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10 de agosto de 2026

Agro Mato Grosso

Valtra apresenta portfólio focado na eficiência e redução dos custos operacionais na Expointer 2026

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A Valtra, referência em tecnologia, robustez e soluções de alta performance para o agronegócio, chega à Expointer 2026 com um portfólio de máquinas agrícolas focado em eficiência operacional, rentabilidade e, tudo isso, com suporte ao agricultor. Durante a feira, que acontece de 29 de agosto a 6 de setembro em Esteio, no Rio Grande do Sul, a marca expõe soluções inteligentes em pulverização, plantio de precisão e tratores preparados para atender os diferentes tipos de solo da região.

“Na Expointer 2026, nosso objetivo é mostrar como a tecnologia e a eficiência operacional podem contribuir para aumentar a produtividade, otimizar custos e fortalecer a rentabilidade das propriedades. Mais do que máquinas, entregamos soluções voltadas à geração de valor para o cliente”, afirma Claudio Esteves, diretor de vendas da Valtra.

A Série M5, lançada este ano, representa o salto de evolução da consagrada linha BH HiTech. Com modelos M165, M185 e M205 (de 165, 185 e 205 cv respectivamente), o trator une o design premiado da 5ª geração a uma cabine totalmente redesenhada e extremamente confortável. Para garantir máxima agilidade, conta com a Transmissão Power Shift HiTech 3 Plus Sincronizada, com dois modos de programação, além da alta vazão hidráulica e capacidade de levante, atingindo até 205 l/min e 8,5 toneladas, aptos para trabalhar com qualquer tipo de implemento.

Outra novidade do ano é o trator A5, direcionado para pequenas e médias propriedades, e que passa a compor o portfólio da marca no segmento de tratores de média potência, além da plantadeira HiTech, todos presentes no evento. O lançamento se destaca pela versatilidade e alta durabilidade, entregando conforto operacional e economia de combustível para o manejo diário da lavoura. Complementando o conjunto, a plantadeira HiTech assegura dosagem milimétrica de fertilizante e sementes nas lavouras, aliando facilidade de ajuste a uma estrutura reforçada.

Para atender às variadas demandas de solo e cultura do Rio Grande do Sul, a Valtra destaca o trabalho em conjunto da Série Q5 com a plantadeira Momentum de 18 linhas. Os tratores combinam alta potência e tecnologia para mais eficiência, reunindo o motor AGCO Power de 7,4 litros e a transmissão contínua CVT, conjunto que entrega torque máximo em baixas rotações e ajusta a velocidade sem trocas manuais de marcha, gerando maior economia de combustível. A Momentum atua com toda tecnologia de chassi disponível buscando equilibrar o peso ao longo da estrutura. Este recurso reduz a compactação da área e garante a deposição das sementes na profundidade ideal, assegurando a uniformidade do estande em terrenos irregulares ou sobre a palhada.

Nas lavouras de arroz irrigado e solos alagados, a Linha BM (115 e 135 cv) se consolida por sua tradicional robustez e confiabilidade. O modelo foi projetado para atuar em terrenos de baixa aderência, garantindo a continuidade das operações no campo e evitando paralisações não planejadas.

A linha de pulverização é representada pelos modelos BS 2225H e R530. Com foco nas diferentes formações de relevo da região Sul, o BS 2225H traz chassi flexível e tração 4×4 cruzada para garantir a estabilidade do sistema de barras, além de alta eficiência energética. Por sua vez, o pulverizador R530 atende à demanda de grandes propriedades de grãos com aplicação em alta velocidade e sistemas que eliminam a sobreposição de defensivos, garantindo maior precisão e controle de custos.

Valtra

A linha de produtos Valtra inclui tratores de 57 a 425 cavalos, colheitadeiras, plantadeiras e pulverizadores. No Brasil desde 1960, foi a primeira empresa do setor a se instalar no País. A Valtra conta hoje com uma rede de mais de 220 pontos de venda e assistência técnica na América Latina, dos quais 156 estão no Brasil. A Valtra é uma das principais marcas pertencentes ao grupo AGCO. Para saber mais sobre a Valtra: visite o site.

 

Sobre a AGCO

A AGCO (NYSE: AGCO) é líder global em máquinas agrícolas e tecnologias de agricultura de precisão. Guiada por uma estratégia que prioriza o agricultor, a AGCO entrega valor por meio de suas marcas líderes e diferenciadas, como Fendt™, Massey Ferguson™, PTx™ e Valtra™. Seus equipamentos de alto desempenho e soluções inteligentes para o campo — incluindo tecnologias de retrofit independentes de marca e ofertas autônomas — capacitam os produtores a aumentar a produtividade, enquanto alimentam o mundo de forma sustentável. Para mais informações, visite www.agcocorp.com.

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Agro Mato Grosso

Entre safras e gerações: o legado dos pais no campo

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No Dia dos Pais, produtores contam como o exemplo, os valores e a convivência em família ultrapassam gerações

Ser pai é ensinar, proteger e deixar um legado. No campo, esse papel ganha um significado ainda maior, onde o exemplo é passado de geração em geração, fortalecendo não apenas as famílias, mas também a continuidade da produção rural. Neste Dia dos Pais (09.08), produtores da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) compartilham momentos que mostram como os valores aprendidos em casa seguem guiando o presente e construindo o futuro.

No ritmo das safras, a família ocupa um lugar central na vida do produtor rural. É dentro de casa que os filhos aprendem, desde cedo, valores como responsabilidade, respeito e dedicação. Muito antes de conhecerem o trabalho na lavoura, eles acompanham o exemplo dos pais e passam a compreender o significado de cuidar da terra e das pessoas.

Para o conselheiro fiscal da Aprosoja MT, Raul Pruinelli, a paternidade representa o maior projeto de vida. Mais do que formar sucessores para a propriedade, ele acredita que a principal missão de um pai é criar pessoas preparadas para construir a própria história.

“Construir uma família foi um marco muito importante na nossa vida. A expectativa de cada um de nós, depois do casamento, era justamente ser pai. Essa é a grande missão que temos: trazer um filho ao mundo, dar a ele todas as condições para se desenvolver, ser uma pessoa de bem e dar continuidade ao que construímos. Esse é o nosso grande projeto de vida”, contou.

Se para os filhos o pai é a principal referência, para quem ocupa esse papel o desafio é fazer com que os ensinamentos sejam transmitidos pelo exemplo do dia a dia. Na rotina do campo, onde a convivência entre as gerações está presente na lida, atitudes costumam ensinar mais do que palavras.

“A grande preocupação quando os filhos chegam é mostrar o caminho e dar o exemplo. O maior patrimônio que um pai deixa para os filhos é o exemplo, fazer o que é certo e mostrar os valores corretos. É isso que constrói uma base sólida para que eles possam seguir a própria caminhada”, contou o delegado do núcleo de Sinop, João Marcos Bustamante.

Os ensinamentos recebidos na infância também permanecem presentes quando chega a hora de assumir novas responsabilidades. Para delegado do núcleo de Sinop, Albino Galvan, a trajetória construída pelos pais foi o alicerce para tudo o que veio depois. Ao lembrar da dedicação da família para construir uma vida em Mato Grosso, ele faz questão de reconhecer quem abriu caminho para as novas gerações.

“Às vezes, a gente não sabe se está acertando ou errando como pai. Eu quero seguir o que meu pai e minha mãe me ensinaram. Sempre me emociono ao falar disso, porque existe uma lacuna entre nós. Naquela época, vocês trabalhavam de domingo a domingo, tudo era muito difícil e não existiam as facilidades e o acesso à informação que temos hoje. Eu digo que os verdadeiros heróis que nós tivemos dentro de Mato Grosso foram vocês. Eu simplesmente estou dando continuidade ao que meu pai fez e ao que vocês construíram. Sou muito grato por tudo isso”, afirma.

Em muitas propriedades rurais de Mato Grosso, o trabalho compartilhado entre pais e filhos é resultado dessa construção feita ao longo dos anos. O contato diário com a atividade desperta o interesse das novas gerações e torna a sucessão um processo natural, baseado na convivência e na confiança.

Para o produtor rural Célio Riffel, acompanhar esse processo é motivo de orgulho. Depois de ver os filhos crescerem no campo, hoje ele observa a nova geração assumir responsabilidades na condução da propriedade.

“Ser pai é motivo de muita satisfação e orgulho. Ver um filho nascer e crescer é algo muito especial. Sempre moramos no interior, e nossos filhos cresceram brincando na roça, acompanhando o nosso trabalho. Foi muito gratificante ver que eles passaram a gostar do que fazíamos. Hoje, meu filho segue os nossos passos e praticamente conduz a lavoura, enquanto eu fico mais na retaguarda. Isso é motivo de muito orgulho”, destacou.

Assim como uma lavoura precisa de cuidado para produzir boas safras, a construção de uma família também exige dedicação diária. No campo, onde o tempo ensina que tudo é resultado de trabalho e paciência, ser pai é plantar valores que continuarão florescendo por muitas gerações.

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Agro Mato Grosso

Futuro em Campo reúne mais de 100 crianças em escola de Gaúcha do Norte

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O projeto da Aprosoja MT foi realizado na Escola Municipal Independência

A Escola Municipal de Educação Básica (EMEB) Independência recebeu o projeto Futuro em Campo, da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT). Na manhã desta sexta-feira (07.08), mais de 100 crianças aprenderam, por meio de atividades lúdicas, sobre sustentabilidade, origem dos alimentos, preservação ambiental e a importância do setor produtivo para a sociedade.

A iniciativa, realizada dentro do ambiente escolar, proporcionou uma aproximação direta entre as crianças e o campo. O delegado coordenador do núcleo de Gaúcha do Norte, Jhonatan Loss, destacou que receber o projeto no município contribui para que os estudantes conheçam melhor a origem dos alimentos e dos produtos consumidos no dia a dia.

“Receber o Futuro em Campo em Gaúcha do Norte foi uma experiência muito positiva, tanto para nós quanto para as crianças. Elas puderam conhecer todo o processo de produção dos alimentos, desde o cultivo até chegar à mesa, de uma forma simples e acessível para compreenderem como tudo acontece. As crianças gostaram muito das atividades práticas. Assim, conseguimos apresentar toda a cadeia produtiva, mostrando a importância da sustentabilidade, das normas que o produtor segue na propriedade e da responsabilidade ambiental e social presente em todo esse processo”, disse.

Durante a gincana, os alunos aprenderam que diversos produtos de limpeza, higiene, alimentação e beleza possuem soja ou milho na composição. Por meio das brincadeiras, os conteúdos são apresentados de forma prática e reforçam o aprendizado desenvolvido em sala de aula.

A diretora da Escola Municipal Independência, Cleonice Rodrigues, destacou que as atividades do Futuro em Campo complementam os conteúdos trabalhados pelos professores e despertam o interesse dos alunos.

“Tudo o que eles aprendem é enriquecedor e, desde o momento em que divulgamos a atividade, as crianças criam uma expectativa muito grande e ficam ansiosas pela chegada desse dia. O conteúdo apresentado pelo Futuro em Campo complementa o que os alunos aprendem em sala de aula. Ele está diretamente ligado às disciplinas, principalmente Ciências e Geografia, tornando o aprendizado ainda mais completo”, disse.

Além de conhecerem melhor a cadeia produtiva, as crianças descobriram que a soja e o milho estão presentes em diversos produtos utilizados diariamente. A aluna Lorenna Victória Souza contou que se surpreendeu ao aprender sobre ingredientes derivados desses grãos e onde eles podem ser encontrados.

“Estamos participando de várias dinâmicas. Está sendo uma experiência muito divertida e uma forma bem legal de aprender. Aprendi que ingredientes como glicerina, glicerol, glicerinato e lecitina vêm da soja, enquanto o amido e o xarope de milho vêm do milho. Eu não sabia que esses componentes estavam presentes em produtos que usamos no dia a dia, como maquiagens e pasta de dente”, explicou.

A estudante Thayla Sambati também participou das atividades e disse que ficou surpresa ao descobrir quantos produtos fazem parte do cotidiano e têm soja ou milho na composição. Para ela, o Futuro em Campo tornou o aprendizado mais divertido.

“Eu amei essa dinâmica. Eu já sabia um pouco sobre o agro e agora estou expert no assunto. Eu não sabia que tinha milho e soja na maquiagem. Obrigada, Aprosoja MT, pelo Futuro em Campo”, finalizou.

Ao unir brincadeiras e conhecimento, o Futuro em Campo transforma temas do agronegócio em experiências que fazem parte da realidade dos estudantes. A proposta é mostrar, de forma simples e prática, como a soja e o milho estão presentes no cotidiano, incentivando a conscientização ambiental e valorizando o trabalho realizado pelos produtores rurais em Mato Grosso.

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Agro Mato Grosso

Trichoderma amplia tolerância de culturas a estresses abióticos

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Pesquisadores reuniram evidências sobre salinidade, seca e metais e aponta limites para uso no campo

Fungos do gênero Trichoderma podem ampliar a tolerância de culturas agrícolas à salinidade, à seca e à contaminação por metais pesados por meio de alterações no sistema radicular, na fotossíntese, no equilíbrio iônico e nas defesas antioxidantes. Pesquisadores chineses reuniram resultados disponíveis até junho de 2026. Apontaram forte dependência da linhagem utilizada, da cultura, do método de aplicação e das condições ambientais. Eles alertam para a falta de validação ampla em campo, principalmente diante de temperaturas extremas e estresses combinados.

O estudo analisou o uso de Trichoderma como agente de controle biológico, biofertilizante e bioestimulante microbiano. A síntese abrange salinidade, déficit hídrico, metais pesados, temperaturas extremas e poluentes emergentes. Os mecanismos descritos incluem mudanças na arquitetura das raízes, regulação antioxidante, ajuste osmótico, aquisição de nutrientes, homeostase de íons, equilíbrio hormonal e expressão de genes ligados à resposta ao estresse.

Fungo, planta e rizosfera

Os efeitos dependem da interação entre fungo, planta e rizosfera. A linhagem precisa apresentar características genéticas e metabólicas adequadas, sobreviver ao armazenamento e à aplicação, alcançar a região das raízes e manter colonização funcional. O processo também sofre influência do solo, da microbiota residente, do genótipo da planta e da intensidade do estresse.

A diversidade genética dentro do gênero ajuda a explicar diferenças entre resultados. Uma análise de 25 linhagens agrícolas e industriais encontrou 4.960 genes compartilhados e um pangenoma aberto. Pesquisadores relacionam genes acessórios e específicos de cada linhagem a funções como metabolismo secundário, interação com plantas, competição microbiana e adaptação ambiental.

Colonização radicular

A colonização radicular ocupa posição central nesse processo. Espécies como Trichoderma harzianum, Trichoderma asperellum, Trichoderma virens e Trichoderma atroviride podem atuar na rizosfera e nos tecidos superficiais das raízes. Compostos liberados pelos fungos influenciam ramificação radicular, formação de pelos absorventes e sinalização hormonal. O aumento da superfície radicular favorece a absorção de água e nutrientes sob condições adversas.

Resultados em salinidade

A salinidade concentra algumas das evidências agronômicas mais consistentes. Em mostarda-da-índia, Brassica juncea, a aplicação de Trichoderma harzianum em solo naturalmente salino elevou clorofila, prolina, teor de óleo e acúmulo de nutrientes. O tratamento também reduziu a absorção de sódio e a relação entre sódio e potássio. A aplicação via composto aumentou a produtividade de sementes em cerca de 23%. O teor de óleo cresceu entre 19% e 23,4%.

Outro experimento mostrou redução da relação entre sódio e potássio de 2,14 para cerca de 0,92 no genótipo Tori-7 sob o tratamento mais intenso com composto. Segundo pesquisadores, esse resultado indica participação do fungo na estabilização iônica, além do estímulo ao crescimento.

Resultados em citros reforçam esse mecanismo. A inoculação com Trichoderma harzianum aumentou crescimento, biomassa, taxa fotossintética, condutância estomática e teor de clorofila sob estresse salino. As plantas acumularam menos sódio e apresentaram maior expressão de genes associados ao transporte de água e à resposta ao excesso de sal.

Dados em seca

Na seca, os resultados envolvem principalmente manutenção do sistema radicular, uso da água, fotossíntese e controle do estresse oxidativo. A inoculação com Trichoderma asperellum melhorou nutrição, concentração de clorofila e carotenoides, taxa fotossintética, condutância estomática e eficiência no uso da água em cana-de-açúcar. O tratamento também elevou a atividade de enzimas antioxidantes e o acúmulo de prolina.

Em milho, uma linhagem de Trichoderma asperellum aplicada às sementes manteve populações do fungo ao longo do desenvolvimento da cultura e reduziu os efeitos do déficit hídrico. Em arroz, o biopriming com Trichoderma harzianum alterou respostas moleculares associadas à tolerância posterior à falta de água.

Tratamentos combinados

Os cientistas alertam para ter cautela na interpretação de tratamentos combinados. Um experimento com pimentão utilizou biochar incorporado ao solo e uma suspensão independente de Trichoderma harzianum. O estudo avaliou coaplicação, mas não comprovou o biochar como veículo do fungo. Sob irrigação correspondente a 50% do regime avaliado, o tratamento combinado elevou em mais de 40% a atividade de três enzimas antioxidantes e reduziu o peróxido de hidrogênio em aproximadamente 25%. Outro marcador de dano oxidativo, no entanto, apresentou resposta divergente.

Metais pesados

Os metais pesados formam outra frente de pesquisa. Em mostarda-da-índia submetida a cádmio, a combinação entre Trichoderma harzianum e ácido poliaspártico aumentou o volume radicular em 30,65% e a biomassa total em 42,38%. O acúmulo total de cádmio subiu 79,11%. A concentração do metal nas folhas cresceu até 71,12%. Os pesquisadores interpretam o resultado como aumento simultâneo da tolerância da planta e da capacidade de remoção do contaminante.

A mesma combinação elevou a eficiência de remoção de cádmio do solo de 21,71% para 38,27% em outro estudo. As análises também detectaram mudanças na comunidade microbiana da rizosfera. A revisão ressalta uma limitação: associações obtidas por análises de coocorrência não comprovam relações causais nem demonstram recuperação funcional da rede microbiana.

Calor e frio

As evidências para calor e frio permanecem mais restritas. Estudos com Trichoderma harzianum após exposição ao calor demonstraram sobrevivência e adaptação do próprio fungo. Esses dados não comprovam proteção térmica das culturas, manutenção da produtividade ou estabilidade em campo.

Para ampliar a aplicação agrícola, os pesquisadores recomendam seleção específica de linhagens para cada cultura, estudos de genes e proteínas envolvidos nas respostas, padronização de formulações, experimentos com múltiplos estresses e ensaios em diferentes locais. A revisão também aponta necessidade de avaliações de biossegurança e análises econômicas em escala de produtor. O avanço dessas etapas poderá definir com maior precisão onde os inoculantes de Trichoderma entregam respostas reproduzíveis sob condições comerciais (doi 10.3390/jof12080578).

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