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8 de outubro de 2026

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Embrapa faz recomendações de fortalecimento do agro para candidatos às eleições

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Foto: Divulgação TSE, alterada por IA

A Embrapa disponibilizou em seu site o documento “Agenda estratégica para a agricultura do Brasil: contribuições de pesquisa e inovação”, voltado aos candidatos que vão disputar em outubro cargos nos poderes Executivo e Legislativo.

O material tem como objetivo contribuir para a construção de propostas para a sustentabilidade da agricultura no país. Assim, reúne evidências científicas, diagnósticos e recomendações voltadas ao fortalecimento do setor e defende a ampliação e a estabilidade dos investimentos em ciência, tecnologia, inovação e inclusão socioprodutiva.

O material também tem como propósito subsidiar programas de governo e iniciativas legislativas relacionadas ao setor agropecuário brasileiro.

A agenda proposta pela Embrapa está estruturada em seis dimensões estratégicas:

  1. Segurança alimentar e nutricional, que busca fortalecer os sistemas alimentares e ampliar o acesso da população a alimentos saudáveis e nutritivos
  2. Agricultura sustentável e a resiliência à mudança do clima, baseada na adoção de tecnologias de baixo carbono, na recuperação de áreas degradadas e em soluções que permitam à produção agropecuária se adaptar aos efeitos do aquecimento global.
  3. Bioeconomia, que propõe transformar a biodiversidade e a biomassa brasileiras em novos produtos, serviços e oportunidades de negócios, agregando valor às cadeias produtivas e promovendo o desenvolvimento sustentável dos territórios.
  4. Transição energética e a bioenergia, com a expansão de biocombustíveis, biogás, biometano e outras fontes renováveis capazes de posicionar o Brasil como referência global em soluções de baixo carbono.
  5. Desenvolvimento territorial e a inclusão produtiva, com foco na redução das desigualdades regionais e na ampliação do acesso à tecnologia, ao crédito e à assistência técnica para agricultores familiares, povos indígenas, comunidades tradicionais, mulheres e jovens rurais.
  6. Transformação digital como eixo transversal para democratizar o acesso à inovação, ampliar a competitividade e preparar uma nova geração de produtores e trabalhadores rurais em uma economia cada vez mais baseada em dados e conhecimento.

Conectividade no campo

O documento da Embrapa também foca no acesso domiciliar à internet nas áreas rurais, que teve expressivo avanço na última década, alcan­çando 88% dos domicílios em 2025, segundo o IBGE. Em 2016, esse percentu­al era de apenas 35%.

“Contudo, persistem gargalos relevantes: a cobertura de rede móvel celular atinge apenas 68% dos domicílios rurais e, segundo o Indicador de Conectividade Rural (Conectar Agro/ UFV), em março de 2025, apenas 33,9% da área agri­cultável do país contava com cobertura 4G e somen­te 48,1% dos imóveis rurais tinham sua área agricul­tável totalmente conectada, restringindo a adoção plena de tecnologias digitais como sensoriamento, IoT e agricultura de precisão no campo”, destaca o documento.

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Por isso, a Embrapa afirma que a ampliação da conectividade rural é con­dição essencial para a modernização da agricultura, a inclusão produtiva e a formação de uma nova gera­ção de produtores e trabalhadores rurais capacitados para atuar em uma economia cada vez mais baseada em dados e conhecimento.

A publicação também defende a ampliação e a estabilidade dos investimentos em ciência, tecnologia, inovação e inclusão socioprodutiva e a necessidade de formulação de leis e políticas públicas capazes de garantir, de forma permanente, os instrumentos institucionais e financeiros necessários para transformar conhecimento científico em benefícios econômicos, sociais e ambientais.

Atribuições do Poder Executivo

O documento da Embrapa afirma que a atuação do Poder Executivo na agenda agropecuária deve estar orientada pela consolidação de uma estratégia integrada de desenvolvimento rural sustentável, capaz de articular competitividade econômica, segurança alimentar, sustentabilidade ambiental e inclusão produtiva. Assim, destaca como elementos orientadores:

  • Fortalecimento da governança interministerial das políticas agroambientais, com integração entre segurança alimentar, clima, energia e comércio exterior, de forma a reduzir a fragmentação institucional e ampliar a coerência das políticas públicas.
  • Ampliação e estabilidade dos investimentos em ciência, tecnologia e inovação agropecuária, com foco em biotecnologia, agricultura de precisão, sistemas digitais, melhoramento genético e soluções baseadas na natureza, assegurando ganhos contínuos de produtividade com redução de impactos ambientais.
  • Consolidação de estratégias nacionais de adaptação e mitigação da mudança do clima na agricultura, com ênfase em gestão de riscos climáticos, seguros agrícolas, recuperação de áreas degradadas, intensificação sustentável e captura de carbono no solo.
  • Fortalecimento da inserção internacional da agricultura brasileira, com atenção a requisitos emergentes de sustentabilidade, rastreabilidade e descarbonização, assegurando competitividade em mercados cada vez mais regulados.
  • Promoção da transformação digital no campo como política estruturante, incluindo conectividade rural, interoperabilidade de dados agropecuários e uso de inteligência artificial para gestão produtiva e de riscos.
  • Expansão de políticas estruturantes de inclusão produtiva e desenvolvimento territorial, consolidando, por exemplo, a assistência técnica e a extensão rural como sistema importante para contribuir com redução de desigualdades regionais e ampliação do acesso à tecnologia, infraestrutura e serviços no meio rural.

Responsabilidades do Legislativo

A publicação da Embrapa enfatiza que o Poder Legislativo desempenha papel central na definição das condições institucionais, regulatórias e orçamentárias que moldam a evolução da agricultura brasileira.

“Sua atuação é determinante para assegurar estabilidade de políticas públicas e previsibilidade para investimentos de longo prazo”, diz trecho. Nesse contexto, destacam-se como elementos orientadores:

  • Aperfeiçoamento do marco legal da inovação agropecuária, com foco em biotecnologia, bioinsumos, propriedade intelectual e ambientes regulatórios que incentivem a pesquisa e a adoção tecnológica.
  • Consolidação de um arcabouço jurídico estável para políticas de sustentabilidade agroambiental, incluindo instrumentos de pagamento por serviços ambientais, rastreabilidade e incentivo à produção de baixo carbono.
  • Fortalecimento das bases legais e orçamentárias da política agrícola, assegurando previsibilidade de financiamento, ampliação do crédito rural e estabilidade de instrumentos de gestão de risco.
  • Aprimoramento da legislação relacionada à transição energética e à bioeconomia, promovendo segurança regulatória para biocombustíveis, biogás, biometano e outras cadeias baseadas em recursos renováveis.
  • Promoção de marcos legais para transformação digital no meio rural, incluindo proteção e uso de dados agropecuários, conectividade rural e incentivo à digitalização de pequenos e médios produtores.
  • Apoio à modernização institucional das políticas de desenvolvimento territorial e inclusão produtiva, com foco na redução de desigualdades regionais e fortalecimento da agricultura familiar em bases tecnológicas e sustentáveis.

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Mercado de bioinsumos deve fechar 2026 com alta de até 7% em valor e 10% em volume

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O mercado brasileiro de bioinsumos deve encerrar 2026 com crescimento de 5% a 7% em valor de vendas e de cerca de 10% em volume, na comparação com 2025, conforme projeção da Associação Nacional de Promoção e Inovação da Indústria de Biológicos (ANPII Bio).

No primeiro semestre de 2026, o mercado cresceu 7% em volume em relação ao mesmo período do ano passado. Em valor de vendas, porém, não houve incremento, principalmente em razão do atraso nas compras e maior pressão de preços nos insumos agrícolas.

De acordo com a entidade, a desaceleração foi mais evidente no segundo trimestre, quando se intensificaram os problemas relacionados a preços e suprimento de fertilizantes e aumentaram as incertezas sobre os preços futuros das principais commodities agrícolas. Com isso, produtores retardaram decisões de compra e passaram a concentrá-las mais próximas do início do plantio da safra de verão.

“O crescimento em volume mostra que a adoção dos bioinsumos continua avançando, mesmo em um ambiente mais desafiador. Por outro lado, a diferença entre volume e valor evidencia a pressão sobre os preços médios, uma dinâmica que a indústria já vem acompanhando nos últimos anos. A expectativa é de recuperação do ritmo de compras no segundo semestre, sustentando um fechamento positivo para 2026”, afirma a diretora de operações da ANPII Bio, Larissa Bonotto.

Perfil das tecnologias oferecidas

Além do avanço da adoção, os dados mostram uma transformação no perfil das tecnologias oferecidas ao mercado. Entre os biodefensivos, cresce a participação de produtos com mais de uma classe de uso, como nematicidas-fungicidas e acaricidas-inseticidas biológicos.

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Nos inoculantes, também avançam formulações que combinam mais de uma espécie de microrganismo.

Essas categorias representaram 22% do valor das vendas no primeiro trimestre de 2026, ante 16% em 2025, indicando uma oferta mais diversificada e de maior valor agregado, em contraste com um mercado anteriormente mais concentrado nos produtos tradicionais, contendo apenas Bradyrhizobium e Azospirillum.

“Essa mudança no mix é um dos sinais de amadurecimento do mercado. As empresas estão ampliando seus portfólios e incorporando tecnologias com diferentes funcionalidades e combinações de microrganismos”, ressalta Anderson Nora Ribeiro, sócio-fundador da 5P2R Marketing de Precisão, consultoria responsável pela Plataforma de Inteligência de Mercado da ANPII Bio.

Segundo ele, também é observada uma diversificação na atuação das indústrias, que passaram a estar presentes em mais de um segmento, acompanhando a demanda por soluções cada vez mais integradas ao manejo agrícola.

A diversificação aparece na própria composição da indústria acompanhada pela plataforma: das 30 empresas analisadas em 2026, metade já atuam tanto com inoculantes quanto com defensivos biológicos, enquanto as demais mantêm atuação exclusiva em um dos dois segmentos.

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Como referência, no ano de 2022, esse percentual de empresas atuando com as duas categorias de produtos era de apenas 26%.

Regulamentação da Lei dos Bioinsumos

O desempenho do mercado ocorre paralelamente a uma mudança importante no ambiente regulatório, com a Lei dos Bioinsumos (Lei nº 15.070/2024) avançando para a etapa final de regulamentação.

Para a ANPII Bio, a conclusão dessa etapa é importante para dar maior previsibilidade ao ambiente regulatório e acompanhar a evolução de uma indústria que vem ampliando escala, portfólio e investimentos em novas tecnologias.

“A indústria chega a essa nova etapa regulatória com um mercado que já avançou em adoção, escala e diversidade tecnológica. A regulamentação poderá contribuir para dar mais segurança e previsibilidade aos investimentos e ao desenvolvimento de novas soluções. O próximo desafio será transformar esse marco em regras aplicáveis, equilibradas e compatíveis com as características dos produtos biológicos”, pontua a diretora de operações da ANPII Bio.

A expectativa da entidade é que a regulamentação preserve os avanços construídos ao longo do processo de elaboração da Lei e do decreto, conciliando segurança, inovação, proporcionalidade e viabilidade operacional para a indústria, sem perder de vista as necessidades do produtor e as particularidades das diferentes tecnologias biológicas.

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Preço da manga tommy cai 37,9% no mês e chega a R$ 3,31/kg

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Cotada a R$ 3,31/kg na última segunda-feira (5), a manga (Mangifera indica L.) da variedade Tommy Atkins é o produto destaque desta semana no atacado da Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp), registrando a tendência mais favorável para compra neste período.

Na comparação mensal, a fruta registrou uma queda de 37,9%. Em comparação ao mesmo período do ano passado, apresentou uma queda de 9,1%, tendo sido cotada a R$ 3,64/kg, enquanto a comparação semanal apontou redução de 12,4%.

Pertencente à família Anacardiaceae, originou-se na cidade de Fort Lauderdale, no estado americano da Flórida, em 1920, derivando da variedade Haden. Sua casca espessa tem coloração laranja-amarelada combinada com vermelho-púrpura intenso e protege uma polpa firme, suculenta e de coloração laranja-amarelada. O teor de fibra é médio e sabor e aroma são bem característicos.

Você sabia?

Exportada para países como Holanda, Espanha, Portugal e Reino Unido, a variedade é uma das mais cultivadas no território brasileiro, sendo o Vale do São Francisco seu líder de produção, especialmente as cidades de Petrolina (PE) e Juazeiro (BA). De outubro a dezembro, a manga Tommy tem seu período de maior volume de oferta.

O cultivo da mangueira irrigada no semiárido nordestino apresenta como principais características a utilização de espaçamentos menores e práticas de poda de condução, o que permite plantas mais compactas. Dessa forma, a primeira produção é antecipada e o rendimento de frutas estabiliza mais cedo.

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As plantas têm o crescimento vegetativo e a floração manejados por meio da irrigação, utilizando-se reguladores de crescimento e podas, o que resulta na possibilidade de haver produção de frutos em qualquer época do ano, de forma a atender diferentes mercados. Com alta produtividade e boa conservação pós-colheita, essa manga resiste bem a danos mecânicos e ao transporte de longa distância.

Benéfica à saúde

Com alto valor nutricional, a Tommy é rica em vitaminas A, do complexo B e C. Estes, se juntam a compostos bioativos, como polifenóis e carotenoides, assim como fibras e sais minerais, principalmente magnésio e potássio.

É alimento recomendado para a saúde dos olhos e favorece tanto renovação celular quanto imunidade fortalecida, tendo por destaque a ação antioxidante. Seu consumo auxilia também na saúde intestinal e no controle da pressão arterial.

Na culinária, a forma tradicional para consumo da variedade é in natura, mas também pode ser utilizada como componente de sucos integrais, polpa congelada, sorvete, doces, produtos, lácteos e outras inúmeras opções.

Comercialização

Em 2025, o Entreposto Terminal São Paulo (ETSP) comercializou 25.881,62 toneladas de manga Tommy Atkins, tendo como principais originários dessa produção, os estados da Bahia (52,1%), Pernambuco (29,9%) e São Paulo (13,5%).

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Política brasileira entra em fase de adaptação ao novo eleitor

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As eleições de 4 de outubro expuseram uma mudança na forma como o eleitor brasileiro se relaciona com a política. A escolha nas urnas passa a refletir uma sociedade mais atenta à atuação das instituições, à entrega de resultados e à relação direta entre representantes e suas bases.

Essa transformação também aparece dentro do próprio sistema político. A redução do número de partidos, a formação de federações e blocos e a renovação dos quadros do Congresso indicam uma reorganização que ainda está em andamento.

Ao mesmo tempo, a tecnologia mudou a forma como candidatos chegam ao eleitor. A comunicação deixou de depender apenas dos meios tradicionais e passou a ser filtrada por algoritmos que selecionam conteúdos de acordo com os interesses e comportamentos de cada pessoa.

Para o analista político João Henrique Hummel, esse conjunto de mudanças aponta para uma alteração mais profunda na relação entre sociedade e política. “A gente está aprendendo a conviver com isso”, resume em entrevista ao programa Direto ao Ponto, ao avaliar a nova configuração de poder entre Congresso, Executivo e sociedade.

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A percepção sobre as instituições é um dos elementos desse processo. Na avaliação do especialista, existe uma diferença cada vez mais evidente entre a confiança na estrutura institucional e a avaliação de quem ocupa esses espaços.

O analista considera que essa distância ajuda a explicar parte do comportamento observado nas eleições. “Vemos que as pessoas acreditam nas instituições, mas não acredita nas pessoas que estão nas instituições”, afirma.

Essa mudança também aumenta a cobrança sobre os representantes eleitos. O debate deixa de estar concentrado apenas na escolha de nomes e passa a envolver a capacidade de produzir resultados e responder às demandas da sociedade.

Nesse ambiente, o Congresso ganha peso. Hummel avalia que a estrutura constitucional brasileira criou uma relação de poder que exige adaptação tanto dos parlamentares quanto dos eleitores. A sociedade, segundo ele, ainda está entendendo como funciona esse novo equilíbrio.

Foto: Canal Rural Mato Grosso

Partidos passam por reorganização

A transformação não se limita ao comportamento do eleitor. O próprio sistema partidário está passando por uma reestruturação, com redução no número de legendas e formação de federações e blocos.

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Hummel vê nesse movimento uma tendência de maior organização da atividade política. As emendas parlamentares também entram nesse processo porque aproximam a atuação dos congressistas das regiões onde concentram votos.

Na prática, o parlamentar passa a precisar acompanhar onde os recursos são aplicados e quais resultados produzem. A cobrança do eleitor, portanto, não termina na urna.

“Os partidos estão diminuindo, está tendo uma profissionalização e se está criando blocos, estrutura, formação de times”, pontua. Para ele, esse processo tende a fortalecer organizações partidárias mais estruturadas e reduzir o espaço para candidaturas sem uma base política definida.

A mudança também alcança a relação entre candidatos e seus territórios eleitorais. A destinação de recursos para determinadas regiões cria uma espécie de vínculo permanente com o eleitorado, em um modelo que, na avaliação do analista, se aproxima de algumas características do voto distrital.

Algoritmos tornam eleitor mais individualizado

A tecnologia acrescenta outra camada a essa transformação. Hummel observa que os algoritmos se tornaram mais eficientes nos últimos anos e passaram a interferir diretamente na maneira como as pessoas recebem informações políticas.

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O eleitor pode bloquear determinados conteúdos, por exemplo, deixar de acompanhar pessoas e selecionar aquilo que deseja consumir. Com isso, a comunicação política se torna cada vez mais individualizada.

“Você só vai receber a informação que você quer e que você está preparado para receber”, afirma Hummel ao programa do Canal Rural Mato Grosso. Ainda na avaliação dele, essa mudança faz com que políticos tenham de identificar demandas cada vez mais específicas para estabelecer uma relação com seus eleitores.

O cenário ainda está em construção. A sociedade, os partidos e os próprios candidatos precisam aprender a lidar com uma dinâmica em que a informação circula de forma segmentada e as escolhas são influenciadas por ambientes digitais personalizados.

Para Hummel, esse aprendizado será gradual. “Nós estamos no processo de adaptação”, resume. Nesse contexto, participação, debate e acompanhamento da atuação política passam a ter peso maior na construção da relação entre eleitor e representantes, frisa.

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