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25 de setembro de 2026

Sustentabilidade

Mancha-de-bipolaris em milho: Mistura de fungicidas apresenta maior eficácia no controle – MAIS SOJA

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As adversidades climáticas associadas a pressão de patógenos na cultura do milho tem impulsionado o desenvolvimento de doenças nas últimas safras, dentre elas, a mancha-de-bipolaris, causada fungo Bipolaris maydis. A doenças é mais grave em regiões de clima temperado e tropicais quentes e úmidas, nas quais perdas superiores a 70% na produção têm sido relatadas (Costa; Silva, Cota, 2014).

De acordo com Costa; Silva; Cota (2014), a intensidade dos sintomas e danos variam em função da suscetibilidade do híbrido. Normalmente, as folhas são os órgão mais afetados, com lesões que evoluem de pequenas e ovaladas para alongadas, limitadas pelas nervuras das folhas. Essa redução da área fotossinteticamente ativa compromete a produção de fotoassimilados pela planta, afetando diretamente o rendimento de grãos.

Figura 1. Sintomas da mancha de Bipolaris maydis em milho.
Foto: Rodrigo Véras da Costa

Dado o impacto econômico da doença, medidas de manejo como o uso de fungicidas para o controle químico da doença tornam-se essenciais para a manutenção do potencial produtivo do milho. Entretanto, para um posicionamento eficaz dos fungicidas, é preciso compreender quais defensivos apresentam maior performance no controle da mancha-de-bipolaris, a fim de aumentar a assertividade do manejo.

De acordo com De Cól et al. (2025), resultados da eficiência de fungicidas no controle da mancha de bipolaris de 2000 a 2024 oriundos de ensaios da rede nacional de pesquisa cooperativa, conduzidos em oito estados brasileiros (GO, MG, MS, MT, PR, RS, SP e TO), demonstram que, para o caso específico da mancha-de-bipolaris, fungicidas multissítios como clorotalonil e mancozebe, assim como o benzimidazol tiofanato-metílico, foram menos eficazes quando utilizados de forma isolada.
Entretanto, os autores destacam que a maioria dos fungicidas avaliados, aplicados em mistura (tabela 1) apresentaram boa eficácia de controle variando entre 55% e 60%, enquanto os fungicidas de ingrediente ativo único exibiram eficácia altamente variável (figura 2) (De Cól et al., 2025).

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Tabela 1. Tratamentos com fungicidas foliares aplicados para o controle da mancha de Bipolaris.
Fonte: De Cól et al. (2025)
Figura 2. Relação entre a eficácia no controle da mancha de Bipolaris e a resposta de produtividade em relação ao tratamento controle testemunha para seis fungicidas com princípio ativo simples isolado (A) e nove fungicidas com misturas duplas ou triplas (B).
Fonte: De Cól et al. (2025). Imagem com qualidade otimizada via IA.

Esses resultados reforçam a importância da cautela ao se depender exclusivamente de fungicidas para o manejo da doença, principalmente ao utilizar fungicidas de único princípio ativo. Para mitigar o risco de resistência de fungos, é recomendado o uso de fungicidas misturados sítio-específicos em mistura com multissítios (De Cól et al., 2025). Além disso, boas práticas agronômicas como o manejo integrado de doenças e o posicionamento de híbridos de milho menos suscetíveis é crucial para reduzir os prejuízos decorrentes da incidência da mancha-de-bipolaris em milho.

Confira o trabalho completo de De Cól et al. (2025) clicando aqui!



Referências:

COSTA, R. V.; SILVA, D. D.; COTA, L. V. MANCHA-DE-BIPOLARIS-DO-MILHO. Embrapa, Circular Técnica n. 207, 2014. Disponível em: < https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/infoteca/bitstream/doc/1012083/1/circ207.pdf >, acesso em: 25/09/2026.

DE CÓL, M. et al. EFICÁCIA CONTRA BIPOLARIS: CONTROLE DA MANCHA DE BIPOLARIS NO MILHO CAUSA PREOCUPAÇÃO; ESTUDOS INDICAM QUAIS FUNGICIDAS, COMO E QUANDO DEVEM SER UTILIZADOS. Cultivar Grandes Cultura, n. 313, 2025. Disponível em: < https://www.fitossanidadetropical.org.br/images/rft/novidades/2025/revista-cultivar-eficacia-contra-bipolaris.pdf >, acesso em: 25/09/2026.

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Sustentabilidade

Como ficaram as cotações da soja no fim desta semana? Saiba os preços por região

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O mercado brasileiro de soja encerrou a semana com poucas alterações nesta sexta-feira (25), em um ambiente de baixa movimentação e poucas ofertas. O analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, destaca que algumas praças do mercado interno registraram recuo nos preços, com certo alívio nos basis locais.

Nos portos, o cenário permaneceu parado, sem reporte de movimentos firmes. Segundo Silveira, o quadro geral foi de poucas ofertas e de um mercado bastante travado, situação que também predominou ao longo da semana.

Na Bolsa de Chicago, a sessão foi marcada por bastante volatilidade, com o mercado encerrando com leves ganhos no spot. O dólar atingiu bons níveis ao longo do dia e ajudou a segurar os movimentos de queda registrados em tela.

Preços de soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): manteve em R$ 156,00
  • Santa Rosa (RS): manteve em R$ 157,00
  • Cascavel (PR): manteve em R$ 151,00
  • Rondonópolis (MT): manteve em R$ 147,00
  • Dourados (MS): subiu de R$ 147,50 para R$ 148,00
  • Rio Verde (GO): desceu de R$ 148,00 para R$ 147,00

Nos portos, em Paranaguá (PR), a saca seguiu em R$ 162,00. Em Rio Grande (RS), as referências não saíram de R$ 164,00.

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja fecharam em leve alta na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), nesta sexta-feira (25). Após operar em baixa durante parte da sessão, o mercado reverteu o movimento, enquanto os participantes seguem à espera de detalhes dos acordos comerciais entre Estados Unidos e China após a cúpula realizada na quinta-feira (24).

Embora o governo dos Estados Unidos tenha informado que acordos comerciais foram firmados para determinados produtos, os detalhes serão divulgados apenas na segunda-feira. A aguardada cúpula entre os dois países, até o momento, não resultou em novos compromissos chineses para compras de produtos agrícolas norte-americanos.

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A queda do petróleo pressionou as cotações durante a sessão. Os preços recuaram diante de notícias sobre possíveis negociações entre Estados Unidos e Irã para uma reabertura gradual do Estreito de Ormuz, após o barril superar US$ 108 na sessão anterior.

Em sentido contrário, as chuvas persistentes no Meio-Oeste dos Estados Unidos atrasam o início da colheita em algumas regiões e restringem a oferta disponível para processamento.

Contratos futuros da soja

Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com alta de 2,25 centavos de dólar ou 0,17%, a US$ 13,19 3/4 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 13,32 3/4 por bushel, com avanço de 1,00 centavo de dólar ou 0,07%.

Na semana, a posição novembro/26 registrou ganho acumulado de 1,25%.

Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com baixa de US$ 1,80 ou 0,48%, a US$ 370,60 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 67,84 centavos de dólar, com ganho de 0,29 centavo ou 0,42%.

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Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em baixa de 0,17%, sendo negociado a R$ 5,1847 para venda e a R$ 5,1827 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,1732 e a máxima de R$ 5,2137. Na semana, o dólar acumulou alta de 0,72% ante o real.

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Sustentabilidade

Ceema: Quebra de safra, problemas de qualidade e importações aquecem o mercado do Trigo – MAIS SOJA

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Após disparar no final de agosto e início de setembro, quando o bushel atingiu a US$ 7,64 no dia 1º do corrente mês, a cotação do trigo, em Chicago, cedeu bastante, fechando a quinta-feira (24) em US$ 7,05, contra US$ 7,27 uma semana antes. A média de agosto ficou em US$ 6,76/bushel, ganhando 4,3% sobre a média de julho.

Apesar dos conflitos bélicos, especialmente entre Rússia e Ucrânia, o mercado do trigo cedeu, e vem oscilando em patamares menores nesta segunda quinzena de setembro. Enquanto isso, o plantio do trigo de inverno, nos EUA, chegava a 17% da área esperada no dia 20/09, contra 21% na média histórica. Já o trigo de primavera estava com 96% de sua área colhida relativa a última safra.

Quanto às exportações, na semana encerrada em 17/09 as mesmas atingiram a 335.300 toneladas nos EUA, ficando dentro das expectativas do mercado. Importante lembrar que o relatório de oferta e demanda do USDA, anunciado em 11/09, manteve uma safra reduzida de trigo nos EUA, com 41,7 milhões de toneladas e estoques finais, para 2026/27, em 19,5 milhões. No ano anterior a colheita e os estoques atingiram, respectivamente, 54 e 25 milhões de toneladas. Ou seja, a atual produção estadunidense é 22,8% menor do que a do ano anterior, enquanto os estoques finais são 22% menores. Já a produção mundial somaria 822,4 milhões de toneladas, ficando 22 milhões de toneladas menor do que a registrada no ano anterior. E no Brasil os preços subiram, com o cereal atingindo a média de R$ 71,94/saco no Rio Grande do Sul, enquanto no Paraná o produto atingiu valores entre R$ 79,00 e R$ 82,00/saco.

As condições das lavouras paranaenses pioraram diante das geadas tardias e do excesso de chuvas dos últimos dias. Com 46% da área colhida, apenas 64% das lavouras restantes se apresentavam em boas condições. O produto colhido apresenta baixa qualidade industrial, na maioria dos casos, enquanto a produtividade média está em recuo. Em termos gerais, aumenta a presença de trigo tipos 2 e 3, enquanto o produto de qualidade superior, tipo 1, está com menor disponibilidade.

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No Rio Grande do Sul a colheita ainda está distante, com apenas 1% da área realizada, e as constantes e significativas chuvas, acompanhadas de granizo e ventos fortes, vêm causando estragos nas lavouras. Nesta safra, o Estado gaúcho plantou 814.000 hectares com trigo, uma queda de 30% em relação ao ano anterior, e projeta uma produção quase 40% menor, estimada em cerca de 2 milhões de toneladas.

Assim, a disponibilidade de trigo será ainda menor no Brasil, após o forte recuo na área semeada. Isso eleva o preço interno do cereal e obriga o país a importar mais no ano comercial 2026/27. “A desuniformidade no desenvolvimento das lavouras é uma das marcas da atual safra gaúcha”. Afora tudo isso, as lavouras do sul do país está sendo atacadas por diferentes doenças, especialmente oídio e giberela.

Por enquanto, a Conab ainda projeta uma safra nacional de 5,7 milhões de toneladas (recuo de 27,1% sobre o ano anterior), porém, a qualidade do produto será baixa em grande parte das áreas colhidas. Com isso, as importações nacionais de trigo devem ficar entre 7 e 8 milhões de toneladas. Boa parte deverá vir da Argentina, porém, a dificuldade de produção em outras regiões do mundo tende a aumentar a concorrência pelo trigo do vizinho país.

Em tal contexto, para o produtor, “em um cenário de menor disponibilidade de trigo tipo 1, lotes que mantenham PH, força de glúten e demais parâmetros exigidos pela indústria podem encontrar valorização relativa, enquanto grãos de classificação inferior ficam mais expostos a descontos. Já para os moinhos, a questão será inversa: saber quanto da safra doméstica poderá efetivamente entrar na produção de farinha e quanto precisará ser substituído por produto argentino ou de outras origens” (cf. Cepea).

Enfim, se por um lado a safra menor sustenta as cotações, por outro lado será a qualidade do produto que definirá quem conseguirá aproveitar esse movimento. Em 2026, produzir trigo não será suficiente: os ganhos ficarão com quem conseguir entregar o grão exigido pela indústria.

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Fonte: Informativo CEEMA UNIJUÍ, do prof. Dr. Argemiro Luís Brum¹

1 – Professor Titular do PPGDR da UNIJUÍ, doutor em Economia Internacional pela EHESS de Paris-França, coordenador, pesquisador e analista de mercado da CEEMA (FIDENE/UNIJUÍ).


FONTE

Autor:Dr. Argemiro Luís Brum/CEEMA-UNIJUÍ

Site: Ceema/Unijuí

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Sustentabilidade

1ª onda de calor da primavera chega neste sábado e pode levar temperaturas acima dos 40°C; saiba onde

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O tempo promete mudanças extremas nos próximos dias em diferentes regiões produtoras de soja do Brasil. Enquanto áreas do Norte enfrentam temperaturas próximas dos 40°C, com aumento do risco de incêndios e estresse térmico para o gado, temporais começam a ganhar força e podem provocar chuva intensa, rajadas de vento e granizo em partes do Sul.

Na região Norte, a previsão aponta para chuvas nos próximos cinco dias, principalmente no Tocantins, Rondônia e Acre. Apesar de trazer algum alívio para o calor e ajudar a reduzir temporariamente os focos de incêndio, a chuva deve ocorrer de maneira bastante irregular e não será suficiente para recompor a umidade do solo.

A expectativa é de uma mudança mais importante no início de outubro. Entre os dias 6 e 10, áreas do sul do Pará, Rondônia e Acre podem receber volumes próximos ou superiores a 40 a 50 milímetros em cinco dias. A tendência de aumento das chuvas também deve continuar durante a segunda semana de outubro.

Até lá, porém, o calor continua sendo motivo de preocupação. Tocantins e Rondônia podem registrar máximas entre 38°C e 40°C nos próximos dias. As temperaturas elevadas aumentam o risco de incêndios e também podem provocar estresse térmico no gado de confinamento.

O calor também exige atenção dos produtores que planejam avançar com a semeadura da safra 2026/27. Com temperaturas muito elevadas, a condição do solo pode se tornar desfavorável para algumas operações agrícolas. Mesmo sem uma onda de calor oficialmente caracterizada no Norte, temperaturas do ar próximas de 40°C podem fazer a temperatura do solo ultrapassar 45°C em determinadas condições.

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Enquanto isso, uma onda de calor começa a ganhar força no Centro-Sul do país. Segundo a previsão citada, o episódio deve atuar entre este sábado e a próxima quarta-feira, atingindo áreas do Paraná, São Paulo, sul de Minas Gerais, sul do Rio de Janeiro, Mato Grosso do Sul, extremo sul de Goiás e centro-sul de Mato Grosso.

Em algumas dessas regiões, as temperaturas máximas também podem superar os 40°C. O cenário exige cautela no avanço do plantio da safra 2026/27 e atenção redobrada dos trabalhadores rurais. A recomendação é evitar exposição prolongada ao sol durante os horários de maior calor, especialmente entre o fim da manhã e o início da tarde, além de manter uma boa hidratação durante as atividades no campo.

O cenário começa a mudar principalmente entre domingo e segunda-feira, quando um cavado deve atuar sobre a região Sul. A formação pode aumentar o risco de temporais severos, com rajadas de vento superiores a 100 km/h, granizo e fenômenos associados a tempestades intensas, incluindo microexplosões e possibilidade de formação de tornados.

Na terça-feira, o sistema deve avançar em direção ao oceano e favorecer a formação de um novo ciclone extratropical. A partir daí, a chuva pode ganhar força especialmente no centro-sul do Rio Grande do Sul.

Os acumulados chamam atenção. Algumas áreas podem registrar entre 100 e 150 milímetros de chuva em apenas dois ou três dias. A intensidade da precipitação aumenta o risco de alagamentos, deslizamentos de terra e dificuldades para a realização de atividades no campo.

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A frente fria associada ao sistema também deve avançar pelo país e levar chuva para partes do Sudeste e Centro-Oeste, alcançando até áreas do sul do Nordeste. Mato Grosso do Sul, São Paulo e Paraná podem receber volumes de 40 a 50 milímetros em cinco dias.

A chegada dessa frente fria deve contribuir para interromper o período de calor intenso em parte do Centro-Sul, mas também aumenta a possibilidade de temporais e mudanças bruscas nas condições do tempo.

O contraste será marcado nos próximos dias. De um lado, temperaturas próximas ou acima dos 40°C, risco de incêndios e preocupação com o estresse térmico. Do outro, uma sequência de temporais que pode despejar mais de 100 milímetros de chuva em poucos dias e provocar ventos destrutivos, granizo, alagamentos e deslizamentos.

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