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18 de agosto de 2026

Agro Mato Grosso

MT se aproxima de inéditas 115 milhões de toneladas de grãos

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Conab eleva projeção da safra 2025/26 para 114,96 milhões de toneladas. Milho é o principal responsável pelo avanço

Mato Grosso está a apenas 40 mil toneladas de romper, pela primeira vez, a barreira dos 115 milhões de toneladas de grãos, em uma única safra.

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) elevou para 114,96 milhões de toneladas a estimativa para o ciclo 2025/26, ampliando o recorde do maior produtor agrícola do país.

A nova projeção consta do 11º Levantamento da Safra de Grãos, divulgado na quinta-feira (13), penúltimo relatório oficial da atual temporada.

Em apenas um mês, a previsão para Mato Grosso passou de 113,38 milhões para 114,96 milhões de toneladas, acréscimo de aproximadamente 1,58 milhão de toneladas, ou 1,76%.

INFO safra recorde MT

Se confirmada, a produção também ficará 2,3% acima do recorde registrado na temporada passada.

O desempenho é sustentado principalmente pelo milho, que avançou mais do que soja e algodão e deve responder sozinho por mais de 57 milhões de toneladas.

Com a colheita da segunda safra chegando à reta final, o cereal passa inclusive a superar a soja em volume produzido no Estado.

MILHO PUXA NOVO RECORDE – A Conab estima a produção mato-grossense de milho segunda safra em 57,38 milhões de toneladas, crescimento de aproximadamente 4,5% sobre as 54,92 milhões de toneladas obtidas no ciclo anterior.

São cerca de 2,46 milhões de toneladas adicionais em apenas uma temporada.

O avanço do milho é decisivo para explicar por que a safra estadual continua sendo revisada para cima mesmo depois de encerrada a colheita da soja.

O resultado também estabelece novo recorde para o cereal em Mato Grosso e reforça o peso crescente da segunda safra na produção estadual.

A dimensão pode ser observada na comparação com a soja: embora a oleaginosa continue sendo a principal cultura em valor e área, o milho deverá terminar o ciclo com aproximadamente 5,76 milhões de toneladas a mais em volume físico.

SOJA TAMBÉM BATE RECORDE – A soja encerrou a colheita em abril e também alcançou produção recorde.

Segundo a Conab, foram 51,62 milhões de toneladas, crescimento de 0,6% em relação à temporada anterior.

O avanço é bem menor que o observado no milho, mas consolida Mato Grosso como maior produtor nacional da oleaginosa.

Somadas, apenas soja e milho segunda safra chegam a aproximadamente 109 milhões de toneladas, respondendo pela maior parte da produção estadual.

O algodão segue em direção oposta na estimativa da Conab.

Apesar de levantamentos estaduais indicarem uma oferta recorde, a companhia federal projeta redução de 1,2% na produção de pluma, de 2,85 milhões para 2,81 milhões de toneladas.

UM TERÇO DA SAFRA NACIONAL – A liderança de Mato Grosso ganha dimensão quando comparada ao resultado brasileiro.

A Conab projeta para o país uma safra de 360,8 milhões de toneladas, crescimento de 2,4%, equivalente a mais 8,5 milhões de toneladas em relação ao ciclo anterior.

Considerando a projeção de 114,96 milhões de toneladas para Mato Grosso, o Estado sozinho deverá responder por quase 32% de todos os grãos produzidos no Brasil.

Em outras palavras, aproximadamente uma em cada três toneladas da safra nacional sairá de Mato Grosso.

A área cultivada no país deverá alcançar 83,5 milhões de hectares, expansão de 2,1%, enquanto a produtividade média é estimada em 4.322 quilos por hectare.

143 MILHÕES DE TONELADAS DE MILHO – O milho também ganha protagonismo no cenário nacional.

A produção total brasileira deverá alcançar 143 milhões de toneladas.

A primeira safra, já encerrada, responde por 29,5 milhões de toneladas.

A segunda safra, principal ciclo do cereal no país, deverá produzir aproximadamente 111 milhões de toneladas. A terceira acrescentará outras 2,4 milhões.

Isso significa que somente o milho segunda safra produzido em Mato Grosso, com 57,38 milhões de toneladas, corresponde a mais da metade da produção nacional desse ciclo.

Na terceira safra, concentrada principalmente no Nordeste, problemas climáticos registrados desde junho prejudicaram as lavouras, sobretudo no nordeste da Bahia, em Sergipe e em parte de Alagoas.

SOJA CHEGA A 180,5 MILHÕES DE TONELADAS – A produção brasileira de soja está estimada em 180,5 milhões de toneladas.

Mato Grosso aparece novamente na liderança, com 51,6 milhões de toneladas.

A Bahia, por sua vez, apresenta a maior produtividade média prevista, de 4.260 quilos por hectare.

Para o algodão, a Conab estima produção nacional de aproximadamente 5,8 milhões de toneladas de algodão em caroço, resultando em 4,1 milhões de toneladas de pluma.

A colheita atingiu 43,7% da área, abaixo da média dos últimos cinco anos, mas superior aos 39% registrados no mesmo período da temporada passada.

FEIJÃO E TRIGO RECUAM – Nem todas as culturas acompanham os recordes de soja e milho.

A produção brasileira de feijão deverá ficar próxima de 3 milhões de toneladas, retração de 3,2%.

Mesmo com a redução, a Conab considera o volume suficiente para atender ao mercado interno.

O arroz deverá somar 11,1 milhões de toneladas, também com redução, atribuída à diminuição da área plantada.

Entre as culturas de inverno, o trigo apresenta queda mais expressiva.

A previsão é de 5,8 milhões de toneladas, recuo de 26,2% em relação a 2025, associado principalmente à redução de 20,4% na área cultivada.

Em Mato Grosso, porém, o fechamento da temporada deverá confirmar mais um recorde.

Depois de superar 100 milhões de toneladas e continuar ampliando a produção, o Estado termina o ciclo 2025/26 praticamente encostado em uma nova marca simbólica: 115 milhões de toneladas de grãos em uma única safra.

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Agro Mato Grosso

El Niño coloca safra 2026/27 de Mato Grosso em alerta e exige estratégia I MT

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Em Mato Grosso, onde milhões de hectares são destinados ao cultivo de grãos, o desafio da safra 2026/27 pode não estar apenas na quantidade de água disponível, mas principalmente no momento em que ela chega às lavouras.

Com o retorno do El Niño e a previsão de influência do fenômeno até o início de 2027, o setor agrícola se prepara para uma possível distribuição irregular das precipitações, condição que pode afetar desde a implantação das culturas até a produtividade no fim do ciclo.

O alerta está relacionado principalmente à possibilidade de períodos de precipitação antecipada serem seguidos por estiagens prolongadas. Uma primeira ocorrência de chuva pode estimular o início da semeadura, mas a interrupção posterior pode prejudicar a emergência das plantas, provocar replantios e reduzir a janela disponível para as culturas.

De acordo com o gerente Técnico e de Serviços da Fiagril, Talis Melo, esse é um dos principais pontos de atenção para o Cerrado.

“O principal problema do El Niño para o Cerrado não é necessariamente chover menos durante o ano, mas chover na hora errada. Muitas vezes ocorre uma chuva inicial em setembro ou outubro, que incentiva o plantio, seguida por um período prolongado de estiagem. Isso pode comprometer a emergência das plantas, exigir replantios e atrasar toda a janela agrícola”, explica.

 

Atraso na soja pode comprometer o milho

Os impactos podem se estender por toda a sequência de culturas. Uma semeadura tardia da soja reduz o intervalo disponível para o milho de segunda safra, aumentando a possibilidade de que a cultura entre nas fases finais do desenvolvimento justamente quando a disponibilidade de água costuma diminuir. Na soja, o déficit hídrico também merece atenção.

Quando ocorre durante fases decisivas, como o florescimento, pode reduzir o potencial produtivo e comprometer o resultado da lavoura. Diante desse quadro, a preparação precisa começar antes da entrada efetiva das primeiras precipitações.

Entre as principais recomendações da Fiagril estão a escolha de cultivares adaptadas às condições esperadas, a utilização de sementes de alto vigor, a compra antecipada de insumos e a adoção de técnicas que favoreçam o desenvolvimento das raízes.

Segundo Talis Melo, um sistema radicular bem desenvolvido amplia a capacidade das plantas de acessar a umidade armazenada em camadas mais profundas do solo, contribuindo para maior tolerância aos períodos de estresse hídrico.

“Um sistema radicular bem desenvolvido permite que a planta explore melhor a umidade disponível no solo, aumentando sua capacidade de enfrentar períodos de estresse hídrico”, explica.

 

Monitoramento será decisivo

A atenção também deve se voltar à sanidade das lavouras. Períodos mais secos podem favorecer a ocorrência de pragas, como a mosca-branca, além de exigir vigilância contra doenças como cercosporiose, mancha-alvo e antracnose.

Nesse contexto, o acompanhamento frequente permite identificar alterações no desenvolvimento das plantas e agir com maior rapidez, evitando que problemas pontuais evoluam para perdas expressivas.

Na Fiagril, a preparação para a temporada já inclui treinamento das equipes técnicas, organização logística e acompanhamento mais próximo das propriedades. A proposta é antecipar decisões e oferecer suporte ao longo das diferentes fases do cultivo.

“Não controlamos o clima, mas podemos nos preparar para enfrentá-lo. Decisões antecipadas e um manejo bem planejado são fundamentais para reduzir riscos e preservar a rentabilidade das lavouras”, conclui Talis Melo.

Para Mato Grosso, a próxima temporada reforça a importância de transformar informação em decisão. Acompanhamento das previsões, análise das condições do solo, escolha adequada de materiais e organização dos insumos podem fazer diferença diante de uma temporada marcada por maior variabilidade.

Em um estado onde soja e milho têm peso estratégico na produção e na economia, a capacidade de se antecipar às condições do tempo pode ser determinante para proteger a produtividade e a rentabilidade no campo.

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Agro Mato Grosso

Aprosoja MT orienta produtores sobre prevenção de incêndios durante período de seca

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Cartilha reúne orientações para produtores se prepararem para ocorrências de fogo e protegerem lavouras, equipamentos e patrimônio

Com vários dias sem chuva, o tempo fica mais seco, com redução da umidade do ar e aumentam os riscos de incêndios florestais em Mato Grosso. Para orientar produtores rurais e a população em geral, a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) produziu uma cartilha com medidas de prevenção contra focos de incêndio. O período exige vigilância de toda a sociedade, pois o fogo destrói muito mais que pastos e plantações e pode comprometer o patrimônio e os sonhos construídos ao longo de uma vida.

A cartilha da Aprosoja MT orienta os produtores rurais a terem um plano de ação para situações de emergência durante o período seco. O preparo é importante principalmente durante a colheita do milho, quando a palha seca se torna altamente inflamável. O 2º diretor administrativo da Aprosoja MT, Jorge Diego Giacomelli, destaca que os produtores devem manter recursos disponíveis para uma resposta rápida em caso de incêndio.

“A gente sabe que na época do período de seca nós estamos em plena atividade de campo, principalmente praticando a coleta do milho. Então, antes de iniciar esse período de seca, sempre é recomendado ao produtor que ele faça aceiros em suas propriedades, que deixe os equipamentos de colheita bem revisados, evitando assim o risco dessas máquinas colocarem fogo nas lavouras, bem como também deixar a postos equipes de bombeiro. Por mais que seja um tanque d’água, um próprio contêiner com água disponível numa camionete, numa carretinha, sempre pensando em ter algum recurso ali disponível em caso de uma emergência”, explicou.

Além dessas medidas, Giacomelli recomenda a criação de grupos em aplicativos de comunicação com o Corpo de Bombeiros da região. A ferramenta pode facilitar o aviso sobre ocorrências e a mobilização para o atendimento de emergências. Dessa forma, os produtores também conseguem manter contato com propriedades vizinhas e se organizar para prestar apoio quando necessário.

Todo cuidado é importante neste período, principalmente com as temperaturas mais elevadas e a baixa umidade relativa do ar. Além das recomendações práticas, a cartilha também apresenta as obrigações relacionadas à prevenção de incêndios nas propriedades rurais.

“Produtor, o fogo nessa época é prejuízo para todo mundo, é prejuízo para nossa saúde, é prejuízo para o nosso patrimônio, é prejuízo para a economia do Estado. Então, vamos ficar atentos, vamos deixar o maquinário bem revisado, vamos deixar equipes de patrulha de incêndio bem montadas nas comunidades rurais e, caso ocorra um incêndio, faça a sua parte, combata esse incêndio e sempre comunique os órgãos competentes para evitar maiores transtornos no futuro”, orientou.

O Comitê Nacional de Manejo Integrado do Fogo (COMIF), instituído no âmbito da Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo, estabeleceu, por meio de resoluções, medidas mínimas de prevenção e preparação para ocorrências de incêndios em imóveis rurais. As exigências variam conforme o porte e a situação de risco da propriedade. A Resolução COMIF nº 3/2025 prevê prazo de até dois anos, contado da sua publicação, para adequação às medidas estabelecidas.

Em todas as propriedades, de pequenas a grandes, é obrigatório contar com sistema de comunicação e alerta e participar de treinamentos para prevenção e combate a incêndios. Quando houver uso do fogo, deve ser observada a autorização prévia do órgão ambiental competente. Já os aceiros, os equipamentos mínimos para a resposta inicial e o sistema de monitoramento e alerta são obrigatórios para propriedades médias e grandes. Nas pequenas propriedades, as exigências devem considerar se a área está localizada em região de risco de incêndios, conforme definição dos órgãos competentes.

Essas são algumas das orientações e obrigações que devem ser observadas pelos produtores rurais para proteger as propriedades e, principalmente, o patrimônio construído ao longo de anos. O fogo também pode comprometer as condições do solo e o sistema produtivo, já que os resíduos das culturas anteriores são importantes para a conservação do solo e para a manutenção da produção.
A prevenção é uma das principais formas de reduzir os impactos causados pelo fogo durante o período de seca. Com planejamento, equipamentos preparados e equipes orientadas, os produtores conseguem agir com mais rapidez diante de uma ocorrência. A atenção também deve ser compartilhada por toda a sociedade, já que um foco de incêndio pode ultrapassar os limites de uma propriedade e atingir áreas produtivas, ambientais e comunidades.

Para saber mais sobre a Cartilha de Prevenção, clique aqui

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Agro Mato Grosso

Prazo para se inscrever no Prêmio Aprosoja MT de Jornalismo 2026 termina dia 21 de agosto

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Concurso nacional recebe trabalhos até 21 de agosto e distribui mais de R$ 210 mil em premiações

Jornalistas e estudantes de Jornalismo de todo o Brasil têm até a próxima sexta-feira (21.08) para participar da 4ª edição do Prêmio Aprosoja MT de Jornalismo. Promovida pela Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT), a iniciativa reconhece produções jornalísticas que contribuem para ampliar a compreensão sobre o agronegócio e sua relação com a sociedade.

Com o tema “O agro sustentável que transforma a cidade a partir do campo”, a edição de 2026 tem abrangência nacional pela primeira vez. Podem ser inscritos trabalhos que abordem a cadeia produtiva da soja e do milho, sustentabilidade, inovação, geração de renda, desenvolvimento e os impactos do campo na vida urbana.

O concurso conta com seis categorias: Reportagem em Vídeo, Reportagem em Texto, Reportagem em Áudio, Fotojornalismo, Jornalismo Universitário e Destaques Mato-grossenses. Esta última é exclusiva para profissionais que atuam em Mato Grosso. Os trabalhos devem ter sido publicados entre 12 de setembro de 2025 e 21 de agosto de 2026.

A premiação chega a R$20 mil para os primeiros colocados das categorias profissionais. No Jornalismo Universitário, o primeiro lugar recebe R$15 mil, enquanto os vencedores de Destaques Mato-grossenses recebem R$7 mil em cada uma das cinco regiões do estado.

Além dos valores em dinheiro, os finalistas concorrem ao Prêmio Master, que prevê uma vaga na Missão Aprosoja MT Estados Unidos 2027, com as despesas custeadas pela entidade, conforme os critérios estabelecidos no regulamento.

As inscrições são gratuitas e devem ser realizadas exclusivamente pelo site oficial do Prêmio Aprosoja MT de Jornalismo até as 17h do dia 21 de agosto.

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