Connect with us
18 de agosto de 2026

Sustentabilidade

Valor Bruto da Produção Agropecuária é estimado em R$ 1,39 trilhão em julho – MAIS SOJA

Published

on


OValor Bruto da Produção Agropecuária (VBP), que mede o faturamento da produção agropecuária, é estimado em R$ 1,39 trilhão em julho, segundo dados da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

A maior parte do valor corresponde à lavoura, que soma R$ 893,3 bilhões, equivalente a 63,9% do total. A pecuária registra R$ 504,8 bilhões, correspondente a 36,1% do VBP.

Entre os produtos agrícolas, a soja apresenta o maior valor estimado, de R$ 336 bilhões, seguida pelo milho, com R$ 158,4 bilhões, pela cana-de-açúcar, com R$ 108,7 bilhões, e pelo café, com R$ 103,4 bilhões.

Na pecuária, a carne bovina apresenta projeção de faturamento de R$ 246,5 bilhões, equivalente a 17,6% do total, seguida pela carne de frango, com R$ 106,2 bilhões.

No recorte por unidades da Federação, Mato Grosso apresenta o maior valor estimado, com R$ 216 bilhões, equivalente a 15,5% do total. Em seguida, aparecem Minas Gerais, com R$ 166,2 bilhões (11,9%), e São Paulo, com R$ 156,2 bilhões (11,2%).

CÁLCULO

O VBP é calculado mensalmente pela Secretaria de Política Agrícola do Mapa com base nas estimativas de produção e na variação de preços de mercado recebidos pelos produtores rurais. Os valores de 2026 são preliminares e consideram as informações disponíveis até maio de 2026.

Autor/Fonte: MAPA

FONTE

Autor:MAPA

Site: MAPA

Continue Reading

Sustentabilidade

Endividamento rural: volume liberado pelo governo corresponde apenas a 13% da carteira problemática – MAIS SOJA

Published

on


O Ministério da Fazenda publicou uma portaria que autoriza o pagamento da equalização das taxas de juros nas operações de renegociação de dívidas rurais. No entanto, o valor é considerado insuficiente e está abaixo inclusive do anunciado pelo governo. A soma dos recursos não passa de R$ 25,8 bilhões, distante dos mais de R$ 100 bilhões anunciados pela equipe econômica do governo. O cenário piora com a exclusão do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) do hall de instituições financeiras.

A liberação ocorre em meio a instalação no Congresso Nacional da Comissão Mista da Medida Provisório 1.376/2026. A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) tem articulado para acelerar a tramitação da MP e trazer melhorias ao texto. Mais da metade dos membros da comissão são integrantes da FPA.

A portaria autorizativa era um dos ritos finais para disponibilizar os recursos para o produtor endividado e foi publicada nesta quinta-feira, 13, quase um mês depois da medida ser publicada. Agora, além de ter apenas 90 dias para buscarem as linhas de renegociação, o baixo volume liberado coloca ainda mais pressão sobre os produtores rurais.

Os R$ 25,8 bilhões de recursos equalizados liberados representam cerca de 13% da carteira problemática do setor, que é de R$ 197,2 bilhões, segundo os últimos dados do Banco Central. Além disso, esse volume não inclui as Cédulas de Produto Rural (CPRs) emitidas por produtores para fornecedores e tradings.

A portaria já levanta críticas do setor devido ao montante. Segundo a Associação dos Produtores de Soja e Milho do Estado de Mato Grosso (Aprosoja-MT), “o volume disponibilizado frustra até mesmo as expectativas mais pessimistas do setor”.

A entidade aponta que a MP traz instrumentos para que as instituições financeiras possam fazer operações de renegociação usando recursos próprios. Porém, essa possibilidade ainda não seria suficiente para abarcar a demanda pela renegociação.

“No atual patamar das taxas de juros, essa possibilidade precisa ser vista com cautela. Alongar uma dívida sem compatibilizar o custo financeiro com a capacidade de geração de caixa da atividade pode significar apenas transferir para 2027 e para os anos seguintes parte dos problemas que o setor enfrenta hoje”, indicaram os sojicultores de Mato Grosso.

Liberação deixa de fora BNDES

A normativa da última quinta-feira aponta que dos R$ 25,8 bilhões, cerca de R$ 24,1 bilhões são para a agricultura empresarial, enquanto o restante, R$ 1,6 bilhão, estão destinados à agricultura familiar. Ela também apresenta quais instituições financeiras estão autorizadas a operar com o crédito equalizado dentro da MP das renegociações das dívidas. Ao todo são 10 financeiras, sendo elas:

  • Banco DLL;
  • Banco do Brasil;
  • Banpará;
  • Banrisul;
  • Banco da Amazônia (Basa);
  • BRB;
  • Credicoamo;
  • Cresol;
  • Sicoob;
  • Sicredi.

A Aprosoja-MT destaca ainda a ausência do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) entre os bancos que vão operar as linhas. “A instituição [BNDES] poderia exercer papel relevante na ampliação das fontes de funding e na distribuição dos recursos por meio de uma rede maior de agentes financeiros, reduzindo parte das distorções que agora aparecem na distribuição dos limites”, disse.

A portaria também permite o remanejamento dos limites equalizáveis entre bancos, linhas e fontes. Para isso, a solicitação deve ser feita pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) e pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA).

Fonte: Frente Parlamentar da Agropecuária

Continue Reading

Sustentabilidade

TRIGO/CEPEA: Com menor área em nove anos, Brasil eleva dependência de importações – MAIS SOJA

Published

on


 A área destinada ao cultivo de trigo no Brasil é a menor desde 2017, o que deve reduzir a oferta doméstica e ampliar a dependência do mercado externo na temporada 2026/27, segundo o Cepea.

Conforme estimativa do USDA, o Brasil deve importar 7,5 milhões de toneladas entre outubro de 2026 e setembro de 2027, passando à quarta posição entre os maiores importadores mundiais do cereal, atrás do Egito, da Indonésia e da Argélia.

Fonte: Cepea (www.cepea.esalq.usp.br)

FONTE

Autor:Cepea

Site: Cepea

Continue Reading

Sustentabilidade

Considerações sobre margens brutas de esmagamento de milho para produção de etanol no Brasil e nos Estados Unidos – MAIS SOJA

Published

on


O mercado mundial de etanol sempre foi dominado pelos Estados Unidos e pelo Brasil. Os norte-americanos construíram sua indústria sobre o milho, diante da abundância de grãos na região do Corn Belt; o Brasil, sobre a cana-de-açúcar, com o hidratado disputando diretamente com a gasolina na bomba. Por décadas, comparar a rentabilidade das duas indústrias foi um exercício de utilidade limitada: matérias-primas, processos e calendários tão distintos impediam uma comparação direta das margens e dificultavam a identificação de suas causas. A consolidação do etanol de milho no Centro-Oeste brasileiro mudou esse quadro. Atualmente, as usinas de Mato Grosso processam o cereal pelo mesmo processo de moagem que o dos norte-americanos, o que permite comparar as margens.

A trajetória brasileira é notável pela rapidez. Segundo a Unica (União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia), a produção de etanol de milho no Centro-Sul saiu de 37 mil m³ na safra 2013/14 para 521 mil m³ em 2017/18 e 9,2 bilhões de litros em 2025/26 – volume que, somado à produção nordestina, levou o total nacional a 10,17 bilhões de litros, ou pouco mais de 27% de todo o etanol produzido no País. Dados da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) mostram que, para gerar essa produção, o milho processado pelas usinas saltou de 1,3 milhão de toneladas na safra 2017/18 para 22,4 milhões de toneladas em 2025/26, com o Maranhão já respondendo por 1,6 milhão de toneladas e a Bahia entrando em operação no ciclo atual. Para 2026/27, a Conab projeta 11,4 bilhões de litros, e a Unem (União Nacional do Etanol de Milho) projeta que a produção nacional de etanol de milho alcance 16,63 bilhões de litros até a safra 2033/34 – o que, com os rendimentos atuais, implicaria uma demanda de cerca de 38 milhões de toneladas de milho –, consolidando o milho de segunda safra como peça central da demanda doméstica pelo cereal.

Os Estados Unidos, por sua vez, destinam ao etanol um volume estável de milho há uma década, entre 130 milhões e 141 milhões de toneladas por ano, segundo o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), enquanto o Brasil cresce a taxas de 20% a 30% ao ano. Em 2017, o volume brasileiro equivalia a apenas 0,7% do volume norte-americano; em 2025, já alcançou 15,5%. É uma indústria madura e estagnada de um lado, e uma indústria jovem em plena expansão do outro, e é justamente esse contraste que torna a comparação de rentabilidade tão interessante.

Para comparar a rentabilidade do esmagamento, o Cepea calculou a margem bruta como a receita combinada de etanol, DDG (Dried Distillers Grains) e óleo de milho, deduzido apenas o custo do grão. Nos Estados Unidos, assume-se que uma tonelada de milho rende 440 litros de etanol, 303,6 kg de DDGs e 13,4 litros de óleo. Utilizaram-se os preços disponibilizados pelo Center for Agricultural and Rural Development, da Iowa State University, que considera os preços do milho e do etanol a partir dos contratos futuros negociados na CME Group (Bolsa de Chicago), ajustados pelo basis; o preço do DDG está relacionado ao do milho; e o óleo vem do USDA Weekly Grains Report. No Brasil, uma tonelada de milho também rende 440 litros de etanol, 331 kg de DDG e 20,4 litros de óleo. As cotações de referência são para o norte de Mato Grosso; os dados de milho e de etanol são do Cepea; o DDG vem da Scot Consultoria; e o óleo, do valor de exportação (Comex), líquido de frete. Como os preços são nominais em moeda local, evitou-se comparar o tamanho absoluto da margem: os indicadores relevantes são o retorno sobre o custo do milho (ROI) e a margem bruta sobre a receita, ambos expressos em percentuais em cada país.

A primeira diferença estrutural observa-se na composição da receita. Entre janeiro de 2020 e junho de 2026, o etanol respondeu, em média, por 75,0% da receita na simulação para os Estados Unidos (oscilando entre 56,5% e 84,9%), contra 68,1% no Brasil (de 59,5% a 77,5%). Na indústria brasileira, a receita do DDG representou, em média, 25,9% da receita, ante 19,7% nos EUA; a participação média do óleo foi de 6,0% no Brasil e de 5,4% nos EUA.

No Brasil, os preços do milho têm correlação de 93,0% com os do DDG, de 70,3% com os do etanol e de 65,7% com os do óleo. Nos Estados Unidos, os preços do milho apresentaram correlação de 84,7% com os do etanol, um nível próximo aos 83,5% com os do DDG, enquanto a correlação com os preços do óleo ficou em 62,1%.

Nos últimos meses, a participação do etanol caiu nos dois países, mas por razões opostas: nos Estados Unidos, o óleo de milho disparou – alta de 55% no primeiro semestre de 2026, impulsionada pela demanda por combustível renovável –, enquanto no Brasil todos os preços recuaram, com o etanol caindo mais (-28% em seis meses) e o DDG resistindo (-7%), o que elevou a fatia do coproduto.

O retrato de mais de seis anos é claro: o esmagamento de milho foi consistentemente mais rentável no Brasil. O ROI médio brasileiro sobre o preço do milho entre 2020 e junho de 2026 foi de 72%, contra 44,5% nos Estados Unidos; a margem bruta média foi de 40,7% no Brasil, ante 30,1% nos Estados Unidos. As duas séries caminham juntas, ou seja, são correlacionadas – altas e baixas costumam coincidir, com picos e vales norte-americanos ligeiramente defasados –, mas o nível norte-americano permanece sistematicamente inferior. As exceções foram breves: abril e maio de 2020, setembro a novembro de 2020, abril de 2021 e março de 2025.

O ano de 2026, porém, trouxe uma inflexão que chama a atenção. O Brasil iniciou o ano no auge – ROI de 112% e margem de 53% em fevereiro, reflexo dos menores preços do milho devido à safra abundante e do etanol ainda valorizado – e, desde então, viu a rentabilidade ceder mês a mês, chegando a junho com ROI de 65% e margem de 39%. Os Estados Unidos fizeram o caminho inverso: partiram de um ROI de 46% em janeiro e alcançaram 78% em junho, com margem de 44% –, superando o Brasil pela primeira vez desde março de 2025 e registrando uma superioridade inédita na série. De um lado, preços brasileiros em queda generalizada; do outro, etanol e DDGS norte-americanos estáveis e óleo de milho em forte valorização. É uma mudança relevante na dinâmica dos mercados, mas um único mês não permite afirmar se se trata de um reposicionamento duradouro da competitividade relativa ou de uma inversão passageira. A resposta dependerá, sobretudo, da sustentação do prêmio do óleo norte-americano e da recuperação dos preços do etanol no mercado doméstico brasileiro.

No geral, pode-se dizer que a indústria brasileira de etanol de milho atingiu, em uma década, paridade tecnológica com a norte-americana e operou, na maior parte do tempo, com retornos superiores, ancorados em matéria-prima competitiva, especialmente no Cerrado, e em uma receita importante proveniente dos dois principais coprodutos. Se os volumes ainda guardam distância, a rentabilidade explica por que essa distância vem se reduzindo tão depressa: enquanto o retorno sobre o custo do grão se mantiver nos patamares observados, novas plantas continuarão saindo do papel. O episódio recente de reversão de margens merece monitoramento, mas não altera o essencial – o etanol de milho deixou de ser uma iniciativa regional para se tornar um dos vetores mais dinâmicos da demanda por grãos no Brasil. Na avaliação final, também será importante considerar os demais custos não contemplados nesta análise, como o uso de biomassa no Brasil e de gás natural nos Estados Unidos, bem como a venda de energia excedente e de CBIOs (créditos de descarbonização).

Fonte: CEPEA

Autores:

Lucilio Rogerio Aparecido Alves – Professor da Esalq/USP e pesquisador responsável pelas Equipes de Grãos, Fibras e Amidos do Cepea

Lucas Moraes – Graduando em Economia e Matemática na Universidade de Connecticut (EUA)

André Luis Ramos Sanches – Pesquisador da área de milho do Cepea

FONTE

Autor:CEPEA

Site: CEPEA

Continue Reading
Advertisement
Advertisement
Advertisement

Agro MT