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18 de agosto de 2026

Business

Colheita de café avança para 81% na área da Expocacer

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A colheita de café arábica no Cerrado Mineiro atingiu 81% até sexta-feira (14), ante 74% na semana anterior, segundo boletim técnico semanal da Cooperativa dos Cafeicultores do Cerrado (Expocacer). O avanço foi favorecido pelo predomínio de tempo seco e firme, condição que deu mais agilidade às operações de campo.

De acordo com a Expocacer, a evolução da colheita veio acompanhada de novo aumento no porcentual de café de catação, movimento associado ao avanço da colheita de chão. O porcentual médio desse tipo de café está agora levemente acima de 20% do total.

Do volume já colhido, cerca de 63% dos grãos passaram pelo processo de beneficiamento. O rendimento médio observado ficou em torno de 500 litros de café em coco para cada saca de 60 quilos beneficiada.

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Com a colheita entrando nas etapas finais em algumas áreas, os técnicos da cooperativa orientam a priorização da retirada dos frutos ainda presentes nas plantas e a intensificação do recolhimento dos cafés de chão. A recomendação também inclui a realização dos manejos previstos para o período pós-colheita no momento adequado, com foco na recuperação das plantas e na preparação para o próximo ciclo produtivo.

Na semana passada, as condições meteorológicas na região de Patrocínio foram marcadas pela persistência do tempo firme e pela baixa ocorrência de precipitações. Entre os municípios monitorados, apenas Uberaba registrou chuva, com acumulado de 0,3 milímetro.

Até quinta-feira (20), a tendência é de continuidade do tempo seco nos municípios acompanhados. As temperaturas máximas devem variar entre 28°C e 30°C, enquanto as mínimas apresentam tendência de queda gradual, com variação entre 8°C e 15°C.

O boletim da Expocacer mostra avanço da colheita, aumento da participação do café de catação e continuidade de tempo seco no Cerrado Mineiro, cenário que mantém o ritmo das operações de campo nos municípios monitorados.

Fonte: Estadão Conteúdo

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El Niño aumenta riscos para a soja na safra 26/27; veja como se preparar

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Foto: Joseani Antunes/Embrapa

A ocorrência do El Niño durante a safra 26/27 deve exigir atenção redobrada dos produtores de soja, com riscos distintos entre as regiões brasileiras. Enquanto o Sul poderá enfrentar excesso de chuvas, maior erosão do solo e condições favoráveis à ocorrência de doenças, no Norte e no Nordeste, os principais riscos estão associados à redução e à irregularidade das precipitações.

Pesquisadores da Embrapa apontam que práticas de manejo adotadas desde o planejamento da safra podem reduzir esses impactos.

Medidas necessárias

Entre as estratégias recomendadas estão o respeito aos períodos de semeadura indicados pelo Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc), a formação de palhada para proteção do solo, o escalonamento da semeadura e o uso de cultivares com diferentes ciclos.

As medidas ajudam a diminuir os riscos associados tanto ao excesso quanto à redução e irregularidade das chuvas ao longo da safra.

Para o pesquisador José Renato Bouças Farias, da Embrapa Soja (PR), o impacto do El Niño sobre a produção agrícola irá depender da intensidade, do volume e da distribuição de chuva e também do manejo agrícola implantado em cada propriedade.

“Mesmo sendo um ano de risco, o produtor pode se precaver adotando, desde agora, diferentes práticas agrícolas que diminuam os efeitos deste fenômeno”, avalia. 

Expectativas

A expectativa é que no Sul do Brasil, o El Niño provoque um volume de chuvas acima do normal e, no Norte e Nordeste, haja menos chuva. Para a mitigação e a adaptação aos impactos desse fenômeno climático, a Embrapa recomenda a adoção de estratégias integradas de gestão de riscos climáticos para culturas.

“Uma das primeiras observações é o respeito aos períodos de semeadura preconizados pelo Zarc para as culturas de verão”, enfatiza o pesquisador.

Ele aponta ainda que, nas regiões Sudeste e Centro-Oeste, os efeitos do El Niño deverão ser menos perceptíveis na próxima safra de soja.

“Às vezes, o fenômeno provoca maiores temperaturas, menor umidade do ar e atraso no início das chuvas para a safra de verão na região Centro-Oeste”, afirma. Mesmo assim, as práticas agrícolas recomendadas para o Norte, o Nordeste e o Sul podem ser estendidas também às regiões Centro-Oeste e Sudeste.

Planejamento

Tanto para a região Sul quanto para o Norte e para o Nordeste, antes da semeadura das culturas de verão como a soja e o milho, a Embrapa indica a implantação de plantas de cobertura para favorecer a formação abundante de palhada.

De acordo com Farias, no Sul, um dos principais riscos será a erosão hídrica severa. Por isso, a formação da cobertura vegetal (centeio, aveia, nabo forrageiro, entre outros) ainda no inverno, aparece como estratégica para a proteção do solo.

“Essa recomendação pode diminuir o efeito do impacto da gota da chuva sobre o solo: principal fator de erosão causado pela chuva”, observa.

No Norte e no Nordeste, as culturas de verão estão sujeitas ao maior risco de falta de água, o que pode ser minimizado também com a cobertura do solo com palhada, por intermédio de plantas de serviço como a braquiária, milheto, crotalária, entre outras.

“Essas plantas promovem maior disponibilidade de água, estimulando a infiltração e a diminuição da evaporação, além de reduzir a temperatura do solo”, complementa o pesquisador.

Ainda nas regiões Norte e Nordeste, o manejo fitossanitário da cultura da soja merece atenção para as possíveis alterações na ocorrência de pragas, doenças e plantas daninhas, em virtude de redução do volume e irregularidades na distribuição das chuvas.

“Essa condição geralmente reduz a ocorrência de doenças foliares. Por outro lado, pode dificultar o controle de plantas daninhas e favorecer algumas pragas, como a mosca-branca. Por isso, o monitoramento é importante para orientar a aplicação de defensivos no momento adequado”, destaca o também pesquisador da Embrapa Soja Maurício Meyer.

Para distribuir o risco ao longo da safra, outra indicação apontada pela Embrapa é a semeadura escalonada para evitar o desenvolvimento concentrado numa mesma fase. A prática pode minimizar tanto os efeitos da ocorrência de seca quanto os do excesso de chuva, que também pode ser prejudicial dependendo da fase da cultura em que ocorra.

Farias destaca que a indicação é combinar o escalonamento da época de semeadura com o uso de cultivares em diferentes ciclos para reduzir os riscos, pois caso ocorra algum evento extremo, nem toda a lavoura será igualmente afetada.

Mais chuva, maior atenção às doenças

De acordo com o relatório do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), os modelos indicam probabilidade acima de 90% de permanência do fenômeno El Niño até, pelo menos, o início de 2027, trazendo bom volume de chuvas para a cultura da soja na região Sul.

O verão mais chuvoso, com calor e curtos períodos de sol, forma o ambiente perfeito para a incidência de doenças fúngicas na soja. Por isso, é importante reforçar o monitoramento, principalmente porque o molhamento prolongado favorece algumas doenças da soja, como ferrugem-asiática, mofo-branco, mancha-alvo, antracnose e doenças de final de ciclo; e do milho, como cercosporiose, mancha-branca, helmintosporiose e podridões.

A pesquisadora da Embrapa Trigo (RS) Leila Costamilan explica que o primeiro problema que poderá aparecer nas lavouras, em anos de chuvas frequentes, é a podridão-radicular de fitóftora, a doença mais frequente em áreas compactadas, com solos mal drenados e acúmulo de água.

Ela causa maiores perdas durante a emergência das plantas, levando à ressemeadura de soja em muitas lavouras.

A orientação é utilizar cultivares resistentes e fazer o tratamento de sementes com fungicida específico. Na foto abaixo, soja com sintomas da podridão-radicular de fitóftora:

Em anos chuvosos, a principal doença a ser controlada é a ferrugem-asiática da soja, que continua requerendo atenção de controle pelo seu elevado potencial de causar redução de produtividade. Segundo Meyer, períodos prolongados de molhamento foliar e temperaturas amenas favorecem o progresso da doença.

“Recomendamos o monitoramento das condições ambientais favoráveis e o acompanhamento dos primeiros relatos de ocorrência da doença para definir o melhor momento do controle químico e a utilização de fungicidas preventivamente ou no aparecimento dos sintomas”, afirma.

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Agro Mato Grosso

Aprosoja MT reúne produtores rurais e candidatos ao Governo do Estado para diálogo

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Evento “Agricultura em Pauta: Propostas para Mato Grosso” abordará os rumos da agricultura mato-grossense e o desenvolvimento do estado A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) promoverá um momento de diálogo entre os candidatos ao Governo do Estado e os produtores rurais, para discutir os principais desafios da agricultura e as propostas para o futuro de Mato Grosso.

O encontro será realizado no dia 20 de agosto, quinta-feira, a partir das 14h, no Espaço Stelata – Buffet Leila Malouf, em Cuiabá. Sob o tema “Agricultura em pauta: Propostas para Mato Grosso”, o evento reunirá os concorrentes ao Executivo estadual em condições iguais de participação, com o objetivo de ouvir as demandas do setor e discutir os planos para o desenvolvimento da agricultura no estado.

Candidatos foram convidados para o encontro apartidário, voltado a aproximar quem produz no campo das ideias para o crescimento de Mato Grosso.

A imprensa está convidada a acompanhar o evento e pode confirmar sua presença ou tirar dúvidas junto à Gerência de Comunicação da Aprosoja MT pelo telefone (65) 9 9648-8624.

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Business

Indústria espera publicação do decreto da Lei de Bioinsumos para as próximas semanas

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Foto: Guilherme Soares/Canal Rural BA

Quase 20 meses após a publicação da Lei nº 15.070/2024, o setor de bioinsumos acompanha a etapa final de regulamentação do marco legal que estabelece regras próprias para produção, registro, comercialização, uso, fiscalização e pesquisa de produtos biológicos no Brasil.

A expectativa da indústria é de que o decreto que regulamentará a legislação avance para assinatura presidencial e publicação nas próximas semanas, encerrando uma etapa iniciada em 2024.

Para a Associação Nacional de Promoção e Inovação da Indústria de Biológicos (Anpii Bio), a regulamentação deve consolidar um ambiente de maior segurança jurídica, previsibilidade e estímulo à inovação.

Para a entidade, a publicação da Lei representou um avanço histórico ao reconhecer a especificidade e a importância estratégica dos bioinsumos para a agricultura e a economia brasileira, em um momento de expansão acelerada do setor, que na safra 2024/2025 superou R$ 7 bilhões e consolidou o Brasil entre os três maiores mercados de bioinsumos do mundo, com mais de 200 indústrias registradas, número que cresceu mais de 50% entre 2022 e 2025.

“Com a publicação, teremos condições de fortalecer ainda mais esse setor, que já coloca o Brasil em uma posição de destaque no mercado mundial. Uma regulamentação específica, equilibrada e tecnicamente consistente poderá dar mais segurança para que esse protagonismo continue avançando, fortalecendo a indústria nacional e nos consolidando como referência global no desenvolvimento de tecnologias biológicas”, afirma a diretora de relações institucionais da Anpii Bio, Julia Emanuela de Souza.

Próximos passos

A entidade mantém a expectativa que logo após a publicação do Decreto, o setor poderá avançar para a elaboração das Portarias e demais atos infralegais que darão aplicação prática ao novo marco.

Trata-se da fase que serão definidos os procedimentos para registro, fiscalização, produção, rotulagem, apresentação e comercialização dos bioinsumos, considerando as diferentes categorias e finalidades dos produtos.

A Associação enxerga que a conclusão desse ciclo permitirá transformar o marco legal em uma regulamentação efetiva, com procedimentos específicos para o setor, ampliando a segurança regulatória, estimulando investimentos e fortalecendo a capacidade brasileira de desenvolver soluções biológicas.

“O objetivo é que esse avanço também se traduza em benefícios para o produtor rural, com acesso a produtos de qualidade e alta tecnologia, capazes de contribuir para a produtividade, a rentabilidade e a sustentabilidade da atividade, fortalecendo a competitividade da agricultura brasileira e reduzindo possíveis barreiras técnicas à inserção dos produtos nacionais nos mercados externos, consolidando o Brasil como referência internacional em inovação e agricultura sustentável”, finaliza Julia.

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