonte: agenciadenoticias.bndes.gov.br
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