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18 de agosto de 2026

Agro Mato Grosso

Carga adulterada e grãos furtados: operação mira esquema com possível elo com facção em MT

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Uma investigação sobre um esquema de adulteração de fertilizantes e furto de grãos levou ao cumprimento de três mandados de busca e apreensão e uma prisão temporária, nesta terça-feira (18), em Rondonópolis, a 218 km de Cuiabá. A Operação Safra Paralela também apura se os suspeitos têm ligação com uma facção criminosa que atua em Mato Grosso.

As ordens judiciais foram cumpridas em imóveis ligados aos investigados, incluindo locais usados para armazenar fertilizantes e grãos. A ação é realizada pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em Mato Grosso (FICCO/MT), com apoio do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

Durante as diligências, as equipes apreenderam uma grande quantidade de fertilizantes que apresentavam indícios de adulteração. O material ajudou os investigadores a identificar pessoas que poderiam estar envolvidas no esquema.

Nesta nova etapa, os investigadores buscam descobrir se a adulteração dos produtos e o desvio de grãos fazem parte de uma estrutura ligada a uma organização criminosa.

Investigação busca outros envolvidos

Além de identificar possíveis integrantes do grupo, a operação pretende descobrir quem seriam os colaboradores, financiadores e beneficiários das atividades investigadas.

Os suspeitos poderão responder, de acordo com o grau de participação de cada um, por crimes como organização criminosa, furto qualificado, receptação e estelionato, além de outros delitos que possam ser identificados durante o avanço da investigação.

Investigação apura possível ligação do esquema com uma facção criminosa — Foto: Reprodução

Investigação apura possível ligação do esquema com uma facção criminosa — Foto: Reprodução

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Agro Mato Grosso

MT tem previsão de calor de 40°C e umidade abaixo de 20% nesta semana; veja cuidados

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Mato Grosso continua enfrentando dias de calor intenso e baixa umidade do ar. Segundo a Defesa Civil, os índices podem variar entre 12% e 20% em algumas regiões do estado, enquanto o boletim do CPTEC/Inpe aponta mínimas entre 15% e 30%.

A condição aumenta o risco de desidratação, agrava problemas respiratórios e favorece a ocorrência de incêndios em áreas de vegetação.

Em Cuiabá, a previsão indica temperatura de até 40°C entre 12h e 15h, com os maiores valores esperados por volta das 13h e 14h. O tempo deve permanecer ensolarado e sem previsão de chuva.

Detran-MT altera horário de vistorias veiculares por causa do calor

🚰 Rios e estiagem: cuidados durante o período seco

Os rios Cuiabá e Coxipó apresentam níveis mais baixos durante o período de estiagem em Mato Grosso. Segundo a Defesa Civil, a situação é considerada típica do período de seca e está dentro do esperado para agosto, sem indicação de emergência. Apesar dos níveis baixos, os rios estão longe de uma situação de cheia.

Mesmo com a situação considerada normal para o período, a Defesa Civil orienta a população a:

  • fazer uso consciente da água e evitar desperdícios;
  • não lavar calçadas e veículos com mangueira,;
  • reduzir o consumo sempre que possível;
  • e evitar qualquer tipo de descarte de lixo nos rios e córregos.

A orientação é que a população acompanhe os boletins oficiais e siga as recomendações dos órgãos de defesa e monitoramento durante o período de estiagem.

🧯 Risco de incêndios aumenta

A combinação de calor, baixa umidade e vegetação seca aumenta o risco de incêndios florestais e urbanos. A Defesa Civil orienta a população a não colocar fogo em terrenos, lixo ou áreas de vegetação. Também devem ser evitadas atividades que possam provocar faíscas ou iniciar queimadas durante o período de maior risco.

Em caso de incêndio, a orientação é deixar o local com segurança e acionar imediatamente o Corpo de Bombeiros.

⚠️ Recomendações para enfrentar o tempo seco

Para melhorar a qualidade de vida neste período, a Defesa Civil orienta que a população aumente a ingestão de água ao longo do dia, mesmo sem sentir sede. Crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias precisam de atenção especial.

Entre as principais recomendações estão:

  • Beber água com frequência;
  • Preferir frutas e alimentos leves;
  • Evitar atividades físicas ao ar livre entre 10h e 17h;
  • Evitar exposição direta ao sol nos horários mais quentes;
  • Usar chapéu ou boné, óculos escuros e protetor solar;
  • Utilizar soro fisiológico para hidratar nariz e olhos;
  • Manter os ambientes ventilados e umidificados;

Em caso de mal-estar, a orientação é procurar atendimento médico.

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Agro Mato Grosso

El Niño coloca safra 2026/27 de Mato Grosso em alerta e exige estratégia I MT

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Em Mato Grosso, onde milhões de hectares são destinados ao cultivo de grãos, o desafio da safra 2026/27 pode não estar apenas na quantidade de água disponível, mas principalmente no momento em que ela chega às lavouras.

Com o retorno do El Niño e a previsão de influência do fenômeno até o início de 2027, o setor agrícola se prepara para uma possível distribuição irregular das precipitações, condição que pode afetar desde a implantação das culturas até a produtividade no fim do ciclo.

O alerta está relacionado principalmente à possibilidade de períodos de precipitação antecipada serem seguidos por estiagens prolongadas. Uma primeira ocorrência de chuva pode estimular o início da semeadura, mas a interrupção posterior pode prejudicar a emergência das plantas, provocar replantios e reduzir a janela disponível para as culturas.

De acordo com o gerente Técnico e de Serviços da Fiagril, Talis Melo, esse é um dos principais pontos de atenção para o Cerrado.

“O principal problema do El Niño para o Cerrado não é necessariamente chover menos durante o ano, mas chover na hora errada. Muitas vezes ocorre uma chuva inicial em setembro ou outubro, que incentiva o plantio, seguida por um período prolongado de estiagem. Isso pode comprometer a emergência das plantas, exigir replantios e atrasar toda a janela agrícola”, explica.

 

Atraso na soja pode comprometer o milho

Os impactos podem se estender por toda a sequência de culturas. Uma semeadura tardia da soja reduz o intervalo disponível para o milho de segunda safra, aumentando a possibilidade de que a cultura entre nas fases finais do desenvolvimento justamente quando a disponibilidade de água costuma diminuir. Na soja, o déficit hídrico também merece atenção.

Quando ocorre durante fases decisivas, como o florescimento, pode reduzir o potencial produtivo e comprometer o resultado da lavoura. Diante desse quadro, a preparação precisa começar antes da entrada efetiva das primeiras precipitações.

Entre as principais recomendações da Fiagril estão a escolha de cultivares adaptadas às condições esperadas, a utilização de sementes de alto vigor, a compra antecipada de insumos e a adoção de técnicas que favoreçam o desenvolvimento das raízes.

Segundo Talis Melo, um sistema radicular bem desenvolvido amplia a capacidade das plantas de acessar a umidade armazenada em camadas mais profundas do solo, contribuindo para maior tolerância aos períodos de estresse hídrico.

“Um sistema radicular bem desenvolvido permite que a planta explore melhor a umidade disponível no solo, aumentando sua capacidade de enfrentar períodos de estresse hídrico”, explica.

 

Monitoramento será decisivo

A atenção também deve se voltar à sanidade das lavouras. Períodos mais secos podem favorecer a ocorrência de pragas, como a mosca-branca, além de exigir vigilância contra doenças como cercosporiose, mancha-alvo e antracnose.

Nesse contexto, o acompanhamento frequente permite identificar alterações no desenvolvimento das plantas e agir com maior rapidez, evitando que problemas pontuais evoluam para perdas expressivas.

Na Fiagril, a preparação para a temporada já inclui treinamento das equipes técnicas, organização logística e acompanhamento mais próximo das propriedades. A proposta é antecipar decisões e oferecer suporte ao longo das diferentes fases do cultivo.

“Não controlamos o clima, mas podemos nos preparar para enfrentá-lo. Decisões antecipadas e um manejo bem planejado são fundamentais para reduzir riscos e preservar a rentabilidade das lavouras”, conclui Talis Melo.

Para Mato Grosso, a próxima temporada reforça a importância de transformar informação em decisão. Acompanhamento das previsões, análise das condições do solo, escolha adequada de materiais e organização dos insumos podem fazer diferença diante de uma temporada marcada por maior variabilidade.

Em um estado onde soja e milho têm peso estratégico na produção e na economia, a capacidade de se antecipar às condições do tempo pode ser determinante para proteger a produtividade e a rentabilidade no campo.

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MT se aproxima de inéditas 115 milhões de toneladas de grãos

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Conab eleva projeção da safra 2025/26 para 114,96 milhões de toneladas. Milho é o principal responsável pelo avanço

Mato Grosso está a apenas 40 mil toneladas de romper, pela primeira vez, a barreira dos 115 milhões de toneladas de grãos, em uma única safra.

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) elevou para 114,96 milhões de toneladas a estimativa para o ciclo 2025/26, ampliando o recorde do maior produtor agrícola do país.

A nova projeção consta do 11º Levantamento da Safra de Grãos, divulgado na quinta-feira (13), penúltimo relatório oficial da atual temporada.

Em apenas um mês, a previsão para Mato Grosso passou de 113,38 milhões para 114,96 milhões de toneladas, acréscimo de aproximadamente 1,58 milhão de toneladas, ou 1,76%.

INFO safra recorde MT

Se confirmada, a produção também ficará 2,3% acima do recorde registrado na temporada passada.

O desempenho é sustentado principalmente pelo milho, que avançou mais do que soja e algodão e deve responder sozinho por mais de 57 milhões de toneladas.

Com a colheita da segunda safra chegando à reta final, o cereal passa inclusive a superar a soja em volume produzido no Estado.

MILHO PUXA NOVO RECORDE – A Conab estima a produção mato-grossense de milho segunda safra em 57,38 milhões de toneladas, crescimento de aproximadamente 4,5% sobre as 54,92 milhões de toneladas obtidas no ciclo anterior.

São cerca de 2,46 milhões de toneladas adicionais em apenas uma temporada.

O avanço do milho é decisivo para explicar por que a safra estadual continua sendo revisada para cima mesmo depois de encerrada a colheita da soja.

O resultado também estabelece novo recorde para o cereal em Mato Grosso e reforça o peso crescente da segunda safra na produção estadual.

A dimensão pode ser observada na comparação com a soja: embora a oleaginosa continue sendo a principal cultura em valor e área, o milho deverá terminar o ciclo com aproximadamente 5,76 milhões de toneladas a mais em volume físico.

SOJA TAMBÉM BATE RECORDE – A soja encerrou a colheita em abril e também alcançou produção recorde.

Segundo a Conab, foram 51,62 milhões de toneladas, crescimento de 0,6% em relação à temporada anterior.

O avanço é bem menor que o observado no milho, mas consolida Mato Grosso como maior produtor nacional da oleaginosa.

Somadas, apenas soja e milho segunda safra chegam a aproximadamente 109 milhões de toneladas, respondendo pela maior parte da produção estadual.

O algodão segue em direção oposta na estimativa da Conab.

Apesar de levantamentos estaduais indicarem uma oferta recorde, a companhia federal projeta redução de 1,2% na produção de pluma, de 2,85 milhões para 2,81 milhões de toneladas.

UM TERÇO DA SAFRA NACIONAL – A liderança de Mato Grosso ganha dimensão quando comparada ao resultado brasileiro.

A Conab projeta para o país uma safra de 360,8 milhões de toneladas, crescimento de 2,4%, equivalente a mais 8,5 milhões de toneladas em relação ao ciclo anterior.

Considerando a projeção de 114,96 milhões de toneladas para Mato Grosso, o Estado sozinho deverá responder por quase 32% de todos os grãos produzidos no Brasil.

Em outras palavras, aproximadamente uma em cada três toneladas da safra nacional sairá de Mato Grosso.

A área cultivada no país deverá alcançar 83,5 milhões de hectares, expansão de 2,1%, enquanto a produtividade média é estimada em 4.322 quilos por hectare.

143 MILHÕES DE TONELADAS DE MILHO – O milho também ganha protagonismo no cenário nacional.

A produção total brasileira deverá alcançar 143 milhões de toneladas.

A primeira safra, já encerrada, responde por 29,5 milhões de toneladas.

A segunda safra, principal ciclo do cereal no país, deverá produzir aproximadamente 111 milhões de toneladas. A terceira acrescentará outras 2,4 milhões.

Isso significa que somente o milho segunda safra produzido em Mato Grosso, com 57,38 milhões de toneladas, corresponde a mais da metade da produção nacional desse ciclo.

Na terceira safra, concentrada principalmente no Nordeste, problemas climáticos registrados desde junho prejudicaram as lavouras, sobretudo no nordeste da Bahia, em Sergipe e em parte de Alagoas.

SOJA CHEGA A 180,5 MILHÕES DE TONELADAS – A produção brasileira de soja está estimada em 180,5 milhões de toneladas.

Mato Grosso aparece novamente na liderança, com 51,6 milhões de toneladas.

A Bahia, por sua vez, apresenta a maior produtividade média prevista, de 4.260 quilos por hectare.

Para o algodão, a Conab estima produção nacional de aproximadamente 5,8 milhões de toneladas de algodão em caroço, resultando em 4,1 milhões de toneladas de pluma.

A colheita atingiu 43,7% da área, abaixo da média dos últimos cinco anos, mas superior aos 39% registrados no mesmo período da temporada passada.

FEIJÃO E TRIGO RECUAM – Nem todas as culturas acompanham os recordes de soja e milho.

A produção brasileira de feijão deverá ficar próxima de 3 milhões de toneladas, retração de 3,2%.

Mesmo com a redução, a Conab considera o volume suficiente para atender ao mercado interno.

O arroz deverá somar 11,1 milhões de toneladas, também com redução, atribuída à diminuição da área plantada.

Entre as culturas de inverno, o trigo apresenta queda mais expressiva.

A previsão é de 5,8 milhões de toneladas, recuo de 26,2% em relação a 2025, associado principalmente à redução de 20,4% na área cultivada.

Em Mato Grosso, porém, o fechamento da temporada deverá confirmar mais um recorde.

Depois de superar 100 milhões de toneladas e continuar ampliando a produção, o Estado termina o ciclo 2025/26 praticamente encostado em uma nova marca simbólica: 115 milhões de toneladas de grãos em uma única safra.

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