Sustentabilidade
Semana deve iniciar com cotações de milho estáveis no Brasil – MAIS SOJA

O mercado brasileiro de milho deve iniciar a semana com estabilidade nas cotações, seguindo o incentivo do avanço nos preços da Bolsa de Mercadorias de Chicago. O dólar, por sua vez, apresenta queda frente ao real, fator que deve conter uma valorização significativa no quadro doméstico.
O mercado brasileiro de milho apresentou preços firmes, de estáveis a mais altos nesta sexta-feira. A combinação de altas na Bolsa de Chicago para o cereal e no dólar trouxe suporte às cotações nos portos e no mercado físico. Segundo o analista de Safras & Mercado, Paulo Molinari, a tendência é do mercado seguir nesta linha, dependendo das oscilações do câmbio e da Bolsa de Chicago.
No Porto de Santos, o preço ficou entre R$ 69,00/72,00 a saca (CIF). Já no Porto de Paranaguá, cotação entre R$ 68,00/71,00 a saca.
No Paraná, a cotação ficou em R$ 60,00/62,00 a saca em Cascavel. Em São Paulo, preço de R$ 61,00/63,00 na Mogiana. Em Campinas CIF, preço de R$ 67,50/69,00 a saca.
No Rio Grande do Sul, preço ficou em R$ 68,00/70,00 a saca em Erechim. Em Minas Gerais, preço em R$ 61,00/63,00 a saca em Uberlândia. Em Goiás, preço esteve em R$ 56,00/59,00 a saca em Rio Verde – CIF. No Mato Grosso, preço ficou a R$ 60,00/62,00 a saca em Rondonópolis.
CHICAGO
* Os contratos com entrega em dezembro operam com avanço de 1,25 centavo de dólar, ou 0,25%, cotados a US$ 4,84 1/2 por bushels.
* O mercado segue em alta, acompanhando os ganhos do petróleo em meio à falta de avanços nas negociações entre Estados Unidos e Irã e às incertezas sobre a reabertura do Estreito de Ormuz. O dólar mais fraco ante outras moedas e os cortes promovidos pelo Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) nas estimativas da safra também permanecem no radar dos investidores.
* Na sexta-feira (14), os contratos de milho com entrega em setembro fecharam a US$ 4,59, alta de 11,00 centavos, ou 2,45% relação ao fechamento anterior. A posição dezembro fechou a sessão a US$ 4,83 1/4, avanço de 11,25 centavos, ou 2,38% por bushel em relação ao fechamento anterior.
CÂMBIO
* O dólar comercial registra recuo de 0,08%, a R$ 5,2164. O Dollar Index registra recuo de 0,13%, a 99.482 pontos.
INDICADORES FINANCEIROS
* As principais bolsas na Europa operam com índices baixos. Paris, -0,34%. Frankfurt, -0,02%. Londres, -0,02%.
* As principais bolsas da Ásia operaram altas. Xangai, + 1,41%. Japão, + 0,74%.
* O petróleo opera com baixa. Setembro do WTI em NY: US$ 82,63 o barril (+0,27%).
AGENDA
12:00 – Inspeções de exportação semanal dos EUA – USDA.
13:00 – Esmagamento de soja nos EUA em julho/NOPA.
15:00 – Balança comercial parcial de agosto/MDIC.
16:00 – Custos de produção no Mato Grosso/Imea.
17:00 – Relatório de condições das lavouras dos EUA – USDA.
—-Terça-feira (18/08)
03:00 – Reino Unido: Índice de Preços ao Produtor (PPI, julho).
03:00 – Reino Unido: Índice de Preços ao Consumidor (CPI, julho).
06:00 – Zona do Euro: Índice Harmonizado de Preços ao Consumidor (HICP, julho).
03:00 – Reino Unido: Taxa de Desemprego (julho).
11:30 – Dados sobre as lavouras do Paraná – Deral.
—–Quarta-feira (19/08)
11:30 – EUA: Relatório Semanal de Petróleo da EIA.
15:00 – EUA: Divulgação da ata da reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc).
—–Quinta-feira (20/08)
03:00 – Alemanha: Índice de Preços ao Produtor (PPI, julho).
09:00 – Estimativa para a safra de cana-de-açúcar do Brasil/Conab.
09:30 – Dados de exportação semanal de grãos dos EUA/USDA.
15:00 – Relatório de condições das lavouras da Argentina – Ministério da Agricultura.
15:00 – Dados de desenvolvimento das lavouras argentinas – Bolsa de Cereais de Buenos Aires.
16:00 – Dados de desenvolvimento das lavouras no RS – Emater, na parte da tarde.
20:30 – Japão: Índice de Preços ao Consumidor (CPI, julho).
– Final do Crop Tour da Pro Farmer nos Estados Unidos e divulgação das estimativas de produtividade e safra dos EUA para milho e soja.
– China: Banco do Povo da China anuncia taxa preferencial de empréstimos (LPR).
—–Sexta-feira (21/08)
16:00 – Dados de evolução das lavouras do Mato Grosso – IMEA.
Autor/Fonte: Pedro Diniz Carneiro – pedro.carneiro@safras.com.br (Agência Safras)
Sustentabilidade
Manutenção de máquinas agrícolas: o insumo silencioso que protege a rentabilidade da safra – MAIS SOJA

A janela de plantio e colheita no agronegócio moderno não tolera amadorismo ou improvisos. Quando um trator ou uma colheitadeira para de forma inesperada no meio da operação, o prejuízo financeiro raramente se limita à nota fiscal da peça de reposição ou às horas do mecânico. O custo real, aquele que verdadeiramente corrói a margem do produtor rural, está no tempo perdido, na janela operacional perdida e, nos cenários mais severos, na perda direta de produtividade por hectare. É precisamente por essa razão que a manutenção preventiva de máquinas agrícolas deixou de ser uma simples rotina de oficina para se consolidar como uma ferramenta crucial de gestão e rentabilidade no campo.
Historicamente, o cuidado com a frota dependia quase exclusivamente de duas variáveis: a contagem do horímetro e a sensibilidade do operador. Embora essenciais, esses fatores isolados já não atendem às exigências de uma agricultura de precisão que busca eficiência máxima a cada hectare. A grande virada de chave do setor reside na transformação digital do maquinário agrícola. A telemetria e o avanço da conectividade embarcada mudaram drasticamente esse panorama, permitindo que a saúde dos equipamentos seja monitorada continuamente e em tempo real.
Na prática diária, essa evolução tecnológica redefiniu a dinâmica de trabalho nas propriedades. Acompanhar parâmetros cruciais como consumo de combustível, temperatura, alertas do sistema e códigos de falha em tempo real dá ao produtor o poder da previsibilidade. Antecipar-se a um dano grave significa agendar uma intervenção em momentos de pausa estratégica, e não ser surpreendido no pico do trabalho. Além disso, quando o atendimento em campo se faz indispensável, a concessionária já desloca a equipe técnica com o diagnóstico prévio e as peças corretas em mãos, reduzindo drasticamente o tempo de máquina parada.
Essa mudança de paradigma transforma também a relação entre o produtor, as concessionárias e os fabricantes. O pós-venda, tradicionalmente reativo e acionado apenas diante da quebra, passa a atuar como um consultor proativo de produtividade. Serviços de monitoramento remoto, alertas preditivos e inteligência de dados não apenas protegem o investimento do produtor, mas também geram um modelo de negócios mais sólido e rentável para a rede de distribuição. Em um ecossistema onde o tempo é o insumo mais valioso do agricultor, a manutenção inteligente e antecipada do maquinário deixa de ser um centro de custo e assume seu verdadeiro papel: o de guardião do resultado da safra.
Micael Duarte é Engenheiro Agrícola formado pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) e possui ampla experiência com máquinas agrícolas. É especializado em análise de mercado, prospecção de novos clientes e suporte técnico-comercial, com foco em colheitadeiras. Atualmente é Analista de Inovação Sênior na YANMAR Brasil, onde também já ocupou os cargos de Analista de Vendas Júnior e Assistente de Vendas – Desenvolvimento de Novos Produtos. Em sua trajetória profissional, reúne passagens pela Agrológica (Empresa Júnior da UNICAMP), CNPq (como bolsista de iniciação científica) e Toyota do Brasil.
Fonte: Assessoria de imprensa
Sustentabilidade
Mercado de fertilizantes aumenta pressão sobre os custos da soja – MAIS SOJA

Com a safra de soja 2026/2027 sendo semeada em Mato Grosso do Sul, o mercado de fertilizantes continua no radar do produtor pelos reflexos que pode gerar sobre os custos e, consequentemente, sobre a margem de lucro.
No acumulado de janeiro a julho de 2026, o Brasil importou 22,4 milhões de toneladas de fertilizantes, volume 7,4% inferior ao registrado no mesmo período de 2025. Mesmo com a redução na quantidade, o país desembolsou US$ 8,8 bilhões, alta de 8%. Isso significa que o Brasil está adquirindo menos fertilizantes e pagando mais pelo produto.
“O ponto central não é apenas a redução do volume importado, mas o aumento do desembolso para adquirir o fertilizante. Quando o Brasil importa menos e paga mais, temos um sinal de deterioração das condições de oferta que pode ser incorporado ao custo de produção da soja e pressionar a margem do produtor”, aponta o analista de Economia Aprosoja/MS, Linneu Borges Filho.
O Brasil é dependente das importações para atender à demanda interna por fertilizantes. Entre 2021 e 2025, o volume importado permaneceu próximo de 40 milhões de toneladas por ano. Em 2025, foram 45,48 milhões de toneladas, alta de 2,8% em relação ao ano anterior.
“O cenário de 2026, entretanto, ocorre em meio a novos fatores de pressão sobre a oferta. O início de um novo conflito no Oriente Médio afetou regiões produtoras e rotas de comércio, enquanto a continuidade do conflito entre Rússia e Ucrânia mantém impactos sobre o mercado internacional de fertilizantes”.
Segundo o Boletim de Fertilizantes de agosto de 2026, o volume acumulado de fertilizantes importados pelo Brasil estava 13,5% abaixo do registrado no mesmo período do ano anterior. Em Mato Grosso do Sul, a redução chegou a 24,1%.
“A dependência externa faz com que o custo do fertilizante esteja sujeito a variáveis que não são controladas pelo produtor, como conflitos geopolíticos, disponibilidade nos países fornecedores, restrições comerciais e frete internacional. Essa exposição aumenta a volatilidade do custo e dificulta a formação de uma expectativa mais precisa de margem”.
A vulnerabilidade brasileira é observada nos três principais grupos de nutrientes utilizados na agricultura: nitrogênio, fósforo e potássio.
O nitrogênio apresentou a maior variação negativa nas importações brasileiras na comparação entre 2025 e 2026, com déficit de 17,2% no acumulado analisado.
No mercado de potássio, porém, a concentração dos fornecedores representa um ponto adicional de atenção. Rússia e Canadá responderam juntos por cerca de 82% das importações brasileiras de fertilizantes potássicos em 2025.
Ao mesmo tempo, o Brasil possui participação inferior a 1% da produção mundial de potássio, o que evidencia a dependência do mercado externo para atender ao consumo nacional.
Diante da concentração da oferta, a busca por fornecedores alternativos aparece como uma das estratégias para reduzir a exposição do Brasil às oscilações do mercado internacional.
O levantamento da Aprosoja/MS mostra que países como China, Índia e Estados Unidos estão entre os grandes produtores mundiais de nitrogenados, mas possuem participação reduzida nas importações brasileiras. Isso indica a existência de potenciais alternativas, embora a disponibilidade para exportação e as condições comerciais precisem ser avaliadas.
A diversificação, no entanto, não depende apenas da existência de produção. É necessário considerar o excedente disponível em cada país, sua demanda interna, capacidade de exportação, preços e custos logísticos para que uma nova origem seja efetivamente competitiva para o mercado brasileiro.
Fonte: Aprosoja/MS
Autor:Crislaine Oliveira (Comunicação Aprosoja/MS)
Site: Aprosoja MS
Sustentabilidade
Soja avança no Pará e Tocantins e recua em Minas Gerais, aponta Serasa – MAIS SOJA

A área cultivada com soja aumentou cerca de 175 mil hectares no Pará e Tocantins na safra 2025/26, enquanto recuou aproximadamente 85 mil hectares em Minas Gerais, segundo levantamento da Serasa Experian.
No Pará, a área cresceu cerca de 100 mil hectares, para 1,3 milhão de hectares, enquanto no Tocantins houve avanço de 75 mil hectares, para 1,7 milhão de hectares. Em Minas Gerais, a área recuou para aproximadamente 2,75 milhões de hectares, registrando o segundo ano consecutivo de queda.
A expansão da soja nas últimas seis safras chegou a 92,7% no Pará, com acréscimo de cerca de 620 mil hectares, e a 44,4% no Tocantins, com aumento de aproximadamente 530 mil hectares. Em Minas Gerais, apesar do crescimento acumulado de 23,2% no período, a área caiu cerca de 5% desde a safra 2023/24.
O levantamento aponta que a retração da soja em Minas Gerais ocorreu simultaneamente ao avanço do milho de primeira safra. A área cultivada com o cereal aumentou cerca de 95 mil hectares, para aproximadamente 500 mil hectares em 2025/26.
O estudo também identificou cerca de 211 mil hectares de soja em imóveis com registros de supressão de vegetação considerados em critérios socioambientais do Manual de Crédito Rural (MCR). Desse total, aproximadamente 113 mil hectares estão no Tocantins, 70 mil no Pará e 28 mil em Minas Gerais.
Segundo a Serasa Experian, o indicador não caracteriza, isoladamente, irregularidade ambiental. O mapeamento é realizado com imagens de satélite e técnicas de geoprocessamento para acompanhar a expansão, retração e distribuição das culturas.
As informações são da assessoria de comunicação da Serasa.
Fonte: Agência Safras
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