Sustentabilidade
A importância da soja para Ipiranga do Norte, cidade que receberá a Abertura Nacional do Plantio 26/27

Daqui a um mês, Ipiranga do Norte, em Mato Grosso, será palco da Abertura Nacional do Plantio de Soja 2026/27. Para o município, o evento representa uma oportunidade de mostrar ao Brasil o potencial agrícola de uma região que, apesar da relevância na produção, ainda busca ampliar seu reconhecimento em outras partes do país.
Segundo Éder Ferreira Bueno, presidente do Sindicato Rural de Ipiranga do Norte, a realização do evento também pode ajudar a aproximar empresas e investidores do município. “A importância para Ipiranga do Norte é mostrar a cara do município, as potencialidades da nossa região, que ainda não tem um reconhecimento amplo pelo Brasil. A gente gostaria de mostrar a cara de Ipiranga para o restante do país e até para o mundo”, afirma.
Para ele, a abertura da safra será uma oportunidade de apresentar as tecnologias utilizadas no campo, o dinamismo das propriedades rurais e os processos de verticalização da produção. A expectativa é que a visibilidade proporcionada pelo evento contribua para atrair novas empresas interessadas em investir na região e ampliar as atividades ligadas ao agronegócio.
“Ipiranga vê uma oportunidade muito grande através desse evento, de estar trazendo as tecnologias usadas e o dinamismo das propriedades rurais aqui na nossa região, além da verticalização que existe dentro da propriedade onde está sendo feito o lançamento. A gente vê isso com muito bons olhos, porque pode trazer novas empresas que queiram participar, vir para o município e investir na nossa região”, afirma Éder.
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De distrito a potência agrícola
A história de Ipiranga do Norte começou na década de 1990, quando o local ainda era distrito de Tapurah. Com o passar dos anos, o município foi emancipado e recebeu famílias que participaram da ocupação e abertura de novas áreas para produção agrícola, principalmente a partir do início dos anos 2000.
De acordo com Éder, a região se desenvolveu a partir do trabalho das famílias que chegaram ao município e começaram a estruturar suas propriedades. Ao mesmo tempo, grandes propriedades também passaram a fazer parte da expansão agrícola local. “Foram anos difíceis no início, mas, como todos os municípios, Ipiranga do Norte teve seus problemas e dificuldades. Mesmo assim, cresceu e hoje se tornou um grande município e um dos maiores do Brasil em produção em larga escala”, destaca.
Atualmente, o município possui cerca de 242 mil hectares destinados à agricultura, com destaque para soja, milho e algodão. A soja ocupa aproximadamente 170 mil a 180 mil hectares, enquanto o milho é cultivado em uma área estimada entre 170 mil e 180 mil hectares, e o algodão ocupa de 35 mil a 45 mil hectares, com variações de acordo com cada safra.
Produção de soja chega a 65 sacas por hectare
A produtividade também é um dos destaques de Ipiranga do Norte. Segundo o presidente do Sindicato Rural, em anos com boas condições climáticas, a média de produtividade da soja fica entre 60 e 65 sacas por hectare.
O desempenho está relacionado, entre outros fatores, às características do solo da região. “Nossa produção é bastante elevada, principalmente nos anos bons de chuva, quando o clima ajuda. Temos uma média em torno de 60 a 65 sacas, uma produção muito boa comparada ao restante do estado, pois nossas terras são de qualidade elevada por causa do solo, que é mais argiloso e tem mais nutrientes. Nossa região é muito privilegiada”, afirma Éder.
Custo de produção e clima preocupam produtores
Apesar do forte potencial produtivo, os produtores do município enfrentam desafios importantes. Entre as principais preocupações estão o aumento dos custos de produção, o endividamento agrícola, os preços dos combustíveis, dos fertilizantes e dos fretes.
Segundo Éder, o cenário tem pressionado as margens dos produtores e reduzido a capacidade financeira de muitas propriedades. “O produtor hoje está bem saturado. Eu diria que está gastando a gordurinha que criou, principalmente com os custos de combustível e fertilizantes. Hoje o frete também está alto, então o produtor está bastante preocupado”, explica.
Para a próxima safra, a preocupação também está relacionada ao clima. As previsões de influência do El Niño e a possibilidade de períodos de seca durante o plantio estão entre os principais pontos de atenção dos produtores. “Essas são as principais demandas dos produtores e as principais preocupações para a próxima safra”, afirma Éder.
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Sustentabilidade
Soja avança em Chicago com petróleo, demanda aquecida e expectativa com Crop Tour – MAIS SOJA

Os contratos futuros da soja fecharam com preços mais altos nesta segunda-feira, na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). A boa alta do petróleo, demanda aquecida por parte da China e a expectativa em torno da Crop Tour do ProFarmer asseguraram os bons ganhos na abertura da semana.
Segundo a agência Reuters, os participantes esperam o resultado do Pro Farmer nesta semana em busca de mais indicações sobre a produtividade das lavouras de milho e soja. As fortes chuvas registradas em partes do Meio Oeste dos Estados Unidos na semana passada também aumentaram as incertezas sobre a possibilidade de algumas lavouras estarem enfrentando excesso de umidade.
A Associação Norte-Americana dos Processadores de Óleos Vegetais (NOPA) informou que o esmagamento de soja atingiu 216,647 milhões de bushels em julho, ante 214,340 milhões no mês anterior. A expectativa do mercado era de 221,5 milhões. Em julho de 2025, foram 195,699 milhões de bushels.
As inspeções de exportação norte-americana de soja chegaram a 270.201 toneladas na semana encerrada no dia 13 de agosto, conforme relatório semanal divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Na semana anterior, as inspeções de exportação de soja haviam atingido 409.509 toneladas.
Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com alta de 23,50 centavos de dólar, ou 1,97%, a US$ 12,16 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 12,31 por bushel, com elevação de 23,25 centavos de dólar ou 1,92%.
Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com alta de US$ 2,40 ou 0,75% a US$ 318,70 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 70,82 centavos de dólar, com ganho de 1,85 centavo ou 2,68%.
Autor/Fonte: Dylan Della Pasqua / Agência Safras
Sustentabilidade
Entendendo a dinâmica de formação do legume – MAIS SOJA

A fase de formação dos legumes inicia no estágio R3, popularmente conhecido como “canivete” (quando o legume atinge 0,5 cm de comprimento), e encerra no estágio R4 (quando atinge 2,0 cm de comprimento), considerando um dos últimos quatro nós com folhas completamente desenvolvidas na haste principal (Fehr & Caviness, 1977). Nesse período, o dreno da planta muda drasticamente: os fotoassimilados passam a ser direcionados prioritariamente para a formação dos legumes, ocorrendo a fixação, o desenvolvimento e o crescimento do tegumento que posterior mente abrigará os grãos em enchimento (Mundstock & Thomas, 2005). O estágio crítico para a fixação do legume vai da queda das pétalas até o início do enchimento dos grãos, estresses durante este período podem causar o abortamento do legume, afetando fortemente o número de legumes por planta (Figura 1).
Figura 1. Ilustração da evolução do crescimento e desenvolvimento de um legume. O crescimento do grão não inicia até que o legume apresente comprimento maior que 2 cm.
Ademais, a deficiência hídrica durante essa fase (R3-R4), pode causar restrições do crescimento do legume e/ou tegumento, caso ocorra, posteriormente, condições favoráveis para o enchimento dos grãos, podem ser produzidos sementes com tegumento rasgado (baixa qualidade para armazenamento) e/ou acarretar abertura dos legumes pela sua má formação (Figura 2).
Figura 2. Grãos com tegumento danificado antes da colheita (A) e grãos com tegumento preservado antes da colheita (B).


Referências:
FEHR, W.R. and CAVINESS, C.E. Stages of soybean development. Special Report 80, Iowa Agricultural Experiment Station, Iowa Cooperative External Series, Iowa State University, Ames, 1977.
MUNDSTOCK, C. M; THOMAS, A. L. Soja: fatores que afetam o crescimento e o rendimento de grãos. Porto Alegre: Universidade Federal do Rio Grande do Sul, 2005.
WINCK, J.E.M et al. Ecofisiologia da soja visando altas produtividades. 3era Edição, 2025.

Sustentabilidade
MILHO/CEPEA: Mesmo com produção recorde, cotações no mercado interno seguem em alta – MAIS SOJA

Os preços do milho seguem avançando no mercado brasileiro, mesmo com novas estimativas apontando possível safra 2025/26 recorde. De acordo com o Cepea, o movimento é sustentado pela sobretudo pela posição retraída de produtores, que limita o volume de negócios no spot.
Segundo o Centro de Pesquisas, os valores internacionais, que elevam a paridade de exportação, o atraso da colheita no Brasil, e as preocupações com o clima no final do ano, devido aos possíveis impactos do El Niño, também têm influenciado as altas.
Pesquisadores do Cepea destacam que compradores seguem ativos nas negociações para a recomposição de estoques, mas mantêm as ofertas abaixo das pedidas. Esses agentes acreditam que, com o avanço da colheita, o interesse de vendedores nas negociações pode aumentar.
Fonte: Cepea
Autor:Cepea
Site: Cepea
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