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18 de agosto de 2026

Business

Brasil terá menor área de trigo desde 2017 e deve ampliar importações

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A redução da área destinada ao cultivo de trigo no Brasil deve limitar a oferta doméstica e aumentar a necessidade de importações na temporada 2026/27. Segundo análise do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a área cultivada com o cereal é a menor desde 2017.

Com menos trigo sendo plantado no país, a expectativa é de maior dependência do produto estrangeiro para atender à demanda nacional. O movimento ganha importância especialmente para a indústria de moagem, que tradicionalmente complementa a oferta brasileira com cereal importado.

Brasil pode importar 7,5 milhões de toneladas

Estimativas do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) indicam que o Brasil deve importar 7,5 milhões de toneladas de trigo entre outubro de 2026 e setembro de 2027.

Caso a projeção se confirme, o país deve ocupar a quarta posição entre os maiores importadores mundiais de trigo na temporada, atrás apenas de Egito, Indonésia e Argélia.

O volume projetado reforça o peso do mercado internacional para o abastecimento brasileiro justamente em uma temporada marcada pela retração da área cultivada.

Menor plantio aumenta dependência externa

A redução da área destinada ao trigo sinaliza menor potencial de produção doméstica. Com isso, a necessidade de recorrer às importações tende a aumentar para equilibrar a disponibilidade interna do cereal.

O cenário também deixa o mercado brasileiro mais exposto às condições internacionais, já que uma participação maior do produto importado aumenta a influência de fatores como preços externos, câmbio e custos logísticos sobre o abastecimento nacional.

Para a temporada 2026/27, portanto, a combinação entre menor área cultivada no Brasil e importações projetadas em 7,5 milhões de toneladas coloca o abastecimento de trigo no centro das atenções do mercado.

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Business

BNDES aprova R$ 47,3 milhões para novo silo da Cooperalfa em Santa Catarina

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O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamento de R$ 47,3 milhões para a Cooperativa Agroindustrial Alfa (Cooperalfa) construir uma unidade de silo em Itaiópolis, em Santa Catarina. A estrutura será destinada ao recebimento, limpeza, secagem e armazenagem de grãos e terá capacidade total de até 20,7 mil toneladas.

Segundo o BNDES, o financiamento representa 100% do investimento do projeto. Os recursos virão do Programa para Construção e Ampliação de Armazéns (PCA), dentro do Plano Safra 2025-2026, voltado à ampliação da capacidade de armazenagem.

Do total aprovado, 60% do investimento, o equivalente a R$ 28,5 milhões, serão direcionados à compra de equipamentos nacionais novos. A parcela restante será usada em obras civis para implantação da unidade.

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O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, afirmou que o projeto contribui para a redução do déficit de capacidade de armazenagem no país. Segundo ele, a iniciativa atende 27 mil cooperados e também envolve a cadeia de bens de capital nacional.

A Cooperalfa foi fundada em 1967, em Chapecó (SC), e mantém unidades industriais e de armazenagem em municípios de Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. A cooperativa é filiada à Cooperativa Central Aurora de Alimentos, que atua nos segmentos de frangos, suínos, derivados lácteos e rações.

Com o financiamento aprovado, a Cooperalfa vai implantar em Itaiópolis uma nova estrutura para operações de pós-colheita e armazenagem de grãos, com capacidade total de até 20,7 mil toneladas.

Fonte: agenciadenoticias.bndes.gov.br

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Agro Mato Grosso

Carga adulterada e grãos furtados: operação mira esquema com possível elo com facção em MT

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Uma investigação sobre um esquema de adulteração de fertilizantes e furto de grãos levou ao cumprimento de três mandados de busca e apreensão e uma prisão temporária, nesta terça-feira (18), em Rondonópolis, a 218 km de Cuiabá. A Operação Safra Paralela também apura se os suspeitos têm ligação com uma facção criminosa que atua em Mato Grosso.

As ordens judiciais foram cumpridas em imóveis ligados aos investigados, incluindo locais usados para armazenar fertilizantes e grãos. A ação é realizada pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em Mato Grosso (FICCO/MT), com apoio do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

Durante as diligências, as equipes apreenderam uma grande quantidade de fertilizantes que apresentavam indícios de adulteração. O material ajudou os investigadores a identificar pessoas que poderiam estar envolvidas no esquema.

Nesta nova etapa, os investigadores buscam descobrir se a adulteração dos produtos e o desvio de grãos fazem parte de uma estrutura ligada a uma organização criminosa.

Investigação busca outros envolvidos

Além de identificar possíveis integrantes do grupo, a operação pretende descobrir quem seriam os colaboradores, financiadores e beneficiários das atividades investigadas.

Os suspeitos poderão responder, de acordo com o grau de participação de cada um, por crimes como organização criminosa, furto qualificado, receptação e estelionato, além de outros delitos que possam ser identificados durante o avanço da investigação.

Investigação apura possível ligação do esquema com uma facção criminosa — Foto: Reprodução

Investigação apura possível ligação do esquema com uma facção criminosa — Foto: Reprodução

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Polícia Civil investiga fraude no Cadastro Ambiental Rural de fazenda em MT

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Foto: Polícia Civil de Mato Grosso/Divulgação

Uma investigação da Polícia Civil de Mato Grosso apura um esquema que teria usado informações falsas no Cadastro Ambiental Rural (CAR) para tentar alterar o registro de uma fazenda em Confresa, no nordeste do estado. A apuração aponta ainda para a produção de documentos cartorários falsos e tentativa de obtenção de crédito usando uma avaliação rural de R$ 84 milhões.

A Operação Canadá foi deflagrada nesta terça-feira (18) pela Delegacia Especializada do Meio Ambiente (Dema), com o cumprimento de 14 mandados de busca e apreensão. As ordens foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias – Polo Barra do Garças.

As diligências foram realizadas em Cuiabá, Rondonópolis e Ribeirão Cascalheira, em Mato Grosso, além de Tailândia, no Pará. Entre os investigados estão engenheiros florestais, técnicos em agrimensura, responsáveis por empresas de topografia e engenharia e pessoas apontadas como procuradoras em atos cartorários considerados suspeitos.

A investigação, de acordo com informações da Polícia Civil de Mato Grosso, começou depois que os proprietários de uma fazenda em Confresa perceberam que a representação geográfica do imóvel no Cadastro Ambiental Rural havia sido deslocada, por meio eletrônico, para outra região de Mato Grosso. Também foram alterados os dados de acesso ao sistema, incluindo senhas e endereços de e-mail.

Ainda conforme as investigações da Dema, não há indícios de envolvimento de servidores da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), que configura como vítima, assim como os proprietários da fazenda.

Cadastro teria sido usado para alterar propriedade

Segundo a apuração, o grupo teria inserido informações fraudulentas no Sistema Mato-grossense de Cadastro Ambiental Rural (Simcar) e criado novos cadastros em nome dos proprietários sem autorização. Os dados teriam sido utilizados para sustentar documentos destinados a uma possível transferência de parte da propriedade.

Entre os documentos investigados estão procurações públicas, substabelecimentos de poderes e escrituras de compra e venda. A suspeita é de que os registros tenham sido produzidos com informações ideologicamente falsas para dar aparência de legalidade às operações.

Um dos cadastros considerados fraudulentos foi utilizado como base para uma avaliação rural de R$ 84 milhões. O documento teria sido apresentado como garantia em tentativas de obtenção de crédito junto a instituições financeiras.

A investigação também encontrou indícios de pagamento de propina a um escrevente para viabilizar o reconhecimento fraudulento de assinaturas em um documento falso de arrendamento da propriedade.

Os investigados podem responder por fraude em informações ambientais, falsidade ideológica, falsificação de documento público, uso de documento falso, estelionato, corrupção ativa e associação criminosa.

Ao todo, 54 policiais civis participaram do cumprimento das ordens, com equipes das delegacias da Diretoria de Atividades Especiais e das regionais de Rondonópolis e Ribeirão Cascalheira. A ação também contou com a Perícia Oficial e Identificação Técnica e com a Polícia Civil do Pará.

O material recolhido durante as buscas será submetido a exames periciais e analisado pelo Núcleo de Inteligência da Delegacia Especializada do Meio Ambiente. A partir dos resultados, a investigação deverá avançar para a conclusão do inquérito e eventual indiciamento dos envolvidos.


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