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Polícia Civil prende jovem de 22 anos por armazenamento de pornografia infantil em Tangará da Serra

5ª fase da Operação cumpriu mandados de prisão preventiva e busca e apreensão na manhã desta terça-feira (18). Ação foi coordenada pela DRCI com apoio da Delegacia da Mulher
A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta terça-feira (17.8), a quinta fase da Operação CESI-MT, para cumprimento de ordens judiciais com foco no combate ao abuso sexual de crianças e adolescentes pela internet.
Na operação, são cumpridas três ordens judiciais, sendo um mandado de busca e apreensão, prisão preventiva e afastamento do sigilo telemático, deferidos pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias – Polo Tangará da Serra.
A operação, deflagrada com base em investigações da Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI), tem como alvo um jovem, de 22 anos, residente do município de Tangará da Serra, suspeito de armazenar dezenas de arquivos com a temática de violência sexual infanto-juvenil.
As investigações iniciaram após o recebimento de informações de que um usuário estaria armazenando arquivos com imagens de pornografia envolvendo crianças e adolescentes.
Com o avanço das investigações, foi possível chegar a identificação e localização do investigado, sendo representado pelas ordens judiciais contra os investigados, que foram deferidos pela Justiça.
O objetivo da operação é realizar a prisão cautelar do investigado e, também, apreender dispositivos eletrônicos que permitam apurar a extensão dos crimes praticados pelo suspeito.
Os mandados são cumpridos pelos policiais da DRCI em Tangará da Serra e contam com o apoio da equipe da Delegacia Especializada de Defesa da Mulher do município.
Nome da operação
Cesi-MT faz referência a sigla CESI, que significa Combate a Exploração Sexual Infantil em Mato Grosso, trabalho investigativo constante na Delegacia Especializada de Crimes Informáticos (DRCI).
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Polícia Civil mira grupo suspeito de fraudar SIMCAR e tentar usar fazenda avaliada em R$ 84 milhões como garantia

Dema cumpre 14 mandados em três cidades de MT e no Pará nesta terça-feira (18). Esquema criminoso envolvia engenheiros, falsificação cartorária e deslocamento ilegal de limites rurais
Polícia Civil MT mira grupo criminoso investigado por fraude no sistema de cadastro ambiental rural
As ordens judiciais foram cumpridas em três cidades de Mato Grosso e no Estado do Pará
Assessoria | Polícia Civil-MT
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta terça-feira (18.8), a Operação Canadá, para cumprimento de 14 mandados judiciais, oriundos de uma investigação que apura fraudes no sistema de regulamentação de cadastro ambiental rural de uma propriedade localizada em Confresa.
As investigações da Delegacia Especializada do Meio Ambiente (Dema), apuram a suspeita de fraudes praticadas no Sistema Mato-grossense de Cadastro Ambiental Rural (SIMCAR). Não há indicios de envolvimento de servidores da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), que configura como vítima, assim como os proprietários da fazenda Canadá, no municipio de Confresa.
Os alvos da operação incluem profissionais credenciados no sistema de cadastro ambiental, entre eles engenheiros florestais e técnicos em agrimensura, responsáveis por empresas de topografia e engenharia, e pessoas apontadas como procuradoras em atos cartorários suspeitos, distribuídos entre Cuiabá, Rondonópolis, Ribeirão Cascalheira e o município Tailândia (PA),
As quatorze ordens de busca e apreensão foram decretadas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias – Polo Barra do Garças, e são cumpridas em Cuiabá, Rondonópolis, Ribeirão Cascalheira, e na cidade de Tailândia no Estado do Pará.
Os suspeitos são investigados pelos crimes de fraude em informações ambientais, falsidade ideológica, falsificação de documento público, uso de documento falso, estelionato, corrupção ativa e associação criminosa.
Investigação
A Dema iniciou as diligências após os legítimos proprietários de uma fazenda na zona rural do município de Confresa, constatarem que a forma geométrica inicial da propriedade do cadastro ambiental rural (CAR) do imóvel havia sido indevidamente deslocada, por meio eletrônico, para outra região do estado, com alteração das senhas e dos e-mails de acesso ao sistema.
Conforme apurado pela Dema, o grupo criminoso inseriu dados fraudulentos no sistema mato-grossense de cadastro ambiental rural (SIMCAR), criando novos cadastros ambientais em nome dos proprietários sem qualquer autorização e produzido documentos cartorários ideologicamente falsos, entre procurações públicas, substabelecimentos de poderes e escrituras de compra e venda, com o objetivo de forjar a transferência da titularidade de parte da fazenda.
Um dos cadastros fraudulentos serviu de base para uma avaliação rural no valor de R$ 84 milhões, documento apresentado como garantia em tentativas de obtenção de crédito junto a instituições financeiras.
A Dema identificou, também, indícios de corrupção praticada contra a fé pública cartorária, com o pagamento de propina a um escrevente para viabilizar o reconhecimento fraudulento de assinaturas em documento falso de arrendamento da propriedade.
Cumprimento dos mandados
O trabalho operacional contou com a participação de 54 policiais civis das delegacias da Diretoria de Atividades Especiais, das Delegacias da Regional de Rondonópolis e de Ribeirão Cascalheira, além do apoio da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), e da Polícia Civil do Pará para cumprimento das diligências realizadas em Tailândia.
Continuidade
Todo o material apreendido será submetido a exames periciais e à análise do Núcleo de Inteligência da Delegacia Especializada do Meio Ambiente, visando a conclusão do inquérito policial e possível indiciamento dos envolvidos.
Nome da Operação
Canadá faz referência ao nome da propriedade rural de uma das vítimas.
Com Assessoria
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Viagens, joias e luxo: quem é a influenciadora de MT investigada por esquema milionário

Natiele reúne mais de 115 mil seguidores e está entre os principais alvos da Operação Engodo Digital
Viagens pelo mundo, joias, produtos de alto valor e uma casa de alto padrão fazem parte da rotina exibida por Natiele Aparecida aos mais de 115 mil seguidores nas redes sociais. Fora das telas, porém, a influenciadora de Sorriso passou a ocupar o centro de uma investigação da Polícia Civil sobre um suposto esquema envolvendo plataformas de apostas não autorizadas.
Natiele está entre os principais alvos da Operação Engodo Digital, deflagrada nesta terça-feira (18). Segundo a Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco) de Sinop, ela mantinha dois perfis utilizados para promover sites de jogos de azar sem autorização regulatória. A influenciadora também teria administrado, com outra investigada, um grupo de WhatsApp voltado ao compartilhamento de links e orientações sobre apostas.
A investigação acompanha mais de R$ 28 milhões movimentados entre 2023 e 2025. A Polícia Civil afirma que os valores não teriam sido declarados e apura se recursos relacionados às plataformas chegavam inicialmente a empresas para, posteriormente, serem repassados a familiares e colaboradores. Também está sob investigação a eventual utilização de negócios do setor de beleza para dissimular a origem do dinheiro.
Nas redes, Natiele construiu uma imagem ligada a um padrão de vida elevado. Ela, que já estampou a capa da revista Sexy, publicou registros de viagens para destinos como Paris, Dubai, Tóquio, Maldivas, Itália, Finlândia, Coreia do Sul, Turquia, Bariloche e Ushuaia. No Brasil, também mostrou passagem por Fernando de Noronha. Desde julho de 2025, passou ainda a compartilhar imagens de uma residência de alto padrão.
A Engodo Digital reúne 56 ordens judiciais contra 10 pessoas e oito empresas em Mato Grosso e São Paulo. A Justiça autorizou 14 buscas e apreensões, sequestro de patrimônio, quebra de sigilo telemático e bloqueio superior a R$ 21,4 milhões, além de medidas envolvendo perfis nas redes sociais e passaportes. Os alvos são investigados por suspeitas de exploração de jogos de azar, captação ilegal de apostas, lavagem de dinheiro, sonegação fiscal e organização criminosa. Até o momento, são investigados e não condenados pelos crimes apurados.
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Alimentos seguem em queda e contribuem para nova retração da cesta básica em Cuiabá

Agosto segue apresentando recuo no preço dos alimentos que compõem a cesta básica em Cuiabá. Dessa vez, a variação observada foi de -0,65% na segunda semana em relação à anterior, com preço médio de R$ 836,28. Os dados são do boletim divulgado pelo Instituto de Pesquisa e Análise da Fecomércio Mato Grosso (IPF-MT).
A cesta apresenta queda no curto prazo, mas ainda custa 4,50% mais do que no mesmo período de 2025.
O presidente da Fecomércio-MT, Sebastião Gonçalves (Tião da Zaeli), destacou a trajetória recente de queda no preço da cesta, mas ressaltou que as altas acumuladas ainda impactam o custo da alimentação e o comportamento de consumo das famílias.
“Apesar de a variação semanal da cesta sinalizar uma trajetória favorável ao consumidor, observada desde julho, a diferença no comparativo anual mostra que o custo da alimentação ainda não retornou aos patamares anteriores”, disse Sebastião Gonçalves.
Entre os alimentos em destaque na semana, o feijão apresentou uma das maiores quedas, com recuo de 5,32% e preço médio de R$ 9,03/kg. A alta oferta, decorrente da boa produção da safra atual, pode ter contribuído para a redução dos preços.
No caso do café, o produto apresentou redução de 3,24%, chegando ao preço médio de R$ 27,72/500g. As plantações das principais regiões produtoras atingiram o pico de produção previsto para a safra, e a alta oferta pode ter contribuído para a redução registrada na semana. Por outro lado, o cenário acende o alerta para uma possível alta após o fim da safra.
Apesar do receio em relação ao período de entressafra, o preço do café segue abaixo do registrado no mesmo período de 2025. A redução é de 18,08%, já que, naquele período, o preço médio era de R$ 33,84/500g.
Por motivos semelhantes, o açúcar segue em baixa, com novo recuo de 1,13% e preço médio de R$ 1,58/kg. A produção dos canaviais segue estável, enquanto as usinas açucareiras têm registrado estoques elevados, o que pode contribuir para a redução dos preços, com o objetivo de escoar o produto.
No comparativo anual, o açúcar também apresenta preço menor, com redução de 53,24% em relação ao mesmo período de 2025.
Conforme análise do IPF-MT, a diferença entre os movimentos de preços reforça o caráter heterogêneo da inflação alimentar, com fatores sazonais, estoques, condições climáticas e disponibilidade de matéria-prima afetando cada cadeia produtiva de forma distinta.
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