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25 de setembro de 2026

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Reunião técnica debate conservação de recursos genéticos on farm no Brasil

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Representantes de órgãos públicos, instituições de pesquisa, organizações da sociedade civil, movimentos sociais, povos e comunidades tradicionais participaram, de 9 a 11 de setembro, em Brasília (DF), da 1ª Reunião Técnica do Programa Nacional de Conservação dos Recursos Genéticos On Farm. O encontro debateu estratégias para a conservação e o uso sustentável dos recursos genéticos no país.

O Programa Nacional de Conservação On Farm é coordenado pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) e integra a Política Nacional de Conservação e Uso Sustentável dos Recursos Genéticos para a Alimentação, a Agricultura e a Pecuária.

Segundo o MDA, o programa tem como objetivo promover a conservação e o uso sustentável dos recursos genéticos realizados por agricultores familiares, povos indígenas e comunidades tradicionais. A proposta envolve a conservação on farm, feita nos próprios sistemas de produção e manejo, com foco na manutenção da agrobiodiversidade e dos conhecimentos associados.

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A programação da reunião foi organizada em três eixos. O primeiro tratou de proteção, conservação, resgate, manejo e uso sustentável dos recursos genéticos. O segundo abordou produção, beneficiamento, circulação, acesso, valorização e dinamização econômica. O terceiro reuniu debates sobre conhecimento, pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER), formação e melhoramento genético participativo.

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As atividades incluíram rodas de conversa e troca de experiências sobre conservação de sementes e recursos genéticos animais, redes territoriais, agrobiodiversidade, feiras e mercados de sementes, restauração, Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), melhoramento genético participativo e conhecimentos relacionados aos microrganismos.

A reunião técnica integrou as ações do programa coordenado pelo MDA para fortalecer a conservação e o uso sustentável dos recursos genéticos nos sistemas produtivos de agricultores familiares, povos indígenas e comunidades tradicionais.

Fonte: gov.br

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Safra de café de 2026 é estimada em 67,6 milhões de sacas, diz Conab

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A produção brasileira de café em 2026 está estimada em 67,6 milhões de sacas de café beneficiado, com alta de 19,6% frente à safra de 2025, segundo o 3º levantamento da cultura divulgado nesta quinta-feira (24) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Com 99% da área colhida, o volume projetado é o maior da série histórica da estatal.

De acordo com a Conab, o resultado reflete a bienalidade positiva, sobretudo no café arábica, além do aumento da área em produção e da melhora da produtividade média nacional. A área produtiva deve crescer 5,1%, para 1,95 milhão de hectares. Já a produtividade média foi estimada em 34,6 sacas por hectare, avanço de 13,8% sobre as 30,4 sacas por hectare registradas em 2025.

O café arábica, que representa cerca de 70% da produção total, deve alcançar 48,2 milhões de sacas, com elevação de 34,8% na comparação anual. Em Minas Gerais, a safra da variedade foi estimada em 34,96 milhões de sacas, das quais 15,93 milhões de sacas no sul e centro-oeste do estado. Segundo a Conab, o ciclo de bienalidade positiva, a melhor distribuição das chuvas antes da floração e o clima favorável até março contribuíram para a produtividade.

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Em São Paulo, a produção de arábica foi estimada em 6,19 milhões de sacas, favorecida por chuvas regulares, temperaturas amenas e regime térmico alinhado à bienalidade positiva da cultura.

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Para o conilon, a estimativa é de 19,4 milhões de sacas, queda de 6,6% em relação a 2025. Mesmo com avanço de 4% na área em produção, para 386,6 mil hectares, a redução é atribuída ao menor desempenho no Espírito Santo. No estado, a produção total de café deve cair 5,4%. A safra de conilon foi estimada em 12,1 milhões de sacas, recuo de 14,3%, enquanto o arábica deve somar 4,38 milhões de sacas, alta de 33%.

Na Bahia, a produção total deve crescer 1,2%, com 1,19 milhão de sacas de arábica e 3,3 milhões de sacas de conilon. Em Rondônia, com plantio exclusivo de conilon, a estimativa é de 2,88 milhões de sacas, incremento de 24% sobre 2025.

No mercado, o Brasil exportou 3,8 milhões de sacas de 60 quilos de café em agosto de 2026, alta de 25,8% ante julho e de 43,2% sobre agosto de 2025, segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). No acumulado de janeiro a agosto, os embarques somaram 24,6 milhões de sacas, volume 6,6% menor na comparação com igual período do ano passado.

Fonte: gov.br

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Mercado de bioinsumos movimenta R$ 1,820 bilhão no 1º semestre

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O mercado brasileiro de produtos biológicos, os bioinsumos, movimentou R$ 1,820 bilhão no primeiro semestre de 2026, alta de 9,6% sobre o mesmo período de 2025, quando somou R$ 1,661 bilhão. Os dados são do CropData, portal de dados da CropLife Brasil. Segundo a entidade, o avanço ganhou força a partir de junho, período de compra de insumos para o plantio da safra 2026/27.

De acordo com a CropLife Brasil, o desempenho do setor foi puxado pelo manejo integrado de pragas resistentes e pela busca de sustentabilidade. No mesmo intervalo, a área tratada com bioinsumos cresceu 18%, passando de 39 milhões para 46 milhões de hectares.

Em nota, o gerente executivo da CropLife Brasil, Renato Gomides, afirmou que a expansão da área tratada em ritmo superior ao valor movimentado indica a chegada dos biológicos a mais hectares, combinados ao defensivo químico no manejo integrado. Segundo ele, essa combinação amplia as ferramentas do produtor e ajuda no controle de pragas e doenças.

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Entre janeiro e junho, os bioinseticidas responderam pela maior parcela das vendas, com R$ 858,2 milhões, o equivalente a 47% do mercado. Também lideraram em área tratada, com 16,4 milhões de hectares, ou 35% do total, em função do plantio do milho 2ª safra. Na sequência aparecem bionematicidas, biofungicidas e inoculantes, com ritmo de compra e aplicação mais concentrado entre junho e dezembro.

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De janeiro a setembro de 2026, o País somou 61 bioinsumos com registro ativo. Desse total, 44 foram produtos de agentes microbiológicos, 9 de agentes macrobiológicos e 8 bioquímicos. Segundo a CropLife, o prazo médio para registro é de cerca de 20 meses para produtos biológicos e de 16 meses para produtos biológicos/orgânicos.

Os dados foram elaborados pela consultoria Move Analytics com base em informações oficiais do Agrofit, base estatística do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), que considera apenas registros ativos.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Ministro diz que risco de falta de fertilizantes para a safra 2026/27 está afastado

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O ministro da Agricultura, André de Paula, afirmou nesta terça-feira (22), em Belo Horizonte, que o risco de desabastecimento de fertilizantes para a safra 2026/27 está afastado. A avaliação foi apresentada após ações para ampliar fornecedores no exterior e acelerar a entrada dos insumos pelos portos brasileiros. A declaração foi dada durante o 15º Congresso Brasileiro do Algodão (CBA).

Segundo De Paula, a estratégia ganhou força diante dos conflitos internacionais que afetaram rotas e origens tradicionais dos insumos. Na semana passada, o ministro participou de missão oficial em Angola e Marrocos com foco, entre outros temas, na produção e no abastecimento de fertilizantes.

Em Angola, a comitiva se reuniu com o Grupo Opaia, responsável pelo projeto Amufert, de produção de ureia e amônia. No Marrocos, houve reuniões com autoridades e visita ao complexo industrial da OCP Nutricrops, em Jorf Lasfar.

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A visita à OCP resultou na assinatura, na sexta-feira, de um memorando de entendimento que estabelece como referência o fornecimento de 3,8 milhões de toneladas de fertilizantes fosfatados a operadores brasileiros em 2026 e 2027. As aquisições dependerão das condições comerciais negociadas entre a companhia marroquina e as empresas brasileiras. De acordo com o ministro, esse volume corresponde a cerca de 80% da necessidade brasileira de fosfatados considerada pelo governo.

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Na frente logística, a Comissão Nacional das Autoridades nos Portos (Conaportos) recomendou em agosto aos portos públicos tratamento preferencial para o desembarque de fertilizantes destinados à safra 2026/27. A resolução orienta, quando permitido pelas regras de cada porto, preferência de atracação em até 24 horas após o anúncio da chegada da embarcação.

No longo prazo, o Ministério da Agricultura informou que cerca de 85% dos fertilizantes consumidos no País vêm do exterior. O Plano Nacional de Fertilizantes prevê elevar gradualmente a produção doméstica para atender entre 45% e 50% da demanda interna até 2050. De Paula também citou o Programa de Desenvolvimento da Indústria de Fertilizantes (Profert), instituído neste mês pela Lei 15.496/2026, e a retomada da produção de nitrogenados pela Petrobras.

Ao comentar o abastecimento para a safra 2026/27, o ministro associou a estratégia do governo à diversificação de fornecedores, à priorização logística nos portos e ao avanço de medidas voltadas à ampliação da produção nacional de fertilizantes.

Fonte: Estadão Conteúdo

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