Business
Embrapa faz recomendações de fortalecimento do agro para candidatos às eleições

A Embrapa disponibilizou em seu site o documento “Agenda estratégica para a agricultura do Brasil: contribuições de pesquisa e inovação”, voltado aos candidatos que vão disputar em outubro cargos nos poderes Executivo e Legislativo.
O material tem como objetivo contribuir para a construção de propostas para a sustentabilidade da agricultura no país. Assim, reúne evidências científicas, diagnósticos e recomendações voltadas ao fortalecimento do setor e defende a ampliação e a estabilidade dos investimentos em ciência, tecnologia, inovação e inclusão socioprodutiva.
- Receba no seu celular atualizações em tempo real, enquetes interativas e tudo o que impacta o dia a dia no campo: entre agora no Whatsapp do Canal Rural!
O material também tem como propósito subsidiar programas de governo e iniciativas legislativas relacionadas ao setor agropecuário brasileiro.
A agenda proposta pela Embrapa está estruturada em seis dimensões estratégicas:
- Segurança alimentar e nutricional, que busca fortalecer os sistemas alimentares e ampliar o acesso da população a alimentos saudáveis e nutritivos
- Agricultura sustentável e a resiliência à mudança do clima, baseada na adoção de tecnologias de baixo carbono, na recuperação de áreas degradadas e em soluções que permitam à produção agropecuária se adaptar aos efeitos do aquecimento global.
- Bioeconomia, que propõe transformar a biodiversidade e a biomassa brasileiras em novos produtos, serviços e oportunidades de negócios, agregando valor às cadeias produtivas e promovendo o desenvolvimento sustentável dos territórios.
- Transição energética e a bioenergia, com a expansão de biocombustíveis, biogás, biometano e outras fontes renováveis capazes de posicionar o Brasil como referência global em soluções de baixo carbono.
- Desenvolvimento territorial e a inclusão produtiva, com foco na redução das desigualdades regionais e na ampliação do acesso à tecnologia, ao crédito e à assistência técnica para agricultores familiares, povos indígenas, comunidades tradicionais, mulheres e jovens rurais.
- Transformação digital como eixo transversal para democratizar o acesso à inovação, ampliar a competitividade e preparar uma nova geração de produtores e trabalhadores rurais em uma economia cada vez mais baseada em dados e conhecimento.
Conectividade no campo
O documento da Embrapa também foca no acesso domiciliar à internet nas áreas rurais, que teve expressivo avanço na última década, alcançando 88% dos domicílios em 2025, segundo o IBGE. Em 2016, esse percentual era de apenas 35%.
“Contudo, persistem gargalos relevantes: a cobertura de rede móvel celular atinge apenas 68% dos domicílios rurais e, segundo o Indicador de Conectividade Rural (Conectar Agro/ UFV), em março de 2025, apenas 33,9% da área agricultável do país contava com cobertura 4G e somente 48,1% dos imóveis rurais tinham sua área agricultável totalmente conectada, restringindo a adoção plena de tecnologias digitais como sensoriamento, IoT e agricultura de precisão no campo”, destaca o documento.
Por isso, a Embrapa afirma que a ampliação da conectividade rural é condição essencial para a modernização da agricultura, a inclusão produtiva e a formação de uma nova geração de produtores e trabalhadores rurais capacitados para atuar em uma economia cada vez mais baseada em dados e conhecimento.
A publicação também defende a ampliação e a estabilidade dos investimentos em ciência, tecnologia, inovação e inclusão socioprodutiva e a necessidade de formulação de leis e políticas públicas capazes de garantir, de forma permanente, os instrumentos institucionais e financeiros necessários para transformar conhecimento científico em benefícios econômicos, sociais e ambientais.
Atribuições do Poder Executivo
O documento da Embrapa afirma que a atuação do Poder Executivo na agenda agropecuária deve estar orientada pela consolidação de uma estratégia integrada de desenvolvimento rural sustentável, capaz de articular competitividade econômica, segurança alimentar, sustentabilidade ambiental e inclusão produtiva. Assim, destaca como elementos orientadores:
- Fortalecimento da governança interministerial das políticas agroambientais, com integração entre segurança alimentar, clima, energia e comércio exterior, de forma a reduzir a fragmentação institucional e ampliar a coerência das políticas públicas.
- Ampliação e estabilidade dos investimentos em ciência, tecnologia e inovação agropecuária, com foco em biotecnologia, agricultura de precisão, sistemas digitais, melhoramento genético e soluções baseadas na natureza, assegurando ganhos contínuos de produtividade com redução de impactos ambientais.
- Consolidação de estratégias nacionais de adaptação e mitigação da mudança do clima na agricultura, com ênfase em gestão de riscos climáticos, seguros agrícolas, recuperação de áreas degradadas, intensificação sustentável e captura de carbono no solo.
- Fortalecimento da inserção internacional da agricultura brasileira, com atenção a requisitos emergentes de sustentabilidade, rastreabilidade e descarbonização, assegurando competitividade em mercados cada vez mais regulados.
- Promoção da transformação digital no campo como política estruturante, incluindo conectividade rural, interoperabilidade de dados agropecuários e uso de inteligência artificial para gestão produtiva e de riscos.
- Expansão de políticas estruturantes de inclusão produtiva e desenvolvimento territorial, consolidando, por exemplo, a assistência técnica e a extensão rural como sistema importante para contribuir com redução de desigualdades regionais e ampliação do acesso à tecnologia, infraestrutura e serviços no meio rural.
Responsabilidades do Legislativo
A publicação da Embrapa enfatiza que o Poder Legislativo desempenha papel central na definição das condições institucionais, regulatórias e orçamentárias que moldam a evolução da agricultura brasileira.
“Sua atuação é determinante para assegurar estabilidade de políticas públicas e previsibilidade para investimentos de longo prazo”, diz trecho. Nesse contexto, destacam-se como elementos orientadores:
- Aperfeiçoamento do marco legal da inovação agropecuária, com foco em biotecnologia, bioinsumos, propriedade intelectual e ambientes regulatórios que incentivem a pesquisa e a adoção tecnológica.
- Consolidação de um arcabouço jurídico estável para políticas de sustentabilidade agroambiental, incluindo instrumentos de pagamento por serviços ambientais, rastreabilidade e incentivo à produção de baixo carbono.
- Fortalecimento das bases legais e orçamentárias da política agrícola, assegurando previsibilidade de financiamento, ampliação do crédito rural e estabilidade de instrumentos de gestão de risco.
- Aprimoramento da legislação relacionada à transição energética e à bioeconomia, promovendo segurança regulatória para biocombustíveis, biogás, biometano e outras cadeias baseadas em recursos renováveis.
- Promoção de marcos legais para transformação digital no meio rural, incluindo proteção e uso de dados agropecuários, conectividade rural e incentivo à digitalização de pequenos e médios produtores.
- Apoio à modernização institucional das políticas de desenvolvimento territorial e inclusão produtiva, com foco na redução de desigualdades regionais e fortalecimento da agricultura familiar em bases tecnológicas e sustentáveis.
O post Embrapa faz recomendações de fortalecimento do agro para candidatos às eleições apareceu primeiro em Canal Rural.
Business
Demanda por diesel e biodiesel deve registrar novos recordes em 2027, estima StoneX

O ritmo de crescimento das vendas de diesel B em 2027 será menor do que o registrado em 2026 (1,2% ante 1,8%), estima a StoneX. Mesmo assim, projeta que a demanda será recorde pelo 11º ano consecutivo, de 71,4 milhões de m³.
A consultoria aponta que a justificativa por trás desse avanço menos intenso das vendas do combustível se dá tanto pelas expectativas de uma produção de grãos estável ou abaixo do observado este ano (efeitos do El Niño), como também pelo entendimento de que o setor industrial possa ser mais afetado pelas tarifas norte-americanas e pelo cenário inflacionário global.
- Receba no seu celular atualizações em tempo real, enquetes interativas e tudo o que impacta o dia a dia no campo: entre agora no Whatsapp do Canal Rural!
“Ainda assim, é importante destacar que, diante da resiliência econômica observada ao longo deste ano, há um consenso de que a economia brasileira deve seguir crescendo em 2027, ainda que a um ritmo menor”, considera a StoneX.
Dentre as regiões brasileiras, é esperado um crescimento maior de consumo no Sul, com a recuperação esperada da produção de soja influenciando nas expectativas de um aumento dos transportes no Rio Grande do Sul e no Paraná.
Ao longo do primeiro semestre de 2026, as vendas de diesel B totalizaram 33,9 milhões de m³. Para a segunda metade de 2026, a StoneX espera um avanço das vendas em 1,5% no comparativo com o mesmo período de 2025, totalizando 36,6 milhões de m³.
Os preparativos para a safra 2026/27 de soja influenciam em uma tendência de alta sazonal do transporte de insumos agrícolas para as regiões produtoras, contribuindo para um aumento das vendas do combustível. Com isso, a StoneX manteve as suas projeções de consumo de diesel B em 2026 em 70,6 milhões de m³ (+1,6% a.a.).
Crescimento da demanda por biodiesel
No primeiro semestre de 2026, as vendas de biodiesel somaram 4,9 milhões de m³, volume 8,4% maior do que o mesmo período no ano passado. O ritmo de alta acelerado frente ao desempenho do diesel B segue atrelado ao maior patamar de mistura entre jananeiro e junho quando comparado com 2025, ano em que o B14 ainda vigorava.
Já para 2027, a StoneX pondera que os cenários ainda são bastante amplos. Isso porque a realização de testes de viabilidade para ampliação da mistura até B20 deverá ser concluída até fevereiro, conforme as expectativas do governo.
As projeções da consultoria trabalham com dois cenários:
- No primeiro, considera-se uma manutenção do nível de mistura em 15%, com as vendas de biodiesel convergindo com o desempenho do setor de diesel B (+1,2% a.a.);
- No segundo cenário, o mais otimista para o setor produtivo do biodiesel, o aumento para o B16 viria ainda em março, após a conclusão dos testes de viabilidade. Com isso as vendas aumentariam em 9% frente a 2026, totalizando 11,23 milhões de m³.
Segundo a empresa, uma questão em comum em todos esses cenários é a ampliação do volume de óleo de soja empregado frente a 2026, tanto pelo crescimento no volume mesmo no cenário base, como também por uma leve recuperação do share frente outras matérias-primas.
Na frente da matéria-prima, a StoneX chama atenção para a dinâmica do sebo bovino. Com as aplicações de tarifas sobre o Brasil, o mercado norte-americano fica fora de alcance dos produtores domésticos, o que representa uma maior participação do insumo na cadeia de biodiesel. Em 2026, esse movimento levou a uma revisão nas estimativas de participação, devendo alcançar uma média de 6,9%, podendo manter esse patamar no próximo ano.
Entretanto, caso haja ampliação do mandato do biodiesel, o cenário segue favorável para o óleo de soja, conforme o maior volume do combustível implica no crescimento da aplicação do insumo na cadeia produtiva, elevando o volume de 8,2 milhões de toneladas para 8,7 milhões de toneladas (+6,1% a.a.), mesmo em um contexto de maior volume de gordura animal.
O post Demanda por diesel e biodiesel deve registrar novos recordes em 2027, estima StoneX apareceu primeiro em Canal Rural.
Business
Mercado da soja ganha sustentação com alta em Chicago e dólar firme

O mercado brasileiro de soja registrou mais uma sessão de preços firmes no mercado físico, acompanhando as altas observadas durante boa parte do dia na Bolsa de Chicago. De acordo com o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, o dólar também contribuiu com pequenos movimentos de alta, enquanto os prêmios apresentaram poucos ajustes.
No mercado físico, os compradores mantiveram ofertas firmes em busca de soja, mas os vendedores continuaram segurando o produto mesmo diante dos bons níveis de preços. “O spread está alto, com o vendedor elevando ainda mais as pedidas”, destaca Silveira.
Segundo o analista, apesar da melhora das cotações, não houve reporte de grandes volumes
negociados ao longo da sessão.
- Passo Fundo (RS): subiu de R$ 144,00 para R$ 145,00.
- Santa Rosa (RS): subiu de R$ 145,00 para R$ 146,00.
- Cascavel (PR): subiu de R$ 141,00 para R$ 142,00.
- Rondonópolis (MT): subiu de R$ 136,00 para R$ 138,00.
- Dourados (MS): subiu de R$ 136,00 para R$ 137,00.
- Rio Verde (GO): subiu de R$ 137,00 para R$ 138,00.
- Paranaguá (PR): permaneceu em R$ 153,00.
- Rio Grande (RS): subiu de R$ 152,00 para R$ 153,00.
Soja Chicago
Os contratos futuros da soja fecharam com preços mais altos nesta terça-feira, na Bolsa de
Mercadorias de Chicago (CBOT), mas perto da estabilidade e abaixo das máximas do dia. Após os ganhos iniciais – determinado por uma combinação de fatores -, os participantes realizaram parte dos recentes lucros.
O mercado foi impulsionado por mais um dia de elevação do petróleo. Mas perto do fechamento de Chicago, a alta do barril também reduziu, O conflito no Oriente Médio segue gerando preocupação.
A boa demanda chinesa pelo produto americano, a piora nas condições das lavouras e os primeiros números da Crop Tour da Pro Farmer ajudaram a sustentar as cotações na maior parte do dia.
Na Dakota do Sul, a contagem de vagens ficou em 945,98 em uma área de três pés por três pés. A média do estado nos últimos três anos ficou em 1.075,78. No ano passado, a contagem foi de 1.188,45.
Situação semelhante foi observada em Ohio. A contagem de vagens da soja chega a 1.197,25 em uma área de três pés por três pés, ante 1.256,71 de média dos últimos três anos. No ano passado, o Crop Tour estimou a contagem de vagens em 1.287,28 em uma área de três pés por três pés.
Os exportadores privados norte-americanos reportaram ao Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) a venda de 136.000 toneladas de soja à China, que serão entregues na temporada 2026/27.
Ainda segundo o USDA, até 16 de agosto, 61% estavam entre boas e excelentes condições, 29% em situação regular e 10% em condições entre ruins e muito ruins. Na semana anterior (9 de agosto), os índices eram de 62%, 28% e 10%, respectivamente.
Contratos da soja
Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com alta de 0,75 centavo de dólar, ou 0,06%, a US$ 12,16 3/4 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 12,31 1/2 por bushel, com elevação de 0,50 centavo de dólar ou 0,04%.
Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com alta de US$ 0,10 ou 0,03% a US$ 318,80 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 69,93 centavos de dólar, com perda de 1,19 centavo ou 1,68%.
Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão com alta de 0,43%, sendo negociado a R$ 5,2217 para venda e a R$ 5,2197 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,1902 e a máxima de R$ 5,2217.
O post Mercado da soja ganha sustentação com alta em Chicago e dólar firme apareceu primeiro em Canal Rural.
Business
El Niño aumenta riscos para a soja na safra 26/27; veja como se preparar

A ocorrência do El Niño durante a safra 26/27 deve exigir atenção redobrada dos produtores de soja, com riscos distintos entre as regiões brasileiras. Enquanto o Sul poderá enfrentar excesso de chuvas, maior erosão do solo e condições favoráveis à ocorrência de doenças, no Norte e no Nordeste, os principais riscos estão associados à redução e à irregularidade das precipitações.
Pesquisadores da Embrapa apontam que práticas de manejo adotadas desde o planejamento da safra podem reduzir esses impactos.
Medidas necessárias
Entre as estratégias recomendadas estão o respeito aos períodos de semeadura indicados pelo Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc), a formação de palhada para proteção do solo, o escalonamento da semeadura e o uso de cultivares com diferentes ciclos.
As medidas ajudam a diminuir os riscos associados tanto ao excesso quanto à redução e irregularidade das chuvas ao longo da safra.
Para o pesquisador José Renato Bouças Farias, da Embrapa Soja (PR), o impacto do El Niño sobre a produção agrícola irá depender da intensidade, do volume e da distribuição de chuva e também do manejo agrícola implantado em cada propriedade.
“Mesmo sendo um ano de risco, o produtor pode se precaver adotando, desde agora, diferentes práticas agrícolas que diminuam os efeitos deste fenômeno”, avalia.
Expectativas
A expectativa é que no Sul do Brasil, o El Niño provoque um volume de chuvas acima do normal e, no Norte e Nordeste, haja menos chuva. Para a mitigação e a adaptação aos impactos desse fenômeno climático, a Embrapa recomenda a adoção de estratégias integradas de gestão de riscos climáticos para culturas.
“Uma das primeiras observações é o respeito aos períodos de semeadura preconizados pelo Zarc para as culturas de verão”, enfatiza o pesquisador.
Ele aponta ainda que, nas regiões Sudeste e Centro-Oeste, os efeitos do El Niño deverão ser menos perceptíveis na próxima safra de soja.
“Às vezes, o fenômeno provoca maiores temperaturas, menor umidade do ar e atraso no início das chuvas para a safra de verão na região Centro-Oeste”, afirma. Mesmo assim, as práticas agrícolas recomendadas para o Norte, o Nordeste e o Sul podem ser estendidas também às regiões Centro-Oeste e Sudeste.
Planejamento
Tanto para a região Sul quanto para o Norte e para o Nordeste, antes da semeadura das culturas de verão como a soja e o milho, a Embrapa indica a implantação de plantas de cobertura para favorecer a formação abundante de palhada.
De acordo com Farias, no Sul, um dos principais riscos será a erosão hídrica severa. Por isso, a formação da cobertura vegetal (centeio, aveia, nabo forrageiro, entre outros) ainda no inverno, aparece como estratégica para a proteção do solo.
“Essa recomendação pode diminuir o efeito do impacto da gota da chuva sobre o solo: principal fator de erosão causado pela chuva”, observa.
No Norte e no Nordeste, as culturas de verão estão sujeitas ao maior risco de falta de água, o que pode ser minimizado também com a cobertura do solo com palhada, por intermédio de plantas de serviço como a braquiária, milheto, crotalária, entre outras.
“Essas plantas promovem maior disponibilidade de água, estimulando a infiltração e a diminuição da evaporação, além de reduzir a temperatura do solo”, complementa o pesquisador.
Ainda nas regiões Norte e Nordeste, o manejo fitossanitário da cultura da soja merece atenção para as possíveis alterações na ocorrência de pragas, doenças e plantas daninhas, em virtude de redução do volume e irregularidades na distribuição das chuvas.
“Essa condição geralmente reduz a ocorrência de doenças foliares. Por outro lado, pode dificultar o controle de plantas daninhas e favorecer algumas pragas, como a mosca-branca. Por isso, o monitoramento é importante para orientar a aplicação de defensivos no momento adequado”, destaca o também pesquisador da Embrapa Soja Maurício Meyer.
Para distribuir o risco ao longo da safra, outra indicação apontada pela Embrapa é a semeadura escalonada para evitar o desenvolvimento concentrado numa mesma fase. A prática pode minimizar tanto os efeitos da ocorrência de seca quanto os do excesso de chuva, que também pode ser prejudicial dependendo da fase da cultura em que ocorra.
Farias destaca que a indicação é combinar o escalonamento da época de semeadura com o uso de cultivares em diferentes ciclos para reduzir os riscos, pois caso ocorra algum evento extremo, nem toda a lavoura será igualmente afetada.
Mais chuva, maior atenção às doenças
De acordo com o relatório do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), os modelos indicam probabilidade acima de 90% de permanência do fenômeno El Niño até, pelo menos, o início de 2027, trazendo bom volume de chuvas para a cultura da soja na região Sul.
O verão mais chuvoso, com calor e curtos períodos de sol, forma o ambiente perfeito para a incidência de doenças fúngicas na soja. Por isso, é importante reforçar o monitoramento, principalmente porque o molhamento prolongado favorece algumas doenças da soja, como ferrugem-asiática, mofo-branco, mancha-alvo, antracnose e doenças de final de ciclo; e do milho, como cercosporiose, mancha-branca, helmintosporiose e podridões.
A pesquisadora da Embrapa Trigo (RS) Leila Costamilan explica que o primeiro problema que poderá aparecer nas lavouras, em anos de chuvas frequentes, é a podridão-radicular de fitóftora, a doença mais frequente em áreas compactadas, com solos mal drenados e acúmulo de água.
Ela causa maiores perdas durante a emergência das plantas, levando à ressemeadura de soja em muitas lavouras.
A orientação é utilizar cultivares resistentes e fazer o tratamento de sementes com fungicida específico. Na foto abaixo, soja com sintomas da podridão-radicular de fitóftora:
Em anos chuvosos, a principal doença a ser controlada é a ferrugem-asiática da soja, que continua requerendo atenção de controle pelo seu elevado potencial de causar redução de produtividade. Segundo Meyer, períodos prolongados de molhamento foliar e temperaturas amenas favorecem o progresso da doença.
“Recomendamos o monitoramento das condições ambientais favoráveis e o acompanhamento dos primeiros relatos de ocorrência da doença para definir o melhor momento do controle químico e a utilização de fungicidas preventivamente ou no aparecimento dos sintomas”, afirma.
O post El Niño aumenta riscos para a soja na safra 26/27; veja como se preparar apareceu primeiro em Canal Rural.
Sustentabilidade11 horas agoEndividamento rural: volume liberado pelo governo corresponde apenas a 13% da carteira problemática – MAIS SOJA
Business11 horas agoUSDA aponta leve piora nas condições de milho e soja nos Estados Unidos
Business12 horas agoBNDES aprova R$ 47,3 milhões para novo silo da Cooperalfa em Santa Catarina
Agro Mato Grosso12 horas agoMT tem previsão de calor de 40°C e umidade abaixo de 20% nesta semana; veja cuidados
Featured11 horas agoAlimentos seguem em queda e contribuem para nova retração da cesta básica em Cuiabá
Sustentabilidade10 horas agoValor Bruto da Produção Agropecuária é estimado em R$ 1,39 trilhão em julho – MAIS SOJA
Sustentabilidade12 horas agoTRIGO/CEPEA: Com menor área em nove anos, Brasil eleva dependência de importações – MAIS SOJA
Business12 horas agoEsmagamento de soja em MT registra 2º maior volume de 2026, mas margem recua 20,52%
















